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Planejamento financeiro na crise: 5 passos para não parar

Como fazer planejamento financeiro em plena crise: a metodologia de 5 passos da Treasy, da métrica principal à simulação de cenários. Aula 2 do Workshop.

Neste artigo

Planejamento financeiro na crise representado por uma fileira de moedas-marco subindo

Planejar quando tudo está incerto parece contraditório. Faturamento caindo, incerteza sobre o próximo mês, equipe reduzida, e alguém chega com uma planilha para você preencher. A pergunta que surge é natural: onde arranjo tempo para parar e fazer um processo que costuma levar semanas?

A resposta está na metodologia. Quando você tem um método testado, o processo que antes levava semanas pode ser feito em dias, com o time que você tem, e sem precisar acertar tudo de primeira. A Aula 2 do Workshop Treasy mostra exatamente isso: como adaptar o planejamento financeiro empresarial para um cenário de crise, sem abrir mão do rigor. Assista abaixo antes de ler os detalhes.

Capa do vídeo: Workshop Treasy: Aula 2 - E agora, como fazer um planejamento financeiro da empresa em crise?Vídeo · YouTube

A metodologia que guia o processo inteiro

A Treasy usa uma metodologia de planejamento e acompanhamento de resultados organizada em cinco passos. Em crise, você não pula nenhum, mas encurta o ciclo de cada um. Os três primeiros são o foco desta aula:

  1. Definir a métrica mais importante (o seu indicador principal)
  2. Planejar: construir ações práticas para atingi-la
  3. Simular cenários antes de fechar o orçamento

Os dois últimos (acompanhar e revisar) aparecem na sequência do curso. Mas o ponto de partida correto é sempre o mesmo: entender onde a empresa está antes de decidir para onde vai.

Passo 1: A métrica que mais importa (seu indicador principal)

Antes de abrir qualquer planilha, o primeiro passo é entender o cenário atual da empresa com honestidade. Pegue o balancete, o DRE e, principalmente, o fluxo de caixa, que em momentos de crise precisa estar perto de você todos os dias. Esse panorama revela as cartas que você tem na mão para jogar.

Com esse panorama claro, vem a definição do indicador principal. Não todos os indicadores: um. Aquele que vai direcionar as forças da empresa e para o qual todas as ações do plano serão construídas.

A escolha importa mais do que parece. Se você define faturamento como métrica principal, pode aceitar comprometer a margem para atingi-lo. Se define margem, vai atrás de redução de custos mesmo que o faturamento recue. Definir errado é colocar o time remando para a direção errada.

Dois elementos completam a definição:

  • O valor: quanto você espera atingir? Um número específico, não uma faixa.
  • O horizonte: em quanto tempo? Seis meses? Doze? A métrica sem prazo é desejo, não objetivo.

Exemplo concreto da aula: "Quero atingir R$ 6 milhões de faturamento bruto nos próximos 12 meses." Isso é uma métrica principal bem definida.

Passo 2: Planejar, com ações práticas para atingir o objetivo

Com a métrica definida, é hora de chamar os responsáveis pelo atingimento desse objetivo e construir um plano juntos. A aula recomenda usar o 5W2H para estruturar cada ação: o quê, por quê, quem, quando, onde, como e quanto custa.

Dentro da etapa de planejamento, há uma ferramenta que ajuda a enxugar a operação sem cortar o que importa: os 3 Cs.

  • Continuar: o que está funcionando e é essencial para o negócio?
  • Cessar: o que pode ser parado sem comprometer o resultado? Para onde essa energia pode ser redirecionada?
  • Começar: o que precisa ser feito agora, mas ainda não existe na operação?

Os 3 Cs ajudam a identificar gordura sem comprometer músculo, e são especialmente úteis quando o orçamento está sob pressão.

Depois de levantar todas as ações, é preciso priorizar. A aula menciona uma metodologia de priorização que leva em conta impacto, urgência e outros fatores. O ponto central é que nem tudo que surgiu no plano cabe no horizonte orçamentário, e tentar executar tudo ao mesmo tempo é tão perigoso quanto não planejar nada.

Com o plano priorizado, cada ação recebe seu custo e sua projeção de resultado. É nesse momento que o planejamento estratégico se traduz em números no orçamento.

Passo 3: Simular cenários antes de fechar o número

O primeiro plano geralmente não é o melhor plano. É por isso que a simulação de cenários não é um passo opcional: ela abre possibilidades antes que você fique preso a um número que pode deixar de fazer sentido no próximo mês.

Em crise, a incerteza é alta demais para trabalhar com um único cenário. A aula recomenda construir pelo menos três (se quiser uma estrutura pronta, a planilha de simulação de cenários da Treasy já tem as três colunas montadas):

  • Pessimista: o que acontece se as coisas piorarem além do previsto?
  • Otimista: o que acontece se as condições melhorarem?
  • Realista: qual é o trajeto mais provável, dado o cenário atual?

O cenário pessimista não é para deixar o planejamento paralisado, é para deixar você mais rápido. Quando você já sabe o que vai fazer se o pior acontecer, não precisa improvisar no meio da crise.

A análise de cenários também é o momento em que as premissas voltam à mesa. Se uma premissa mudou (e em crise elas mudam com frequência), o cenário se recalcula e você ajusta o plano antes de comprometer recursos.

As premissas são a base que sustenta tudo

A aula deixa claro que as premissas orçamentárias não são detalhes técnicos. São os valores inegociáveis que a empresa carrega para o processo de planejamento.

Algumas empresas têm qualidade como premissa e não abrem mão de determinados fornecedores mesmo sob pressão de custo. Outras, nesse momento, têm como premissa não demitir funcionários: comprometem margem e benefícios para manter o quadro. São decisões estratégicas e de valores, e elas precisam estar explícitas antes de qualquer número entrar na planilha.

Quando as premissas mudam, toda a estrutura do plano muda junto. Por isso elas vêm antes do indicador principal, não depois.

Referências de dados para o seu planejamento

Além da análise interna, a aula recomenda usar referências externas para alimentar o plano: relatórios de mercado, estudos de grandes organizações e benchmarks do setor. Você não precisa inventar os números de referência, eles existem e ajudam a calibrar as projeções com mais realidade.

Passo O que fazer Resultado esperado
1. Cenário atual Analisar DRE, fluxo de caixa e balancete Entender as cartas que você tem na mão
2. Premissas Definir valores inegociáveis para o período Base que sustenta todos os números seguintes
3. Métrica principal Escolher um indicador com valor e prazo Vetor único que direciona o time inteiro
4. Plano de ação 5W2H + 3 Cs + priorização Ações práticas com custo e responsável
5. Cenários Pessimista, otimista e realista Agilidade para responder às mudanças

O exercício para fazer ainda hoje

A aula termina com um exercício concreto. Não dá para esperar a crise passar para planejar. Então: qual é a métrica principal da sua empresa para os próximos seis meses? E quais são as três principais ações para atingi-la?

Responder a essas duas perguntas por escrito, com números, já é o começo do planejamento. Não precisa de mais nada para dar o primeiro passo.

Se quiser partir de uma estrutura pronta, vale conhecer como fazer o planejamento orçamentário passo a passo, entender as premissas orçamentárias com mais profundidade, ou ver exemplos de construção de cenários aplicados.

O restante do processo (acompanhamento mensal e revisões) fica para as próximas aulas do Workshop. Para quem quer o caminho completo desde a metodologia de planejamento até o controle orçamentário rodando no dia a dia, o canal da Treasy tem todo o curso disponível.

E quando quiser sair da planilha e colocar o processo para rodar com os dados do seu ERP entrando automaticamente, experimente o Treasy de graça e veja o planejamento virar a régua do seu dia a dia.

Perguntas frequentes

É possível fazer planejamento financeiro no meio de uma crise?
Sim. A crise não suspende a necessidade de planejar, ela aumenta. A diferença é que o método precisa ser mais enxuto e mais rápido do que em períodos estáveis. Com uma metodologia testada, o processo que levaria semanas pode ser feito em dias.
Por onde começo antes de abrir qualquer planilha?
Pelo diagnóstico do cenário atual da empresa. Pegue o DRE, o balancete e, principalmente, o fluxo de caixa. Entenda quais são as cartas que você tem na mão antes de decidir para onde vai.
O que é a métrica principal e por que só uma?
É o indicador mais importante para o seu negócio naquele período, com um valor e um prazo definidos. Escolher uma única métrica evita que o time se disperse em vários objetivos simultâneos e concentra as forças em um vetor claro.
Como escolher entre faturamento ou margem como métrica principal?
A escolha define o que você pode abrir mão. Se o foco é faturamento, pode comprometer margem para atingi-lo. Se o foco é margem, vai atrás de redução de custos mesmo que o faturamento recue. Essa decisão precisa ser consciente e comunicada ao time.
O que são as premissas e qual é o papel delas no planejamento?
Premissas são os valores e definições estratégicas que a empresa não abre mão durante o planejamento. Podem ser qualidade de fornecimento, manutenção do quadro de funcionários ou nível mínimo de margem. Quando uma premissa muda, toda a estrutura do plano se recalcula.
O que é o framework dos 3 Cs e como usá-lo?
Os 3 Cs são: Continuar (o que está funcionando e é essencial), Cessar (o que pode ser parado ou redirecionado) e Começar (o que precisa ser feito agora mas ainda não existe). Eles ajudam a identificar onde está a gordura e onde estão os músculos da operação.
Como estruturar as ações do plano de forma prática?
A aula recomenda o 5W2H: o quê, por quê, quem, quando, onde, como e quanto custa. Para cada ação no plano, essas sete perguntas precisam ter resposta. Depois de levantar as ações, é obrigatório priorizar: nem tudo que surgiu cabe no horizonte orçamentário.
Por que priorizar as ações em vez de executar todas?
Porque tentar executar tudo ao mesmo tempo fragmenta os recursos e o foco do time. A priorização define quais ações têm mais impacto dentro do horizonte de tempo disponível e evita que o plano vire uma lista de boas intenções sem execução real.
Quantos cenários devo construir no planejamento?
A aula recomenda pelo menos três: pessimista, realista e otimista. O pessimista deixa você preparado para responder rápido se as coisas piorarem. O otimista mostra o teto de crescimento possível. O realista é o que a empresa vai perseguir como referência principal.
O cenário pessimista não deixa o planejamento desmotivado?
Não. Ele tem o efeito oposto. Quando você já sabe o que vai fazer se o pior acontecer, o time fica mais ágil e mais tranquilo. A surpresa negativa é o que paralisa. O planejamento do pior cenário é o que permite agir sem improvisar.
Quando devo envolver toda a equipe no planejamento?
A aula recomenda começar com o primeiro nível de gestão, especialmente se for o primeiro processo de planejamento da empresa ou se o momento de crise exigir agilidade. Depois de um ciclo completo, com mais segurança, você pode ampliar o envolvimento para equipes operacionais.
Qual é a diferença entre um plano de ação e um orçamento?
O plano de ação define o quê vai ser feito e por quem. O orçamento traduz esse plano em números: quanto cada ação vai custar e quanto ela pode trazer. Os dois caminham juntos, e o orçamento sem plano de ação é só projeção, não planejamento.
Devo usar referências externas no planejamento?
Sim. Relatórios de mercado, estudos setoriais e benchmarks de grandes organizações ajudam a calibrar as projeções com mais realidade. Você não precisa inventar os números de referência quando eles já existem.
O que fazer se as premissas mudarem depois de fechar o plano?
Revisar o plano. Premissa mudada significa que os números construídos sobre ela podem estar errados. A revisão não é sinal de falha no planejamento, é sinal de que o processo está funcionando. Orçamento não é para ser estático.
Qual é o exercício prático que a aula propõe para começar hoje?
Responder duas perguntas por escrito, com números: qual é a métrica principal da sua empresa para os próximos seis meses? E quais são as três principais ações para atingi-la? Essas duas respostas já são o começo do planejamento, independente de qualquer ferramenta ou planilha.

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