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ROI (Retorno Sobre o Investimento): a palavra de ordem no ambiente empresarial!

ROI – Retorno Sobre o Investimento: no mundo corporativo tudo gira em torno do ROI e empresas sérias não tomam uma decisão sequer que não gere ROI!

Neste artigo

Ilustração com moedas e valor representando retorno sobre o investimento empresarialPor definição, uma empresa é uma organização econômica constituída para explorar um ramo de negócio e oferecer ao mercado produtos ou serviços com o objetivo de obter lucro. Mesmo empresas sociais ou sem fins lucrativos como a Omunga precisam obter lucro para manter e expandir suas operações.

Sendo assim, em uma empresa, toda e qualquer ação se resume a apenas 3 grandes formas básicas de geração de valor para a companhia:

  • Aumentar a Receita
  • Reduzir Custos
  • Reduzir Riscos

Ou seja, se um projeto, aquisição, contratação ou qualquer outra ação não estiver contribuindo para o aumento de receita, redução de custos ou redução de riscos, logo não estará contribuindo para levar a empresa em direção a seu objetivo de geração e aumento do lucro. Em outras palavras, a ação não está gerando ROI para a empresa.

E no mundo corporativo, tudo gira em torno do ROI. É a palavra de ordem da Gestão por Resultados e entender isto o quanto antes pode ser completamente disruptivo na forma de enxergar as coisas, seja você sócio ou funcionário, diretor ou estagiário, experiente ou em início de carreira.

O que é ROI

Uma das siglas mais famosas da Gestão Empresarial, o ROI é o acrônimo em inglês para “Return on Investment” (Retorno sobre o Investimento), e como o próprio nome diz, o ROI representa o lucro ou prejuízo obtido depois de um determinado investimento.

O mais comum é utilizar o indicador de ROI para avaliar a viabilidade de Investimentos Operacionais, como a aquisição de máquinas, equipamentos, computadores, etc. Mas nada impede sua empresa de utilizar a análise de Retorno sobre o Investimento também para qualquer outro desembolso, como por exemplo, a contratação de um novo funcionário, a terceirização de um serviço ou até mesmo a reformulação de um produto da empresa.

Vamos entrar em mais detalhes sobre isto mais para frente, mas é de extrema importância que você sempre tenha em mente a análise do ROI quando estiver criando a modelagem financeira e orçamentária de sua empresa, para já pensar em como facilitar a extração dos dados necessários para apuração dos Retornos sobre os Investimentos da companhia.

Como calcular o Retorno sobre o Investimento

A fórmula de cálculo do ROI é muito simples:

ROI = ((Receita – Custos) / Custos) * 100

Ou seja, basta calcular a Receita Líquida que o investimento irá gerar para a empresa durante todo o tempo que estará operante, subtraindo os seus custos de aquisição e depois dividir isto tudo pelos próprios custos de aquisição do investimento.

Por exemplo, imagine que sua empresa esteja planejando adquirir uma nova máquina no valor de R$ 100.000. Esta máquina terá uma vida útil de 10 anos (leia aqui sobre depreciação, amortização e exaustão) gerando mensalmente um aumento de R$ 2.500 na Margem de Contribuição da empresa (já subtraídos os custos de produção e comercialização). Logo em 10 anos a máquina irá gerar R$ 300.000 adicionais para a empresa. Subtraindo os custos de aquisição do equipamento, teremos um Retorno sobre o Investimento de 200%.

IMPORTANTE: na fórmula de cálculo do ROI devem ser consideradas apenas as receitas e custos adicionais gerados pelo investimento e não as receitas e custos totais da empresa.

Os famosos “3 P’s” da Gestão EmpresarialTrês colunas de mármore clássico em perspectiva simbolizando robustez retorno investimento

Uma empresa é composta basicamente por:

  • Pessoas
  • Produtos (ou serviços)
  • Processos

Este são os 3 pilares de qualquer empresa e o tema é tão amplo e daria um post completo, mas de forma bem resumida, para produzir produtos (ou serviços) de qualidade, a empresa precisa se concentrar em aprimorar o uso e a eficácia de todos seus recursos, trabalhando na melhoria contínua dos processos e pessoas que a compõe, bem como dos próprios produtos (ou serviços) que oferece a seus clientes.

E praticamente não temos como falar em melhoria contínua sem pensar em ROI. Também de forma bem simplificada (para não alongar muito), qualquer aprimoramento a ser feito nos produtos, processos ou pessoas de uma empresa, exigirá um projeto ou no mínimo um plano de ações com todas as atividades que deverão ser feitas para conseguir o aumento da efetividade.

E se temos um projeto ou um plano de ações, temos como medir e analisar o quanto de Retorno sobre o Investimento este projeto ou plano de ações irá gerar para a empresa (já vimos a fórmula de cálculo acima).

Portanto, mesmo que seja mais comum analisar apenas o ROI de novos Investimentos Operacionais, você também pode e deve analisar os ganhos de outras ações como treinamentos e capacitações de funcionários, redesign de marca, aprimoramento das embalagens de produtos, redecoração do escritório, etc. Mas é claro que algumas delas serão mais objetivas e terão seu calculo facilitado e outras mais subjetivas e mais complexas, exigindo mais conhecimento das relações causa-feita do negócio para poderem ser calculadas.

Pensando com a cabeça dos acionistas

Como dissemos anteriormente, em uma empresa todas as decisões, no final, se resumem a avaliação do ROI que será gerado pela ação. Quanto antes você entrar neste “mindset” e começar a pensar com a cabeça da diretoria e acionistas da companhia, melhor para você.

Para tentar deixar mais claro, veja alguns exemplos de perguntas que você pode se fazer antes de tomar qualquer ação, propor um novo projeto, investimento ou contratação:

  • Qual o meu próprio ROI enquanto funcionário?
  • Qual o ROI da área que gerencio (ou trabalho)?
  • Qual o ROI deste investimento que quero fazer?
  • Qual o ROI deste fornecedor (ou serviço) que quero contratar?
  • Qual o ROI deste novo funcionário que preciso para minha área?
  • Qual o ROI desta ideia que tive?

E não se engane. Em uma empresa, mesmo ações sociais, ambientais ou visando a melhoria do clima organizacional podem (e devem) ser avaliadas pela ótica do Retorno sobre o Investimento que será obtido.

Por exemplo, a criação de um espaço recreativo para os funcionários relaxarem em seus momentos de pausa ou mesmo darem uma aliviada na cabeça durante o expediente, a princípio pode parecer não ter qualquer relação com o aumento da receita, redução de custos ou riscos. Mas sabemos que funcionários com espaços de trabalho confortáveis trabalham muito mais contentes e isto costuma gerar um aumento de produtividade expressivo.

O mesmo vale para projetos sociais ou ambientais patrocinados ou apoiados pela empresa, que aparentemente podem parecer apenas uma fonte de custos e despesas, mas que quando analisados pela ótica do marketing, podem gerar uma melhoria do branding da empresa frente ao mercado e consequentemente um maior engajamento de seus consumidores, levando a um aumento de faturamento.

Então não se esqueça: o Retorno sobre o Investimento de toda e qualquer ação precisa ser medido e analisado.

Simulações de Cenários como ferramenta de avaliação prévia do ROI

Aqui na Treasy somos defensores ferrenhos de utilizar as Simulações de Cenários antes de tomar qualquer decisão. Ou seja, ao invés de tomar uma decisão e esperar alguns meses para saber se isto trará lucro ou prejuízo para a empresa, não seria muito melhor projetar os resultados das ações e saber se vale a pena ou não o esforço?

As Simulações de Cenários são um dos instrumentos mais importantes da Gestão Empresarial e vem ganhando cada vez mais adeptos entre as empresas brasileiras. E não é difícil entender o porquê, afinal, com a simulação de cenários econômico-financeiros é possível antecipar oportunidades e prever riscos antes de realizar qualquer ação que possa comprometer os resultados da organização.

Sendo assim, a Análise dos Retornos sobre os Investimentos e as Simulações de Cenários andam lado a lado, e se tornam ainda mais poderosas quando utilizadas em conjunto.

Inclusive, recentemente lançamos um e-book sobre os Estágios de Maturidade na Gestão Orçamentária e um dos principais pontos observados entre nossos clientes em níveis mais avançados, é a simulação de cenários antes da tomada de qualquer decisão (desde as mais corriqueiras) e a análise prévia de retorno antes de realizar qualquer investimento.

E-book Gratuito: Indicadores Financeiros para Análise de Investimentos

Este é um assunto muito bacana, mas o post já está ficando longo e precisamos encerrar por aqui.

Mas se você quiser saber mais sobre ROI e também conhecer alguns outros indicadores importantes para análise de projetos de investimentos, aproveite para baixar o e-book completíssimo que lançamos sobre este tema.

Para baixa-lo gratuitamente, basta clicar na imagem abaixo:

E-book sobre valor presente líquido para análise de investimentos com download

Confira abaixo alguns dos tópicos que você vai encontrar no e-book, incluindo os conceitos, fórmulas de cálculo e exemplos dos principais indicadores para análise de investimentos utilizados pelo mercado:

  • Introdução Sobre Projetos de Investimentos
  • Atratividade Financeira de Projetos de Investimentos
  • Taxa Mínima de Atratividade
  • Indicadores Financeiros para Análise de Investimentos
  • Valor Presente Líquido (VPL)
  • Valor Presente Anualizado (VPLa)
  • Índice Benefício / Custo (IBC)
  • Retorno Sobre o Investimento (ROI)
  • Taxa Interna de Retorno (TIR)
  • Tempo de Recuperação do Investimento (Payback)
  • Ponto de Fischer

Esperamos que o e-book seja de ótimo proveito para você e sua empresa e depois de baixar o material, não se esqueça de deixar um comentário contando o que achou e compartilhar com seus colegas utilizando os botões das redes sociais que ficam logo aqui abaixo!

Perguntas frequentes

O que é ROI e por que é importante para minha empresa?
ROI (Retorno sobre o Investimento) é o lucro ou prejuízo gerado por um investimento. Ele é importante porque ajuda você a avaliar se uma decisão — seja comprar uma máquina, contratar um funcionário ou reformular um produto — vai de fato aumentar o lucro da empresa. No mundo corporativo, toda ação que não gera ROI está tirando recursos de quem realmente gera valor.
Qual é a fórmula para calcular ROI?
ROI = ((Receita – Custos) / Custos) × 100. Você calcula a receita líquida que o investimento vai gerar, subtrai os custos de aquisição e divide tudo pelos custos iniciais. Se uma máquina de R$ 100 mil gera R$ 300 mil em receita adicional em 10 anos, o ROI é 200%.
ROI só funciona para máquinas e equipamentos?
Não. Você pode calcular ROI para qualquer investimento: contratação de um novo funcionário, terceirização de um serviço, reformulação de um produto, marketing digital, implantação de software. O importante é conseguir isolar a receita e os custos adicionais gerados por aquela ação específica.
Como diferenciar a receita do investimento da receita total da empresa?
Considere apenas o que é novo e adicional. Se você contrata um vendedor para cobrar faturas antigas (que já estavam no sistema), essa não é receita adicional gerada pela contratação. Agora, se ele gera R$ 50 mil em vendas novas por mês, aí entra na conta. A pegadinha é não confundir receita total com receita incremental.
Qual é o ROI aceitável para um investimento?
Depende do seu ramo e da realidade de mercado. Uma farmácia pode ter ROI de 50% ao ano em estoque, enquanto um software pode ter 150%. O mínimo prudente é o ROI ser positivo e, idealmente, superior à taxa de juros que você pagaria se pegasse esse dinheiro emprestado no banco.
Como calcular ROI de investimentos muito longos, que duram anos?
Use o valor total da receita adicional gerada durante todo o período (exemplo: 10 anos). A fórmula não muda, mas você precisa ser realista: uma máquina que dura 10 anos vai sofrer desgaste, será preciso manutenção, e talvez em 5 anos fique obsoleta. Considere esses cenários na hora de estimar a receita futura.
Posso usar ROI para comparar dois investimentos diferentes?
Sim, é uma das melhores aplicações. Se investimento A tem ROI de 150% e investimento B tem 80%, à primeira vista A é melhor. Mas considere também o tempo: se A leva 5 anos para gerar aquele retorno e B leva 1 ano, B pode ser mais interessante porque o dinheiro fica disponível mais rápido para novos investimentos.
O que é vida útil de um ativo e como impacta o cálculo de ROI?
Vida útil é quanto tempo o ativo vai gerar receita para a empresa. Uma máquina com vida útil de 10 anos vai acumular receita por 10 anos; se for 5 anos, acumula menos. Quanto maior a vida útil, maior o ROI total, porque há mais tempo para o investimento se pagar. Por isso é importante estimar esse período de forma realista.
Como incluir custos de manutenção no cálculo de ROI?
Subtraia os custos de manutenção da receita adicional que o investimento gera a cada ano. Se a máquina gera R$ 2.500/mês, mas custa R$ 500/mês em manutenção, use R$ 2.000/mês como receita líquida. Esse detalhe faz muita diferença no resultado final.
Qual a diferença entre ROI e payback?
ROI é o lucro percentual total do investimento. Payback é quanto tempo leva para o investimento se pagar (recuperar o desembolso inicial). Uma máquina de R$ 100 mil que gera R$ 2.500/mês tem payback de 40 meses e ROI de 200%. Os dois indicadores são complementares: use ROI para saber se vale investir, e payback para saber quando o dinheiro volta.
Como calcular ROI de uma contratação de funcionário?
Calcule a receita adicional que o funcionário vai gerar (vendas novas, produção extra, redução de custos) e subtraia o salário + encargos + custos indiretos. Se um vendedor novo custa R$ 5 mil/mês (tudo incluído) e gera R$ 20 mil/mês em receita adicional, o ROI mensal é 300%. Se ao final de 12 meses a receita acumulada é R$ 240 mil menos os R$ 60 mil de custos, o ROI anual é 300%.
Por que toda decisão empresarial deve passar pela análise de ROI?
Porque toda ação consome recursos (dinheiro, tempo, atenção). Se não gera ROI, está alimentando custos sem retorno — é dinheiro que poderia estar gerando lucro em outro lugar. Empresas sérias não tomam decisão sem saber qual é o ROI esperado. É a base da Gestão por Resultados.
O que fazer quando a análise de ROI mostra um investimento com retorno negativo?
Simples: não faça o investimento. Ou reformule a proposta para melhorar o ROI. Se aquela máquina vai gerar prejuízo, não compre. Se aquela contratação não vai cobrir os custos, reavalie a função ou o salário. ROI negativo significa que você está queimando caixa.
Como considerar riscos na análise de ROI?
ROI assume que as receitas e custos estimados vão se concretizar. Na prática, há incerteza. Use cenários: otimista (ROI de 200%), realista (ROI de 120%) e pessimista (ROI de 30% ou negativo). Decisão de investimento deve considerar qual é o ROI no cenário realista e se o pior cenário ainda deixa você com retorno positivo.
Investimentos em redução de riscos têm ROI fácil de medir?
Não. Redução de risco é mais difícil de quantificar em receita. Se você investe em compliance para evitar multas, o ROI é quanto você não vai pagar em multas. Se investe em segurança, o ROI é quanto você economiza em acidentes não ocorridos. Use dados históricos do mercado ou da empresa para estimar esses valores.
Como registrar e acompanhar o ROI dos investimentos já realizados?
Deixe claro na sua modelagem financeira quais centros de custo (ou contas) estão ligados a cada investimento. Quando fecha o mês, compare a receita e custos reais versus o que foi previsto no ROI. Essa análise (Planejado × Realizado) mostra se o investimento está entregando o retorno esperado ou se precisa de ajustes.
Um investimento com ROI baixo mas estável é melhor que um com ROI alto mas incerto?
Depende do seu apetite por risco. Se a empresa precisa de fluxo de caixa previsível para pagar fornecedores, o ROI baixo mas estável pode ser melhor. Se tem reserva e pode absorver perdas, o ROI alto com risco pode valer. Avalie ambos no contexto da realidade financeira e estratégia da sua empresa.
Por que é importante documentar a análise de ROI na criação do orçamento?
Porque mais à frente, quando você fechar o resultado do mês ou trimestre, saberá exatamente qual investimento está gerando lucro e qual está decepcionando. Sem documentação clara, fica impossível distinguir de onde veio cada real de receita ou custo. Uma boa estrutura de plano de contas e centros de resultado facilita essa rastreabilidade.

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