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Projeção de custo variável no Treasy: do CPV à margem

Veja como projetar custo variável no Treasy, do cadastro de matérias-primas ao CPV, e chegar à margem de contribuição projetada por canal e produto.

Neste artigo

Balanca entre custo variavel e moedas representando a projecao ate a margem

Sua margem está apertando e o primeiro impulso é cortar despesas fixas. Mas em indústrias e comércios o que come a margem quase sempre está do outro lado: matéria-prima, embalagem, comissão, imposto. Enquanto você não enxerga esse custo aberto por volume e por preço, fica decidindo no escuro, sem saber qual produto ou qual canal está sangrando o seu resultado. Projetar o custo variável é acender a luz: você passa a saber, antes do mês começar, quanto cada unidade vendida vai deixar na empresa.

Neste webinar, Daniel Fernandes, consultor da Treasy, faz esse caminho ao vivo dentro da própria ferramenta: a projeção de custo variável pelo método CPV (Custo do Produto Vendido), a chegada à margem de contribuição projetada e, dali em diante, a simulação de cenários e o acompanhamento do realizado mês a mês. O exemplo é a empresa fictícia Campos Alimentos, fabricante de frutas caramelizadas, mas a lógica vale para qualquer negócio que monta um produto a partir de outros.

Capa do vídeo: Webinar: Como realizar sua Projeção de Custo Variável utilizando o TreasyVídeo · YouTube

Por que o custo variável merece atenção especial no orçamento

A lógica é simples: o custo variável se move junto com a receita. Quando as vendas sobem, ele sobe. Quando caem, ele cai. Mas a proporção nem sempre é a mesma, e é essa diferença que define se a empresa está ganhando ou perdendo margem à medida que cresce.

Para negócios com gestão de custos mais complexa, como indústrias com ficha técnica de produto, o descontrole do custo variável pode eliminar ganhos de receita inteiros. Por isso, antes de qualquer planejamento orçamentário, é preciso entender quanto custa cada unidade que você vende e o que faz esse custo mudar.

Três etapas para chegar na margem de contribuição projetada

O webinar organiza o trabalho em três blocos que se conectam:

  1. Projeção de receita por canal e produto, com volume e preço separados.
  2. Projeção de deduções (comissões, impostos, devoluções) em percentual sobre a receita.
  3. Projeção de custo variável pelo método CPV ou CMV, com base na composição do produto.

A ordem importa. Sem o volume de vendas projetado, você não consegue calcular quanto de matéria-prima vai precisar, o que inviabiliza a projeção de custo por produto. É por isso que o orçamento de vendas precisa vir antes do custo.

Projeção de receita: volume e preço como ponto de partida

No Treasy, a projeção de vendas combina dois eixos: canal de distribuição (atacado, distribuidor, online, varejo) e produto (ou família de produtos). Para cada combinação, você informa volume mensal e preço unitário, e a ferramenta calcula a receita.

Essa abertura por volume e preço não é detalhe. Ela permite, mais adiante, calcular automaticamente quanto de cada matéria-prima vai ser consumido com base nas vendas previstas. Quem projeta só o total em reais perde essa conexão com o orcamento de custo dos produtos vendidos.

Daniel faz questão de marcar um ponto que vai além da técnica: o orçamento descentralizado. Em vez de o controller preencher as projeções de todos os canais sozinho, cada gestor comercial coloca a sua própria projeção de volume e preço. Como ele resume, ninguém prevê melhor o resultado do que quem vai correr atrás dele durante o ano. Quando o gestor ajuda a construir a meta, a previsão fica mais precisa e ele se compromete de verdade com o número no acompanhamento.

Deduções de venda: o que sai antes de virar receita líquida

Antes de calcular o custo, é preciso deduzir da receita bruta tudo que não fica na empresa: impostos sobre venda, comissões de representantes e devoluções. No Treasy, essas deduções são lançadas em percentual sobre a receita, por combinação de canal e produto.

Isso significa que comissões diferentes por canal, ou regimes tributários diferentes por produto, ficam registrados com a granularidade certa, sem precisar de planilhas paralelas. O resultado é a receita líquida, base de cálculo para a margem de contribuição.

CPV: como o Treasy calcula o custo a partir da ficha técnica

Aqui está o ponto mais técnico do webinar. O CPV (Custo do Produto Vendido) é o método usado por indústrias que produzem o que vendem. Diferente do CMV (Custo da Mercadoria Vendida), mais comum no comércio, o CPV exige uma ficha técnica: a lista de matérias-primas e insumos que compõem cada produto, com suas respectivas quantidades.

O Treasy organiza esse trabalho em dois módulos:

Módulo de matérias-primas: cadastro de cada insumo com código de ERP, unidade de medida e preço de compra. O código permite que, no acompanhamento, os valores reais venham direto do sistema de gestão.

Módulo de custo variável: composição do produto, ligando matérias-primas ao produto de venda com as quantidades de consumo por unidade produzida. O Treasy também suporta "produtos intermediários": uma base de fabricação compartilhada por vários produtos de venda, como uma mistura-base que serve de insumo para diferentes sabores.

Com a ficha técnica montada e o volume de vendas projetado, o sistema calcula automaticamente o custo total previsto para cada matéria-prima durante o ano, mês a mês. Essa informação serve também para programação de compras e negociação com fornecedores, já que você sabe antecipadamente o volume que vai precisar adquirir.

O que a projeção de custo revela além do custo

O webinar destaca um ponto importante: a projeção de custo variável não existe só para enxugar despesas. Ela existe porque o custo afeta diretamente a margem de contribuição, e com margem melhor você pode crescer mais vendendo o mesmo volume, ou ser mais competitivo em preço sem sacrificar o resultado. Para acompanhar esse cálculo na prática, a planilha de margem de contribuição e ponto de equilíbrio da Treasy é um bom ponto de partida antes de partir para o módulo no sistema.

Saber o custo previsto por matéria-prima também muda a sua conversa com o fornecedor. No exemplo do webinar, a Campos Alimentos consome 0,15 kg de cereja por unidade e projeta entre 3.200 e 4.000 unidades por mês: com o volume anual fechado na mão, você senta para negociar sabendo exatamente quanto vai comprar, em vez de fechar preço no susto, mês a mês. Esse mesmo tipo de precisão é o que a Dugraf, uma indústria gráfica, alcançou com o Treasy ao fechar o ano com apenas 2% de variação entre o planejado e o realizado: quando o orçamento prevê o custo de perto, o desvio deixa de ser surpresa.

Tabela de referência: CPV versus CMV

Critério CPV (Custo do Produto Vendido) CMV (Custo da Mercadoria Vendida)
Perfil da empresa Indústria que fabrica o que vende Comércio que revende o que compra
Ficha técnica Obrigatória (matérias-primas + quantidades) Não necessária
Complexidade da projeção Maior, mas mais detalhada Menor, mais direta
Produto intermediário Suportado (base de fabricação compartilhada) Não se aplica
Insumo para negociação com fornecedor Sim (previsão de consumo por matéria-prima) Limitado
Método mais simples para início CMV pode ser ponto de partida Sim, se não há fabricação própria

DRE projetado: consolidando receita, deduções e custo

Com as três peças prontas, o Treasy gera automaticamente o DRE (Demonstrativo de Resultados) projetado. No webinar, a visão final mostra a Campos Alimentos com margem de contribuição projetada de 26%, detalhável por canal, unidade de canal e produto específico.

Esse nível de detalhe é o que transforma o DRE Projetado: um mapa para os resultados da sua empresa. Você não apenas sabe que a empresa vai ter 26% de margem: você sabe que o atacado contribui de um jeito, o varejo de outro, e que um produto específico em um canal específico performa acima ou abaixo do esperado. Esse é o tipo de análise que orienta decisão de preço, mix de produtos e foco de venda.

Simulações: e se as premissas mudarem?

Depois de fechar o orçamento base, o webinar apresenta o módulo de simulações. A ideia é simples: você cria uma cópia do orçamento base e aplica índices percentuais em contas ou grupos específicos, sem alterar o orçamento original.

O exemplo é uma política agressiva de vendas no atacado: aumento de 5% no volume a partir de agosto. O Treasy propaga esse aumento automaticamente para as deduções e para o custo variável, e você vê o impacto na margem final em segundos. Sem planilha, sem recalcular tudo manualmente.

Essa funcionalidade se encaixa no que o Análise de Cenários Orçamentários: como a Projeção de Cenários Econômicos e Financeiros pode ser um divisor de águas para sua empresa descreve: ter pelo menos um cenário otimista e um pessimista, com números realistas, antes de aprovar o orçamento com a diretoria.

Acompanhamento: planejado versus realizado mês a mês

O ciclo fechado do webinar inclui o acompanhamento mensal. Após aprovado o orçamento, o Treasy permite importar o realizado de duas formas: por planilha exportada do ERP ou por integração nativa com sistemas de mercado.

Com o realizado carregado, a controladoria vê o Acompanhamento Orçamentário: muito além do simples Planejado x Realizado x Histórico no mesmo nível de detalhe do planejamento: por canal, por produto, com desvios-orcamentarios calculados automaticamente. Quando um gestor supera a meta ou fica aquém, ele pode adicionar uma justificativa diretamente na ferramenta, com data e possibilidade de anexar documentos.

Esse processo de justificativa é o que alimenta análises de FCA consistentes no fechamento mensal.

Por onde começar se você não tem ficha técnica hoje

Daniel responde sem rodeio: comece com o que você tem. Se ainda não tem abertura por canal e produto, projete a receita fechada. Se não tem ficha técnica, use o CMV com percentual sobre a receita. O que não pode é travar à espera do detalhe perfeito. Você inicia o processo e vai abrindo o nível a cada exercício orçamentário.

Quem projeta com mais detalhe ganha mais capacidade de análise. Mas quem não projeta nada não tem nenhuma, e segue decidindo no escuro. A evolução é gradual, e o Treasy acompanha você do começo mais simples até a ficha técnica completa com produto intermediário.

Se você quer entender os custos diretos, indiretos, fixos e variáveis antes de montar a primeira projeção, esse post dá a base conceitual. E se o ponto de partida for a projeção de despesas variáveis e outras despesas, o raciocínio é o mesmo: separar o que varia com o volume do que é fixo.

Para empresas que trabalham no comércio e querem ver como o CMV funciona na prática, o post sobre novidades no Treasy: projeção de CMV mostra o módulo específico. E para quem já quer ver os indicadores que surgem ao final do ciclo, o indicador de ponto de equilíbrio e a margem bruta são os próximos passos naturais depois de ter a margem de contribuição projetada.

Quando quiser sair da planilha e ver esse processo funcionando com os dados reais do seu ERP, experimente o Treasy gratuitamente e faça a primeira projeção de custo variável já no primeiro ciclo.

Perguntas frequentes

O que é CPV e por que ele é diferente do CMV?
CPV é o Custo do Produto Vendido, usado por indústrias que fabricam o que vendem. Ele exige uma ficha técnica com a composição de matérias-primas e insumos de cada produto. CMV é o Custo da Mercadoria Vendida, mais simples, usado por empresas que revendem sem fabricar. O Treasy suporta os dois métodos.
Por que é importante projetar receita com volume e preço separados?
Porque a projeção de custo variável pelo método CPV depende do volume previsto para calcular o consumo de matérias-primas. Se você projeta só o total em reais, não consegue estimar quanto de cada insumo vai precisar, o que torna a ficha técnica inútil para o planejamento.
O que são deduções de venda e o que entra nessa linha?
Deduções de venda são tudo que sai da receita bruta antes de ela virar receita líquida: impostos sobre venda, comissões de representantes, devoluções e abatimentos. No Treasy, elas são lançadas em percentual sobre a receita, por combinação de canal e produto.
O que é um produto intermediário no Treasy?
É uma base de fabricação compartilhada que funciona como insumo para vários produtos de venda. No exemplo do webinar, o 'mix original' é um produto intermediário: ele é composto por amêndoas, castanhas e sementes, e serve como base para diferentes sabores do mix de frutas. Cada produto de venda usa essa base mais seus ingredientes específicos.
Como o Treasy calcula o custo total de matérias-primas ao longo do ano?
Com base na ficha técnica (quantidade de cada insumo por unidade produzida), no preço de compra cadastrado e no volume de vendas projetado mês a mês. O sistema multiplica essas três variáveis e entrega o custo previsto por matéria-prima para cada período, sem necessidade de planilha auxiliar.
Posso fazer o orçamento de custo mesmo sem ter ficha técnica completa?
Sim. O webinar recomenda começar com o que você tem. Se não há ficha técnica, use o CMV em percentual sobre a receita. O nível de detalhe pode evoluir a cada exercício orçamentário. O importante é não deixar de projetar o custo por falta de informação completa.
O que é orçamento descentralizado e qual a vantagem em relação ao centralizado?
No orçamento descentralizado, cada gestor (comercial, de produção, de compras) preenche a sua parte do orçamento. A vantagem é dupla: as projeções ficam mais precisas porque vêm de quem vai executar, e o engajamento no acompanhamento mensal é maior porque o gestor se comprometeu com a meta que ele mesmo propôs.
Como o módulo de simulações funciona sem alterar o orçamento base?
Você cria uma cópia do orçamento base e aplica índices percentuais de aumento ou redução em contas, canais ou famílias específicas. Qualquer alteração feita na simulação não toca o orçamento original. O Treasy propaga o impacto automaticamente para deduções e custo, mostrando o resultado consolidado em segundos.
Quais cenários de simulação foram demonstrados no webinar?
O exemplo foi uma política agressiva de vendas no canal atacado: aumento de 5% no volume a partir de agosto para todos os produtos. O sistema atualizou automaticamente as deduções de venda e o custo variável, e o impacto na margem de contribuição apareceu na hora, sem recalcular manualmente.
Como o realizado entra no Treasy para o acompanhamento mensal?
Por dois caminhos: importação de planilha exportada do ERP ou integração nativa com sistemas de mercado. No segundo caso, o Treasy lê o banco de dados do ERP e importa os lançamentos já mapeados para a estrutura de canais e produtos do orçamento.
O que é o processo de justificativa de desvios e quem faz?
Quando o realizado se afasta do planejado, o gestor responsável pelo canal ou produto entra no Treasy e registra uma justificativa diretamente na célula do desvio. Ele pode anexar documentos e a data do registro fica gravada. Isso alimenta as análises de causa e ação no fechamento mensal.
O DRE gerado pelo Treasy permite ver o resultado por canal e por produto?
Sim. O DRE projetado parte da visão consolidada da empresa e permite detalhar até o nível de produto dentro de um canal específico. No webinar, a Campos Alimentos vê a margem do atacado separada do varejo, e dentro do atacado, o resultado de cada rede ou distribuidor.
Como projetar vendas quando o negócio é muito volátil, como moda ou startup?
O webinar recomenda ciclos mais curtos: projetar três ou seis meses em vez de doze, e trabalhar com orçamento contínuo (rolling forecast). A acurácia melhora a cada exercício, porque você aprende com os erros anteriores. A única certeza do orçamento é que você vai errar; o valor está em identificar o desvio rápido.
O que fazer quando a margem projetada não atinge o nível aceitável?
Usar o módulo de simulações para testar ajustes: aumentar volume em canais mais rentáveis, reduzir custo de matéria-prima via negociação com fornecedor, ajustar preço em canais com margem negativa. O webinar enfatiza que, quando a margem é boa, foco em vender mais costuma ser mais eficaz do que cortar despesas fixas.
Qual informação a projeção de custo variável entrega além do orçamento em si?
A previsão de consumo de cada matéria-prima mês a mês. Com essa informação, o gestor de compras pode negociar com fornecedores antecipadamente, garantindo volume e preço melhores. O planejamento de custo vira também uma ferramenta de programação de compras e proteção de margem.
O método CPV é adequado para empresas pequenas ou só para grandes indústrias?
O webinar mostra que a lógica se aplica a qualquer empresa que fabrica o que vende, independentemente do porte. A complexidade da ficha técnica varia, mas o princípio é o mesmo. Para empresas menores, é possível começar com fichas técnicas simplificadas e evoluir gradualmente.

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