
Seu faturamento subiu em 2025, mas você está crescendo de verdade? O IODE (Índice Omie de Desempenho Econômico) entrega exatamente essa resposta: crescimento real das PMEs brasileiras, descontada a inflação. O resultado de 2025 foi +1,2% em termos reais, e entender o que moveu esse número é o primeiro passo para calibrar seu planejamento financeiro empresarial para 2026. O vídeo abaixo traz o panorama direto:
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O que é o IODE: definição em uma frase
O IODE é o indicador que mede o crescimento econômico real das pequenas e médias empresas brasileiras, expurgando o efeito da inflação do período analisado.
Essa distinção entre nominal e real é fundamental. Imagine, por exemplo, uma PME cujo faturamento avança 8% no papel num ano de inflação alta: em termos de poder de compra, o negócio praticamente ficou parado. É exatamente esse ajuste que o IODE captura, tornando-o uma referência mais honesta do que o simples crescimento de receita bruta para análise de indicadores financeiros.
Por que 2025 foi um ano difícil para as PMEs
O vídeo levanta dois choques simultâneos que pesaram sobre o desempenho no primeiro semestre de 2025: pressão inflacionária sobre os custos e queda abrupta na confiança de empresários e consumidores. Quem apresenta o índice cita as pesquisas de confiança do consumidor da FGV, que mostravam essa confiança desabando na virada de 2024 para 2025. Aqui aprofundamos o contexto perene por trás desse padrão.
Esses dois choques raramente aparecem isolados. Quando a inflação pressiona custos, as PMEs enfrentam uma escolha difícil: repassar ao preço (e arriscar perder volume) ou absorver (e comprimir margem). Ao mesmo tempo, quando a confiança do consumidor despenca, o consumo recua antes mesmo de qualquer mudança objetiva na renda, criando uma retração que os números de faturamento nominal ainda demoram a refletir. A combinação dos dois movimentos no mesmo semestre explica por que o IODE registrou retração no comparativo ano a ano no H1 2025.
Como o índice fechou o ano em +1,2% real mesmo após um primeiro semestre de retração, a leitura é de que o segundo semestre trouxe acomodação dos choques e recuperação parcial. Um crescimento positivo no acumulado, mas abaixo do potencial das PMEs em um ciclo de normalização econômica.
Por que crescimento real importa mais do que crescimento nominal
Para quem gere uma PME, olhar só para o faturamento bruto é como medir a temperatura com o ventilador ligado: o número muda, mas a sensação real é outra.
O crescimento real é o único que permite comparações consistentes entre períodos com inflação diferentes, setores com diferentes exposições a custos e empresas de portes distintos. É por isso que índices como o IODE adotam esse critério. A mesma lógica vale para seus indicadores de desempenho internos: um DRE gerencial bem montado separa o crescimento orgânico da empresa do crescimento que foi simplesmente inflado pelo repasse de preços.
PMEs que acompanham resultados financeiros em termos reais tomam decisões mais calibradas: revisam premissas orçamentárias com base em crescimento efetivo, não em ilusão nominal; e conseguem fazer análise de cenários mais realistas para o próximo ciclo.
O que usar como referência externa ao calibrar seu orçamento
Índices como o IODE são o tipo de insumo que transforma um orçamento interno de uma projeção baseada apenas no histórico da própria empresa em uma projeção ancorada na realidade do mercado.
A prática recomendada é usar o índice como uma das premissas orçamentárias do ano: se o mercado de PMEs cresceu 1,2% em termos reais em 2025, projetar um salto muito acima disso para 2026 exige uma justificativa explícita (novo produto, novo canal, ganho de participação de mercado). Para quem ainda está montando o planejamento do ano, o Kit de Planejamento 2026 reúne os modelos e premissas de referência para esse exercício. Foi assim que a Vianews, cliente Treasy, sustentou seu plano de expansão sem perder rentabilidade: usou o orçamento para amarrar cada avanço de receita a uma premissa documentada, em vez de projetar crescimento no escuro. Sem essa âncora externa, os desvios orçamentários tendem a aparecer no meio do ano como surpresas, quando poderiam ter sido projetados como riscos.
Essa prática se conecta diretamente ao trabalho de construção de cenários no planejamento: o cenário base usa a referência do mercado; o cenário otimista e o conservador ficam acima e abaixo dela com premissas documentadas.
O que monitorar em 2026
Com o fechamento de 2025 em +1,2% real, a linha de base para 2026 está definida. Dois fatores perenes vão determinar se o mercado de PMEs vai acelerar ou desacelerar a partir daqui:
O primeiro é o comportamento da inflação. Se os custos voltarem a pressionar antes que as receitas acompanhem, o resultado real vai ficar abaixo do nominal novamente. Monitorar a projeção de fluxo de caixa com premissas de inflação diferenciadas por linha de custo é a forma de não ser surpreendido.
O segundo é a confiança. A retração de H1 2025 foi amplificada pela queda na confiança do consumidor. Quando esse indicador começa a virar, os indicadores econômicos de atividade costumam seguir com dois a três meses de defasagem. Quem estiver com o planejamento financeiro para pequenas empresas atualizado e as metas revisadas vai estar em melhor posição para capturar essa janela.
Para traduzir esses movimentos para dentro da sua empresa, o passo prático é garantir que seus indicadores financeiros de uma empresa reflitam a mesma lógica do IODE: crescimento real, não crescimento nominal. Quando quiser colocar esse acompanhamento para rodar de forma automatizada, experimente o Treasy gratuitamente e veja seus indicadores em tempo real.
Panorama do IODE 2025
| Período | Movimento do IODE | Principal fator | O que monitorar em 2026 |
|---|---|---|---|
| H1 2025 | Retração vs. 2024 | Inflação alta + queda na confiança do consumidor | Custo real vs. repasse de preço |
| H2 2025 | Recuperação parcial | Acomodação dos choques do início do ano | Velocidade de recuperação da confiança |
| Fechamento 2025 | +1,2% real | Crescimento abaixo do potencial das PMEs | Linha de base para premissas de 2026 |
| 2026 (projeção) | Depende de inflação e confiança | Defasagem de 2 a 3 meses entre confiança e atividade | Revisão das metas com âncora no mercado |
Leituras complementares para quem quer aprofundar o tema: gestão de resultados, resultado financeiro e resultado econômico, e como usar metas orçamentárias ancoradas em referências externas de mercado.
