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Semana do Planejamento Orçamentário 2020: Planejamento de TI - o que fazer?

Entenda como fazer um bom planejamento de TI, modelos de preparo e estruturação das metas, além de quais métricas seguir para o setor de TI

Neste artigo

O desafio das empresas em otimizar seus custos e despesas, além de todo o seu faturamento, durante a pandemia não tem sido algo pontual.

A preocupação com os resultados do negócio durante todo o ano de 2020, certamente, foi pauta dos principais reuniões estratégicas das empresas. Porém, o setor de Tecnologia da Informação (TI) das empresas tem sentido um impacto positivo em seus investimentos e orçamento.

Segundo relatório da Brasil IT Snaphot (2018/2019), que faz levantamentos constantes da área, revelou que os orçamentos de TI cresceram 50% nas empresas só em 2018. Isso se reflete nas prioridades: 67% dos projetos visa ao aumento da eficiência operacional, seguido pela otimização e transformação dos processos (62%) e melhoria da experiência do cliente (52%).

Além disso, a pesquisa também destaca as três maiores prioridades de TI: Segurança da informação (45%), Projetos de Big Data / Analytics (41%), Governança e Compliance (34%). E como principais desafios, o aumento de eficiência operacional, transformação dos processos e melhora da experiência dos clientes são os mais citados.

Tudo isso em meio ao desafio de ter equipes preparadas e com alto nível para resoluções, porém a pesquisa também revela que o mercado de trabalho na área ainda segue despreparado. Dos empresários entrevistados, 56% deles têm dificuldade em encontrar profissionais com capacidade de mapear processos de negócios e sugerir mudanças.

Semana do Planejamento Orçamentário: Planejamento de TI

E é neste cenário desafiador que as empresas precisam ter ainda mais preparo, principalmente, quando se precisa estruturar, planejar e orçar uma área de tecnologia da informação. Além da preocupação em atingir as metas deste ano atípico e cheio de surpresas, o gestor da área de TI precisa elencar seus planos e projetar os números para o ano seguinte com bastante cuidado e orientado a dados orçamentais.

Card com palestrantes confirmados da Semana de Planejamento TI 2020

Mas, o que precisa mesmo ser visto agora no fim de ano? Como avaliar seus dados e projetar o ano de 2021 com mais previsibilidade? É possível? E se houver outra “pandemia”, sua empresa e setor estão preparados?  Entendendo todo esse contexto e tentando entregar uma nova forma de organizar a sua empresa, a Treasy realizou a terceira edição do maior evento de planejamento do Brasil:a "Semana do Planejamento Orçamentário 2020que aconteceu dos dias 23 a 27 de Novembro.

O que é a Semana do Planejamento Orçamentário 2020?

A Semana do Planejamento Orçamentário 2020 é um evento 100% online, com 5 dias de palestras ao vivo com grandes nomes do mercado, onde dão dicas de gestão para as cinco principais áreas estratégicas da empresa: Marketing, Vendas, TI, RH e Atendimento. Além disso, o evento traz dicas práticas de profissionais em Planejamento, Controladoria e Finanças para indicar como por em práticas os principais insights repassados

Foram reunidos os maiores experts das árease com vasta experiência na criação de um Planejamento Orçamentário bem estruturado desses setores, para dar dicas e compartilhar suas experiências. Então, se sua empresa está construindo um novo planejamento (ou se ainda nem começou), este é o evento ideal para organizar suas finanças e objetivos estratégicos empresariais, focando na meta e no crescimento do seu negócio!

Banner convite para evento online 100% da Semana de Planejamento TI 2020

Quais os desafios do Planejamento em TI?

No primeiro dia de evento, tivemos a presença do Gilles B. de Paula (CEO da Treasy) e os  convidados Flavio Logullo (CEO da Granatum), Matheus Rodrigues ( Senior Cloud Controller Microsoft) e Glaucia Rosalen (CFO Microsoft) no debate. O tema foi planejamento de TI, como trazer formas, modelos de preparo e estruturação das metas, além de quais métricas seguir para ter um setor de TI ainda mais preparado em seu orçamento. Durante o painel foi discutido o orçamento de TI, desde quem está com este desafio e não faz ideia de como começar aos setores mais avançados em planejamento. Além disso, foi levantado como lidar com as áreas nas empresas recebendo mais autonomia para compra de software e até mesmo hardware ou quando todas as compras e investimentos relacionados à tecnologia precisam passar pela TI. Como seguir? E como lidar com isso tudo sem impactar o orçamento sem alargar o tempo necessário ou burocratizar?

Sobre o papel do profissional de controladoria nas áreas

Já no início, foi debatido a diferença e onde entram as competências entre controller, CFO (Chief Financial Officer Diretor Financeiro) e CEO (Chief Executive Officer, Diretor executivo).Além de perceber as diferenças das responsabilidades, o importante foi entender o que essas áreas podem e devem contribuir para a área de TI. Falamos sempre de controladoria como um grande “jogador de meio-campo”. Ou seja, existe um nível estratégico que vai ser responsável pela definição de metas, premissas, restrições, dando um norte. E, também, existe um nível executivo com os gestores responsáveis por estruturar o planejamento de cada área e executar esses planos. No meio disso tudo, tem a Controladoria, como disse, no meio de campo. O controller e seu time não define metas e faz planos das áreas, mas é diretamente ligado em todo modelo de negócio e também responsável por todas as metas estratégicas da empresa.

Segundo Glaucia Rosalen, este também é o momento de a controladoria assumir o papel de protagonista. Para isso, é preciso estar sempre atento às evoluções do mercado, em confluência direto com os clientes e estar próximo de todas as áreas de negócio. Para ela, “é preciso sair um pouco do meio-campo e também atuar como atacante. Ou seja, assumimos o papel e garantimos um assento na mesa de tomada de decisão da empresa”.

Com isso, o que podemos de fato aplicar é que uma pessoa de finanças é de fato fundamental, interagindo entre as área para trocar ideias sobre como investir e mensurar em números para todos consigam entender e saber como utilizar melhor seu orçamento.

Aprendizado com grandes profissionais e experiências diversas

Este ano, a Treasy convidou diversas empresas e palestrantes para discutirmos sobre planejamento orçamentário de diversos pontos de vista, experiência e históricos. Com a pandemia, diversas empresas tiveram soluções diferenciadas, criativas e, claro, muito bem organizadas para se reestruturarem.

São profissionais de empresas de diversos portes e segmentos, que planejam seus orçamentos e têm passado por várias experiências, mostrando como fazem na prática, dando ideias e esclarecendo desafios.

  • Evento online abordando desafios e como realizar o Orçamento de TI de forma estratégica
  • Perguntas interativas: dinâmica com profissionais da área, trazendo uma visão dos desafios e melhores práticas por setor
  • Evento 100% online. Assista de onde quiser: em sua TV, notebook, tablet ou smartphone
  • Oportunidade única para absorver os conhecimentos necessários para realizar o seu orçamento para 2021

Então, está pronto para planejar melhor o seu negócio e focar nos bons resultados em 2021? Clique aqui, inscreva-se agora, compartilhe com seus colegas ou empresas e já programe em sua agenda! Até lá!

Perguntas frequentes

Por que o planejamento de TI é diferente dos outros departamentos
TI tem dinâmica única: custos fixos altos (infraestrutura, licenças), projetos com prazos longos e investimentos em transformação digital que impactam toda a empresa. Enquanto Marketing e Vendas planejam por receita, TI precisa equilibrar manutenção da infraestrutura existente com novos projetos estratégicos — sem poder parar o sistema.
Como estruturar um orçamento de TI do zero
Comece separando custos em três categorias: 1) Infraestrutura (servidores, licenças, internet); 2) Equipe (salários, treinamentos); 3) Projetos (investimentos em transformação). Depois, para cada projeto, defina escopo, timeline e custo total. Faz diferença documentar isso estruturado desde o início — planilhas soltas viram caos em novembro.
Qual a proporção ideal entre custos fixos e variáveis em TI
Não existe fórmula universal, mas a maioria das empresas trabalha com 70-80% custos fixos (equipe, infraestrutura básica) e 20-30% variáveis (projetos, contingência). Se você está com mais de 85% em custos fixos, provavelmente tem ineficiência — muita estrutura que não entrega valor.
Como estimar o orçamento de TI se minha empresa cresceu acima do esperado
Tire a baseline do ano anterior e ajuste pelos three drivers reais: crescimento de usuários/infraestrutura (crescimento orgânico), novos projetos de transformação (discretos) e aumento de complexidade operacional. Não é regra de três simples — um crescimento de 20% em receita pode exigir 30% de investimento em TI se envolve novos sistemas.
Vale a pena terceirizar TI ou manter equipe interna
Depende do tamanho e prioridade estratégica de TI no seu negócio. Terceirizar reduz custo fixo e complexidade operacional — ideal se TI é suporte. Manter internamente permite mais controle e agilidade — necessário se TI é diferencial competitivo (fintechs, e-commerce, SaaS). O melhor é híbrido: equipe lean interna + parcerias especializadas para projetos.
Quais métricas de TI preciso acompanhar para saber se o orçamento está bem
As principais são: 1) Percentual de TI sobre receita (benchmark é 3-8% dependendo do setor); 2) Taxa de realização do orçamento (quanto do planejado foi gasto); 3) ROI de projetos (retorno financeiro vs. investimento); 4) Disponibilidade de sistemas (uptime); 5) Tempo de resolução de demandas. Sem essas métricas, você não sabe se o dinheiro está sendo bem empregado.
Como priorizar projetos de TI quando o orçamento é limitado
Use uma matriz: 1) Impacto no negócio (receita, eficiência, risco); 2) Custo e complexidade de implementação; 3) Dependência com outros projetos. Projetos que reduzem risco (segurança, compliance) geralmente vêm primeiro — não é glamouroso, mas uma falha custa caro. Depois, investimentos em eficiência operacional.
O que fazer se o orçamento de TI deve cair no próximo ano
Priorize o que mantém o negócio funcionando (infraestrutura, segurança, suporte) e congele projetos não essenciais. Se não conseguir encaixar tudo, seja transparente com a diretoria sobre os riscos: qual sistema pode ficar obsoleto, qual vulnerabilidade de segurança vai virar problema. Às vezes é mais barato congelar um projeto agora do que ter que refazê-lo depois apressado.
Como alinhar o planejamento de TI com as metas do negócio
Faça o inverso: comece pelas metas de negócio (crescimento de receita, entrada em novo mercado, redução de custos operacionais) e pergunte para cada uma: o que TI precisa entregar para isso acontecer? Um projeto de e-commerce, por exemplo, só faz sentido se existe meta de receita digital. Sem esse alinhamento, TI vira caixa de investimentos sem retorno claro.
Segurança da informação deve ser um projeto ou parte do orçamento base de TI
Deve ser ambos. Uma base de segurança (firewall, antivírus, backup, controle de acesso) é parte do custo fixo mensal — é o mínimo. Além disso, você precisa de projetos discretos de hardening (melhorar a postura de segurança): certificações (ISO, SOC2), implementação de novas ferramentas, treinamento. Separar esses investimentos deixa claro o que é obrigação e o que é estratégia.
Qual é o melhor momento do ano para planejar o orçamento de TI
Comece 3 a 4 meses antes do fim do ano — geralmente em agosto ou setembro. Isso dá tempo para coletar dados de utilização, conversar com líderes de negócio sobre prioridades, revisar o que saiu do planejado no ano atual, e fazer projeções com tranquilidade. Se você começa em outubro, vai estar corrido e tomar decisões com base em palpite, não em dados.
Como lidar com demandas urgentes de TI que não estavam no orçamento
Reserve 10-20% do orçamento de TI como buffer para o inesperado (falhas críticas, demandas urgentes de negócio, oportunidades que surgem). Quando algo urgente chega, você tira do buffer, não do planejado. Se o buffer acaba, documenta o que foi gasto e por quê — isso vira informação valiosa para o próximo planejamento.
Big Data e Analytics devem estar no orçamento de TI ou no de Marketing e BI
Tecnicamente, infraestrutura fica em TI (servidores, banco de dados, ferramentas). Mas o projeto inteiro deve ser financiado pela área que vai usar — Marketing, BI, Operações — porque eles é que vão gerar retorno. TI é responsável por viabilizar, não por bancar. Tenha clareza sobre quem paga por quê desde o começo.
Como justificar investimento em TI se não gera receita direta
TI não gera receita, mas gera eficiência, reduz risco e viabilita crescimento. Traduza cada investimento em termos de negócio: uma automação economiza 200 horas/ano de trabalho manual (valor: 200h × custo hora); migração para nuvem reduz custo de infraestrutura em 30%; segurança evita multa de LGPD de R$ 50 milhões. Com números assim, a conversa muda.
Como acompanhar a realização do orçamento de TI durante o ano
Revise mensalmente: quanto foi gasto vs. quanto foi planejado, por categoria (infraestrutura, equipe, projetos). Se em março você já gastou 30% do orçamento anual, tem problema. Acompanhe também projetos em andamento: estão dentro do escopo e prazo? Cada desvio é sinal de falta de controle. Sem visibilidade mensal, você só descobre o desastre em dezembro.
Minha empresa está em crise — corto em TI ou em outras áreas primeiro
Corte em TI por último, mas de forma inteligente. TI é tipo infraestrutura de uma estrada — cortar muito compromete tudo que passa por ela. Reduza projetos não essenciais, negocie com fornecedores, congele contratações. Mas não deixe infraestrutura crítica e segurança desprotegidas — o custo de recuperação é sempre maior que o investimento preventivo.

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