Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Orçamento Empresarial Vídeos

Acompanhamento e controle orçamentário passo a passo

Aprenda a fazer o acompanhamento e controle orçamentário passo a passo: variações do DRE, análise do fluxo de caixa e quando revisar o orçamento.

Neste artigo

Acompanhamento e controle orçamentário como uma trilha de passos até o resultado

Você aprovou o orçamento em dezembro, divulgou para os gestores e ficou aguardando o fechamento de janeiro. O mês acabou, o resultado chegou e agora você está olhando para dois números que não batem. O que fazer a partir daqui é o que separa quem tem um orçamento de quem realmente usa um orçamento.

O vídeo abaixo mostra esse processo do começo ao fim, com uma empresa real e números reais no sistema. Assista e, em seguida, este guia organiza cada etapa para você replicar no seu contexto.

Capa do vídeo: Acompanhamento e Controle Orçamentário passo a passoVídeo · YouTube

O que é o acompanhamento orçamentário, afinal

Acompanhamento e controle orçamentário é a comparação periódica entre o que foi planejado e o que foi realizado. Inclui apurar os desvios e mapear os fatores que os causaram. Simples de definir, mais trabalhoso de executar bem.

O processo pode ser feito até em planilha. O que importa é ter as colunas certas: valor planejado, valor realizado, variação monetária (realizado menos planejado) e variação percentual (variação monetária dividida pelo planejado). A análise horizontal, que o vídeo usa como método, é exatamente essa comparação linha por linha ao longo dos meses.

Para que tudo funcione, duas condições precisam estar atendidas antes de você abrir o relatório:

  1. O orçamento precisa ter sido aprovado pela diretoria e comunicado a todos os responsáveis.
  2. O resultado mensal, seja contábil ou financeiro, precisa estar disponível com a mesma estrutura de contas do orçamento. Se o orçamento vai até o nível de conta contábil e o sistema só entrega por tipo de despesa, a análise fica restrita. Esse alinhamento de estruturas é uma condição indispensável para a análise de desvios ser precisa.

Começando pelo DRE: receita bruta como ponto de partida

A demonstração de resultado do exercício mostra, em sequência lógica, o que a empresa vendeu, o que gastou para produzir, o que pagou de despesas e o que sobrou. O DRE obedece ao regime de competência: as receitas e despesas entram no mês em que ocorrem, independente do movimento de caixa.

O primeiro item é a receita bruta de vendas. No exemplo do vídeo, a Campos Confecções atingiu a meta em janeiro, a superou em fevereiro e ficou abaixo em março, em R$ 100 mil. Cada um desses três cenários exige uma leitura diferente.

Quando a receita supera a meta, a pergunta não é "ótimo, vamos comemorar". A pergunta é: essa receita extra é pontual ou veio para ficar? Se for definitiva, o orçamento de vendas deve ser revisado para cima, mantendo a meta desafiadora. Se for pontual, nenhuma ação no orçamento, mas o contexto precisa ser registrado.

Quando a receita fica abaixo, é preciso entender a causa. A venda não aconteceu por uma situação de mercado temporária, ou a empresa perdeu um cliente que representava fatia relevante do faturamento? O caminho de investigação parte do DRE e desce até o nível de canal de distribuição, produto, quantidade e preço unitário. Sistemas de gestão orçamentária permitem detalhar diretamente pelo relatório.

Deduções, custos e a lógica da margem de contribuição

Depois da receita bruta, o próximo grupo no DRE são as deduções: impostos sobre vendas, fretes, comissões e descontos. Como esses itens geralmente são percentuais da receita, variam de acordo com ela. Quando a receita sobe, as deduções sobem proporcionalmente. Quando a receita cai, elas caem também. Desvios nesse grupo que não sigam essa lógica precisam ser investigados.

O grupo seguinte é o custo dos produtos e serviços vendidos: matérias-primas, insumos, embalagens, mão de obra direta de produção. Aqui vale o mesmo raciocínio: os custos variáveis devem acompanhar o volume de vendas. Se a receita caiu e os custos não caíram na mesma proporção, há ineficiência operacional para investigar, ou pode ser que uma matéria-prima sofreu aumento não previsto.

Receita líquida menos custos resulta na margem de contribuição. Esse número é um termômetro de saúde operacional. Se a margem for negativa, as vendas não cobrem nem os custos de produção, e a empresa vai ter prejuízo independente do que acontecer nas despesas. Vale entender como calcular a margem de contribuição para monitorar esse indicador com regularidade.

Despesas operacionais: onde mora o diferencial competitivo

O próximo bloco no DRE são as despesas operacionais: aluguéis, salários administrativos, despesas de vendas, materiais de escritório. Em geral têm natureza fixa: ocorrem todos os meses, independente do volume de produção.

O vídeo faz um ponto importante sobre despesas que vale registrar aqui. Pense em três concorrentes com o mesmo porte, o mesmo produto, o mesmo custo de produção e a mesma margem de lucro. Era de se esperar que praticassem preços semelhantes. Mas se um deles tem uma estrutura administrativa mais enxuta, com despesas menores, ele consegue vender por um preço menor e ainda assim gerar lucro.

Esse é o argumento para tratar despesas operacionais com rigor orçamentário. Não é apenas cortar custo por cortar. É criar um diferencial competitivo que a concorrência não consegue ver no produto final, só sente no preço.

Abaixo das despesas, o EBITDA mostra a capacidade da empresa de gerar caixa operacional antes dos efeitos financeiros e tributários. Depois vem a depreciação, o resultado antes do imposto de renda e, no final, o lucro líquido.

Para quem prefere o formato ao vivo, o webinar de acompanhamento e controle orçamentário aprofunda os mesmos conceitos com exemplos e perguntas da plateia.

Indicadores do painel: o que olhar além do DRE

Alguns indicadores não aparecem diretamente no DRE, mas são derivados dele e merecem acompanhamento. O vídeo menciona três:

  • Ticket médio: faturamento dividido pelo número de vendas. Sinaliza se o aumento de receita veio de volume ou de preço.
  • Ponto de equilíbrio: custos e despesas fixas divididos pelo índice de margem de contribuição. Mostra o faturamento mínimo para cobrir todos os gastos fixos.
  • Lucratividade: lucro líquido dividido pelo faturamento, multiplicado por 100. Mede o que sobra de cada real vendido.

Esses três juntos com o DRE formam um conjunto de indicadores a partir do DRE suficiente para a maioria das reuniões de resultado. Para quem quer aprofundar, existe um guia de indicadores financeiros com métricas adicionais por área.

O fluxo de caixa: onde o DRE encontra a realidade

O DRE trabalha com competência. O fluxo de caixa trabalha com caixa: registra entradas e saídas de acordo com a data em que o dinheiro de fato movimentou a conta da empresa.

Essa diferença importa porque vender não significa receber no ato. A empresa pode atingir a meta de vendas do DRE e ter problema de caixa por inadimplência. O vídeo mostra exatamente esse ponto: mesmo quando a meta de vendas é cumprida, os recebimentos do fluxo precisam estar próximos da meta. Grandes variações entre vendas realizadas e recebimentos realizados são sinal de inadimplência a investigar.

Quando o saldo de caixa fica negativo ou abaixo do previsto, o vídeo sugere uma sequência de ações antes de recorrer a dívida:

Situação Ação prioritária Observação
Saldo negativo ou insuficiente Antecipar promoção ou desconto para estimular vendas à vista Gera receita sem novo endividamento
Saldo negativo ou insuficiente Negociar prazos menores de recebimento com clientes Reduz o ciclo de conversão de caixa
Saldo negativo ou insuficiente Negociar prazos maiores de pagamento com fornecedores Alivia saídas de curto prazo
Medidas operacionais insuficientes Avaliar desconto de duplicatas ou empréstimo com menor taxa Usar com cautela; custo financeiro reduz margem
Necessidade estrutural Aporte dos sócios Aumenta patrimônio líquido sem custo de juros
Saldo positivo acima do necessário Aplicar em fundo de curto prazo ou reservar para déficit previsto Evitar caixa parado sem rentabilidade

A gestão do saldo de caixa é um dos pontos mais sensíveis da gestão financeira e merece atenção rotineira, não só no fechamento mensal.

Quando e como fazer a revisão orçamentária

O orçamento não é uma lei imutável. Ele foi construído com antecedência, com premissas que pareciam razoáveis naquele momento. Quando o acompanhamento mês a mês mostra que essas premissas não se sustentam, revisar é a decisão certa.

Revisar não significa que o orçamento original foi mal feito. Significa que a empresa está disposta a ajustar para que o orçamento continue sendo possível de atingir e ao mesmo tempo desafiador. Uma meta que ficou fácil demais de cumprir deixou de cumprir o papel de orientar o esforço da equipe. Elevá-la recoloca o orçamento na função que ele tem: promover desenvolvimento e competitividade.

Para saber mais sobre como conduzir esse processo, o artigo sobre revisão orçamentária detalha os gatilhos e o passo a passo. Empresas mais maduras chegam ao rolling forecast, sempre mantendo doze meses projetados à frente.

O ciclo que conecta tudo

O acompanhamento planejado x realizado não é uma tarefa isolada de fim de mês. É o elo que mantém o orçamento vivo durante o ano inteiro.

Sem acompanhamento, o orçamento vira peça de arquivo. Com acompanhamento, ele vira régua de decisão. Cada desvio identificado rapidamente é uma oportunidade de corrigir o rumo antes que o acumulado do ano seja difícil de recuperar. Os benefícios da gestão orçamentária aparecem justamente aqui, na capacidade de agir sobre o desvio antes que ele comprometa o resultado.

Se você está começando agora, o próximo passo é garantir que o orçamento aprovado tem a mesma estrutura do resultado que você recebe do ERP. Sem esse alinhamento, a análise fica superficial. Com ele, você tem tudo o que precisa para conduzir o fechamento mensal, identificar causas e propor ações.

Quando quiser sair da planilha e ter esse processo rodando de forma integrada, com o realizado entrando automaticamente do ERP e os desvios orçamentários aparecendo em tempo real, experimente o Treasy de graça e veja o acompanhamento orçamentário virar rotina no seu time.

Perguntas frequentes

O que é acompanhamento e controle orçamentário?
É a comparação periódica entre os valores previstos no orçamento e os valores realizados, com apuração dos desvios e mapeamento dos fatores que os causaram. Pode ser feito em planilha ou sistema, desde que haja as colunas de valor planejado, valor realizado, variação monetária e variação percentual.
Com que frequência devo fazer o acompanhamento orçamentário?
A frequência mais comum é mensal, acompanhando o fechamento contábil e financeiro de cada mês. Empresas com alto volume de transações ou ciclos curtos de vendas podem fazer acompanhamentos semanais de indicadores-chave, mantendo o fechamento formal mensal.
Qual método de análise comparativa é usado no acompanhamento orçamentário?
O método mais usado é a análise horizontal, que compara o valor realizado com o valor planejado no mesmo período. A variação monetária é calculada como realizado menos planejado; a variação percentual é a variação monetária dividida pelo valor planejado.
Por que a estrutura do orçamento precisa ser igual à do resultado mensal?
Porque a análise de desvios exige comparar linha por linha. Se o orçamento foi elaborado por conta contábil e o ERP entrega resultado só por tipo de despesa, a comparação fica restrita ao nível mais agregado, e não é possível identificar onde exatamente o desvio ocorreu.
O que fazer quando a receita supera a meta?
Investigar se a receita extra é pontual ou definitiva. Se pontual, registrar o contexto sem alterar o orçamento. Se definitiva, revisar a meta de vendas para cima, mantendo o orçamento desafiador. Comemorar sem investigar é perder informação valiosa para o próximo ciclo.
O que fazer quando a receita fica abaixo da meta?
Descer ao nível de detalhe para identificar a causa: a venda não aconteceu por evento de mercado temporário, ou a empresa perdeu um cliente relevante? No sistema, o drill-down vai até canal de distribuição, produto, quantidade e preço unitário para localizar onde o desvio se originou.
Como os custos variáveis devem se comportar em relação à receita?
Devem acompanhar o volume de vendas. Quando a receita cai, os custos variáveis de produção devem cair proporcionalmente. Se não caírem, há ineficiência operacional ou aumento não previsto de alguma matéria-prima que precisa ser investigado e, se definitivo, incorporado ao orçamento revisado.
Por que as despesas operacionais são um ponto de atenção estratégico?
Porque são em sua maioria fixas e correspondem a departamentos que não geram receita diretamente. Uma estrutura administrativa mais enxuta permite vender a um preço menor que a concorrência e ainda gerar lucro, criando um diferencial competitivo que não aparece no produto, só no preço.
O que é margem de contribuição e por que acompanhá-la no orçamento?
Margem de contribuição é receita líquida menos custos variáveis de produção. Indica se as vendas conseguem cobrir os custos e ainda gerar fôlego para despesas e impostos. Uma margem negativa sinaliza ineficiência operacional grave: as vendas não cobrem nem o custo de produção.
Qual a diferença entre o DRE e o fluxo de caixa no contexto do acompanhamento?
O DRE obedece ao regime de competência: registra receitas e despesas quando ocorrem, independente do caixa. O fluxo de caixa obedece ao regime de caixa: registra entradas e saídas quando o dinheiro movimenta a conta. Uma empresa pode atingir a meta de vendas no DRE e ter problema de caixa por inadimplência.
Como identificar inadimplência pelo acompanhamento do fluxo de caixa?
Comparando o realizado de vendas no DRE com o realizado de recebimentos no fluxo. Se a meta de vendas foi atingida mas os recebimentos ficaram muito abaixo, a diferença indica que os clientes não pagaram no prazo previsto. Grandes variações persistentes exigem revisão da política de crédito.
O que fazer quando o saldo de caixa fica negativo?
A sequência recomendada começa pelas ações operacionais: antecipar promoção para estimular vendas à vista, negociar prazos menores de recebimento com clientes e prazos maiores com fornecedores. Se essas medidas forem insuficientes, avaliar desconto de duplicatas ou empréstimo com menor taxa. Em último caso, aporte dos sócios.
Quando revisar o orçamento?
Quando o acompanhamento mês a mês mostra que as premissas originais não se sustentam: metas fáceis demais de atingir ou impossíveis de alcançar, mudança relevante no cenário de preços de insumos, perda ou ganho de cliente expressivo. Revisar não indica que o orçamento foi mal feito; indica maturidade de gestão.
Qual a diferença entre revisar o orçamento e fazer um rolling forecast?
A revisão orçamentária atualiza o orçamento original quando as premissas mudaram, mantendo o horizonte do ano fiscal. O rolling forecast é uma metodologia em que o orçamento sempre cobre doze meses à frente: cada mês fechado adiciona um novo mês ao final da projeção, mantendo a visibilidade de longo prazo de forma contínua.
Quais indicadores acompanhar além do DRE?
Três indicadores derivados do DRE são especialmente úteis: ticket médio (faturamento dividido pelo número de vendas), que mostra se o crescimento vem de volume ou de preço; ponto de equilíbrio (custos e despesas fixas divididos pelo índice de margem de contribuição), que indica o faturamento mínimo para cobrir os gastos fixos; e lucratividade (lucro líquido dividido pelo faturamento), que mede o que sobra de cada real vendido.
Como um sistema de gestão orçamentária ajuda no acompanhamento?
Permite integrar o planejado e o realizado em um único ambiente, gerar o DRE comparativo com variações em poucos cliques, fazer drill-down até o nível de conta, produto ou canal sem montar tabelas manualmente, e acompanhar o fluxo de caixa no mesmo sistema em que o orçamento foi construído, eliminando o risco de incompatibilidade de estruturas.

Leia também

Orçamento Empresarial

5 passos para definir metas com maestria em sua empresa!

Orçamento Empresarial

5 tomadas de decisão que a Gestão Orçamentária facilita para sua empresa

Orçamento Empresarial

5 vantagens da Gestão Orçamentária para sua empresa