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Trocar de ERP não vai salvar seu financeiro (saiba por quê)

Conheça os principais erros cometidos ao trocar de ERP. Veja também como não errar na troca e por que tantas implantações falham.

Neste artigo

A história começa com Paula. Ela até tenta, mas não consegue cozinhar muito bem. Os pratos no forno queimam, ela perde o ponto da carne e até mesmo se atrapalha na hora de misturar os ingredientes. Frustrada, ela tem uma ideia: renovar a cozinha. Ela compra panelas novas, investe num forno de última geração, troca a bancada e instala uma coifa moderna. Tudo para ver se, dessa vez, as receitas saem como nos vídeos de YouTube. Meses depois da operação concluída, o cenário é o mesmo. O arroz ainda passa do ponto, os bolos não crescem e a bagunça continua. As ferramentas mudaram, mas o resultado não. Por quê? Porque o problema de Paula nunca foi os equipamentos na cozinha, mas sim a falta de técnica, organização e preparo. O que faltava era método, e não utensílio. E o que essa história tem a ver com você e o ERP que sua empresa está de olho? É exatamente o que acontece em muitas organizações: diante de um financeiro desorganizado, a decisão mais comum é investir na troca de ERP. É como se o sistema fosse o responsável pelo descontrole, falta de processos e pela ausência de informação confiável. A verdade é que, assim como a cozinha da Paula, trocar de ERP não resolve o que está mal estruturado. Se você duvida disso, então, este texto é para você!

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Para começar: por que tantas implantações de ERP falham?

A implantação de um ERP é um investimento de tempo, dinheiro e energia. Quando dá errado, o prejuízo pode ser grande. Segundo a Gartner, “mais de 70% das iniciativas de ERP implementadas recentemente não atingirão plenamente seus objetivos de uso de negócios”. O texto continua: “até 25% delas falharão catastroficamente”. É muita empresa frustrada, muito dinheiro desperdiçado e muitos processos que acabam mais complicados do que antes. Um exemplo marcante: a Hershey perdeu vendas estimadas em US$100 milhões depois de uma implementação desastrosa em 1999. Ao apressar sua implementação de ERP de US$112 milhões e cortar etapas de teste, a empresa não conseguiu processar US$100 milhões em pedidos no Halloween, uma de suas principais datas em termos de vendas. O prejuízo foi imediato e os lucros caíram 19% e as ações, 8%. Outras gigantes também tropeçaram (fonte):

  • A Nike teve um prejuízo bilionário por erros na cadeia de suprimentos causados por uma implementação de ERP mal integrada.
  • A HP amargou perdas de US$160 milhões num projeto que deveria custar apenas US$30 milhões.
  • A varejista alemã Lidl investiu sete anos e cerca de €500 milhões num projeto que acabou sendo descartado.

Os principais erros cometidos ao trocar de ERP

Verdade seja dita: é muito fácil culpar o ERP (e por isso, querer trocá-lo). Na maioria dos casos de insucesso de implantação do sistema, a culpa é de quem está por trás, ou seja, das pessoas. Equipes mal estruturadas, decisões apressadas e falta de testes podem transformar um projeto promissor em um pesadelo corporativo.  Para entender, dê uma olhada nos erros mais comuns que empresas cometem ao trocar de ERP:

  • As pessoas certas não têm tempo para o projeto;
  • Montar a equipe com quem está disponível, e não com quem realmente entende dos processos e tem visão estratégica;
  • Sem uma governança bem definida, o projeto se perde;
  • Subestimar a fase de testes (como é o caso da Hershey);
  • Gestão de projeto insuficiente;
  • Integração mal gerida entre sistemas;
  • Falta de treinamento aos envolvidos na operação;
  • Falta de suporte da empresa desenvolvedora do ERP.

Quer um outro exemplo real? Segundo relatado aqui, após a fusão com a Elizabeth Arden em 2016, a Revlon tentou integrar todos os seus processos de ERP em todas as suas unidades de negócios. O novo sistema falhou após entrar em operação em 2018, resultando em um prejuízo de US$64 milhões em vendas, uma perda de 6,4% no preço das ações e um processo judicial movido por investidores. Alguns erros cometidos pela Revlon e que merecem atenção:

  • Falta de experiência: a empresa tentou consolidar os sistemas Microsoft e Oracle em uma nova implementação do SAP. O problema é que não possuía experiência prática com o SAP.
  • Apressar a entrada em operação: a empresa decidiu entrar em operação sem garantir que os processos do ERP atenderiam às necessidades e aos requisitos de negócio.

3 fatos que você precisa saber para não errar ao trocar de ERP

Como você pode ver, gigantes também erram. A diferença é que, muitas vezes, esses gigantes se recuperam mais rapidamente do que faria uma empresa de porte menor. Para evitar cometer os mesmos erros de grandes corporações, confira estes 3 fatos antes de trocar de ERP:

Fato #01 - Quando o problema é interno, trocar de ERP é paliativo

Diante de um caos financeiro, é comum empresas jogarem a responsabilidade na ferramenta que utilizam. É aí que o ERP entra como bode expiatório e recebe a culpa por algo que não tem nada a ver com ele. As reclamações são muitas:

  • O ERP não gera relatórios desejados;
  • O ERP não conversa com todas as áreas;
  • O ERP não dá visibilidade;
  • E a lista segue.

Acontece que, em grande parte dos casos, não é o sistema que deveria estar por trás de toda essa insatisfação. Então, de quem deveria ser a culpa? Embora “culpa” seja uma palavra forte, se fôssemos apontar o dedo para um responsável, ele deveria ser os processos frágeis que o ERP tenta (sem sucesso) organizar. Por exemplo, uma empresa que possui um controle de contas a pagar manual e sem qualquer padronização vai ter um sério desafio com qualquer ERP que implementar, pouco importando o quão moderno, simples de usar ou completo ele seja. Isso porque a troca de ERP não vai criar uma gestão financeira eficiente.  Na verdade, a frustração com o sistema apenas mascara um problema muito mais profundo, que é a ausência de modelagem financeira e a carência de processos claros. Ou seja, é aquela história de tapar o sol com a peneira, onde o problema real continua existindo, só que com uma nova embalagem. Ou, ainda, é como pintar uma parede com infiltração: bonito por fora, mas com problemas por dentro.

E o que poucos falam sobre trocar de ERP

Muitos ERPs, especialmente os voltados para estágios iniciais, oferecem uma implantação quase inexistente. A promessa é de simplicidade e autonomia, mas o que acontece na prática é que a empresa fica responsável por configurar e parametrizar tudo sozinha, sem ter, muitas vezes, o conhecimento necessário para isso. O resultado? Um sistema subutilizado, cheio de inconsistências e que ninguém sabe usar direito. Consequentemente, a empresa investe tempo, dinheiro e energia em algo que, no fim das contas, não resolve. A troca de ERP vira um projeto caro e desgastante, com pouco ou nenhum retorno, e o financeiro continua desorganizado.

Fato #02 - ERP não cria processo, ele só organiza o que já existe

Nenhum ERP entra na empresa criando processos, melhorando a comunicação entre áreas ou resolvendo gargalos. O que ele faz é tão simples que muitos stakeholders se esquecem do quão poderoso isso é: qualquer sistema somente organiza e sistematiza o que já existe. Em suma, se o que existe é ruim, ele vai apenas dar forma (e escala) a esse caos.  E que caos é esse? Quatro pontos respondem à pergunta:

  • Se a base é ruim, o ERP só sistematiza o erro
  • Fluxos quebrados continuam quebrados
  • Falta de integração entre áreas? Vai continuar.
  • Conciliação feita “na mão” e sem lógica? Agora vai ser automática - e errada.

Para explicar melhor, um financeiro com uma base de dados mal alimentada, sem consistência e muito menos padrão, vai enfrentar sérios problemas, independentemente da troca de ERP. Isso acontece porque nenhum sistema conserta gaps operacionais. O que a ferramenta faz é deixar o erro mais visível. Por exemplo, imagine uma conciliação bancária feita manualmente, sem critérios claros, com uso de planilhas duplicadas e pouca padronização. Ao migrar esse processo para um ERP, ele passa a ser automatizado. Contudo, automatização não é sinônimo de correção. Se a lógica do processo continuar falha, o retrabalho só muda de lugar, isto é, em vez de acontecer nas planilhas, ele passa a acontecer dentro do sistema. Agora imagine uma empresa na qual o financeiro não se comunica com o comercial. ERP algum resolve esse fluxo quebrado entre as áreas. Pelo contrário, a ferramenta apenas acelera a troca de dados do jeito que ela já acontece, o que, neste caso, significa uma troca mais rápida de informações truncadas. 👉 Como criar GPTs personalizados (realmente úteis) para o financeiro

Fato #03 - O ERP só entrega resultado quando quem usa sabe o que está fazendo

Na história de Paula, o grande erro dela foi acreditar que equipamentos modernos fariam todo o trabalho sozinhos. Só que um forno novo não impede um bolo de não crescer. Sem saber medir, misturar e controlar o tempo, nem a cozinha mais cara do mundo salva o jantar. Com o ERP, acontece exatamente a mesma coisa. Não importa se ele é o ideal como um ERP de entrada, ou se é o mais completo do mundo, o fato é que ele depende totalmente de quem o utiliza. São as pessoas que alimentam o ERP, configuram seus módulos, garantem a qualidade dos dados e interpretam os relatórios gerados. Quando o time não domina os processos ou não entende o funcionamento da ferramenta, o sistema vira apenas um cadastro bonito (o exemplo da Revlon ilustra isso muito bem). Até o momento não existe um sistema que toma decisões, interpreta contextos e resolve gargalos sozinho. Nesse cenário, podemos dizer que a lógica é:

  • Se os dados são ruins, os relatórios também serão,
  • Se os processos estão desalinhados, o sistema só vai sistematizar esse desalinhamento,
  • E se a equipe não souber o que está fazendo, não há tecnologia que resolva.

Resumindo: o ERP não transforma a maturidade financeira de uma empresa. É a maturidade financeira que transforma o uso do ERP.

Então, antes do novo ERP vem a maturidade financeira

Como escreveu Daniel Fernandes, co-founder da Treasy, neste post no LinkedIn sobre trocar de ERP: “a tecnologia só entrega resultado com uma boa base por trás”. Essa base vem com a organização que destacamos ao longo deste conteúdo, mas também com maturidade financeira. Vale destacar que maturidade financeira não é sobre ter grandes planilhas ou muitos relatórios. É sobre tercontrole, previsibilidade e clareza na tomada de decisão, itens que exigem dados confiáveis, processos bem definidos, padronização e visão estratégica. Então, antes de qualquer investimento em ERP, é essencial entender em que estágio está a saúde financeira do negócio.  Se você deseja saber qual é a maturidade da Gestão Financeira da sua empresa, aproveite e faça um autodiagnóstico que desenvolvemos. Ao finalizá-lo, você receberá uma nota de desempenho e dicas personalizadas para evoluir também a sua gestão (incluindo a gestão orçamentária). Clique na imagem abaixo e comece agora mesmo o diagnóstico (leva menos de 8 minutos para responder às perguntas): Auto diagnóstico gestão financeira dashboard Treasy análise maturidade trocar erp

Dicas finais: quer que o ERP funcione? Comece pelo básico antes de pensar na troca

Nenhum software é capaz de substituir estratégia, organização e cultura de gestão.Se o seu financeiro não faz o básico, que é o feijão com o arroz, podemos apostar que um novo sistema não vai resolver nada. Entenda que aqui não queremos dizer que trocar de ERP não seja necessário. Pode até ser, mas só depois que a casa estiver minimamente em ordem. E como fazer isso? Confira nossas dicas:

Modele o seu financeiro

Sem uma modelagem financeira estruturada, não adianta trocar de ERP, pois qualquer sistema de gestão será, no fim do dia, um armazenador de dados desorganizados.  E o que quer dizer modelar o financeiro? Simplificadamente, significa obter uma visão precisa sobre todos os aspectos financeiros: receitas, custos, margens, fluxo de caixa, projeções e os ciclos de pagamento e recebimento. Em termos práticos, a modelagem financeira fornece uma base sólida para uma operação financeira inteligente. Por isso, antes de partir para qualquer sistema, invista um tempo e mapeie:

  • Como os processos funcionam?
  • Quais são e onde estão os gargalos?
  • O que pode ser eliminado?
  • O que pode ser melhor organizado?

Reforçamos que o ERP vai automatizar processos, mas ele não cria nada do zero. Lembra da história da Paula, que trocou a cozinha achando que fosse cozinhar melhor? Com o financeiro é a mesma coisa.  Se a empresa não sabe quais são suas despesas fixas e variáveis, não possui clareza sobre margens ou ignora o ciclo operacional e financeiro, não adianta esperar que um ERP resolva isso como mágica. A ferramenta pode até ser moderna e eficiente mas, sem direção, o ERP perde força estratégica e vira apenas uma ferramenta burocrática. Caso tenha interesse em entender mais sobre como fazer uma boa Modelagem Financeira, como alinhar os dados financeiros, gerenciais e contábeis, ouça o episódio #22 do Controller Cast! Nele batemos um papo com Hermes Reis, que compartilha toda sua bagagem ao criar a Modelagem Financeira de dezenas de empresas como Controller terceiro na Treasy.

Áudio · SoundCloud

Controller Cast · Como criar a Modelagem Financeira e Orçamentária de sua empresa, com Hermes Reis

Mapeie e corrija processos

Antes de implantar (ou trocar) um ERP, entenda como as informações circulam dentro da empresa. Faça perguntas como:

  • Quem faz o quê?
  • Onde os dados entram?
  • Como fluem entre os setores?
  • Quais pontos exigem intervenção manual?
  • Onde surgem os retrabalhos?

Aqui, vale lembrar de uma regra de ouro: um bom sistema de gestão precisa refletir a operação real. E para que a ferramenta seja uma aliada, o papel do time financeiro e da controladoria é o de mapear cada etapa, cada responsabilidade e cada fluxo de informação. Uma boa analogia para explicar isso é no caso de um vazamento na torneira da cozinha. Ao invés de trocar a torneira, é preciso verificar se há pressão desregulada ou tubulação entupida. Do contrário, a torneira nova só vai deixar ainda mais claro que há um problema maior escondido. Portanto, se o que você busca é uma gestão financeira eficiente, invista no desenho de fluxos, elimine etapas desnecessárias em processos, alinhe responsabilidades e valide as tarefas com as pessoas envolvidas.

Estruture a informação

Até este ponto você entendeu a importância de mapear e corrigir processos. Concluídos esses dois passos, é hora de olhar para aqualidade da informação que alimenta o sistema. Isso porque, se os dados que entram nele estão desorganizados ou seguem lógicas diferentes em cada área, o ERP só vai evidenciar o problema. Colocando de outra maneira, se cada departamento usa um nome diferente para a mesma despesa, ou se não há uma lógica clara na classificação dos lançamentos, os relatórios se tornam imprecisos e a tomada de decisão, arriscada. Padronizar o plano de contas, por exemplo, é um passo básico, mas frequentemente ignorado.  Como explicado em outra oportunidade (neste conteúdo) o plano de contas é um conjunto de contas que representam os eventos e movimentações econômicas e financeiras que acontecem durante as atividades e operações de uma empresa. Sem ele, é basicamente impossível entender de onde vêm os custos, para onde vai o dinheiro e o que, de fato, está impactando os resultados.  Sendo assim, ele é o ponto de partida para gerar relatórios confiáveis (Demonstrativo de Resultados do Exercício, Demonstrativo de Fluxo de Caixa e Balanço Patrimonial) e análises que realmente ajudam a tomar decisões. E para ajudar você a colocar ordem na casa e fazer a correta classificação e segmentação dos ativos, passivos, receitas, custos e despesas de sua empresa, elaboramos um modelo de plano de contas gratuito. Clique na imagem para solicitar o seu:

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Treine sua equipe

É comum vermos empresas investirem uma boa soma de dinheiro em ERP ou qualquer outro sistema de informação e economizarem justamente na capacitação das pessoas que usarão a tecnologia no dia a dia. O problema é que sem treinamento, a equipe pode cometer erros operacionais, lançar informações no lugar errado, duplicar dados ou simplesmente não utilizar recursos valiosos por desconhecê-los. Além disso, o conhecimento precisa ser disseminado constantemente. O ideal é garantir que todas as áreas envolvidas, do financeiro ao comercial, compreendam como o ERP se conecta à rotina de cada uma.

Concluindo

Trocar de ERP é repensar processos, ajustar rotinas, treinar pessoas e alinhar a tecnologia à estratégia do negócio. Por isso, antes de perguntar “qual ERP vamos usar?”, a pergunta certa é: “nosso financeiro está em ordem?”. Antes de investir em um ERP, certifique-se de que o financeiro da sua empresa esteja maduro, com a base organizada, processos bem desenhados e informações nos lugares certos. Adicionalmente, tenha visibilidade, controle e inteligência nos dados. É aí que entra um dashboard, como o BI Financeiro da Treasy. Com a ferramenta, o seu time financeiro conta com:

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Perguntas frequentes

Por que trocar de ERP não resolve problemas de financeiro desorganizado?
Trocar de ERP é como Paula trocar toda sua cozinha esperando cozinhar melhor. O sistema é só a ferramenta; o problema real é a falta de processos, método e organização. Se seu financeiro está desorganizado antes da troca, continuará depois — a menos que você mude também os processos e a forma como trabalha.
Qual é a taxa de fracasso nas implementações de ERP?
Segundo a Gartner, mais de 70% das implementações recentes de ERP não atingem plenamente seus objetivos, e até 25% falham catastroficamente. Isso significa que a maioria das empresas que investe em mudança de ERP acaba frustrada.
O que aconteceu com a Hershey na implementação de ERP?
A Hershey investiu US$112 milhões em um ERP, mas cortou etapas importantes de teste para apressar o projeto. Resultado: não conseguiu processar US$100 milhões em pedidos no Halloween, sua principal data de vendas. Os lucros caíram 19% e as ações, 8%.
Qual é o erro número 1 ao trocar de ERP?
Colocar no projeto as pessoas que estão disponíveis, e não as que realmente entendem dos processos e têm visão estratégica. Sem as pessoas certas dedicadas ao projeto, fica impossível estruturar bem a mudança.
Por que as implantações de ERP falham na prática?
A maioria dos fracassos não é culpa do software, mas das pessoas: equipes mal estruturadas, decisões apressadas, falta de testes adequados, governança fraca e suporte insuficiente. ERP só funciona bem se os processos e as pessoas estiverem alinhados.
Vale a pena trocar de ERP se meu sistema atual atende o negócio?
Não, se o problema não é o sistema, mas como você o usa. Antes de trocar, mapeie seus processos financeiros, identifique onde está o gargalo e pergunte: o ERP atual não consegue fazer isso? Se consegue, o investimento na troca vai ser desperdiçado.
O que é governança em um projeto de troca de ERP?
É a definição clara de quem decide o quê, como as mudanças são aprovadas e qual é a hierarquia de prioridades. Sem governança bem definida, o projeto vira bagunça, cada um puxa para um lado e nada sai como planejado.
Quanto tempo preciso dedicar à fase de testes de um novo ERP?
O tempo que for necessário para testar todos os cenários críticos do seu negócio — sem pressa. A Hershey economizou tempo cortando testes e perdeu US$100 milhões. Teste é o seguro contra desastres caros.
Quais foram os maiores fracassos de implementação de ERP no mundo?
Nike teve prejuízo bilionário por erros na integração; HP perdeu US$160 milhões num projeto que deveria custar US$30 milhões; Lidl investiu 7 anos e €500 milhões e descartou tudo. Todos são gigantes — se acontece com eles, pode acontecer com você.
Como saber se meu problema é realmente o ERP ou o processo?
Faça essa pergunta: se eu tivesse o melhor ERP do mercado com meus processos atuais, o problema sumia? Se a resposta é não, o problema é o processo. Invista em redesenho de processos antes de trocar de sistema.
O treinamento do time realmente faz diferença na implementação?
Faz toda a diferença. Um ERP novo com um time que não sabe usar é como dar um carro de corrida para alguém que não tem carteira. O investimento em treinamento sólido reduz drasticamente os erros e acelera a produtividade.
O que é integração de sistemas e por que falha nas trocas de ERP?
É conectar o ERP novo com outros sistemas que você já usa (como sistema de vendas, folha, etc.). Falha quando essa conexão é mal planejada ou quando os dados não são migrados corretamente. Uma integração errada cria duplicação de informação e processos complicados.
Preciso trocar de ERP ou preciso melhorar como uso o ERP atual?
Antes de trocar, saia da emoção e responda: qual é o sintoma exato que você quer resolver (demora para fechar mês, informação imprecisa, falta de visibilidade)? Se o sistema atual consegue fazer isso e você não está usando, a solução é otimizar o uso, não trocar.
Quanto custa uma implementação de ERP e por quanto tempo leva?
Varia bastante, mas normalmente vai de algumas centenas de milhares a milhões de reais, dependendo do tamanho e complexidade. O prazo é entre 6 meses e 2 anos. É um investimento pesado, então tem que estar bem justificado.
A Treasy pode me ajudar se estou pensando em trocar de ERP?
Se o seu problema é falta de visibilidade financeira, processos lentos de fechamento ou dificuldade em planejar, a Treasy trabalha com seu ERP atual para resolver isso — sem troca de sistema e sem a complexidade de uma implementação.
Como estruturar um projeto de troca de ERP para não cair nas armadilhas comuns?
Defina governança clara (quem decide, como aprova), monte equipe com gente que entende do negócio e não só da tecnologia, dedique tempo real aos testes, tenha suporte de vendor garantido no contrato e treine o time de verdade — não em slides.
O que é Governo de Projeto em uma implementação de ERP?
É ter um líder com poder de decisão, reuniões regulares de status, cronograma realista e um plano claro do que será feito, quando e por quem. Sem isso, cada área puxa para um lado e o projeto vira caos.
Devo trocar de ERP porque estou usando Excel para fechar mês?
Não necessariamente. Muitas empresas usam Excel junto com o ERP porque o ERP não está bem configurado para seus processos. Antes de trocar, veja se consegue estruturar melhor o sistema que já tem — pode ser mais rápido e barato.
Como evitar que a implementação de um novo ERP vire um desastre?
Teste tudo antes de ir para produção, não corte etapas por pressa, coloque gente qualificada no projeto, defina processos claros antes de implementar o sistema e tenha suporte disponível após o go-live. A implementação não termina no dia do launch.

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