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Fluxo de Caixa em momentos de crise: um aliado perfeito para sua empresa!

Fluxo de Caixa em momentos de crise Confira no artigo, as dicas para auxiliar sua empresa a agir com prudência e perceber oportunidades em certas ameaças.

Neste artigo

Caminho em floresta com luz solar indicando direção fluxo caixa momentos criseUma das questões mais comuns na rotina de um empresário ou executivo é: o que fazer para não ser pego de surpresa em um período de crise? E umas das respostas é: estar preparado e continuar sempre se atualizando através das ações que você planeja e que você realiza.

Para algumas empresas isto pode ser muito simples e fazer parte da cultura da organização. Já em outros casos, essa mudança na visão gerencial e estratégia da empresa pode ser um procedimento decisivo para o negócio continuar gerando resultados positivos, mesmo que de forma tímida.

Como sabemos, uma crise não se instala em três ou quatro meses e sim cresce durante três ou quatro anos. Quando se trata de sobrevivência do seu negócio, é vital preservar elementos que estão 100% ligados à mesma causa.

É preciso ter muita prudência para reduzir custos diretos ou indiretos. Saber quais despesas são realmente relevantes e quais são descartáveis. Marketing, P&D, Inovação, estão ligados diretamente com o futuro do seu negócio, então não podem simplesmente sumir de vista e serem cortados assim, ao menor sinal de crise.

Áreas como estas devem ser sempre mantidas nas empresas, ainda que com pequenas reduções de verba para não perder o que já foi investido, podendo ser retomados quando certa crise passar.

O uso do Fluxo de Caixa em momentos de crise

Abaixo listamos alguns passos para auxiliar sua empresa a agir com prudência, utilizando o fluxo de caixa em momentos de crise para perceber oportunidades em certas ameaças:

Se o Fluxo de Caixa é um relatório gerencial, nada impede você de criar um controle de contas, já deixando previamente definindo o que pode cortar sem piedade. Em termos técnicos, chamamos isso de gastos discricionários (que não afetam o seu resultado ou atividade econômica). Exemplos: brindes, e confraternizações.

Com um simples comando no Fluxo de Caixa você já exclui esta informação e não ficará preocupado, pois já definiu anteriormente a qual decisão tomar, caso o período de vacas magras ocorra.

Verifique quais custos fixos podem ser transformados em custos variáveis. Sabemos que os custos fixos não administrados podem ser uma grande dor de cabeça, portanto, verifique com frieza os quais são cabíveis de corte do orçamento.

Exemplo: se em sua empresa há desperdícios em com o número de refeições fornecidas e não consumidas, mas que são cobradas no final do mês? Então implante um controle do número de refeições, poderá servir para pagamento ao fornecedor e ainda servir de informação ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), contribuindo ainda para sua empresa reduzir o pagamento de impostos. Se desejar saber mais, procure um profissional contábil.

Demitir pessoal? Sim, mas como fazer quando o assunto é a retenção de capital humano? Dependendo do desempenho e período que a empresa atravessa, a melhor forma e mais inteligente e triplamente vantajosa, é muito conhecida, é dar férias coletivas. Veja as vantagens:

  • Reduz o passivo trabalhista provisionado;
  • Disponibiliza descanso aos trabalhadores sem prejudicá-los;
  • Economia com refeições e transporte de pessoal.

Como citado no início deste artigo, para demitir é preciso ter cuidado para não dar o tiro no próprio pé. Se você demitir hoje e tiver que novamente contratar amanhã, terá dois custos desembolsados com antecedência, que são os pagamentos de indenizações rescisórias, e de contratar e treinar novamente novos funcionários, caso você consiga em tempo exigido.

As atividades que não estejam ligadas diretamente com a sua rentabilidade, estas você pode tratar em demitir. Mas seja muito cuidadoso quando o corte chegar aos funcionários que atuam positivamente na sua rentabilidade presente e futura.

O problema vivido é passageiro? Faça opção até mesmo que seja para reduzir a carga horária, faça de tudo para não incorrer na situação de anteceder saídas de caixa em duplicidade e sem necessidade. Por mais difícil o cenário esteja, pense muito antes de demitir, faça cálculos, analise a condição do seu negócio progredir ou se manter com certa estabilidade.

Outra alternativa é a negociação com fornecedores para ganhar prazo (pulmão). Se de um lado não é possível apertar o contas a receber, podemos ter maior chance de negociar prazos com nossos fornecedores. Se o problema for dívidas com bancos, procure estender o prazo ou aumentar o número de parcelas. Quando as atividades voltarem ao normal, você poderá com análise no fluxo, proceder com amortizações de empréstimos mais generosas.

E sempre é bom lembrar-se da importância de manter seu CNPJ livre de restrições de créditos e de impostos atrasados. Isto é ainda mais importante para empresas que precisam constantemente de certidões para participação em concorrências.

Aprendendo a usar o Fluxo de Caixa de forma defensiva

Há empresas que não controlam seu fluxo de caixa e seu termômetro financeiro é apenas ter um saldo positivo na conta corrente. Elas se preocupam somente em vender e não em programar-se. Então quando os sinais de uma crise, mesmo que tímida, começam surgir é rapidamente percebida por empresas usuárias desta ferramenta e fogem completamente ao conhecimento daquelas que focam apenas em vendas.

Conforme o tempo passa e as empresas que possuem a cultura de utilizar seu Fluxo de Caixa para realizar a análise histórico x previsto x realizado identificam rapidamente que algo não está como desejavam e podem iniciar então planos de ação associados a comportamentos mais prudentes, como:

  • Analisar quais produtos possuem menos rotatividade e promover liquidações;
  • Realizar compras menores com negociação de prazos flexíveis;
  • Analisar previamente na Projeção de Fluxo de Caixa o impacto de uma compra antes mesmo de fechar negociação;
  • Acompanhar sua Geração de Caixa constantemente;
  • Verificar medidas de redução de custos fixos;
  • Consultar seu contador para saber sobre tributos, créditos de impostos, incentivos fiscais possíveis de aplicar, entre outras decisões prudentes.

Já as empresas que só acompanhavam seus extratos bancários, quando se dão conta de que o momento é de crise, já passaram vários períodos sem tomar medida alguma. Então o resultado para elas acaba sendo o inverso:

  • Acumulam mercadorias sem giro;
  • Os fornecedores estão com dificuldades para atender seus pedidos de produtos que mais giram e que possuem maior margem;
  • Suas inadimplências crescem e seus empréstimos estão com período longo para liquidação;
  • E seu Fluxo de Caixa terá que ser implantado de qualquer forma, e só agora é que ela aprendeu este relatório é essencial para administrar seu negócio.

A empresa não deve esperar ficar em apuros para implantar uma solução para analisar suas atividades econômicas, principalmente conhecer o quanto de caixa sua empresa esteja gerando. A Gestão de Resultados por Unidades de Negócio ou por Centros de Resultados pode gerar inúmeros ganhos para gestão de sua empresa, que vão desde o aumento do engajamento da equipe e consequentemente levando ao incremento do lucro líquido da organização.

Sobre o autor

Este artigo foi escrito pelo autor convidado Marcelo Amaral.

Marcelo é sócio-administrador da MK2 Contabilidade e Consultoria. A MK2 é um escritório situado em Curitiba que presta serviços contábeis, planejamento tributário, e estudos societários, processamento de folha de pagamento com visão ao e-social, buscando entender as necessidades dos seus clientes apoiando-os com soluções apropriadas em tecnologias, parcerias com empresas especializadas, e seu conhecimento profissional adquirido; focando em atingir no mínimo a satisfação de seus clientes.

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Perguntas frequentes

O que é fluxo de caixa e por que é importante em momentos de crise?
Fluxo de caixa é o relatório que mostra quando o dinheiro entra e sai da sua empresa. Em uma crise, ele é seu mapa — você consegue ver exatamente quantos meses aguenta antes do caixa zerar e onde cortar sem matar o negócio. Sem isso, você toma decisões no escuro.
Como o fluxo de caixa ajuda a identificar despesas que podem ser cortadas?
Ao estruturar o fluxo de caixa por categoria de gasto (discricionários, fixos, variáveis), fica visível quais despesas não impactam a operação do dia a dia. Brindes, confraternizações e outros gastos discricionários são os primeiros candidatos. Você já chega à crise sabendo exatamente o que cortar.
Qual é a diferença entre custos fixos e custos variáveis em uma crise?
Custos fixos (aluguel, salários) você paga mesmo que não venda nada. Custos variáveis (matéria-prima, comissão) caem quando a venda cai. Em crise, transformar fixos em variáveis é ouro — negociar refeições por refeição consumida em vez de pacote fechado, por exemplo, economiza real.
Demitir funcionários é a melhor solução em uma crise?
Não. Demissão custa caro (indenizações rescisórias) e você perde tempo retreinando depois. Férias coletivas são mais inteligentes: reduzem custos agora, permitem que o time descanse, diminuem o passivo trabalhista e ainda economizam com refeições e transporte. Demissão deve ser último recurso.
Como as férias coletivas funcionam como estratégia financeira?
Durante férias coletivas você economiza com refeições, transporte e folha de pagamento do período. Além disso, reduz o valor provisionado para férias futuras (que é um passivo no seu balanço). Se a crise passar, a equipe está descansada e você não teve turnover.
Vale a pena cortar investimentos em marketing e P&D em uma crise?
Não com cortes drastáticos. Marketing e P&D constroem o futuro do negócio. Se você cortar tudo agora, quando a crise passar não terá clientes nem produtos novos. O melhor é reduzir a verba em 20% ou 30%, não zerar. Preserva o que foi investido e mantém a capacidade de retomada.
O que são gastos discricionários e como identificá-los no fluxo de caixa?
Gastos discricionários são despesas que não afetam a operação — brindes, eventos, assinaturas não essenciais, viagens de lazer corporativo. Eles são o primeiro corte em uma crise porque tiram R$ do caixa sem gerar receita. Estruture seu fluxo para isolá-los, assim você corta com um comando.
Como saber se minha empresa vai sobreviver a uma crise?
Projete seu fluxo de caixa para os próximos 3, 6 e 12 meses. Se vir que o caixa vai ficar negativo, você tem tempo para agir agora — cortar custos, renegociar prazos com fornecedores, acelerar cobranças de clientes. Quem vê a crise vindo tem 80% da solução na mão.
Uma crise económica sempre dura quantos meses?
Crises não aparecem de repente — crescem durante 3 ou 4 anos antes de se manifestarem. Quando explode, pode durar meses ou anos dependendo da amplitude. Por isso o fluxo de caixa é tão importante: você consegue se preparar com antecedência e não ser pego de surpresa.
Como diferenciar entre despesas que devo manter e despesas que devo cortar?
Pergunte: essa despesa gera receita ou evita risco crítico? Se a resposta é sim, mantenha (mesmo com redução). Se é não, considere cortar. Exemplo: seguro é crítico, mas a assinatura de revista corporativa não. O fluxo estruturado por áreas deixa isso claro.
É possível renegociar custos fixos com fornecedores em uma crise?
Sim. Fornecedores também têm interesse em manter clientes durante crises. Renegocie prazos de pagamento, volumes mínimos, ou peça desconto por antecipação. Documentar isso no fluxo de caixa (cenários) ajuda a ver quanto você economiza e qual é seu real período de sobrevivência.
Como o PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) reduz custos?
Se você controla quantas refeições são realmente consumidas em vez de pagar um pacote fixo, economiza no valor desembolsado. Além disso, a empresa tem direito a dedução fiscal sobre refeições fornecidas, o que reduz a base de cálculo do IR. É quase um custo discricionário bem administrado.
Qual é o melhor indicador de saúde financeira em uma crise?
A quantidade de meses que sua empresa aguenta sem receita (seus gastos fixos divididos pelo caixa disponível). Se você tem R$ 50 mil em caixa e gasta R$ 10 mil por mês, sobrevive 5 meses. Abaixo de 3 meses, você está em risco real.
Como planejar o fluxo de caixa para cenários de crise?
Crie três cenários no seu fluxo: base (crescimento normal), pessimista (receita cai 30%) e catástrofe (receita cai 60%). Para cada um, mapeie quando seu caixa zera. Isso te força a pensar em planos B antes de estar desesperado. O fluxo deixa essa simulação simples.
Há diferença entre fechar um período com lucro e ter caixa positivo?
Sim, enorme. Você pode ter lucro de R$ 100 mil mas estar devendo R$ 150 mil em contas a pagar. O caixa é o que importa em uma crise — sua empresa morre por falta de dinheiro, não por falta de lucro no papel. Fluxo de caixa mostra o dinheiro real que você tem.
Como envolver a equipe de gestão nas decisões de corte de custos?
Mostre o fluxo de caixa para eles. Quando o time vê que o caixa zera em 4 meses se nada mudar, a urgência fica real. Peça a cada gestor que traga cortes de 10% a 20% em sua área. Decisão colaborativa é mais rápida de executar e menos traumática que cortes impostos de cima para baixo.
É possível ter uma crise apenas no meu segmento enquanto o mercado vai bem?
Sim, totalmente. Você pode estar com estrutura de custos errada, clientes concentrados ou produto fora de moda enquanto o mercado cresce. Por isso acompanhar seu fluxo de caixa todo mês — independente das notícias do Brasil — é essencial. Sua crise pode vir antes ou depois da crise geral.

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