Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Tributação, Fiscal e Compliance Artigos

Veja como manter o sigilo de informações na sua empresa com o contrato de NDA

Manter o sigilo de informações importantes é fundamental para assegurar a competitividade de uma empresa. Uma boa forma de fazer isso é utilizar o NDA, um tipo de acordo de confidencialidade que pode ser estabelecido com colaboradores, investidores e até com empresas parceiras. Entenda!

Neste artigo

Você já pensou o que seria da Coca-Cola se as empresas concorrentes descobrissem a receita original do refrigerante mais famoso e consumido no mundo? Esse, talvez, seja o exemplo mais emblemático quando o assunto é o sigilo e a proteção da informação de um negócio, já que a fórmula é o maior segredo industrial do mundo. Para a Coca-Cola, é fundamental evitar que outra empresa obtenha sua receita e possa produzir uma bebida com o mesmo sabor do seu refrigerante de cola.

Acordo de confidencialidade

Da mesma forma, muitas empresas precisam proteger suas informações, como a receita do seu produto principal, a tecnologia utilizada para desenvolvê-lo, informações comerciais, entre outros tipos de dados que são essenciais para manter a competitividade e que, justamente por isso, não devem ser de conhecimento dos seus concorrentes.

Para garantir esse segredo, as empresas, ou até mesmo pessoas físicas, procuram formas para evitar que essas informações acabem virando de domínio público e afetando os seus negócios. Uma das alternativas mais utilizadas é o NDA, uma espécie de termo de confidencialidade e sigilo que garante que pessoas e empresas não poderão compartilhar informações importantes sobre o seu negócio com outros indivíduos. E é sobre este acordo que falaremos neste artigo.

O que é o NDA

A sigla NDA vem do inglês Non Disclosure Agreement, que em uma tradução literal para o português significa Acordo de Não Divulgação, mas que também costuma ser chamado de contrato ou cláusula de confidencialidade.

Este acordo é utilizado para impedir que pessoas ou empresas que tenham contato com alguma informação importante para o seu negócio possam compartilhá-la com outras pessoas ou empresas e, consequentemente, coloquem em risco a competitividade do seu empreendimento.

Desta forma, as partes envolvidas firmam um acordo jurídico determinando quais informações são sigilosas, quem são os agentes envolvidos no contrato de confidencialidade, qual é a finalidade de uso do compartilhamento das informações, por quanto tempo os dados devem ser guardados e quais serão as penalidades a quem desobedecer ao disposto no contrato.

As penalidades, inclusive, são as responsáveis por garantir a eficiência desses contratos. Podem ser fixadas multas em dinheiro para qualquer tipo de descumprimento do documento e ainda pode ser estabelecido o pagamento de recursos relacionados às perdas da marca, materiais ou morais, caso a informação seja compartilhada.

Talvez você esteja se perguntando se as patentes ou leis de propriedade industrial e de direito autoral, entre outras, já não são o bastante para garantir o segredo do seu produto ou informação. Pois saiba que não. Nem sempre o segredo sobre informações sigilosas está amparado nessas leis.

Além disso, após 20 anos de patente, a informação torna-se de domínio público, o que pode colocar em risco o seu negócio e, por isso, muitos empreendedores optam por não registrar seu produto ou tecnologia. O NDA, por outro lado, tem o tempo de confidencialidade disposto pela parte proprietária da informação e pode ter a duração que ela achar necessária.

Quando utilizar um acordo de confidencialidade e sigilo

Não é porque sua empresa não produz o refrigerante mais comercializado no mundo que ela não guarda informações importantes que garantam alguns diferenciais para a marca, não é mesmo?

O NDA não assegura apenas a confidencialidade sobre a receita de um produto como a Coca-Cola, mas também de outras informações industriais e comerciais que não devem chegar aos olhos e ouvidos de um concorrente. Mas quando e como utilizar essa alternativa?

O Acordo de Não Divulgação pode ser feito envolvendo diversas partes. Imagine, por exemplo, que um dos seus colaboradores precisa ter acesso à uma informação muito importante sobre o seu negócio para desenvolver suas atividades. Você não pode negá-la a ele, mas também precisa garantir que ele não divida isso com ninguém.

Neste caso, é possível fazer um acordo de confidencialidade para que o funcionário seja impedido de compartilhar essa informação. O mesmo ocorre em casos em que uma empresa terceirizada precisa ter contato com algum dado privilegiado para poder prestar seu serviço, como um Consultor de Negócios, por exemplo.

Outro exemplo em que o uso do NDA se aplica é no caso de empresas franqueadoras que precisam garantir que seus franqueados, que conhecem o know-how do negócio, não acabem compartilhando informações durante e após o fim do contrato.

Além disso, o acordo também pode ser utilizado na relação com investidores. É possível que eles queiram saber mais sobre o negócio e, neste caso, o acordo de confidencialidade pode ser uma boa opção para proteger a empresa, tendo cuidado, claro, para que o investidor não sinta que você não tem confiança nele.

De forma geral, o NDA é mais utilizado entre duas pessoas jurídicas ou uma pessoa jurídica e outra física e, mais raramente, entre duas pessoas físicas. Ele pode servir para guardar informações de forma unilateral – a empresa terceirizada guarda o sigilo das informações da empresa cliente, por exemplo – ou de maneira mútua, quando as duas partes expõem informações sigilosas e se dispõem a guardá-las em segredo.

Não há um padrão para as informações que devem ser guardadas em um NDA. Isso pode variar conforme o ramo, o porte e as características de cada negócio e também com a análise dos administradores sobre quais informações são sigilosas e do porquê é importante que só as pessoas e as empresas estritamente necessárias tenham acesso a elas. Porém, é bom lembrar que este documento não é indicado nos casos em que a informação já é de domínio público ou em que não há relevância para o negócio.

Como definir um bom acordo de confidencialidade

Sigilo das informações

Para garantir que as informações do seu negócio sejam mesmo guardadas pela pessoa ou pela empresa com a qual você as compartilhou, é importante que o NDA contemple alguns dados fundamentais para que tenha validade jurídica. Confira as informações que não podem faltar em um modelo de termo de confidencialidade:

Quem são as partes envolvidas: o documento deve citar de forma clara quem são os agentes envolvidos em sua assinatura. Também é preciso citar qual é a parte fornecedora e qual é a receptora da informação, para que não restem dúvidas de quem é a responsabilidade por manter o sigilo do objeto do NDA. No documento também devem constar dados como identificação e endereço das partes.

Qual é o objeto de proteção: é preciso ser muito específico nesta parte para assegurar que fique claro qual é o objeto da confidencialidade. Evite termos genéricos e se dedique a explicitar todas as informações que precisam ser asseguradas pelo contrato.

Qual é a finalidade de uso: é necessário dizer para qual fim você está disponibilizando essa informação para a pessoa ou empresa envolvida no contrato, isto é, dizer por que e para que essa informação está concedida e se essa é a única finalidade do seu uso, limitando outros tipos de utilização.

Como a informação está sendo concedida: o contrato também deve conter a maneira pela qual a informação está sendo compartilhada entre as partes, se de forma verbal ou por meio de documentos físicos ou eletrônicos

Qual é o período de vigência: é importante especificar por quanto tempo esses dados devem ficar em sigilo. Em alguns casos, o tempo é menor, quando as informações se alteram rapidamente. Em outros, é necessário estipular um prazo maior. Aqui, também é necessário dizer se o contrato pode sofrer alterações ou ser revogado e em que condições isso pode acontecer.

Em que foro o contrato será discutido: é fundamental definir em que cidade e tribunal o acordo será submetido caso ocorra algum impasse jurídico entre as partes.

Quais são as penalidades: é preciso indicar quais são as penalidades a que a parte receptora das informações está sujeita caso descumpra o contrato.

Essas são informações básicas que devem estar em qualquer acordo de confidencialidade e sigilo. Porém, cada negócio e relação tem suas particularidades e é preciso avaliar a necessidade de inserir outras informações ao contrato. Um exemplo é o destino dos dados fornecidos a uma das partes ao término do seu uso: devem ser devolvidos ou destruídos?

Também é possível inserir informações sobre os deveres acessórios, que são obrigações a que as partes se responsabilizam ao assinar o contrato. Um exemplo é indicar o que a empresa receptora das informações deve fazer caso ocorra o vazamento de algum documento, como comunicar o fato à empresa fornecedora das informações imediatamente.

Por isso, é fundamental que o administrador conte com o auxílio de um advogado para dar suporte e estabelecer um termo de sigilo que realmente garanta a proteção da informação de acordo com as características do negócio, do objeto de sigilo e da relação entre as partes. Além, claro, de fazer tudo dentro das leis vigentes no país.

Mas de nada adianta ter um contato de confidencialidade se nem mesmo você, que toma as decisões, não sabe que tipo de informação sua empresa tem e gera todos os dias. Uma boa prática para ter o controle de todos esses dados que circulam na sua empresa é implantar uma cultura orientada ao dados, que chamamos de Data-Driven. Que tal saber mais sobre ela? Clique na imagem e baixe gratuitamente nosso e-book sobre o tema!

E-book Data Driven

Conclusão

E então, ficou fácil entender como o NDA pode ser útil para assegurar as informações do seu negócio e garantir o seu potencial competitivo, certo? Você também pode compartilhar esse artigo com a sua equipe e verificar se há necessidade de estabelecer um NDA na sua empresa!

Esperamos que você tenha gostado deste artigo. Ficou com alguma dúvida ou quer contar uma experiência? Fique à vontade. Estamos aqui para ouvi-lo e trocar ideias.

Toda semana publicamos aqui no blog artigos relacionados a planejamento, orçamento e acompanhamento econômico-financeiro. Além disso, publicamos mensalmente materiais gratuitos para download, como modelos de planilhas, white papers e e-books. Portanto, se você ainda não é assinante de nossa newsletter, cadastre-se para receber esses conteúdos por e-mail, ou nos adicione nas redes sociais para ficar por dentro de tudo que acontece por aqui.

Perguntas frequentes

O que é um NDA e para que serve
NDA (Non Disclosure Agreement) é um contrato de confidencialidade que impede pessoas ou empresas de divulgar informações sigilosas de um negócio. Serve para proteger dados estratégicos como fórmulas de produtos, processos tecnológicos, informações comerciais ou qualquer outro ativo que seja crítico para a competitividade da empresa.
Qual a diferença entre NDA e patente
A patente protege uma invenção por 20 anos e depois vira de domínio público. O NDA é um acordo contratual que você controla: define o tempo de sigilo que achar necessário, sem limite legal. Se a proteção por patente não é viável para seu negócio, o NDA oferece uma alternativa mais flexível.
Quando devo usar um contrato de NDA na empresa
Use NDA quando compartilhar informações estratégicas com colaboradores, investidores, parceiros comerciais ou consultores. Vale para qualquer situação onde alguém que não é sócio terá acesso a dados que afetam a competitividade da empresa.
Um colaborador pode recusar assinar um NDA
Tecnicamente pode, mas uma recusa costuma ser sinal de alerta. Se alguém que vai trabalhar com informações sigilosas da empresa se recusa a assinar, você pode questionar a decisão de contratação ou redefinir quais dados ela vai acessar.
Quanto tempo os dados devem ficar sigilosos no NDA
Você define. O tempo de confidencialidade é decidido pela parte proprietária da informação. Pode ser 2 anos, 5 anos, 10 anos ou até indefinidamente, dependendo da natureza do segredo e de quanto tempo ele precisa ter valor competitivo.
Quais são as penalidades por violar um NDA
Podem ser multas em dinheiro, pagamento de indenizações por perdas da marca ou danos morais. A quantia é definida no próprio contrato. O importante é que as penalidades existem para garantir que as partes realmente respeitarão o acordo.
Um NDA unilateral é suficiente ou precisa ser bilateral
Depende da situação. Unilateral protege uma parte (você) e é usada quando só uma pessoa ou empresa tem informações a guardar. Bilateral é quando ambas as partes trocam informações sigilosas e precisam se proteger mutuamente. Para contratações, geralmente unilateral é o padrão.
É preciso registrar o NDA em cartório para ser válido
Não é obrigatório. Um NDA bem redigido tem validade jurídica mesmo sem registro em cartório. Contudo, manter cópia assinada por ambas as partes é essencial para você comprovar a existência do acordo caso precise recorrer à justiça.
Posso colocar cláusulas de NDA em um contrato de trabalho comum
Sim. Uma cláusula de confidencialidade dentro do contrato de trabalho funciona igualmente. Não precisa ser um documento separado, desde que esteja claro qual informação é sigilosa e quais são as consequências do vazamento.
O que fazer se alguém vazar informação depois de assinar NDA
Você tem direito de exigir as penalidades estabelecidas no contrato, seja por via administrativa (aviso, multa) ou judicial (processo para indenização). Documenta tudo: quando descobriu o vazamento, qual informação vaza e quem teve acesso. Essas provas são cruciais para sustentar uma ação na justiça.
Um NDA precisa ser registrado em órgão público como propriedade intelectual
Não. O NDA é um contrato privado entre as partes e não precisa de registro em nenhum órgão público. O que pode ser registrado (e é recomendado) é a propriedade intelectual em si, como marca ou patente, em órgãos como INPI.
Vale a pena usar NDA para informações que não são tão estratégicas
Nem sempre. Use NDA apenas para informações que realmente afetam a competitividade. Excesso de confidencialidade em dados que não são críticos cria burocracia desnecessária e pode prejudicar a cultura de transparência da empresa.
Como definir qual informação é confidencial no NDA
Seja específico. Em vez de dizer 'informações comerciais', liste exatamente o que é sigiloso: fórmula do produto, lista de clientes, processo de produção, dados de faturamento, etc. Quanto mais claro, mais fácil é executar o contrato e comprovar violação, se necessário.
Um NDA assinado no exterior é válido no Brasil
Geralmente sim, desde que não viole leis brasileiras. Contudo, é mais seguro usar um NDA que siga a legislação portuguesa ou brasileira, dependendo de onde a empresa está. Consulte um advogado especializado se envolver jurisdições diferentes.
Posso renovar um NDA depois que ele expirar
Sim. Você pode prorrogar o período de sigilo com o consentimento da outra parte, assinando um aditivo ao contrato. Isso é comum quando o segredo ainda tem valor após a data de expiração original.
O que é uma exceção no NDA
São situações onde a informação não precisa ficar sigilosa, mesmo após assinatura do contrato. Exemplos: informação que já era pública, que o agente recebia de terceiros sem obrigação de sigilo, ou que é exigida por lei. Sempre consta no contrato para deixar claro o escopo real de proteção.
Um estagiário precisa assinar NDA
Se vai ter acesso a informações sigilosas, sim. O nível hierárquico não importa; o que importa é o acesso a dados estratégicos. Melhor proteger desde o início do que descobrir depois que um estagiário comentou algo com um concorrente.

Leia também

Tributação, Fiscal e Compliance

Certificação e Acreditação Hospitalar: conheça as principais como a ONA e veja como consegui-las

Tributação, Fiscal e Compliance

Você sabe o que faz a área Tributária? Conheça um pouco da realidade do Profissional Tributário brasileiro

Tributação, Fiscal e Compliance

Veja tudo o que você precisa para atender às exigências do Bloco K