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Como a retenção de funcionários pode ajudar a cumprir o orçamento empresarial

Fazer a retenção de funcionários talentosos e competentes pode representar muito mais do que a saúde financeira do seu negócio. Saiba como alinhar a sua gestão de talentos para ajudar a cumprir o orçamento empresarial.

Neste artigo

Retenção de funcionários

Você poderia imaginar que, em períodos de recessão econômica, as empresas conseguem fazer a retenção de funcionários, certo? Errado! Apesar de contraditório, rotatividade é um problema persistente nas organizações e que causa prejuízos financeiros, já que pode pegar seu caixa de surpresa.

Se formos colocar na ponta do lápis, a alta rotatividade acarreta um custo financeiro elevado, pois além dos gastos pagos na rescisão do trabalhador, terá que investir tempo e dinheiro na contratação de uma nova pessoa para ocupar o cargo. Se ainda continuarmos listando os problemas, podemos incluir a perda de produtividade da equipe e a desmotivação.

A notícia boa é que é possível encontrar maneiras eficientes para diminuir as taxas de turnover e de quebra ajudar a cumprir o orçamento da sua área.

Gestão e retenção de talentos

O primeiro fator para se levar em conta quando falamos em um modelo de negócios baseado no desenvolvimento de talentos está na diferença deste comportamento com o modelo tradicional, que é focado na realização das tarefas, na produção, na rigidez, na supervisão e sem uma preocupação latente com o desenvolvimento das pessoas.

Nessa nova receita de se empreender, o foco está na percepção das relações das pessoas com os objetivos da organização. Para isso, deve-se considerar o investimento na formação e capacitação com ênfase nos processos e na busca por resultados, baseando-se no desenvolvimento do potencial, da carreira, da produtividade e dos incentivos profissionais.

Bom, sempre temos que ter em mente que quando um funcionário entra na companhia, ele recebe treinamento e conhece a filosofia e os objetivos organizacionais. Essas etapas são necessárias ao processo de admissão e assimilação do colaborador, mas também consomem recursos financeiros e humanos da empresa. Então, nada melhor do que garantir que todo esse esforço seja convertido em resultados para o negócio, você concorda?

Para isso, é necessário que o empreendedor tenha sempre em mente que é contraproducente investir em uma cultura de fidelização pelo débito — algo como induzir o colaborador a pensar que, por conta da empresa ter investido pesado na sua capacitação, ele tenha alguma forma de déficit contratual para cumprir. Pelo contrário, esse tipo de postura pode repelir os funcionários com muito mais facilidade do que cativá-los.

No caminho para criar uma cultura organizacional de desenvolvimento profissional, o estímulo aos funcionários é o caminho mais garantido para a retenção, principalmente pelo fato de que grande parte das empresas está contratando, hoje, pessoas da geração Y, nascidas entre 1980 e 1990 — essa geração é particularmente marcada pela carência de estímulos profissionais quando o objetivo é a produtividade. É fundamental investir em um capacitação específica para este público e desenvolver um ambiente propício à inovação, criando projetos, metas e formas de valorizar os conhecimentos trazidos por esses indivíduos.

Outra prova importante pela qual o empreendedor precisa passar durante o processo de retenção de talentos é a valorização do indivíduo, porém, sempre olhando para o orçamento empresarial. Não é mais segredo que humanizar o ambiente de trabalho só gera resultados positivos, tanto na harmonização das equipes quanto na saúde financeira do negócio. Por isso, depois que os projetos e metas forem estabelecidos é interessante que os indivíduos sintam-se verdadeiramente desafiados. É o famoso sentimento de apropriação do negócio, no qual o colaborador pode sentir-se parte da estrutura, sentir-se valorizado.

Retenção de funcionários: eles precisam querer ficar

Na empresa ideal, todo bom funcionário é reconhecido pelo seu trabalho, a rotatividade é baixa ou inexistente, os lucros são estrondosos e o ambiente de trabalho é quase uma extensão do lar. Mas a gente sabe que a realidade tende a ser diferente — principalmente no quesito rotatividade.

Há situações em que, literalmente, não há o que a empresa possa fazer para reter um funcionário, seja pela impossibilidade de cobrir uma proposta externa, seja pela dificuldade de reduzir a jornada de trabalho ou mudar o tipo de contrato. Obstáculos existem e, por vezes, as companhias se veem na obrigação de abrir mão de um excelente profissional. E é importante que o empreendedor esteja preparado para lidar com essa evasão.

TurnoverPorém, igualmente importante é investir na procura por fórmulas alternativas e inovadoras para potencializar a retenção desses bons profissionais. Lembre-se: sua empresa gastou uma quantidade considerável de tempo e dinheiro para montar o que pode ser chamado de "dream team" da corporação e vai precisar gastar um pouco mais para manter todos a bordo. E um dos caminhos para criar esse ambiente propício ao permanecimento é o desenvolvimento de uma cultura corporativa que encoraje seus funcionários a realmente quererem ficar. Essa estratégia passa diretamente pela cultura do processo orçamentário de uma empresa. Mas o que isso significa?

Em termos mais práticos, que é preciso reconhecer primeiramente que o orçamento periódico de um negócio, culturalmente, funciona como uma imposição limitadora do trabalho. É o famoso "precisamos aumentar a produção em 50%, mas o orçamento só vai aumentar em 10%, o sucesso está nas mãos de vocês".

Como você pode reparar, esta é uma fórmula pouco produtiva quando o objetivo é motivar as equipes, visto que passa a impressão de que eles possuem a obrigação de fazer mais com menos enquanto a empresa corta investimentos. Por isso é tão fundamental que se crie uma cultura diferenciada dentro da corporação, na qual, talvez, os orçamentos possam ser discutidos e definidos com transparência entre as hierarquias — uma forma de mostrar que as equipes são, sim, parte importante do processo, inclusive nas tomadas de decisões.

Como resultado, o empreendedor se verá diante de uma força de trabalho muito mais motivada, animada e preparada para os cenários que estão por vir, pois fizeram parte das definições orçamentárias. Situação muito diferente de uma equipe que tem de “fazer das tripas coração” para cumprir as metas mirabolantes estipuladas pelo alto escalão da empresa que, em alguns casos, não conhece a verdadeira realidade do chão da fábrica. É a participação coletiva e transparente em assumir as rédeas e em se apropriar do negócio que vai colocar nas mãos dos gestores o poder de fazer a diferença no faturamento.

Atenção redobrada ao turnover

Conforme falamos, criar o "dream team" é uma tarefa que exige muita atenção e dedicação das empresas. Por isso, é necessário que as equipes responsáveis pelo processo de recrutamento e seleção fiquem atentas à escolha dos profissionais para evitar a alta rotatividade — o famoso turnover —, assim como potencializar a retenção de talentos na empresa, especialmente em grandes corporações.

Quando o turnover se torna um fenômeno muito constante, ou seja, um empregado é admitido e outro desligado de maneira sucessiva, vale estudar com cuidado as causas deste movimento. Ele pode aumentar consideravelmente, por exemplo, em decorrência da baixa remuneração, de más condições de trabalho, de problemas na gestão de pessoas, do clima organizacional ruim e, até, da inadequação ao perfil da vaga.

Uma das alternativas mais eficazes para evitar essa curva crescente nas empresas é tentar verificar com atenção os índices de rotatividade de pessoal. Isso pode ser feito com a identificação, em nível quantitativo, das contratações e rescisões. As pesquisas de clima são as mais recomendadas para fazer essa análise, pois é possível avaliar se os funcionários estão motivados, quais são suas expectativas e se existem problemas de relacionamento interno interferindo em seu desempenho.

Não é segredo que o turnover representa resultados negativos aos empresários, que vão precisar lidar com as despesas decorrentes, por exemplo, das demissões sucessivas. Mas, ao mesmo tempo, este pode ser um importante momento de rever a situação da empresa e tentar identificar onde estão as falhas.

Concluindo

Investir na retenção de bons funcionários não é só um fator que agrega valor à empresa, como uma forma de manter sob controle o orçamento destinado aos recursos humanos. Além de ganhar com uma equipe alinhada e produtiva, que faz a marca sobressair-se no mercado, você ainda economiza com os custos relativos às contratações e demissões.

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Perguntas frequentes

Qual é o custo real de perder um funcionário
Além da rescisão, você gasta com recrutamento, entrevistas, treinamento e perda de produtividade enquanto a vaga fica aberta. Estudos mostram que substituir um funcionário custa entre 50% a 200% do seu salário anual, dependendo do cargo. Para um analista que ganha R$ 4 mil, isso significa R$ 2 mil a R$ 8 mil em custos diretos e indiretos.
Como a rotatividade afeta o orçamento da empresa
Além dos custos óbvios de contratação e treinamento, há impacto na produtividade (uma equipe nova rende menos), qualidade do trabalho (erros aumentam) e moral da equipe (quem fica fica desanimado). Tudo isso compromete o faturamento e encha o orçamento de surpresas negativas.
Vale mais a pena reter ou contratar do novo
Reter é muito mais barato e rápido. Um funcionário experiente produz desde o dia um; um novo precisa de semanas até meses para gerar o mesmo resultado. Se você conseguir diminuir a rotatividade em 10%, a economia pode chegar a milhares de reais por ano — dinheiro que entra direto no resultado.
Qual é a diferença entre gestão de talentos e gestão tradicional
A gestão tradicional foca em tarefas e produção, com supervisão rígida. A gestão de talentos investe no desenvolvimento profissional, cria desafios, reconhece contribuições e alinha o colaborador com os objetivos da empresa. Resultado: pessoa motivada rende mais e sai menos.
O que é fidelização pelo débito e por que não funciona
É quando você tenta prender o funcionário por culpa, tipo 'já que investimos tanto na sua capacitação, você está em débito comigo'. Não funciona porque gera ressentimento. Pessoas motivadas ficam porque veem valor no que fazem, não por culpa ou obrigação.
Como reter funcionários da geração Y
Essa geração quer mais que salário: busca desenvolvimento profissional, desafios, reconhecimento e ambiente inovador. Invista em capacitação específica, crie projetos que façam sentido, valorize as ideias deles e deixe claro o caminho de carreira. Isso custa menos que contratar alguém novo.
Humanizar o ambiente de trabalho melhora o resultado financeiro
Sim. Empresas que cuidam do bem-estar dos funcionários têm menos absenteísmo, mais engajamento e produtividade maior. Isso se traduz em receita mais previsível e custos mais baixos. É matemática: colaborador feliz produz mais e sai menos.
Como criar um senso de apropriação do negócio no time
Deixe claro como o trabalho de cada um impacta o resultado da empresa. Compartilhe números, metas, desafios. Envolvê-los nas decisões aumenta o compromisso. Quando alguém sente que está construindo algo, não só executando tarefas, a retenção naturalmente melhora.
Qual é a relação entre retenção de funcionários e cumprimento do orçamento
Equipes estáveis geram resultados previsíveis. Quando você retém pessoas competentes, diminui custos de turnover, aumenta a produtividade e reduz desvios orçamentários. Além disso, conhecem bem o negócio e conseguem identificar oportunidades de economia que alguém novo não vê.
É possível reter funcionários em período de recessão econômica
Sim, e justamente nesse momento é mais importante. Em recessão, as pessoas buscam segurança; é quando você demonstra que a empresa se importa, que vai investir no desenvolvimento, que há clareza de futuro. Isso é mais poderoso que aumento ou bônus.
Como medir se a estratégia de retenção está funcionando
Acompanhe a taxa de rotatividade (quantos saem por período), tempo médio na empresa e feedback de quem sai. Também meça produtividade, qualidade do trabalho e absenteísmo. Se esses números melhoram, sua estratégia está no caminho certo e o orçamento sente o impacto.
Treinamento e capacitação são investimento ou custo
São investimento quando alinhados com a retenção. Não adianta treinar e deixar a pessoa sair. Mas quando você treina e retém, aquele colaborador produz melhor por anos. O ROI vem da estabilidade que criou, não da atividade isolada.
Como alinhar o orçamento de RH com a retenção de talentos
Mapeie o custo real de turnover na sua empresa e compare com o investimento em capacitação, reconhecimento e melhoria de ambiente. Na maioria dos casos, investir em retenção custa muito menos que ficar substituindo pessoas. Use isso para justificar o orçamento de RH.
Qual é o impacto da desmotivação na equipe sobre o resultado
Uma equipe desmotivada produz menos, erra mais, gasta energia em conflitos internos. Isso aumenta custos, reduz faturamento e compromete o resultado financeiro. Pior: a desmotivação é contagiosa e faz outras pessoas saírem também.
Reconhecimento profissional precisa ser financeiro
Não. Claro que salário justo é base. Mas reconhecimento pode ser desenvolvimento, visibilidade, desafios, autonomia, feedback genuíno. Muitas vezes um 'parabéns, seu trabalho fez a diferença' impacta mais na retenção que um bônus genérico.
Como evitar que o orçamento seja pego de surpresa com rotatividade
Inclua a taxa de rotatividade esperada nos cenários de orçamento. Se historicamente você tem 20% de rotatividade, provisionem os custos. Melhor ainda: estabeleça metas de redução de rotatividade e rastreie. Assim o impacto fica previsível e controlado.

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