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Orçamento Empresarial Artigos

5 tomadas de decisão que a Gestão Orçamentária facilita para sua empresa

Tomadas de decisão fazem parte de nosso dia-a-dia, mas nem sempre são fáceis. Confira como a Gestão Orçamentária pode embasar e facilitar algumas delas!

Neste artigo

Tipos de tomada de decisão ilustrados através de comparação visual com frutas vermelhas e verdes

Tomar decisões faz parte do dia-a-dia de todos nós. Desde as mais corriqueiras, como a decisão matinal diária de que roupa vestir, até mesmo decisões muito mais complexas e com influências de longo prazo, como a compra de uma casa ou a pessoa com passará sua vida.

E no ambiente empresarial não é diferente. CEOs, diretores, gerentes e qualquer outra pessoa com responsabilidades relacionadas a seus cargos tem a difícil tarefa de tomar decisões rotineiramente. Algumas mais simples, de baixo impacto e reversíveis. Outras mais complexas e que podem causar a empresa sérias consequências (boas ou ruins), e que nem sempre podem ser desfeitas.

Neste artigo, vamos ver com utilizar uma rica fonte de informações já disponível em sua empresa, o Orçamento Empresarial, para embasar, facilitar e reduzir riscos associados à tomada de decisões corporativas. O objetivo é transformar o processo de tomada de decisões, deixando-o mais fácil, rápido, preciso, abrangente e coerente.

Tipos de Tomadas de Decisão

Antes de falarmos sobre as tomadas de decisão propriamente ditas, precisamos saber quais são os tipos de decisões existentes.

  • Decisões não estruturadas: neste caso, o responsável pela tomada de decisão deve utilizar seu bom senso, sua capacidade de avaliação e sua perspicácia na resolução do problema. Aqui não há procedimentos bem compreendidos e documentados para facilitar as decisões, que costumam ser inusitadas e não rotineiras;
  • Decisões estruturadas: aqui, as decisões costumam ser mais repetitivas e rotineiras. Desta forma, é possível criar procedimentos pré-definidos, de modo que no momento que a decisão surgir, possa ser tomada com mais calma e tranquilidade;
  • Decisões semi-estruturadas: por fim, temos os casos onde apenas uma parte do problema é novo, mas a empresa já possui procedimentos criados para situações semelhantes que podem ajudar a obter uma resposta clara e precisa com mais facilidade e rapidez.

Geralmente o nível de estruturação das decisões está intimamente relacionado ao nível hierárquico na organização. Ou seja, quanto mais estruturada está uma decisão com procedimentos e métodos, menos a alta gestão precisa ser envolvida, conforme demonstra a imagem abaixo:

Pirâmide mostrando tipos de tomadas de decisões por nível gerencial: operacional, médio e senior

Ao tornar  o máximo de decisões não estruturadas em decisões estruturadas, sua empresa estará economizando tempo, dinheiro e principalmente muita energia mental.

O nosso objetivo com este artigo é demonstrar como sua empresa pode (e deve) eliminar ao máximo o subjetivismo, utilizando seu Orçamento Empresarial como uma das ferramentas de suporte a tomada de decisões.Sem mais delongas, vamos aos 5 exemplos de tomadas de decisão que uma boa Gestão Orçamentária ajuda a simplificar!

Viabilidade de Investimentos Operacionais

Com algumas raras exceções, todo empresário deseja ver sua empresa crescendo os resultados mês após mês e para isto sabe que os Investimentos Operacionais são necessários. Seja para ampliar, modernizar ou mesmo manter a operação (repondo bens depreciados), antes de realizar qualquer investimento, é necessário saber quais serão seus impactos na empresa.

Como a Gestão Orçamentária engloba também a Projeção de Investimentos, é possível analisar com antecedência qual o retorno esperado com o Investimento (ROI), em quanto tempo os ganhos compensarão os desembolsos (Payback) e se a empresa tem caixa suficiente para arcar com a aquisição ou precisará recorrer a empréstimos e financiamentos.

Desta forma você pode utilizar as informações obtidas com a Gestão Orçamentária para simular todos os impactos antes de realmente realizar a aquisição e decidir pelo Investimento com segurança, efetivando-o apenas se os ganhos gerados forem interessantes para a empresa.

Definição do Preço de Venda dos produtos e serviços

Um desafio muito comum nas empresas é definir qual o preço ideal cobrar por seus produtos e serviços. Inclusive publicamos recentemente um e-book sobre Formação de Preço de Venda que você pode baixar gratuitamente no botão abaixo.

Ebook sobre formação de preço abordando sazonalidade o que é e aplicação prática

De forma bem resumida, ao calcular o valor que comercializará seus produtos e serviços, sua empresa deve levar em consideração 3 fatores:

A análise do mercado e concorrência não tem escapatória. Sua empresa vai precisar fazer a lição de casa, mapear quem são os concorrentes e investigar como cada atua no mercado cada um deles. Você pode fazer isto internamente ou contratar uma consultoria especializada.

Mas a boa notícia é que as projeções realizadas para o Planejamento Orçamentário já entregam de bandeja a Projeção de Margem de Contribuição e Projeção do Ponto de Equilíbrio.

Todas as informações necessárias para o cálculo já estão nas projeções criadas para o Orçamento Empresarial, basta calcular os indicadores. Para saber mais, confira o artigo que publicamos sobre os 5 indicadores fundamentais para gestão que podem ser obtidos no DRE de sua empresa.

Abertura ou descontinuidade de Canais de Distribuição e Venda

Outro ponto que atormenta a vida e tira o sono de qualquer empresário ou executivo é a gestão de Canais de Distribuição ou também conhecidos como Canais de Vendas.É comum escutarmos da “sabedoria empresarial popular” que a empresa deve diversificar ao máximo seus canais, tanto para aumentar seu faturamento, quanto para “não deixar os ovos em uma cesta só”.

A verdade é que existem canais que funcionam muito bem para algumas empresas, porém não servem para outras. Mas calma, não é por isto que sua empresa deve continuar atuando nos mesmos canais sem conhecer outras alternativas.

O importante aqui é trabalhar com fatos, e não com “achismos”. E nisto a Gestão Orçamentária é mestre! Em posse de um orçamento base, você pode criar algumas Simulações de Cenários e projetar diferentes situações e condições.

É preciso analisar tanto os impactos positivos, quanto negativos da abertura de um novo Canal de Vendas. Quantas novas vendas o Canal trará mensalmente? Quanto isto representa em Receita? E quais serão os Custos iniciais para montar o Canal? E para mantê-lo operando? Será preciso algum investimento de grande porte? Sua empresa já tem o know-how suficiente para criar e manter o canal?

Lembre-se que todas as perguntas devem virar números (receitas, custos e despesas). Desta forma sua empresa pode decidir pela abertura de novos Canais de Vendas ou pela descontinuidade de algum Canal que não esteja performando bem, totalmente baseada em dados e informações.

Para saber mais sobre análise rentabilidade de Canais de Vendas, confira este artigo.

Contratação ou demissão de pessoal

Necessidade de contratação de pessoal é quase lugar comum na Gestão Empresarial. Qualquer empresa, por mais escalável que seja seu modelo de negócios, para crescer, precisa de pessoas.

Porém, antes de contratar é necessário analisar alguns aspectos. O primeiro deles é sua empresa tem Fluxo de Caixa suficiente para arcar com o novo funcionário. Mesmo que esta pessoa vá contribuir diretamente com o aumento da receita (se for um profissional de marketing ou vendas) ou trabalhar para garantir que a empresa possa entregar o que vende (no caso de um profissional de produção ou logística) é preciso ter certeza que a empresa pode pagar o salário do novo funcionário.

Além disto, é preciso lembrar que não se trata apenas de salários. São diversos encargos sociais (INSS, FGTS, etc.) a serem considerados, sem contar os benefícios (vale transporte, vale refeição, bolsas de estudo, etc.).

Uma boa Projeção Orçamentária ajuda sua empresa a analisar se tem condições para pagar mensalmente o novo funcionário, sem se esquecer ainda das provisões que costumam gerar grandes desembolsos para as empresas em alguns períodos. Estamos falando aqui das provisões de 13º Salário e Férias, além do aprovisionamento para Multas Rescisórias.

Esta é uma necessidade tão grande, que a pedido de vários clientes, recentemente lançamos uma nova função em nosso software, o Treasy para Projeção de Gastos com Pessoal.

Capital de Terceiros x Capital Próprio

Um bom Planejamento Orçamentário contempla não só os fatores econômicos que formam a Projeção de Resultados (DRE) da empresa, mas deve levar em consideração ainda os fatores financeiros, realizando também a Projeção de Fluxo de Caixa.

Pela ótica financeira, sua empresa deve analisar os impactos que os planos operacionais e os planos de expansão exercem sobre o caixa. Algumas das variáveis a serem analisadas passam pela Necessidade Capital de Giro (NCG) e também pela Necessidade de Capital para Investimentos Operacionais.Nesta hora, os dados do Orçamento são bastante úteis para que você possa calcular o que chamamos de Custo do Capital de Terceiros e também calcular o Custo do Capital Próprio.

De forma bem resumida, o Custo do Capital de Terceiros é o valor dos juros e taxas que sua empresa pagaria por tomar empréstimos ou financiamentos. Já o Custo com Capital Próprio é um pouco mais complexo de se calcular, mas de maneira bem simplista podemos dizer que é o custo do capital “empatado” pelos sócios e acionistas no negócio.

Este é um assunto mais profundo e publicaremos um artigo mais elaborado sobre ele em breve, mas o que podemos antecipar é que sua empresa deve tomar muito cuidado nesta decisão. Em algumas situações, mesmo que a empresa possua dinheiro em caixa, pode ser mais vantajoso tomar empréstimos e financiamentos para uma aquisição ou Investimento. Em outros vale mais a pena usar dinheiro do caixa...

O importante é que para empresas que já fazem uma boa Gestão Orçamentária, as informações necessárias para tomar estas decisões estão muito mais facilitadas, basta analisá-las com cuidado antes de decidir por uma alternativa ou outra.

Mais sobre Gestão Orçamentária

Se a sua empresa ainda não utiliza o Orçamento Empresarial (Budget) em sua gestão, confira o material completo (e-book + webinar) que preparamos para auxiliar sua empresa a dar os primeiros passos! Basta clicar nos links para fazer o download do e-book e assistir ao webinar gratuitamente.

E como você já sabe, toda semana publicamos aqui artigos relacionados a planejamento, orçamento e acompanhamento econômico-financeiro. Também publicamos mensalmente materiais gratuitos para download como modelos de planilhas, white papers e e-books.

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Perguntas frequentes

O que é Gestão Orçamentária
Gestão Orçamentária é o processo de planejar, monitorar e controlar as receitas e despesas da empresa com base em projeções futuras. Ela transforma dados históricos e previsões em um plano de ação financeiro que serve como base para decisões estratégicas, operacionais e táticas.
Como a Gestão Orçamentária ajuda a reduzir riscos nas decisões
Ao estruturar dados financeiros e projetar cenários futuros, a Gestão Orçamentária permite que você veja o impacto real de uma decisão antes de executá-la. Por exemplo, antes de contratar mais 10 pessoas, você consegue calcular o impacto nos custos fixos e na margem bruta dos próximos 12 meses.
Qual a diferença entre decisões estruturadas e não estruturadas
Decisões estruturadas são repetitivas e rotineiras, com procedimentos já documentados (exemplo: aprovar despesas até R$ 5 mil). Decisões não estruturadas são inusitadas e exigem análise caso a caso, como a entrada em um novo mercado ou a compra de uma empresa concorrente.
Por que a alta gestão tem menos trabalho com decisões estruturadas
Quando você cria procedimentos claros para decisões estruturadas, os gestores de nível operacional conseguem resolvê-las sozinhos. Isso libera o CEO e a diretoria para focar em decisões de alto impacto estratégico, em vez de autorizar rotinas.
Como calcular o ROI de um investimento operacional
O ROI mede o retorno gerado por um investimento em relação ao seu custo. Se você investir R$ 100 mil em máquinas e elas geram R$ 30 mil de economia anual, o ROI é de 30% ao ano. A Gestão Orçamentária projeta essas receitas e economias para você comparar diferentes opções de investimento.
O que é Payback e por que importa para decisões de investimento
Payback é o tempo que leva para um investimento se pagar (quanto tempo até recuperar o dinheiro investido). Se você investe R$ 100 mil e economiza R$ 25 mil por trimestre, o payback é de 4 trimestres. Saber isso ajuda a decidir se o investimento é viável ou se o caixa vai apertar demais nesse período.
Como saber se a empresa tem caixa suficiente para um investimento
A projeção de fluxo de caixa da Gestão Orçamentária mostra mês a mês quanto de dinheiro entra e sai da sua conta. Você consegue ver se há sobra para financiar o investimento ou se precisa recorrer a empréstimos, e qual é o melhor momento para executar o investimento sem prejudicar a operação.
Gestão Orçamentária é a mesma coisa que contabilidade
Não. Contabilidade registra o que já aconteceu (passado). Gestão Orçamentária projeta o que vai acontecer (futuro) e oferece um plano para a empresa seguir. A contabilidade fornece os dados históricos que alimentam a Gestão Orçamentária.
É possível tomar boas decisões financeiras sem Gestão Orçamentária
É possível, mas muito mais difícil e arriscado. Sem planejamento orçamentário, você fica dependente de intuição e dados incompletos. Com a Gestão Orçamentária, você reduz subjetivismo e toma decisões baseadas em cenários reais e projeções concretas.
Quanto tempo leva para implementar Gestão Orçamentária em uma empresa
Depende do tamanho e complexidade da empresa. Uma PME com estrutura simples consegue começar em semanas. Uma estrutura mais complexa pode levar meses. O importante é começar com o básico (receitas, despesas fixas e variáveis) e evoluir conforme a maturidade financeira da empresa cresce.
Pequenas empresas precisam de Gestão Orçamentária
Sim, especialmente se querem crescer sem apertar o caixa ou tomar decisões erradas. Uma PME que faz Gestão Orçamentária consegue identificar gargalos, decisões de investimento viáveis e ciclos de caixa com muito mais precisão do que usando apenas intuição e planilhas desorganizadas.
Como transformar decisões não estruturadas em estruturadas
Você cria procedimentos e critérios claros baseados em dados. Por exemplo, em vez de 'investir quando o dono achar que é hora', você estabelece: 'só investimos em novas máquinas se o ROI for acima de 25% ao ano e o payback for menor que 2 anos'. A Gestão Orçamentária fornece os dados para avaliar esses critérios.
Qual é o impacto de uma má decisão financeira na empresa
Uma má decisão pode apertar o caixa, forçar endividamento desnecessário, impedir crescimento ou até levar a empresa à falência. Por exemplo, investir sem analisar fluxo de caixa pode deixar a empresa sem dinheiro para pagar salários. É por isso que embasa a decisão antes de executá-la reduz risco.
A Gestão Orçamentária substitui o bom senso do gestor
Não. Ela fornece os dados e o contexto financeiro. O bom senso do gestor segue sendo essencial para interpretar esses dados, avaliar riscos não quantificáveis e tomar a decisão final. A Gestão Orçamentária torna o processo mais racional, não elimina a necessidade de julgamento.
É possível revisar o orçamento durante o ano
Sim, na verdade é recomendado. Um orçamento rígido que não acompanha mudanças do mercado vira inútil. Você deve revisar periodicamente (trimestral ou semestral) para ajustar projeções com base no que realmente aconteceu e em novas informações do mercado.
Como a Gestão Orçamentária ajuda a aprovar ou rejeitar um novo produto
Você projeta receitas esperadas, custos de desenvolvimento e operacional, e compara com a estratégia e capacidade da empresa. Se a margem for muito baixa ou exigir investimento não viável, fica claro que o produto não deve sair agora. Se o cenário for positivo, você tem dados para defender o lançamento perante os acionistas ou investidores.
Qual é a frequência ideal para revisar os dados orçamentários
O recomendado é acompanhar mensalmente o realizado versus o orçado, revisar trimestralmente as projeções para frente e fazer um replanejamento anual completo. Essa frequência mantém os dados frescos e úteis para decisões sem criar burocracias desnecessárias.
É possível usar Gestão Orçamentária para negociar com fornecedores e clientes
Sim. Com o orçamento claro, você sabe exatamente quantas unidades vai comprar, quando e em qual preço consegue manter margem saudável. Isso dá poder de negociação com fornecedores. Com clientes, você consegue justificar preços com base em análise de custos reais, não apenas 'achismo'.
O que fazer se o orçamento não está sendo cumprido
Primeiro, descubra por quê: a receita caiu, as despesas cresceram, ou houve evento externo? Depois, decida se ajusta o orçamento (se a situação mudou) ou se executa ações para voltar ao plano (se é possível recuperar). Sem essa análise estruturada, você fica no apagar de incêndios.
Gestão Orçamentária realmente poupa dinheiro na empresa
Sim. Ao evitar investimentos ruins, reduzir desperdícios, melhorar fluxo de caixa e estruturar decisões, uma empresa típica consegue economizar entre 5% e 15% dos custos operacionais. Além disso, economiza tempo da alta gestão que deixa de gastar energia em decisões repetitivas e subjetivas.

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