Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Tecnologia, Dados e IA em Finanças Autores Convidados

Tecnologias nos Negócios: Como viver uma nova era?

Estamos passando por uma revolução tecnológica sua empresa está preparada? Conheça as quatro tecnologias nos negócios que estão em alta.

Neste artigo

Desde o princípio, a tecnologia faz parte fundamental do ambiente corporativo e essa forte influência deve continuar impactando os negócios nos próximos anos. Especialistas chamam de a quarta revolução industrial, outros de indústria 4.0, mas, a verdade é que, independentemente do nome, grandes mudanças ocorrerão com as tecnologias nos negócios e a transformação digital.

Transformação-digital

Possivelmente, mais da metade das tecnologias que hoje ainda não são utilizadas pelas empresas, passarão a ser nos próximos anos e, com tantas tecnologias emergentes, o desafio maior é manter-se atualizado e saber qual direção seguir.

Nem todas terão o poder de alterar o cenário empresarial ou social de imediato, mas algumas realmente têm o potencial de interromper o status quo, alterando a forma como as pessoas vivem e trabalham.

Com base nessas previsões, preparamos um post com as tecnologias mais promissoras, explicando como cada uma delas funciona, em que se aplicam, os desafios de implementação e os segmentos que mais serão impactados com elas. Pronto para entrar em uma nova era de tecnologia no mundo dos negócios? Então, continue lendo!

BI (Business Intelligence)

O que é: significa inteligência de negócios e trata-se de um sistema complementar ao Big Data, que tem a função de coletar e armazenar os dados gerados pelo negócio.

O Business Intelligence tem uma função analítica, agrupando e segmentando os dados para revelar informações automaticamente aos gestores. É uma maneira inteligente de coletar, organizar, analisar, compartilhar e monitorar informações que darão suporte à gestão.

Business Intelligence trata, portanto, de um conjunto de teorias, metodologias, processos e estruturas que, graças à tecnologia, transforma dados brutos em informação útil para tomadas de decisões estratégicas. Perceba que softwares de BI vão muito além de planilhas, pois além de automatizarem a coleta e a extratificação dos dados, os mantém de maneira muito mais segura, com uma visualização muito mais compreensível.

Como funciona: um software executa funções pré-programadas com o intuito de localizar, relacionar e interpretar padrões reconhecíveis em um grande volume de dados que não estejam organizados.

Vantagens: ajuda os gestores a identificarem tendências de mercado, realizarem projeções de resultados com maior precisão, se anteciparem as demandas e tomarem decisões mais corretas.

Desafios a serem superados: mesmo utilizando softwares hospedados em nuvem, o BI envolve investimentos relativamente altos, pois exige sistemas complexos e com uma inteligência artificial bem refinada.

Segmentos que mais podem se beneficiar: os setores financeiro, do varejo, de seguros, de marketing e educação são os que mais podem ser impactados pelo BI em um curto período de tempo.

IA (Inteligência Artificial)

Inteligência Artificial

O que é: é um mecanismo que torna possível as máquinas compreenderem o ambiente a sua volta, suas funções e tomarem decisões por conta própria, de acordo com a programação.

Em um nível mais avançado, a Inteligência Artificial permite que as máquinas identifiquem mudanças de cenário, aprendam com suas experiências e modifiquem sozinhas os seus padrões de comportamento para se adequarem as novas condições.

Como funciona: através de uma programação de computador avançada, o software é capaz de coletar dados do ambiente externo (temperatura, textura, sons, imagens) e processar informações sobre as condições atuais.

De acordo com a programação, se houver alguma oscilação no ambiente, ele faz uma análise para identificar se é apenas uma mudança temporária ou permanente. Se for permanente, os desvios padrões são reprogramados automaticamente por ele.

Vantagens: ajuda a realizar diagnósticos médicos automaticamente e com maior precisão, analisa riscos, ameças e oportunidades de negócios, permite a automação de processos industriais, elabora planejamentos, possibilita a fabricação de veículos autônomos, faz pesquisas online e muitas outras funções.

Desafios a serem superados: poucos profissionais de TI conhecem bem ou são qualificados nessa área. Além disso, a baixa oferta e demanda no mercado torna a tecnologia cara, ineficiente e sem um suporte adequado.

Segmentos que mais podem se beneficiar: os setores industrial automotivo, de TI, de transporte e logística, de pesquisa e desenvolvimento e saúde podem ter uma boa evolução com essa tecnologia em breve.

IoT (Internet of Things)

O que é: significa internet das coisas e representa a conexão entre objetos e aparelhos eletrônicos por meio da internet. Com essa tecnologia é possível monitorar e acionar tarefas remotamente em carros, casas e eletrodomésticos. Uma geladeira pode ter as funções de descongelamento e autolimpeza ativados a distância e a qualquer hora através do smartphone.

Como funciona: sensores são reconhecidos por um software que, ligados a rede, podem ser acessados e controlados a distância. Geralmente, as funcionalidades são centralizadas em um Dashboard (painel de controle) de uma plataforma online (hospedada na nuvem).

Vantagens: Aumenta o poder de processamento de dados e análises, melhorando a comunicação entre setores distintos e possibilitando a expansão da automação de processos nas empresas.

Desafios a serem superados: os riscos ligados a invasão de sistemas e roubos de dados exigem um investimento maior na segurança da informação, armazenamento e gestão de dados.

Segmentos que mais podem se beneficiar: os serviços de saúde, financeiros, de transporte, de telecomunicações e infraestrutura urbana são alguns exemplos de setores da economia que podem vir a utilizar o IoT mais cedo.

Plataformas Autônomas

O que são: são sistemas de gestão baseados em ERP (Enterprise Resource Planning), porém dotados de uma inteligência artificial mais aprimorada, tornando-se capazes de integrar sozinhos os processos existentes, se autoconfigurarem, se auto-otimizarem, monitorarem e controlarem os recursos disponíveis.

Como funciona: sensores ligados a softwares se comunicam via Wi-Fi, transmitindo e analisando dados de todos os departamentos da empresa. Tudo pode ser consultado através de um painel de controle (Dashboard) que centraliza em uma única página a sequência de ações tomadas contendo as informações de data, o que foi feito, como e porque.

Vantagens: favorece um nível maior de automação industrial, comercial e de serviços. Os robôs não só realizarão processos operacionais, que antes eram realizadas manualmente, como passarão a executar também tarefas de nível gerencial, sendo capazes de gerenciar um negócio inteiro por si só. Sem o aspecto emocional nas decisões, a empresa pode se beneficiar de ações mais rápidas e certeiras.

Desafios a serem superados: assim como muitas tecnologias apresentadas até aqui, falta conhecimento sobre ela, não há oferta suficiente e suporte adequado, tornando-a um investimento muito alto.

Segmentos que mais podem se beneficiar: os segmentos de manufatura, TI, indústria automotiva, aeroespacial e mecatrônica devem aproveitar bem essa tecnologia.

Os avanços acontecem a níveis exponenciais e, cada vez mais, as tecnologias nos negócios devem ditar o ritmo em vários segmentos do mercado.

Para o profissional da Controladoria, essas tecnologias auxiliam na automatização do operacional para que as energias sejam focadas no estratégico. Ao invés de se preocupar em coletar dados e levar horas (e dias) elaborando relatórios gerenciais em planilhas, os profissionais de controladoria e finanças focam na análise desses dados, ou seja, transformam dados em informação. Com isso, ganham em produtividade e conseguem fazer a ponte que precisam para orientar outros departamentos em seus processos de tomada de decisão para alcançar os resultados esperados.

Se você é um profissional que se preocupa em ficar atualizado com as novas tecnologias nos negócios, deve saber também a importância de ter um Software de Gestão Orçamentária na sua empresa. Ele integra informações do seu Business Intelligence e ERP, projetando informações financeiras para você ganhar previsibilidade nos negócios. Se você ficou interessado em conhecer mais sobre o Treasy, aproveite para testar a ferramenta por 7 dias gratuitamente. É só acessar o link:

Cadastre-se no TreasyEsperamos que este artigo tenha sido útil a você. Deixe um comentário contando o que achou e compartilhe conosco qualquer outro conhecimento que possa contribuir com o tema. Fique à vontade também para compartilhar este post com seus colegas.

Sobre o autor

Logo-Saia-do-Lugar

Este artigo foi escrito pela equipe do Saia do Lugar especialmente para os leitores do Blog da Treasy. O blog Saia do Lugar e a Rock Content ajudam centenas de empresas a atingirem seus objetivos de marketing.

Perguntas frequentes

O que é Business Intelligence e como diferencia de um relatório em planilha?
BI é um sistema que coleta, organiza e analisa dados automaticamente para gerar insights. Enquanto uma planilha exige atualização manual e está sujeita a erros, o BI faz isso em tempo real, mantém os dados mais seguros e apresenta as informações de forma visual e compreensível. O resultado: você toma decisões mais rápido com informações mais confiáveis.
Quanto custa implementar um sistema de Business Intelligence em uma PME?
Os investimentos variam bastante conforme o volume de dados, complexidade da estrutura e nível de inteligência artificial envolvido. Plataformas em nuvem reduzem custos iniciais comparadas a soluções on-premise, mas exigem licenças recorrentes. O importante é calcular o ROI: se você consegue tomar decisões 30% mais rápidas e com 20% menos erros, o investimento se paga em meses.
BI funciona para pequenas empresas ou é só para grandes corporações?
Funciona para qualquer tamanho, desde que o volume de dados justifique. Uma pequena varejista com 10 lojas pode usar BI para identificar qual produto vende melhor em cada região e ajustar o estoque. Uma confecção pode rastrear custos por tipo de produto. O ponto crítico não é o tamanho da empresa, mas ter dados suficientes para análise.
Qual é a diferença entre Business Intelligence e Big Data?
Big Data é a matéria-prima: o armazenamento e processamento de volumes enormes de dados. BI é o que você faz com esses dados para tomar decisões. Um funciona sem o outro: Big Data sem BI é um depósito de informações; BI sem Big Data não tem dados suficientes para análise profunda.
Inteligência Artificial consegue tomar decisões sozinha na minha empresa?
Em certo nível, sim. Uma IA programada consegue automatizar tarefas repetitivas (aprovar pedidos dentro de critérios pré-definidos, por exemplo) e alertá-lo sobre anomalias. Mas decisões estratégicas como cortar custos ou entrar em um novo mercado ainda dependem de um humano. A IA é uma assistente muito boa, não uma substituta de gestores.
Como a Inteligência Artificial aprende com a experiência?
Através de um processo chamado machine learning. O software recebe dados históricos, identifica padrões, faz previsões e compara com o resultado real. Se acertou, reforça esse padrão. Se errou, ajusta. Isso acontece continuamente, então quanto mais tempo a IA funciona, mais precisa ela fica.
Vale a pena implementar IA em um negócio que funciona bem hoje?
Sim. Mesmo que seu negócio esteja indo bem, a IA reduz custos operacionais, aumenta a velocidade das decisões e ajuda a antecipar problemas. Um exemplo real: uma indústria que usa IA para manutenção preditiva consegue evitar paradas de máquina não planejadas, economizando centenas de milhares em perda de produção.
Qual tecnologia devo implementar primeiro: BI ou IA?
Comece com BI. Você precisa organizar, integrar e limpar seus dados antes de usar IA. BI te dá visibilidade: você vê padrões, tendências e oportunidades de melhoria. Com BI funcionando bem, você tem a base sólida para implantar IA e ter sucesso.
Um sistema de BI consegue prever quando meu caixa vai zerar?
Sim, desde que você forneça os dados corretos (entradas, saídas, sazonalidade, prazos de recebimento). Um BI bem configurado cruza histórico de fluxo de caixa, identifica padrões e projeta cenários. Você consegue ver problemas de liquidez semanas antes de eles acontecerem, tempo suficiente para agir.
Qual segmento se beneficia mais com Business Intelligence?
Financeiro, varejo, seguros, marketing e educação são os que mais ganham no curto prazo. Mas qualquer segmento com operações complexas e dados volumosos (saúde, manufatura, logística) também tem impacto significativo. A pergunta certa é: seu negócio gera pelo menos 100 mil registros de dados por mês?
IA pode substituir meu departamento financeiro?
Não. A IA automatiza tarefas repetitivas como lançamentos, conciliações bancárias e alertas de desvios. Mas análise, estratégia, negociações e tomada de decisão complexa continuam sendo trabalho humano. O resultado: seu time financeiro deixa de fazer trabalho mecânico e passa a fazer análise de valor.
Quanto tempo leva para ter retorno com uma implementação de BI?
Entre 3 e 12 meses, dependendo da complexidade. Se você implementa BI para gestão de estoque e reduz em 15% o capital parado em produtos, pode ver retorno em 2 a 3 meses. Se é uma análise de comportamento de cliente mais complexa, pode levar até um ano. O importante é definir KPIs desde o início.
É possível implementar BI sem trocar meu ERP atual?
Sim. A maioria das soluções de BI funciona como um complemento: se conectam ao seu ERP existente, extraem os dados e apresentam em um painel visual. Você não precisa descartar o sistema atual; precisa de uma ferramenta que dialogue com ele e torne os dados inteligíveis.
Qual é o maior desafio ao implementar tecnologias em um negócio?
Não é tecnológico, é humano. O maior desafio é a resistência dos times ao mudar processos, medo de automação custar empregos e falta de treinamento. Uma implementação fracassa não por causa da ferramenta, mas porque ninguém na empresa foi preparado para usá-la.
Dados de uma startup de 6 meses valem a pena analisar com BI?
Ainda não. BI precisa de histórico para identificar padrões e tendências. Com apenas 6 meses, você ainda não tem ciclos completos de negócio. Espere pelo menos 12 a 18 meses, quando tiver dados de uma año cheia com sazonalidades. Enquanto isso, organize seus dados manualmente para que BI funcione bem depois.
BI consegue mostrar por que meu produto não está vendendo?
Consegue mostrar o quê (vendas caíram 30%), mas o porquê ainda é análise humana. Um BI pode cruzar dados de venda, tráfego de loja, redes sociais, concorrência e sazonalidade para dar pistas (talvez a concorrência lançou algo melhor, talvez a sazonalidade afetou). Você interpreta esses sinais e decide.
Preciso de um time de dados próprio para usar BI?
Não necessariamente. Plataformas modernas de BI têm interfaces visuais onde gestores conseguem explorar dados sem saber programação. Você precisa de alguém que entenda de dados (pode ser um freelancer ou um consultor), mas não de um time dedicado de cientistas de dados, especialmente em PME.

Leia também

Tecnologia, Dados e IA em Finanças

5 vantagens da Computação em Nuvem (Cloud Computing) para sua empresa

Tecnologia, Dados e IA em Finanças

B2B Finance Conference 2020: evento online em transformação digital para gestores financeiros traz experts de todo o Brasil

Tecnologia, Dados e IA em Finanças

Você sabe como o Business Intelligence ajuda a área financeira? Conheça mais sobre o BI e ganhe em inteligência empresarial