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Orçamento Empresarial Ao vivo

Ambiente de planejamento orçamentário: configure o Treasy

Veja como criar seu ambiente de planejamento no Treasy: regime de competência x caixa, premissas orçamentárias e configuração do plano em menos de 10 minutos.

Neste artigo

Ambiente de planejamento orçamentário configurado

Antes de projetar uma única linha de receita, você precisa de dois pilares: saber em qual ótica vai enxergar os números e ter as premissas do orçamento documentadas. Sem isso, cada gestor parte de um pressuposto diferente e o consolidado vira uma colcha de retalhos. A Aula 02 do Curso Completo de Planejamento Orçamentário resolve exatamente isso, numa sequência que vai dos conceitos básicos até o ambiente funcionando na ferramenta.

Se você ainda não assistiu à Aula 01, ela cobre o processo orçamentário no estado da arte e mostra o ciclo completo que o curso vai construir.

Capa do vídeo: Aula 02 - Criando seu Ambiente de Planejamento - Curso Completo de Planejamento OrçamentárioVídeo · YouTube

Competência ou caixa: qual ótica usar no orçamento

O planejamento orçamentário trabalha com duas óticas ao mesmo tempo, e confundir uma com a outra é o erro que mais distorce projeções.

Regime de competência: o evento é registrado na data em que aconteceu, independente de quando o dinheiro entra ou sai. Uma venda de R$ 60.000 parcelada em seis vezes aparece inteira no mês em que foi realizada. É a base do DRE projetado.

Regime de caixa: o registro segue a data do pagamento ou recebimento. Aquela mesma venda de R$ 60.000 aparece fracionada, R$ 10.000 por mês, ao longo de seis meses. É a base da projeção de fluxo de caixa.

As duas visões são complementares. O DRE mostra se o negócio está gerando resultado. O fluxo de caixa mostra se tem dinheiro para honrar os compromissos enquanto esse resultado chega. Quem gerencia só pelo resultado pode ter lucro no papel e caixa negativo. Quem gerencia só pelo caixa perde a visão de tendência. Para entender a diferença entre regime de caixa e regime de competência aplicada à gestão, vale ler o artigo específico sobre o tema.

No curso, a construção começa pela ótica de competência (DRE projetado) e termina com a projeção de caixa, entregando as duas peças completas.

Premissas orçamentárias: as regras do jogo

As premissas orçamentárias são os balizadores que orientam todas as projeções do período. Pense nelas como as regras que todos os participantes do orçamento precisam conhecer antes de começar. Sem elas, o orçamento descentralizado vira um exercício sem norte.

De onde vêm as premissas

Se a empresa tem um planejamento estratégico formal, as premissas saem naturalmente dele: análise do cenário externo, diagnóstico interno e objetivos estratégicos já mapeados. Se não tem, algumas perguntas básicas resolvem:

  • Quanto a empresa espera vender e crescer mês a mês?
  • Vai haver alteração no quadro de pessoal?
  • Qual a política de prazos médios de pagamento e recebimento?
  • Qual o resultado esperado ao final do ano?

Premissas internas e externas

O quadro de premissas separa duas categorias:

Internas e gerenciáveis: variáveis que a empresa controla. Meta geral de vendas, capacidade máxima de produção, teto de horas extras. A controladoria e os gestores respondem por elas diretamente.

Externas e não gerenciáveis: variáveis de mercado que influenciam o negócio mas não dependem de decisão interna. Cotação do dólar, preço de matéria-prima, inflação setorial. Para essas, a resposta é a simulação de cenários: projetar o que acontece se a variável mudar e ter planos alternativos prontos.

Depois de aprovadas pela diretoria, as premissas são tomadas como verdade para todo o ciclo. Qualquer gestor com dúvida durante o planejamento deve consultar o quadro antes de avançar.

Metodologias: base zero ou base histórico

O curso trabalha com as duas metodologias mais usadas como ponto de partida, especialmente para quem está fazendo o primeiro ou segundo orçamento. Se ainda não definiu qual adotar, o guia de metodologia de gestão orçamentária cobre os critérios de escolha em detalhe.

Orçamento base zero (OBZ): todas as projeções partem do zero, sem pressupor os valores históricos. Cada conta e linha de receita é justificada pelos gestores com base no conhecimento do negócio e do mercado. É trabalhoso porque exige mais discussão e envolvimento, mas elimina gorduras e força uma reflexão real sobre cada item. Especialmente útil para o primeiro orçamento, quando o histórico ainda não existe ou não é confiável.

Orçamento base histórico: usa os números dos exercícios anteriores como referência para projetar o próximo. Aumenta a acuracidade das projeções e acelera o processo. Funciona bem para empresas que já operam há algum tempo e têm histórico consistente. Para saber mais sobre as diferenças práticas entre as duas abordagens, o artigo sobre orçamento base zero e orçamento base histórico detalha os critérios de escolha.

O Treasy suporta as duas metodologias sem exigir reconfiguração. Qualquer uma se encaixa dentro do mesmo plano.

Criando o ambiente de planejamento no Treasy

Com os conceitos alinhados, a aula mostra o passo a passo para criar a conta e configurar o primeiro plano.

Criar a conta: acesse www.treasy.com.br/cadastro, informe e-mail e senha, confirme o login. Em menos de dois minutos o ambiente está disponível.

Criar o plano: clique em "Novo plano" e preencha três informações:

  1. Nome do plano. Pode ser "Orçamento Anual 2026" ou qualquer nome que identifique o ciclo.
  2. Indicador primário (OMTM). A métrica mais importante que vai acompanhar o orçamento o tempo todo. Para quem não sabe qual usar, o EBITDA é a recomendação da aula: é um dos principais indicadores financeiros para avaliar desempenho e aparece detalhado nas aulas seguintes. Define a meta aqui (exemplo: R$ 1 milhão de EBITDA).
  3. Horizonte orçamentário. Geralmente janeiro a dezembro (12 meses). Para o primeiro orçamento, siga esse padrão.

O que o painel inicial mostra

Depois de criar o plano, a tela inicial do Treasy organiza tudo em uma visão de controle:

  • Informações do plano: empresa, nome do plano, horizonte orçamentário.
  • Workflow orçamentário: status atual do plano. Começa em "Definições estratégicas" (levantamento das premissas, OMTM, participantes), vai para "Em planejamento" (gestores preenchendo as projeções das áreas), depois "Em acompanhamento" (planejado bloqueado, realizado sendo registrado mês a mês) e termina em "Encerrado".
  • OMTM ao vivo: conforme o planejamento é preenchido, o painel mostra quanto o acumulado está próximo ou distante da meta definida.
  • DRE resumido: visão prévia das principais linhas do orçamento.
  • Decomposição do OMTM: quanto cada peça orçamentária (receita, deduções, custos, despesas) contribui para o indicador principal.
  • Painel de atividades: histórico de alterações de status do plano.
  • Evolução gráfica: comportamento do indicador principal mês a mês.
  • Planejado × Histórico e Planejado × Realizado: comparativo por mês ao longo do ciclo.

No menu de planejamento, os módulos seguem a estrutura lógica do DRE: receitas, deduções, matérias-primas, custos variáveis, pessoal, despesas e investimentos. Os relatórios (DRE e projeção de fluxo de caixa) e os gráficos e indicadores são configurados automaticamente conforme a modelagem financeira avança.

Comparativo entre as metodologias de orçamento

Critério Base Zero (OBZ) Base Histórico
Ponto de partida Zero: sem pressupor o passado Histórico dos exercícios anteriores
Melhor para Primeiro orçamento ou revisão radical de custos Empresa com histórico confiável
Esforço Alto: exige justificativa de cada linha Moderado: ajusta sobre o que já existe
Acuracidade Varia conforme o conhecimento dos gestores Tende a ser mais preciso desde o início
Descoberta de oportunidades Alta: reavalia premissas que se tornaram gordura Menor: parte do que já foi validado
Combinação com o Treasy Sim, sem reconfiguração Sim, com carga do histórico disponível

Por onde avançar

Com o ambiente criado e o plano configurado, as próximas aulas do curso começam a preencher cada peça do orçamento: projeção de vendas, custos, pessoal e, no final, o fluxo de caixa.

Se quiser aprofundar os conceitos enquanto avança nas aulas, esses artigos complementam bem:

Quando o orçamento estiver pronto e você quiser tirar a planilha do caminho e ter o histórico do ERP entrando automaticamente, experimente o Treasy de graça e veja o planejado e o realizado lado a lado sem retrabalho manual.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre regime de competência e regime de caixa no orçamento?
No regime de competência, o evento é registrado na data em que ocorreu, independente do pagamento. No regime de caixa, o registro acontece na data do pagamento ou recebimento. Uma venda parcelada de R$ 60.000 aparece inteira no DRE (competência) no mês da venda, mas dividida mês a mês no fluxo de caixa (caixa).
Por que o orçamento precisa trabalhar com as duas óticas ao mesmo tempo?
Porque elas respondem perguntas diferentes. O DRE pela ótica de competência mostra se o negócio está gerando resultado econômico. O fluxo de caixa mostra se haverá dinheiro disponível para honrar os compromissos enquanto esse resultado chega. Gerenciar só por uma das duas dá uma visão incompleta.
O que são premissas orçamentárias e por que documentá-las?
Premissas orçamentárias são os balizadores que orientam todas as projeções do período. São as regras do jogo: aquilo que a empresa não abre mão durante o planejamento. Documentá-las garante que todos os participantes do orçamento trabalhem a partir dos mesmos pressupostos, especialmente num modelo descentralizado com vários gestores envolvidos.
De onde saem as premissas orçamentárias?
Se a empresa tem planejamento estratégico formal, as premissas saem dele: análise de cenário externo, diagnóstico interno e objetivos estratégicos. Se não tem, perguntas-chave resolvem: quanto espera vender, se haverá mudança no quadro de pessoal, qual a política de prazos de pagamento e recebimento e qual o resultado esperado no final do ano.
Qual a diferença entre premissas internas e premissas externas?
Premissas internas são variáveis que a empresa controla: meta de vendas, capacidade de produção, teto de horas extras. Premissas externas são variáveis de mercado fora do controle da empresa: câmbio, preço de matéria-prima, inflação setorial. Para as externas, a resposta adequada é a simulação de cenários.
Como as premissas orçamentárias devem ser tratadas depois de aprovadas?
Depois de aprovadas pela diretoria, as premissas são tomadas como verdade para todo o ciclo orçamentário. Se um gestor tiver dúvida durante o planejamento, deve consultar o quadro de premissas antes de avançar. Se uma premissa mudar, todo o planejamento que dependia dela precisa ser recalculado.
O que é orçamento base zero (OBZ)?
No OBZ, todas as projeções partem do zero sem assumir os valores históricos como ponto de partida. Cada conta e linha de receita é justificada pelos gestores com base no conhecimento do negócio. É mais trabalhoso, mas força uma reflexão real sobre cada item e elimina gorduras acumuladas ao longo dos anos.
Quando usar orçamento base histórico em vez de base zero?
O base histórico funciona bem para empresas que já operam há algum tempo e têm histórico confiável. Ele usa os números dos exercícios anteriores como referência para projetar o próximo, o que aumenta a acuracidade das projeções e acelera o processo. Para o primeiro orçamento, o OBZ tende a ser mais indicado.
O que é o OMTM e para que serve no planejamento?
OMTM (One Metric That Matters) é o indicador primário do plano: a métrica mais importante que acompanha o orçamento o ano todo. Ela serve como referência central para identificar rapidamente se o planejamento está no caminho certo. O Treasy recomenda o EBITDA para quem não sabe qual indicador usar, pois é um dos principais para avaliar desempenho econômico.
Quais são os status do workflow orçamentário no Treasy?
O plano passa por quatro status: Definições estratégicas (levantamento de premissas, OMTM e definição dos participantes), Em planejamento (gestores preenchendo as projeções das suas áreas), Em acompanhamento (planejado bloqueado, realizado sendo registrado mês a mês) e Encerrado (fim do ciclo).
O Treasy permite trabalhar com mais de um plano ao mesmo tempo?
Sim. O Treasy trabalha com múltiplos planos, o que permite criar cenários alternativos sem perder o plano base. É como ter várias cópias do orçamento para simular o impacto de uma decisão ou de uma mudança de premissa antes de comprometer o planejamento principal.
Como os gestores participam do orçamento descentralizado dentro do Treasy?
Quando o plano está no status Em planejamento, os gestores cadastrados na equipe acessam o Treasy com o perfil deles e preenchem as informações das suas áreas. Cada usuário tem um nível de acesso diferente, definindo o que pode ver e o que pode editar.
Preciso configurar os relatórios de DRE e fluxo de caixa manualmente?
Não. O Treasy configura automaticamente os relatórios de DRE, projeção de fluxo de caixa e principais indicadores conforme a modelagem financeira avança. O plano de contas, canais e produtos que você cadastrar alimentam os relatórios sem parametrização adicional.
É possível exportar o orçamento do Treasy para Excel?
Sim. Ao final do trabalho, todas as informações do plano podem ser exportadas para Excel. Isso permite continuar com a ferramenta de preferência sem perder o trabalho realizado durante o curso.
O Treasy funciona para orçamento de empresas do setor de confecções?
Sim. O curso usa uma empresa fictícia do setor de confecções exatamente para mostrar que a metodologia se aplica a qualquer modelo de negócio. A recomendação é usar o modelo da sua própria empresa ou de um negócio que você conhece bem, para facilitar a assimilação dos conceitos e tornar as dúvidas mais concretas.
Qual o horizonte orçamentário recomendado para o primeiro orçamento?
Para o primeiro orçamento, o curso recomenda 12 meses de janeiro a dezembro. É o horizonte mais comum e serve como base para comparação ano a ano. Empresas mais maduras podem optar por horizontes diferentes, mas começar com 12 meses facilita o aprendizado e a implantação.

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