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Revisões Orçamentárias - conheça a importância delas para sua empresa

É certo que sua empresa precisa sempre contar com um orçamento eficiente. Mas, ao mesmo tempo, ele não pode ser definitivo. E aí que entram as revisões orçamentárias. Entenda!

Neste artigo

Em 2008, as empresas de todo mundo previam cenários estáveis para o mercado. Algumas estavam otimistas e outras nem tanto, mas o fato é que elas faziam suas análises com base em uma realidade aparentemente normal da economia. As possíveis quedas de receitas ou aumentos nos lucros vinham de movimentos naturais. Com base nisso, montaram seus orçamentos para o período.

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Porém, tudo isso mudou no momento em que uma das maiores crises econômicas da história estourou. O mercado imobiliário norte-americano, até então seguro e crescente, quebrou violentamente, provocando um efeito dominó e impactando negativamente o cenário econômico no mundo inteiro. Grandes empresas faliram, bancos tiveram que pegar empréstimos bilionários e governos de vários países, principalmente da Europa, enfrentaram grandes problemas financeiros e demoraram para se recuperar. Muitos sofrem os efeitos até hoje.

E aquelas empresas que tinham um planejamento traçado? Bom, tiveram que correr contra o tempo para se adaptar à nova realidade. Muitas delas passaram por grandes dificuldades. Tiveram que dar férias coletivas, reduzir ou parar a produção, demitir colaboradores, enfim, tomar uma série de atitudes, que incluíam as revisões orçamentárias. Isso porque tudo o que estava previsto mudou para pior, alterando completamente o quadro.

Pequenas empresas prestadoras de serviços, por exemplo, tiveram dificuldades porque as grandes, afetadas gravemente pela crise, cortaram muitos de seus gastos, iniciando uma reação em cadeia e criando uma bola de neve.

O que são essas revisões orçamentárias?

Sabemos que oPlanejamento Orçamentárioé um poderoso instrumento de gestão financeira, pois auxilia a empresa a se preparar para o futuro, reduzindo riscos e maximizando oportunidades que, de outra forma, poderiam nem mesmo ser enxergadas.

Quando uma organização realiza seu orçamento empresarial, automaticamente define metas (no caso das receitas) e limites (no caso das despesas) para um período de tempo. Essas definições são estabelecidas com base em premissas, obtidas por meio da análise dos históricos e estatísticas da empresa.

Dessa forma, a empresa pode construir previsões, organizadas em forma decenários econômicos e organizacionais. A partir daí, geralmente um deles é escolhido e definido como o “mapa a ser seguido” pela empresa nos próximos meses para a busca dos resultados.

Porém, nem sempre o cenário planejado se concretiza. Isto pode acontecer por diversos motivos, como:

  • Mudanças nas políticas públicas;
  • Mudanças na cultura social;
  • Alterações do macrocenário econômico (crescimento, desenvolvimento ou crise);
  • Entrada de novos concorrentes no mercado;
  • Alterações nas demandas dos consumidores;
  • Ou outras inúmeras variáveis não controláveis.

Quando os cenários previstos ocorrem por influência dessas variáveis externas incontroláveis ou por mudanças na visão estratégica da organização, a revisão das metas orçamentárias torna-se necessária. A esse processo damos o nome de revisões orçamentárias, que consistem na reavaliação das metas planejadas para um determinado período de tempo.

Como sempre dizemos, o planejamento orçamentário não deve ser imutável. As organizações e seus mercados de atuação podem sofrer influência de inúmeros fatores externos, e sempre que isso ocorrer será necessário que a organização faça a revisão do orçamento empresarial para alinhar seus objetivos e metas ao novo cenário onde está inserida.

A empresa deve realizar as revisões orçamentárias assim que notar que os planos atuais já não fazem mais sentido. Para isto é fundamental que a organização:

  • Elabore corretamente o seu orçamento empresarial para o período;
  • Crie cenários alternativos para as principais situações possíveis para a empresa;
  • Faça o acompanhamento orçamentário regularmente, avaliando o andamento das ações e metas definidas, bem como as variações planejado x realizado x histórico.

Somente assim a organização estará preparada para lidar com as mudanças (internas e externas) de forma rápida e eficaz conforme elas ocorrerem, minimizando riscos e maximizando oportunidades.

Se aquelas empresas que passaram por dificuldades na crise de 2008 tivessem um melhor estudo de seus orçamentos, talvez os efeitos não tivessem sido tão devastadores. Elas teriam condições de fazer a revisão de forma mais rápida e eficiente, de acordo com a nova realidade e sem comprometer seus resultados de maneira tão forte.

Claro que esse é um caso extremo e não é sempre que acontece. Mas imagine outra situação. Uma indústria têxtil que utiliza o algodão em larga escala em seus produtos. Se os produtores dos quais essa empresa sempre compra tiverem algum problema, essa fabricante passará a ter problemas também, pois terá que buscar novos fornecedores, que podem ser mais caros e acabar impactando no custo da produção.

Diante disso, o fato é que uma empresa têxtil precisa estar preparada para essas oscilações, pois elas podem acontecer com frequência e causar alguns prejuízos se não forem trabalhadas da maneira correta. O mesmo vale para quem depende de petróleo e outras commodities.

Da mesma forma, um concorrente que lança um produto novo que abocanha uma boa parte do mercado também pode causar uma mudança nas previsões, reduzindo receitas que estavam planejadas de acordo com uma realidade de market share. E isso é algo muito comum no mercado, pois os empresários estão cada vez mais em busca de inovação e de algo que diferencie seus negócios.

Como você pode ver, esse não é tema assim tão fácil. E como sabemos que qualquer orientação sobre ele é sempre bem-vinda, desenvolvemos a Metodologia Treasy de Gestão Orçamentária.

Para entender como ela funciona, fizemos o webinar 5 passos para eliminar o abismo entre a estratégia e a execução, no qual mostramos desde a importância de ter um orçamento até quando se faz necessária uma revisão desse orçamento, passando pelo planejamento orçamentário e a gestão propriamente dita. Acesse agora mesmo clicando na imagem abaixo:

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Como fazer as revisões orçamentárias?

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A revisão do orçamento precisa ser feita a partir de uma análise periódica dos números, ou seja, a comparação entre o que foi orçado e o que foi efetivamente realizado. É a partir dessa ação que são efetuados os ajustes necessários para encaixar as expectativas dentro da realidade.

Imagine que a empresa têxtil, do nosso exemplo anterior, diante do fato de ter que pagar mais caro pela matéria-prima por alguns meses, faz alguns ajustes nas previsões de gastos, colocando mais dinheiro nos custos de produção. Se isso acontecer, no entanto, será preciso verificar se as receitas serão as mesmas, pois, neste caso, o investimento na produção deve vir acompanhado de um remanejamento de recursos.

Por outro lado, quando há um aumento de receita, a empresa também pode fazer reajustes. E aí os gestores podem eleger áreas que ganharão mais recursos ou projetos que podem ser colocados em prática a partir de um investimento que não estava previsto na versão anterior do orçamento.

É neste momento, por exemplo, que a empresa pode decidir que fará um aporte pesado no desenvolvimento de novos produtos. Isso porque é uma oportunidade de se destacar no mercado dentro de um cenário que não era esperado e, portanto, surpreendente.

Concluindo

Independentemente do cenário, positivo ou negativo, a questão aqui é se adaptar à realidade.Continuar insistindo em grandes investimentos em períodos de crise pode ser fatal. Da mesma forma, momentos de bons ventos podem trazer junto grandes oportunidades de negócio que antes eram inviáveis.

Para que tudo isso seja possível, é essencial que os profissionais da área de finanças e outros ligados ao orçamento estejam atentos a todos os movimentos do mercado. Qualquer oscilação e pequena alteração precisam estar no radar.Se sua empresa não fizer isso, há uma chance bem grande de que o concorrente faça, o que pode resultar em perda de espaço no mercado e queda na competitividade do negócio.

Por isso, acompanhar o noticiário e conversar com outros empresários são atitudes fundamentais para a sobrevivência da empresa. Muitas vezes, a percepção de alguém mais experiente pode fazer toda a diferença. Além dessas, existem ainda outras formas de se atualizar em relação à economia e a tudo o que cerca o contexto do empreendimento. Basta saber utilizar esses meios da forma correta e com inteligência.

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Perguntas frequentes

O que é revisão orçamentária
É a reavaliação das metas e limites de receita e despesa que foram planejados para um período. Quando a realidade do mercado muda significativamente (crise, novos concorrentes, mudança na demanda), a empresa precisa ajustar seu orçamento original para alinhar ao novo cenário. Não é admitir que o plano falhou — é ser honesto com os dados que surgiram.
Por que não devo manter o mesmo orçamento o ano todo
Porque o mercado não fica parado. Se você planejou uma receita de R$ 500 mil baseado em um cenário estável e em março já vê que vai faturar R$ 350 mil, manter o orçamento original vai fazer você tomar decisões erradas — como não cortar gastos ou não renegociar prazos com fornecedores. A revisão te força a lidar com a realidade.
Com que frequência devo revisar meu orçamento
Depende da volatilidade do seu mercado. Empresas em setores estáveis podem revisar trimestralmente. Aquelas em setores mais dinâmicos ou em cenários macroeconômicos instáveis podem precisar revisar mensalmente ou até sob demanda quando algo significativo muda. O importante é ter uma rotina — não deixar para revisar só quando a crise bate na porta.
Revisar orçamento é sinal de má gestão
Não. O oposto é verdadeiro. Uma empresa que revisita seus números quando os pressupostos mudam está sendo responsável. O que é sinal de má gestão é ignorer sinais de que o cenário mudou e ficar preso a um plano que não mais faz sentido. Revisão é flexibilidade estratégica.
Qual é a diferença entre orçamento e revisão orçamentária
Orçamento é o plano financeiro que você monta antes de um período começar, baseado em previsões e premissas. Revisão orçamentária é o ajuste desse plano quando você percebe que as premissas não estão se concretizando. Um é o mapa inicial, a outra é a correção de rota durante a jornada.
Como saber que meu orçamento precisa de revisão
Quando seus números reais começam a desviar consistentemente do planejado — receita caindo 15%, custos subindo além do previsto, ou quando algo externo muda (nova lei, crise de mercado, saída de grande cliente). Se o desvio é pequeno e pontual, talvez não vale revisar. Se é estrutural, revisão é urgente.
Revisar orçamento significa admitir fracasso
Não. Significa estar atento. Ninguém consegue prever uma crise econômica ou uma mudança regulatória com precisão. O que diferencia empresas resilientes das que quebram é justamente a capacidade de se adaptar rápido. Revisão é uma competência, não uma falha.
O que deve entrar em uma revisão orçamentária
Tudo o que foi impactado pela mudança de cenário: receitas (se a demanda caiu), custos variáveis, investimentos planejados que podem ser adiados, e até estrutura de pessoal se necessário. O ponto é não deixar nenhuma linha do orçamento desconectada da nova realidade que você está vivendo.
Quantas vezes por ano devo revisar meu orçamento
Não existe um número mágico. Uma empresa em mercado estável talvez revise uma ou duas vezes por ano. Uma startup em fase de crescimento acelerado pode revisar a cada trimestre ou até mensalmente. O critério não é o calendário — é: "Os pressupostos que usei ainda fazem sentido?"
Posso revisar apenas as receitas e deixar as despesas iguais
Tecnicamente sim, mas é arriscado. Se sua receita projetada caiu 20% mas você não reduz despesas, você vai estar planejando um prejuízo maior. Revisão séria toca em todas as variáveis afetadas — receitas, custos, investimentos, metas de lucro.
Revisar orçamento afeta meus números de lucro
Pode afetar a meta de lucro que você havia planejado, sim. Mas revisão não piora seus números reais — só align o planejado com a realidade. Se sua receita realmente caiu, você já estava indo pior; a revisão só torna isso visível e permite ação corretiva.
É possível revisar orçamento para cima
Sim, e pode ser mais comum do que parece. Se seu mercado cresceu mais que o previsto, novos clientes vieram antes do tempo ou custos caíram, é hora de revisar para cima — aumentando metas de receita e investimentos. Revisão não é sinônimo de corte; é alinhamento com o real.
Revisar orçamento no meio do ano funciona
Funciona sim, e muitas vezes é necessário. O ideal é revisar assim que você identifica que o cenário que embasou o orçamento original não se concretizou. Esperar até final do ano para reconhecer que as coisas mudaram significa desperdiçar meses sem navegar na direção correta.
Como comunicar uma revisão orçamentária para minha equipe
Com clareza e contexto. Explique qual mudança no mercado ou na empresa exigiu a revisão — não apenas os números novos. Deixe claro que revisão é gestão inteligente, não fracasso. Se houver cortes, seja honesto sobre por quê. Equipe que entende o motivo adere melhor às metas revisadas.
Revisar orçamento prejudica a credibilidade do planejamento
Não prejudica se feito corretamente. O que prejudica é um orçamento que nunca muda e vira papel na gaveta enquanto a realidade segue outro caminho. Revisão regular e bem documentada mostra que você leva planejamento a sério — não como um ritual, mas como ferramenta viva.
Qual é o risco de não revisar orçamento quando necessário
Você toma decisões baseado em premissas que não existem mais. Pode investir em áreas que não vão render, deixar de cortar custos quando precisa, ou perder oportunidades porque não redirecionou recursos. Pior: quando o balanço vence, os números não casam com nada que você planejou, e fica impossível aprender com o desvio.
Revisar orçamento substitui o acompanhamento mensal
Não. Revisão e acompanhamento são coisas diferentes. Acompanhar orçamento é comparar o real com o planejado todo mês — e isso você deve fazer sempre. Revisão é a conclusão: se os desvios são tão grandes que o cenário mudou, você revisa as metas para os meses seguintes.
Como não revisar orçamento desnecessariamente
Estabeleça um critério claro: desvios menores que 5-10%, dependendo da sua realidade, você absorve sem revisar. Mas se encontra um novo cenário estrutural (perdeu um grande cliente, mercado entrou em crise, mudança regulatória), aí você revisa. A chave é não reagir a flutuações normais, mas responder a mudanças reais.

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