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Planejamento e Estratégia Ao vivo

Produtividade no financeiro: como tornar seu time mais ágil

Como tornar o time de controladoria e financeiro mais produtivo: menos planilha, mais decisão. Webinar com casos reais e práticas de gestão descentralizada.

Neste artigo

Um relógio liso sem números com marcas teal se completando ao redor, e uma moeda dourada ao final, representando o time financeiro ganhando agilidade

Pesquisa do APQC com mais de mil empresas ao redor do mundo encontrou um número que incomoda: profissionais de finanças, controladoria e planejamento passam 49% do tempo processando informações operacionais (conferindo se as contas estão sendo pagas, gerando notas fiscais, consolidando planilhas). Só 17% do tempo vai para o que de fato importa: extrair análises que orientem decisões.

Se o seu time sente que não sobra tempo para o estratégico, essa proporção explica o problema. E o ponto de partida para mudar não é contratar mais gente nem pedir horas extras: é entender onde a produtividade está vazando.

Capa do vídeo: Produtividade: como tornar seu time mais ágilVídeo · YouTube

O papel da Controladoria na engrenagem da empresa

Antes de falar em produtividade, vale ter clareza sobre o que a Controladoria deveria estar fazendo. Ela é o meio-campo da empresa: conecta o estratégico (o que a diretoria planeja) ao operacional (o que cada departamento executa). É esse time que traduz o planejamento estratégico em números, alinha expectativas de crescimento com cada área e acompanha, mês a mês, se o que foi planejado está sendo entregue.

Em empresas maiores, com processos mais maduros, esse papel é bem definido. Em empresas de médio porte, o que acontece com frequência é diferente: a Controladoria existe, mas a empresa não sabe exatamente o que esperar dela. E aí começa o acúmulo: o controller veste o chapéu do financeiro, cuida de contas a pagar, verifica boletos, confere notas fiscais. Ou o caminho inverso: o financeiro absorve toda a função de controladoria.

O resultado é que a pessoa certa para analisar resultados fica presa na operação. E produtividade do time financeiro vai pelo ralo.

O exercício de reflexão que revela o problema

Um ponto prático levantado no webinar é um exercício simples que qualquer controller pode fazer hoje: separe, num papel, quanto tempo da sua semana você passa em tarefas puramente operacionais versus tempo que gera análise para a empresa.

A maioria que faz esse exercício se surpreende. Quando a conta mostra que mais da metade do tempo vai para trabalho que uma ferramenta ou um processo melhor resolveria, o caminho fica mais claro. Não é questão de trabalhar mais, é questão de trabalhar diferente.

Isso vale para a área de marketing, para a de projetos e para qualquer função que mistura entregas estratégicas com demandas operacionais do dia a dia.

Orçamento descentralizado: produtividade além da ferramenta

Um dos pontos mais discutidos no webinar foi o orçamento descentralizado. No modelo centralizado, a Controladoria dita os números e notifica cada área. No descentralizado, cada gestor pensa nos próprios números, com o suporte da controladoria para consolidar e apresentar.

O ganho de produtividade não é só para o time financeiro. Quando o gestor de marketing participa do planejamento de marketing e o gestor comercial responde pelas metas de vendas, dois efeitos aparecem:

  1. A informação fica mais precisa, porque quem projetou conhece a operação.
  2. O engajamento aumenta, porque o orçamento deixa de ser uma ferramenta de cobrança e vira um instrumento de gestão do próprio departamento.

No modelo centralizado, o orçamento é algo que acontece para o gestor. No descentralizado, é algo que ele constrói. Essa diferença de percepção muda como cada área trata os desvios, justifica variações e colabora no acompanhamento mensal.

Para a Controladoria, o ganho prático é direto: em vez de ir atrás de cada departamento, os gestores acessam a plataforma e informam os próprios números, e o sistema já consolida tudo e gera o demonstrativo de resultado, sem planilha circulando por e-mail, sem consolidação manual e sem perda de versão.

Quando o prazo de um mês virou uma semana

O caso da GEMED, operadora de plano de saúde apresentada no webinar, ilustra bem o impacto prático. O processo de planejamento orçamentário da empresa durava de dois a três meses (começava em outubro e terminava em janeiro, quando boa parte das premissas já estava defasada pelo crescimento acelerado da empresa).

Quando precisaram simular a abertura de um novo hospital e calcular o impacto no resultado, o processo levou um mês em planilha.

Depois da implantação de uma ferramenta de gestão orçamentária: o planejamento foi para uma semana. A simulação de cenários caiu para dias. E a Controller da GEMED passou a ter visibilidade das metas do comercial em tempo real, podendo convocar revisões e ajustar targets no meio do mês, algo que antes não existia. A estimativa interna foi de eliminação de cerca de 90% do trabalho operacional da Controladoria.

É o tipo de resultado que aparece quando a ferramenta resolve o problema certo: não é automação pela automação, é liberar o controller para fazer o que o controller deveria estar fazendo: análise e tomada de decisão.

Gestão de tarefas e projetos: o lado operacional que ninguém vê

O webinar trouxe um ponto que vai além da área financeira: a perda de produtividade também vem de não saber, em tempo real, quem está trabalhando em quê.

Em times de marketing ou de projetos, o que acontece com frequência é que demandas surgem no meio da semana e tomam tempo de projetos que são prioridade. Sem visibilidade do que cada pessoa está fazendo, é difícil saber se um recurso caro está sendo usado na tarefa certa.

Empresas que adotaram ferramentas de gestão de tarefas relataram ganhos concretos: um site que levava um mês para ser entregue passou a ficar pronto em 48 horas. Times de marketing triplicaram a produção de conteúdo sem contratar ninguém. Em média, as empresas relatam ganho de 25% de produtividade (equivalente a um dia a mais por semana para cada pessoa no time).

A lógica é a mesma do orçamento descentralizado: quando todo mundo sabe quais são as prioridades e quanto cada um tem de capacidade disponível, as decisões de alocação ficam melhores.

A mudança cultural que antecede a ferramenta

Um ponto levantado pelos participantes do chat no webinar merece atenção: ferramenta por ferramenta não funciona. Uma plataforma nova sem mudança de mindset vira mais uma coisa a preencher, não menos trabalho.

O que aparece nos casos de sucesso é sempre uma pessoa dentro da empresa que assume a implantação como projeto próprio, que puxa a bandeira e faz acontecer. Esse "pai da implantação", como foi chamado no webinar, é quem garante que a ferramenta seja usada direito e que os dados entrem com qualidade suficiente para gerar as análises que justificaram a compra.

Há também uma resistência que é característica de países em desenvolvimento: o medo de que a ferramenta exponha ineficiências. De que ficar visível o quanto o time está improdutivo leve a cobranças ou demissões. Na prática, o oposto acontece: a visibilidade permite identificar onde o processo falha e corrigir antes que o problema vire crise.

Fonte do problema Sintoma típico Alavanca de melhoria
Acúmulo de funções (controller + financeiro) Sem tempo para análise; relatórios atrasados Separar papéis; definir escopo da Controladoria
Orçamento centralizado Processo longo; gestores desengajados; dados imprecisos Migrar para [orçamento descentralizado](../orcamento-descentralizado-na-pratica/)
Planilhas como sistema central Consolidação manual; risco de versão; horas extras Ferramenta com consolidação automática e controle de acesso
Falta de visibilidade de tarefas Recursos alocados em demandas de baixa prioridade Gestão à vista: painel com o que cada um está trabalhando
Resistência cultural à ferramenta Implantação que não decola; uso parcial Champion interno; treinamento focado no ganho concreto

Por onde começar

Quem está no começo não precisa de um projeto de seis meses. O webinar deixou uma sugestão direta: comece mapeando onde o tempo está indo. Um dia fazendo esse exercício já mostra as maiores perdas.

Se a Controladoria está presa no operacional, o passo seguinte é avaliar se existe uma ferramenta que resolve aquele trabalho específico: seja a consolidação do planejamento, o acompanhamento do Planejado × Realizado ou a geração automática de desvios. Para quem quiser ver esse impacto em números, o infográfico sobre automação no processo orçamentário mostra como cada etapa automatizada libera horas do time. Cada hora liberada do operacional é uma hora disponível para analisar os números e gerar as análises que orientam as decisões da diretoria.

Para times que já têm algum processo organizado, o próximo nível é a descentralização: colocar os gestores como responsáveis pelos próprios números e usar a Controladoria como orquestradora, não como digitadora. Com isso, o acompanhamento orçamentário Planejado × Realizado deixa de ser um relatório que a Controladoria monta e vira uma conversa que toda a empresa tem.

A conversa também se conecta a um tema mais amplo: como engajar os colaboradores no orçamento empresarial e criar uma cultura de planejamento que sustente o crescimento sem depender de horas extras ou de mais gente fazendo o mesmo trabalho de forma manual.

Se quiser sair da planilha e ver o processo funcionando com os dados do seu ERP entrando automaticamente, experimente o Treasy de graça e veja quanto tempo a Controladoria recupera já no primeiro ciclo de planejamento.

Perguntas frequentes

Por que o time financeiro perde tanto tempo em tarefas operacionais?
Porque, na maioria das empresas de médio porte, a Controladoria acumula funções que não são dela: verifica boletos, confere notas fiscais, consolida planilhas. Sem uma separação clara de papéis, o profissional certo para analisar resultados fica preso na operação.
Qual é o papel correto da Controladoria dentro de uma empresa?
É o meio-campo entre o que a diretoria planeja e o que cada departamento executa. A Controladoria traduz o planejamento estratégico em números, alinha expectativas de crescimento com cada área e acompanha mês a mês se o que foi planejado está sendo entregue.
Como saber se o meu time está gastando tempo demais no operacional?
Faça um exercício simples: separe, num papel, quanto tempo da semana vai para tarefas puramente operacionais e quanto vai para análises que orientam decisões. Se mais da metade do tempo for operacional, o problema está identificado.
O que é orçamento descentralizado e por que ele aumenta a produtividade?
É o modelo em que cada gestor constrói os próprios números, com suporte da Controladoria para consolidar e apresentar. Os dados ficam mais precisos porque quem projeta conhece a operação, o engajamento dos gestores aumenta e a Controladoria deixa de correr atrás de cada área para coletar informações.
Qual a diferença entre orçamento centralizado e descentralizado na prática?
No centralizado, a Controladoria dita os números e notifica as áreas. No descentralizado, cada gestor acessa a plataforma, informa os próprios números e o sistema consolida automaticamente. No centralizado, o orçamento acontece para o gestor; no descentralizado, ele constrói o orçamento.
O que aconteceu com a GEMED após adotar uma ferramenta de gestão orçamentária?
O ciclo de planejamento caiu de dois a três meses para uma semana. A simulação de abertura de um novo hospital, que antes levava um mês em planilha, passou a levar dias. A estimativa interna foi de eliminação de cerca de 90% do trabalho operacional da Controladoria.
Ferramenta de gestão resolve o problema por si só?
Não. Ferramenta sem mudança de comportamento vira mais uma coisa a preencher. O que aparece nos casos de sucesso é sempre um champion interno que assume a implantação como projeto próprio e garante que os dados entrem com qualidade suficiente para gerar análises úteis.
Por que há resistência cultural à adoção de ferramentas de gestão?
Um fator comum em países em desenvolvimento é o medo de que a ferramenta exponha ineficiências e gere cobranças. Na prática, o oposto acontece: a visibilidade permite identificar onde o processo falha e corrigir antes que o problema se agrave.
Gestão de tarefas tem relação com produtividade do financeiro?
Tem. A perda de produtividade também vem de não saber, em tempo real, quem está trabalhando em quê. Sem visibilidade, recursos caros ficam alocados em demandas de baixa prioridade. Quando cada pessoa sabe quais são as prioridades e qual é sua capacidade disponível, as decisões de alocação melhoram.
Quais ganhos práticos empresas relatam ao adotar gestão de tarefas?
Os casos apresentados no webinar incluem um site que levava um mês para ser entregue e passou a ficar pronto em 48 horas, times de marketing que triplicaram a produção de conteúdo sem contratar ninguém e ganho médio de 25% de produtividade — equivalente a um dia a mais por semana para cada pessoa.
Quais são as principais fontes de perda de produtividade no financeiro?
Acúmulo de funções entre Controladoria e financeiro, orçamento centralizado, planilhas como sistema principal de consolidação, falta de visibilidade sobre tarefas e resistência cultural à adoção de ferramentas. Cada uma dessas fontes tem uma alavanca de melhoria específica.
Por onde começar para aumentar a produtividade do time?
Comece mapeando onde o tempo está indo. Um dia dedicado a esse exercício já mostra as maiores perdas. Se a Controladoria está presa no operacional, o passo seguinte é avaliar se existe uma ferramenta que resolve aquele trabalho específico, seja a consolidação do planejamento ou o acompanhamento do Planejado versus Realizado.
Qual é o próximo nível para times que já têm algum processo organizado?
A descentralização: colocar os gestores como responsáveis pelos próprios números e usar a Controladoria como orquestradora, não como digitadora. Com isso, o acompanhamento mensal deixa de ser um relatório que a Controladoria monta e vira uma conversa que toda a empresa tem.
Como o orçamento descentralizado muda a forma como os gestores tratam desvios?
Quando o gestor participou da construção do orçamento, ele se sente responsável pelos desvios, justifica variações com mais contexto e colabora ativamente no acompanhamento mensal. O orçamento deixa de ser uma ferramenta de cobrança e vira um instrumento de gestão do próprio departamento.
Quanto tempo uma empresa leva para ver resultado após implantar uma ferramenta de gestão orçamentária?
Depende do ponto de partida, mas o caso GEMED mostra que é possível ver resultado já no primeiro ciclo de planejamento. O processo que durava meses caiu para uma semana após a implantação, e a visibilidade de metas passou a ser em tempo real.
Qual é o papel do 'champion' interno na implantação de uma ferramenta?
É a pessoa dentro da empresa que assume a implantação como projeto próprio, garante que a ferramenta seja usada corretamente e que os dados entrem com qualidade. Sem esse perfil, é comum que a ferramenta seja adotada de forma parcial e não entregue os resultados que justificaram a compra.
A produtividade do financeiro afeta outras áreas da empresa?
Afeta. Quando a Controladoria está presa no operacional, as análises que deveriam orientar a diretoria chegam atrasadas ou não chegam. Gestores de outras áreas ficam sem informação confiável para tomar decisões, e o planejamento perde conexão com a realidade operacional.

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