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#WarmUp 3 - Simulações de Cenários: o controller com os números

Conheça a forma simples de preparar a empresa para cenários otimistas, pessimistas e como definir qual o cenário mais provável para seguir!

Neste artigo

Nos últimos posts, você acompanhou a importância de definir bem as estratégias do negócio e onde sua empresa quer chegar. Também viu como fazer um bom planejamento para alcançar seus objetivos de forma clara e simples. Agora, é o momento de entender as possibilidades e cenários por onde sua empresa pode e deve seguir de forma segura, sem surpresas ou dores de cabeça.

A Projeção de Cenários é um conceito de origem militar e que foi amplamente difundido por estudos e consultorias, sendo hoje amplamente utilizado como ferramenta de gestão. Ela permite que estratégias sejam estabelecidas considerando-se um contexto futuro, onde fatores que podemimpulsionar o negócio são identificados, a fim de obter um avanço perante um cenário competitivo.

E quando falamos de Simulações de Cenários, principalmente usando este termo como “Indexadores” ou "Rolling Forecast", dá uma assustada ou ficamos confusos. Mas como vimos, simular cenários por meio de indexadores é algo simples e aplicável a qualquer tamanho de empresa e, ainda mais, quando se pode prever impactos de crises, por exemplo. 

Mas qual é a diferença entre projetar cenários e montar vários planos? Quais dicas para encontrar os famosos 20/80, ou seja, os 20% de indexadores que impactam em 80% dos resultados? Como encontrar o equilíbrio entre a reação da empresa em caso de mudanças e aumento significativo do trabalho de planejamento?

Warm Up: o evento de aquecimento da Semana do Planejamento Orçamentário 2020

Para responder a esses e outras perguntas relacionadas ao planejamento fluido das empresas, a Treasy preparou três pré-eventos de aquecimento de uma hora de duração: os Warm Ups #SPO2020. Os Warm Ups tem o foco nas principais processos do ciclo de gestão, contando com a participação de CEOs de startups e empresas com vasta experiência em planejamento e gestão.

Em cada evento, conversamos com CEOs e gestores de finanças dos principais ERPs e serviços do mercado brasileiro para falarem dos desafios da organização das empresas, como estruturar o seu planejamento orçamentário e estratégico por meio de softwares de gestão online.

WarmUp 3 - Simulação de Cenários: o controller com os números

A ação de prever cenários representa as alternativas em que a empresa possa passar nos próximos meses ou anos. Ou seja, caso seu planejamento não se concretize: o que fazer? Esta é uma prática que, vias de regra e com todos seus dados "em mãos", vai ser simples e enriquecedor.

Ao prever cenários e avaliar as alternativas do que pode dar errado (ou certo), você podetomar atitudes e planejar ações reparativas antes que tudo isso aconteça. E é sobre isso, boas práticas e insights empresariais que conversarmos em nosso ÚLTIMO WARM UP.

Warmup controller banner Siteware Treasy cenários financeiros pessimistas otimistas O evento contou com a presença do Alexandre Ferreira, CFO da Granatum, e pôde detalhar melhor como foi feito esse trabalho dentro da sua empresa, apresentando boas práticas e alinhamentos necessários para integração das equipes. Para acessar a programação completa do evento, palestrantes e detalhes do Warm Up da Semana do Planejamento Orçamentário 2020, só clicar aqui.

Conheça Alexandre Ferreira

Responsável pelo controle financeiro de um software de controle financeiro! Assim começa a apresentação do Alexandre Ferreira, CFO do Granatum há mais de 10 anos.

Pós-graduado em Gestão de Projetos, auxilia também na priorização de melhorias e novas funcionalidades do sistema. Tem experiência de mais de 20 anos na área financeira e, além do Granatum, trabalha como voluntário em organizações sem fins lucrativos, ajudando na organização financeira dessas instituições.

Como construir cenários estratégicos para empresa?

A prática de simular cenários consiste basicamente em partir de um planejamento base já existente e criar diversos modelos derivados deste, onde são alteradas variáveis-chave para o modelo de negócios da empresa. A partir disso, são avaliados os impactos no resultado econômico-financeiro.

Estas variáveis podem ser internas (podem ser controladas) ou externas a empresa (não podem ser controladas, mas devem ser previstas), e são bastante conhecidas também como premissas orçamentárias.

Segundo Alexandre, as empresas ainda seguem com muitas dificuldades em definir e construir um plano, indo logo para a fase de execuções e ação em si. "A principal dúvida do dono do negócio é: 'entre todas as alternativas que tenho e qual vou seguir?'. Mais do que cenários, temos que pensarmos em todos os planos junto, de acordo com toda a empresa. Este alinhamento com todos os setores da empresa é primordial", ressaltou o CFO.

Aprendizado com grandes profissionais e experiências diversas

Este ano, a Treasy convidou diversas empresas e palestrantes para discutirmos sobre planejamento orçamentário de diversos pontos de vista, experiência e históricos. Com a pandemia, diversas empresas tiveram soluções diferenciadas, criativas e, claro, muito bem organizadas para se reestruturarem.

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São profissionais de empresas de diversos portes e segmentos, que planejam seus orçamentos e têm passado por várias experiências, mostrando como fazem na prática, dando ideias e esclarecendo desafios.

  • Evento online abordando desafios e como realizar o Orçamento de TI de forma estratégica
  • Perguntas interativas: dinâmica com profissionais da área, trazendo uma visão dos desafios e melhores práticas por setor
  • Evento 100% online. Assista de onde quiser: em sua TV, notebook, tablet ou smartphone
  • Oportunidade única para absorver os conhecimentos necessários para realizar o seu orçamento para 2021

Então, está pronto para planejar melhor o seu negócio e focar nos bons resultados em 2021? Clique aqui, inscreva-se agora, compartilhe com seus colegas ou empresas e já programe em sua agenda! Até lá!

Perguntas frequentes

O que é simulação de cenários financeiros?
É a prática de projetar como seu negócio se comportaria em diferentes situações — otimista, realista e pessimista. Funciona assim: você mantém seu plano principal, mas cria versões alternativas para saber o que fazer se a receita cair 20%, os custos subirem, ou o mercado melhorar mais que o esperado. Permite reagir rápido em vez de ser pego de surpresa.
Qual a diferença entre projetar cenários e fazer vários planos orçamentários?
Projetar cenários não significa reescrever todo o orçamento. Você define os 20% de variáveis que impactam 80% dos resultados (preço, volume de vendas, custo de matéria-prima) e simula mudanças nelas. Vários planos completos exigem muito mais trabalho e costumam ficar desatualizados rápido. Cenários são mais ágeis e focados.
Como identificar quais são os 20% de indexadores que importam?
Olhe para seus números dos últimos 2 a 3 anos e faça essa pergunta: se isso aumentasse ou caísse 10%, quanto impactaria meu lucro? A receita sempre entra. Depois vêm o custo de produção, despesa com pessoal, custo de aquisição de cliente — depende do seu modelo. Uma planilha simples de simulação mostra qual variável mais mexe com seu resultado.
Simulação de cenários é para grandes empresas ou PMEs também podem fazer?
É para qualquer tamanho. A diferença é a complexidade: uma PME pode simular 5 a 7 variáveis principais em uma planilha; uma empresa maior pode montar estruturas mais sofisticadas. O conceito é o mesmo: preparar a empresa para o que pode vir. Sem ferramenta certa fica tedioso, mas é viável.
Qual é o cenário mais provável que devo usar para planejar?
Seu cenário realista — aquele que você construiu observando tendências históricas, comportamento do mercado e fatores que você controla. Nem tão pessimista que paralisa, nem tão otimista que não se prepara. Esse é seu norte. Os outros dois (otimista e pessimista) servem para você ter planos de ação caso um deles se materialize.
Como montar um cenário otimista, realista e pessimista?
Comece pelo realista: é seu orçamento feito com base em dados atuais. Para o otimista, aumente receita 15 a 20% e reduza custos 5 a 10% — mas de forma crível. Para o pessimista, inverta: reduza receita 15 a 20% e aumente custos 5 a 10%. A chave é que cada um tenha uma narrativa clara: por que cresceria? O que poderia dar errado?
Vale a pena fazer simulações de cenários se minha empresa está estável?
Sim. Estabilidade é ilusória em tempos de crise econômica, mudanças regulatórias ou concorrência inesperada. Uma simulação de cenários leva algumas horas, mas economiza semanas de improviso quando algo muda. É como um seguro: você não espera um acidente para saber o valor.
O que é Rolling Forecast e como se diferencia de cenários?
Rolling Forecast é um orçamento móvel que você atualiza todo mês ou trimestre (remove mês/trimestre antigo, adiciona novo). Cenários são alternativas do futuro que você simula em um ponto no tempo. Rolling Forecast acompanha o presente; cenários exploram possibilidades futuras. Muitas empresas fazem os dois juntos.
Preciso de software para fazer simulação de cenários?
Uma planilha estruturada resolve para começo. Mas conforme a empresa cresce, fica trabalhoso: mudar uma variável exige recalcular tudo manualmente. Software de FP&A (Planejamento e Análise Financeira) automatiza isso — você muda um número e todos os cenários se atualizam em segundos. Depois é difícil voltar.
Como comunicar os cenários pessimistas para o time sem gerar pânico?
Framing é tudo. Não é 'vamos quebrar', é 'aqui estão os sinais de alerta e nossas ações de contingência'. Mostre que você pensou nos problemas e tem respostas prontas. Um cenário pessimista bem estruturado traz segurança, não pânico — porque o time sabe que há um plano B.
Qual é a periodicidade ideal para atualizar os cenários?
Trimestral é bom padrão. Anualmente fica muito longo; mensalmente pode ser excesso se não há mudanças estruturais. A lógica: a cada encerramento de trimestre, você coleta dados novos, revê as premissas e ajusta os cenários. Assim continua relevante sem virar busy work.
Como integrar equipes diferentes (comercial, operação, finanças) na simulação de cenários?
Cada área traz dados para sua parte: comercial define cenário de vendas (volume, preço), operação projeta custos (matéria-prima, mão de obra), finanças consolida tudo e roda as simulações. Uma reunião de alinhamento trimestral onde cada um explica suas premissas evita surpresas. Transparência aqui economiza retrabalho depois.
O que fazer quando o cenário realista não se materializa?
Ative o plano de contingência do cenário mais próximo ao que está acontecendo. Mas o importante é reagir rápido: se seu realista previa receita X e você vê que vai ser 80% disso, redimensione despesas, renegocie prazos, reajuste o cenário no mês seguinte. Cenários não são previsões mágicas; são mapas para agir com rapidez.
Indexadores financeiros: o que são e como usar em cenários?
Indexadores são variáveis que impactam seus números — preço de venda, custo de matéria-prima, taxa de crescimento de receita, taxa de inadimplência. Em vez de reescrever o orçamento inteiro, você cria fórmulas que dizem 'se o preço subir 5%, receita sobe assim'. Isso torna as simulações rápidas e repetíveis.
Como prever impactos de crises (econômicas, pandemia, etc) em cenários?
Use histórico: olhe para dados do que aconteceu na última recessão, pandemia ou evento similar. Se receita caiu 30%, custos caíram 15%, use isso como base para seu cenário pessimista. Também converse com clientes e fornecedores — eles frequentemente sinalizam problemas antes. Combine dados históricos com intuição do mercado.
É melhor ter muitos cenários detalhados ou poucos cenários simples?
Poucos e simples. Três cenários (otimista, realista, pessimista) e 5 a 7 indexadores principais já cobrem 80% dos casos. Depois de 5 ou 6 cenários, você adiciona complexidade sem ganho real — fica confuso qual acompanhar. Foco em simplicidade que o time entende bate complexidade que ninguém olha.
Como usar simulação de cenários para definir prioridades de ação?
Rode cada cenário e identifique qual será seu maior gargalo em cada um: no pessimista talvez seja caixa; no otimista, talvez seja capacidade produtiva. Suas prioridades mudam conforme a situação. Isso ajuda a direcionar investimentos e gestão de risco antes do cenário virar realidade.

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