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Como a Treasy ajuda empresas a prever cenários e evitar prejuízos

Aprenda como a Treasy ajuda empresas a prever cenários para antecipar problemas e identificar oportunidades. Bônus: planilha de simulação de cenários.

Neste artigo

Sabrina tinha como sonho viajar para o exterior assim como tantos outros brasileiros. Soube, desde cedo, que não seria fácil, por isso começou a planejar com meses de antecedência. Ao montar seu plano de viagem decidiu quais cidades passaria, onde iria se hospedar e o quanto gastaria com alimentação e compras no geral.

Orgulhosa, Sabrina estava confiante que seu planejamento era a prova de balas; afinal, ela havia pensado em cada detalhe. Durante a viagem, no entanto, percebeu que fatores externos estavam afetando seu sonho. Um deles era a moeda: o Dólar sempre foi mais caro que o Real, mas por questões diplomáticas entre países, o Real estava perdendo valor nos últimos meses.

Isso não estava em seus planos. Ao fazer o câmbio, o dinheiro convertido veio muito menor do que o planejado.

Dessa forma Sabrina viu-se obrigada a encurtar seu orçamento. Em vez de almoçar fora todo dia como havia planejado, resolveu trocar os restaurantes da Quinta Avenida pelo fast-food mais próximo. Essa foi a maneira que encontrou para economizar e se adaptar ao novo cenário que surgiu de última hora.

O que Sabrina pode nos ensinar sobre previsão de cenários…

Mesmo planejando, Sabrina não pode imaginar as coisas que afetariam sua viagem. A moeda (apenas uma delas), foi o que mudou a rota do planejado. Ao ver todo seu plano sendo afetado, teve que adaptar-se à nova realidade e cortar gastos.

Mas caso Sabrina, ao criar seu planejamento, pudesse criar também cenários onde “previsse” que o Dólar subiria e, assim, criar um plano de ação? Ela, ao considerar essa possibilidade, guardaria um pouco mais de dinheiro apenas por precaução. Que, no fim, solucionaria o problema do cenário imprevisível que se formou em sua frente.

Essa mesma linha de raciocínio é aplicada quando falamos de previsão de cenários para empresas.

O que é prever cenários?

Não da maneira literal como o nome sugere, mas prever cenários representa as alternativas em que a empresa possa passar nos próximos meses ou anos. Ou seja, caso seu planejamento não se concretize: o que fazer? Ao prever cenários e avaliar as alternativas do que pode dar errado (ou certo), você pode tomar atitudes e planejar ações reparativas antes que tudo isso aconteça.

E como funciona na prática?

A previsão de cenários funciona assim: depois de todo o orçamento empresarial montado, chegou o momento de prever os cenários. Longe de ser um achismo, ao montar cenários você considera fatores externos (como mercado econômico e variações cambiais) e fatores internos (que, necessariamente, são a respeito a sua empresa).

No fim, não é magia. Mas sim uma estratégia de simulação e mapeamento de cenários onde consideramos as variáveis do mercado. Assim, criamos possibilidades de cenários e estratégias táticas e operacionais caso o que tenha sido previsto venha a se concretizar.

Exemplos de cenários que podem ser mapeados

  • Cenários econômicos

Nessa análise de cenário é considerada as variáveis que podem afetar a empresa economicamente. Independente do fator, o cenário poderá prever o quanto será necessário para contornar o problema e continuar a lucrar.

  • Cenários orçamentários

No planejamento orçamentário é ditado como os recursos financeiros serão utilizados. Dessa forma, este cenário irá avaliar as variáveis que podem comprometer o planejado e, caso necessário, em qual momento será preciso investir em uma revisão orçamentária.

  • Cenários financeiros

Em sintonia ao orçamento, os cenários financeiros consideram alteração na verba existente da empresa. Ou seja, se houver um problema no fluxo de caixa e as entradas diminuírem: o que fazer?

  • Cenários estratégicos

Depois do planejamento estratégico empresarial criado, quais as variáveis podem afetar o planejado e mudar a rota da empresa? E se isso acontecer, quais ações devemos tomar?

Como a Treasy trabalha com Previsão de Cenários Orçamentários

A Treasy é especialista em Planejamento e Controladoria, por isso nos envolvemos diretamente com simulações de cenários orçamentários. Ao lidar com diversos cenários de diversas empresa e modelos de negócio diferentes, desenvolvemos uma expertise no assunto. E é com ela que iremos te contar como a Treasy cria as simulações de cenários para nossos clientes.

Primeiro passo: premissas orçamentárias

Premissas orçamentárias são as variáveis que podem, de alguma forma, afetar o seu planejamento orçamentário. Essas premissas podem ter relação com quantidade de vendas, contratação de novos funcionários ou a redução dos custos.

Em outras palavras, premissas orçamentárias são variáveis que podem oscilar com o tempo, dependendo de fatores internos (como performance do time) ou fatores externos (economia). Dessa forma, encontramos em nossos clientes suas premissas mais importantes e criamos cenários com base nelas.

Confira algumas possibilidades de premissas orçamentárias:

Segundo passo: planejamento orçamentário

Antes de colocarmos a mão na massa e criar cenários, precisamos elaborar o planejamento orçamentário. Ao lado do cliente, auxiliamos no levantamento de suas premissas orçamentárias e qual será sua meta mais importante. Depois, atuamos como um facilitador no mapeamento das ações que devem ser realizadas para alcançar essa meta.

É a partir desse planejamento base que, após, criamos as simulações de cenários mais prováveis. Portanto, encontramos as possibilidades de fatores internos e externos que possam interferir no desempenho do negócio, tanto de maneira negativa quanto positiva. Assim, criamos, ao lado do cliente, planos de ações para caso um dos cenários venha acontecer.

Tipos mais comuns de cenários orçamentários

Esses três tipos de cenários a seguir são os mais comuns. Uma empresa com um gestão de resultado no “estado de arte” (em seu ápice), por exemplo, não toma nenhuma decisão sem antes simular os possíveis cenários.

  • Cenário otimista

Com base no planejamento orçamentário, crie a versão otimista dele. E se tudo desse certo e mais um pouco? A partir daí, crie estratégias para aproveitar as oportunidades positivas que foram dadas.

  • Cenário realista

Esse cenário nada mais é do que sua base. Dele, esperamos que tudo ocorra como planejado.

  • Cenários pessimista

Caso sua empresa seja afetada por questões internas ou externas, o cenário pessimista deve englobar esses fatores. A partir dele você irá planejar ações para reverter a situação ou conter as perdas.

Alguns exemplos de situações que podem ser incluídas nos cenários orçamentários, tanto o otimista quanto pessimista:

  • Aumento ou diminuição das vendas;
  • Descontinuação de um produto;
  • Corte de custos;
  • Análise de Investimento na empresa;
  • Desvalorização da moeda;
  • Abertura de uma filial ou nova planta;
  • Criação de um novo time x terceirização.

Por conta própria: Modelo para Análise e Simulação de Cenários Financeiros

Agora que você já possui a teoria, chegou o momento da prática. Criamos um Modelo para Análise e Simulações de Cenários Financeiros em planilha onde você pode criar cenários econômico-financeiro para seu negócio. No modelo está descrito todas as funcionalidades da planilha e como estruturá-la. Para acessá-la clique no banner logo abaixo.

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Concluindo

Simular cenários é uma estratégia importante para qualquer empresa que deseja antecipar problemas e identificar com antecedência as oportunidades. Além do mais, é uma boa maneira de reforçar a tomada de decisão com informações coerentes e ações planejadas.

Nós aqui da Treasy entendemos que não só as simulações de cenário, mas como também a Controladoria, são importantes para todas as empresas independente do tamanho. Por isso desenvolvemos um serviço que ajuda empresas a planejar seu orçamento e a adquirir maior previsibilidade financeira.

Você pode acessar aqui para saber mais e entrar em contato para bater um papo com um especialista.

Perguntas frequentes

O que exatamente é previsão de cenários para empresas?
É a prática de simular diferentes situações que sua empresa pode enfrentar nos próximos meses ou anos — considerando variáveis externas (economia, câmbio, mercado) e internas (custos, vendas, investimentos). O objetivo é ter um plano B pronto antes que a situação aconteça, em vez de improvisar quando a crise chegar.
Por que prever cenários é importante se já tenho um orçamento pronto?
Porque o orçamento é seu plano ideal. A previsão de cenários é o reconhecimento de que a realidade muda. Se seu orçamento prevê crescimento de 15% mas a economia desacelera, você já sabe exatamente quais custos cortar e onde buscar receita extra — sem perder tempo em decisões de última hora.
Qual a diferença entre cenário otimista, pessimista e realista?
O cenário realista é o mais provável, baseado em dados históricos e expectativas do mercado — este é seu orçamento principal. O otimista simula crescimento maior que o esperado (oportunidade de investimento). O pessimista simula queda ou pressão nos resultados (momento de proteger o caixa). Juntos, eles cobrem um espectro de possibilidades.
Como começo a prever cenários na minha empresa?
Comece mapeando as 3 a 5 variáveis que mais impactam seus resultados: pode ser preço de insumos, taxa de câmbio, volume de vendas ou custo da folha. Depois, crie três versões do seu orçamento variando essas variáveis (uma mais otimista, uma mais pessimista). Compare os impactos no lucro e defina gatilhos: 'se a variável X mudar Y%, executo o plano de ação Z'.
Prever cenários é diferente de prever o futuro?
Sim. Prever o futuro é adivinhar o que vai acontecer. Prever cenários é listar o que PODE acontecer e estar pronto para cada caso — é planejamento tático, não adivinhação. Você não precisa acertar qual cenário vai ocorrer; precisa estar preparado para qualquer um deles.
Que tipo de variáveis externas devo considerar ao prever cenários?
Depende do seu negócio, mas algumas comuns são: taxa de câmbio (se importa/exporta), inflação e custo de insumos, taxa de juros (afeta financiamentos), renda do consumidor (reduz demanda em recessão), e regulamentações (novos impostos ou leis). Escolha as que realmente afetam suas operações, não tente prever tudo.
E quanto às variáveis internas que devo mapear?
Foco nas que você controla parcialmente: crescimento de vendas (pode ser mais conservador ou agressivo), custo de produção (pode variar por eficiência ou desperdício), ticket médio (clientes podem gastar mais ou menos), e retenção de clientes (churn afeta receita). Estas são mais previsíveis porque estão dentro do seu negócio.
Qual é o primeiro cenário que devo simular?
O de redução de receita. Se suas vendas caírem 10%, 20% ou 30%, quanto tempo o caixa aguenta? Qual é seu ponto de equilíbrio? Este é o cenário mais importante porque testa sua resiliência. Depois expanda para outros (aumento de custos, alta da inflação, saída de um grande cliente).
Com quanto tempo de antecedência devo fazer previsão de cenários?
Idealmente, durante o processo de orçamento anual — antes de aprová-lo para o ano seguinte. Mas você pode fazer a qualquer momento. O importante é fazer antes da crise chegar. Se já estamos em janeiro, comece agora para os próximos 6 ou 12 meses. Não espere uma situação de emergência.
Preciso de um software especial para prever cenários ou dou conta com planilha?
Uma planilha estruturada dá conta do básico — três colunas (realista, otimista, pessimista) e algumas fórmulas simples. Mas conforme sua empresa cresce, fica lento: alterar uma variável em uma planilha com centenas de contas é trabalhoso. Um software de FP&A permite ajustar variáveis e ver o impacto em tempo real em todo o fluxo financeiro.
Como saber se um cenário é realista ou se estou sendo muito otimista (ou pessimista)?
Use dados históricos e benchmarks. Se suas vendas cresceram 5% nos últimos 3 anos, um cenário de crescimento de 40% é provavelmente ilusório — a menos que algo fundamental mudou no negócio. Converge com seu time de vendas e operações; eles conhecem as limitações e oportunidades reais.
E se um cenário previsto realmente acontecer? Como executo o plano de ação?
Primeiro, defina gatilhos claros enquanto planeja: 'se receita cair abaixo de R$ X ou custo de insumo subir acima de Y%, ativo o plano B'. Segundo, tenha as ações documentadas com responsáveis: quem vai cortar custos, onde e em quanto tempo. Terceiro, acompanhe mensalmente — não deixe para reagir quando a situação piorar.
Quantos cenários diferentes devo criar?
Comece com três: realista, otimista e pessimista. Isso cobre a maioria das situações. Se sua empresa opera em mercados muito voláteis (commodities, câmbio), pode adicionar um quarto cenário extremo. Mas não crie 10 cenários diferentes — vira análise paralisante, não planejamento.
Prever cenários é uma tarefa só do CFO ou todo o time financeiro participa?
Idealmente, participa quem tem informação: CFO (visão geral), gerentes de área (custos operacionais), vendas (demanda realista), supply chain (custos de insumo), e diretoria (estratégia). Cada um contribui com sua perspectiva. O CFO consolida, mas não faz sozinho.
Com que frequência devo revisar e atualizar meus cenários?
Mínimo a cada trimestre — quando fecha o período, você tem dados reais e pode ajustar projeções. Em mercados muito instáveis, mês a mês. A ideia é que seus cenários envelheçam naturalmente: em março, os cenários de janeiro já incorporam fevereiro de verdade, então é hora de refazer para o restante do ano.
Posso usar a mesma estrutura de cenários de uma outra empresa como referência?
Pode servir de inspiração para entender o formato, mas cada negócio tem dinâmica diferente. Uma indústria de tecnologia não tem risco de commodity como uma siderúrgica. Um e-commerce é sensível a marketing spend e sazonalidade; um serviço B2B é sensível a ciclo de vendas e concentração de clientes. Adapte sempre à sua realidade.
Se a empresa é pequena, vale a pena prever cenários ou é coisa de grande empresa?
Vale mais ainda. Grandes empresas têm margem de erro; PMEs não. Se você é uma startup ou uma PME e a receita cai 20%, pode fechar em meses. Prever cenários é exatamente a ferramenta que permite à empresa pequena ser ágil — porque já pensou nos riscos e nas respostas.
Qual é o maior erro que as empresas cometem ao prever cenários?
Criar cenários bonitos mas nunca usar. Fazem a análise, apresentam na reunião, arquivam na pasta e voltam ao improviso quando a crise chega. Cenários são úteis só se viram planos de ação reais com responsáveis, cronogramas e monitoramento mensal.

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