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Orçamento Base Zero e Orçamento Base Histórico: qual escolher? Entenda as diferenças

Orçamento Base zero x Orçamento Base Histórico: conheça os conceitos, vantagens e desvantagens de cada modelo antes de optar por um deles para sua empresa!

Neste artigo

Quando o fim do ano chega, muitas pessoas adotam a filosofia de “virar a página” e começar o novo ciclo do zero, esquecendo o que passou, tanto de bom quanto de ruim. Outras pessoas, porém, preferem tirar lições do que viveram, utilizando as experiências para fazer diferente no novo ano. A pergunta que fica é: quem está tomando a decisão mais acertada?

Moedas em pilhas alinhadas com régua demonstra mensuração orçamento base

A verdade é que as duas ideias fazem sentido e apresentam vantagens e desvantagens, inclusive quando falamos do mundo corporativo. Em uma empresa, essas formas de pensar também podem ser aplicadas. Elas entram em ação na hora de criar o orçamento para o ano seguinte, por meio de conceitos bem comuns na gestão empresarial: Orçamento Base Zero (OBZ) e Orçamento Base Histórico (OBH). Tratam-se, basicamente, de modos distintos de financiar a realização dos objetivos do negócio. E, como citamos, ambos têm prós e contras. Vamos entender melhor como eles funcionam? Siga com a gente!

Orçamento Base Zero (OBZ)

Esta técnica usa o mesmo princípio do grupo de pessoas que prefere “virar a página”. Para isso, parte da premissa de que nem todos os eventos ocorridos no ano atual irão se repetir no próximo ano, pois na sua empresa você não terá necessariamente gastos com as mesmas funções e operaçõesnos exercícios seguintes. No Orçamento Base Zero, portanto, devem ser orçadas as despesas com base em cadaprocesso, projeto e atividadenecessários paraatingir as metas e os objetivos definidos. Somado a isso, cada gasto deve ser discutido e justificado pelos gestores. Dessa maneira, eles garantem somente o uso dos recursos essenciais para o ano seguinte. Pelo fato de este modelo não levar em consideração os dados históricos para realizar o orçamento, ele acaba tomando muito mais tempo para ser feito, uma vez que todos os gastos da empresa devem ser discutidos e justificados. Porém, a vantagem é a eliminação de processos e projetos que não estejam alinhados com os objetivos do negócio. Pelas características da metodologia OBZ, sua utilização é indicada principalmente quando se deseja realizar umareestruturação na empresa. Se você está pensando em dar uma guinada no negócio, talvez esta seja a melhor solução. Mas evidentemente que ela também pode ser usada em outras circunstâncias. Para termos uma ideia de como aplicar o orçamento OBZ, vamos dar um exemplo do marketing. É comum que as necessidades da empresa em um ano exijam uma atitude do setor que pode não ser a ideal para o período seguinte. Dependendo da realidade do mercado, as estratégias de comunicação precisam mudar em termos de proporção, agressividade e estratégias de penetração do público-alvo. Então, com os objetivos da empresa em mãos, os profissionais do marketing definem o que é necessário para colaborar de maneira efetiva para o cumprimento dessas metas naquele ano. A partir daí é pensado no orçamento necessário para financiar as ações no período, descartando o que foi feito anteriormente, já que se tratava de outra realidade. Ou seja, não é preciso olhar para o passado para tocar esse processo. O mesmo vale para o desenvolvimento de produtos. Em um ano, para lidar com a pressão dos concorrentes, pode ser mais necessário investir em novos itens do portfólio. Já no período seguinte, isso pode não ser uma exigência interna ou de mercado, considerando que a demanda foi, pelo menos em partes, cumprida.

Como fazer o OBZ

O primeiro passo para implementar a metodologia OBZ na empresa épreparar as equipes. Você precisa treinar os profissionais para este momento, envolvendo-os no processo. Isso é fundamental para que todos entendam o espírito do orçamento base zero e não o vejam como uma mera burocracia. O segundo passo é deixar bem claro asdivisões da empresa, ou seja, os setores que fazem parte dela. Pode parecer algo óbvio, mas quando cada área sabe exatamente em que ponto começa e em qual ponto termina suas obrigações, evitam-se muitos contratempos. Como cada uma das áreas tem uma demanda própria, um ritmo diferente e uma forma de trabalhar específica, essas particularidades precisam ser bem dimensionadas e respeitadas. Na sequência, chega o momento de levantar asestratégias da empresa. Para isso, é necessário estabelecer os objetivos corporativos para o período selecionado e, com base neles, estipular as metas. Por fim, é necessário definir o que chamamos delimiar dos gastos, quer dizer, o mínimo que precisa ser investido para que a empresa consiga operar sem grandes dificuldades. Tudo o que passar deste ponto deve ser devidamente analisado pelos profissionais, que definirão se é ou não interessante considerar.

Orçamento Base Histórico (OBH)

O Orçamento Base Histórico (OBH) se parece mais com o pensamento do segundo grupo de pessoas que citamos no começo do texto. Também conhecido apenas como Orçamento Histórico, é gerado a partir dos números do ano anterior.Basicamente, é calculado o quanto se deseja elevar a receita e quanto os custos e gastos deverão subir para dar suporte a esses objetivos. É verdade que não é possível alterar o que já passou, porém, não podemos esquecer do aprendizado e da experiência adquiridos ao longo do tempo. Portanto, é sempre bom dar uma olhada para trás, evitando, assim, cometer os mesmos erros novamente ou deixar de aproveitar o que deu certo. É com base neste princípio que o orçamento histórico atua. Uma boa vantagem é que ele envolve menos pessoas, pois não é necessário revisitar e justificar todas as atividades da empresa para gerar o novo orçamento. Sendo assim, também é mais rápido de ser feito. Além disso, com o Orçamento Base Histórico, pode-se evitar distorções na hora de definir os custos de uma determinada atividade, pois já existe uma base a partir dos números do ano anterior. Dessa forma, não é necessário estimar os custos do zero para cumprir com o planejamento estabelecido. Pensando no exemplo que vimos antes sobre a área de marketing, no caso do Orçamento Base Histórico, a empresa vai olhar os resultados do ano anterior e avaliar se precisa aumentar o investimento, considerando que as ações surtiram resultados positivos e há margem para uma expansão ainda maior. Mas também pode-se chegar no entendimento de que o melhor é manter o orçamento para adequar o volume de pedidos à capacidade de demanda. Tudo vai depender da avaliação que for realizada. Já no caso do desenvolvimento de produtos, os gestores podem optar por elevar o nível de investimentos, caso seja necessário dar um fôlego para a área de pesquisas com o objetivo de apresentar novidades ao mercado, considerando as demandas identificadas no período anterior. Assim,  a produção pode ser mantida com o mesmo orçamento praticado anteriormente, pois as novidades, neste caso, só começarão a ser manufaturadas mais adiante.

Como fazer o OBH

Antes de mais nada, é essencial destacar que aqui também é fundamental envolver os colaboradores no processo. Por mais que esse seja um modelo menos drástico, digamos assim, as pessoas que fazem parte da empresa precisam ser chamadas para contribuir com o debate. Para realizar esse orçamento, a empresa precisaanalisar os números anteriores, fazer uma previsão do que será praticado no próximo exercício e também estimar as receitas.Com esses números em mãos, os profissionais devem definir, então, as prioridades dos gastos. E os números, claro, precisam ser confiáveis. Por isso, é importante sistematizar o registro, a classificação e o acompanhamento dos desembolsos de sua empresa. Para ajudá-lo neste trabalho, desenvolvemos uma planilha que conta com um modelo para demonstração de gastos, custos e despesas. Com ela, fica mais fácil classificar, analisar e monitorar todas as informações! Clique na imagem abaixo e acesse gratuitamente: Planilha para análise de gastos e despesas com saldo negativo demonstrada em laptop

A escolha entre Orçamento Base Zero e Orçamento Base Histórico

Homem decidindo entre duas setas opostas representa escolha orçamento histórico Como podemos observar, as duas técnicas apresentam vantagens e desvantagens. Assim, escolher uma delas vai depender muito do momento do seu negócio. Se a intenção for reestruturar a empresa ou alguma área, o Orçamento Base Zero pode ser o mais indicado. Se não, o Orçamento Base Histórico pode ser considerado, uma vez que proporciona ganhos de velocidade em sua elaboração, além do aprendizado acumulado que traz consigo. Uma estratégia que pode ser adotada é a utilização do OBZ a cada 3 ou 4 anos e, nos demais, a utilização do OBH para medir a evolução do resultado da empresa. Outra estratégia interessante é partir para um modelo híbrido: ou seja, caso o objetivo seja reestruturar somente uma área da empresa, aplicar o Orçamento Base Zero para esta área e o Orçamento Base Histórico para o restante da empresa. Se você quiser se aprofundar no tema para entender qual o melhor modelo de orçamento para a sua empresa, confira o e-book que preparamos especialmente sobre este assunto. No material, além do OBZ e do OBH, apresentamos outras 6 metodologias e práticas orçamentárias utilizadas pelo mercado e indicamos os melhores caminhos para você optar pelo mais adequado à sua realidade. Clique na imagem abaixo e confira! Ebook gestão orçamentária metodologia ideal empresas botão download gratuito

Concluindo

Independendentemente do modelo a ser adotado, o importante é que a empresa mantenha sempre os pés no chão e realize os orçamentos com cautela, bom senso e de acordo com a realidade. É essencialobservar os cenários e analisá-los com base em estudos e números, sem subestimar nenhuma necessidade ou realidade. Somente assim o orçamento poderá apresentar resultados positivos para a empresa. E caso essa parte, de conquistar os resultados, for a mais desafiadora, nós temos um material indispensável, feito para quem precisa ajustar esse aspecto. É um webinar com 5 passos para diminuir o abismo entre a estratégia e a execução. Afinal, de pouco adianta tomar todos esses cuidados na hora de fazer o orçamento, adequando-o às metas da empresa, se pouco sai efetivamente do papel. Então, clique no link abaixo e aproveite o conteúdo apresentado pelo fundador e CEO da Treasy, Gilles B. de Paula: Revisões webinar cinco passos eliminar abismo estratégia execução implementação Esperamos que este artigo tenha sido útil a você. Deixe um comentário contando o que achou e compartilhe conosco qualquer outro conhecimento que possa contribuir com o tema. Fique à vontade também para compartilhar este post com seus colegas. Toda semana publicamos aqui artigos relacionados a planejamento, orçamento e acompanhamento econômico-financeiro. Também publicamos mensalmente materiais gratuitos para download, como modelos de planilhas, white papers e e-books. Portanto, se você ainda não é assinante de nossa newsletter, cadastre-se para receber este e outros artigos por e-mail, ou nos acompanhe nas redes sociais para ficar por dentro de tudo que acontece por aqui. Se preferir, fale com a gente! Estamos sempre à disposição.

Perguntas frequentes

Qual é a principal diferença entre Orçamento Base Zero e Orçamento Base Histórico?
No Orçamento Base Zero, você constrói o orçamento do zero para cada ano, justificando cada gasto com base nos objetivos da empresa. No Orçamento Base Histórico, você parte dos gastos do ano anterior e faz ajustes (cortes ou aumentos) sobre esse valor. É a diferença entre começar do vazio e partir do que você já gasta.
Quando devo usar Orçamento Base Zero na minha empresa?
Use quando sua empresa está passando por uma reestruturação, mudança de estratégia ou quando suspeita que há gastos desnecessários que não agregam valor. Também funciona bem se você quer repensar completamente como aloca recursos entre departamentos. Se tudo está funcionando bem e você quer um processo mais rápido, o histórico é melhor.
Quando devo usar Orçamento Base Histórico?
Use quando sua empresa já tem processos consolidados, a estrutura está estável e você quer um planejamento mais ágil. O histórico funciona bem se você já conhece bem seus custos fixos e quer apenas ajustá-los pela inflação ou crescimento esperado.
Qual modelo leva mais tempo para fazer?
Orçamento Base Zero é bem mais demorado. Como cada gasto precisa ser discutido e justificado do zero, envolve reuniões com todas as áreas, análise detalhada de projetos e uma discussão profunda sobre prioridades. Orçamento Base Histórico é mais rápido porque você começa de um número já conhecido.
O Orçamento Base Zero garante que vou eliminar desperdícios?
Sim, ele força essa conversa. Ao exigir justificativa para cada real gasto, você descobre naturalmente quais processos não trazem retorno e quais estão alinhados com os objetivos. Mas o resultado depende da qualidade da análise e da honestidade das equipes em questionar o status quo.
É possível combinar os dois modelos?
Sim. Muitas empresas usam uma abordagem híbrida: aplicam base zero em áreas que estão mudando (como marketing em transformação digital) e base histórica em áreas estáveis (como manutenção predial). Isso equilibra precisão com velocidade.
Qual modelo funciona melhor para empresas em crescimento rápido?
Base Zero é mais adequado. Quando a empresa cresce, os gastos históricos podem não refletir a nova realidade operacional. Começar do zero força você a pensar em quanto custa efetivamente cada operação no novo patamar de faturamento.
O Orçamento Base Histórico ignora completamente o ano anterior?
Não. Ele usa os gastos do ano anterior como base para discussão, mas aplica ajustes (percentuais de corte, inflação, crescimento esperado). Você não cria um orçamento novo; você adapta o existente.
Quanto tempo leva para implementar um Orçamento Base Zero?
Depende do tamanho da empresa, mas geralmente entre 2 a 4 meses se bem executado. Você precisa reunir com todas as áreas, coletar informações sobre projetos e prioridades, discutir números e chegar a consensos. Se tiver ferramentas adequadas de colaboração, o processo fica mais rápido.
Como convencer meu time a apoiar uma mudança para Orçamento Base Zero?
Deixe claro que não se trata de corte cego, mas de repensar alocação. Explique os objetivos da empresa para o próximo ano e mostre como o novo orçamento vai financiar essas prioridades. Quanto maior a participação das equipes nessa discussão, maior o buy-in.
O Orçamento Base Zero é mais justo ou imparcial que o histórico?
Pode ser. Como parte do zero, não há vantagem automática de quem historicamente recebeu mais. Mas a imparcialidade depende de como você conduz a discussão. Se alguns líderes têm mais influência nas reuniões, a tendência é reproduzir assimetrias, só que com outro rótulo.
Qual modelo é melhor para controlar custos fixos?
Base Zero, porque força você a questionar por que cada custo fixo existe. No histórico, custos fixos tendem a se perpetuar ano após ano sem análise. Se sua preocupação é despesa com aluguel, salários e contratos longos, começar do zero ajuda a visualizar se todos valem a pena.
Se escolher Base Histórico, como evito que desperdícios se perpetuem?
Faça revisões periódicas (semestrais ou trimestrais) em que você questiona cada categoria de gasto: está gerando retorno? É essencial? Pode ser otimizado? E estabeleça desde o início que ajustes não são só matemáticos (inflação × X%), mas também revisões de real necessidade.
Orçamento Base Zero elimina completamente a influência da inflação no planejamento?
Não. Na verdade, você lida com inflação de forma mais consciente. Ao discutir cada gasto do zero, você pode optar por absorver a inflação em algumas áreas (prioridade estratégica) e transferir para o cliente em outras (menos críticas). Isso dá mais controle do que apenas aplicar um percentual universal.
Qual modelo deixa menos espaço para políticas internas e disputas de poder?
Nenhum deixa totalmente de fora. Mas Base Zero reduz um pouco porque não há "direito histórico" ao orçamento. Tudo está na mesa, baseado em argumentos de valor e estratégia. Ainda assim, quem tem mais poder de persuasão consegue influenciar as prioridades.
Posso mudar de um modelo para outro de um ano para o outro?
Sim, e é comum. Uma empresa pode fazer Base Zero em um ano de reestruturação e voltar para Base Histórica (mas mais controlada) nos anos seguintes. O importante é que a decisão seja deliberada e comunicada com antecedência para que as áreas se preparem.
O Orçamento Base Zero funciona bem para setores com custos muito previsíveis?
Funciona, mas com ganhos menores. Se você está em um setor onde os custos são naturalmente estáveis (infraestrutura de TI corporativa, por exemplo), Base Zero pode parecer overkill. Nesse caso, Base Histórica com revisões frequentes pode ser mais eficiente sem sacrificar controle.

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