Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Carreira e Profissão FP&A Controller Cast

Controller Cast #11 - Tudo sobre o processo de descentralização orçamentária, com Alexsandro Lima

O gerente financeiro da Politintas, Alexsandro Lima, participou do Controller Cast e deu dicas preciosas sobre o processo de descentralização orçamentária. Confira!

Neste artigo

Capa Controller Cast episódio sobre descentralização de créditos orçamentários em design moderno cinza

Uma coisa é certa, oOrçamento Colaborativoé para todo tipo de organização, independente do tamanho. Os ganhos com a descentralização orçamentária são inúmeros e vão desde clima organizacional a otimização dos números. Mas a prática nem sempre é tão fácil quanto a teoria. Por isso, buscamos sempre apresentar soluções e exemplos que possam auxiliar os profissionais que estão vivenciando momentos semelhantes. Pensando nisso, convidamos o gerente financeiro da Politintas, Alexsandro Lima, para participar do episódio#11 do Controller Cast. Durante a conversa, o controller admitiu que o processo de descentralização do orçamento acaba acontecendo de cima para baixo, mas pode ser feito com cuidado para envolver todos da melhor forma possível. Segundo ele, “a soma de pequenos esforços teve um grande resultado”. Escute agora mesmo pelo player o nosso podcast que tem o objetivo de tornar o time de controladoria ainda mais estratégico.

Áudio · SoundCloud

Se preferir, também pode acessar nosso canal no Soundcloud. O Controller Cast é um podcast pensado especialmente para profissionais das áreas de Planejamento, Controladoria e Finanças. Nele discutimos temas relacionados com a área, trazendo insights, conteúdos práticos e entrevistas com profissionais que estão fazendo a diferença em suas empresas. Veja também os episódios anteriores, se você perdeu algum é só conferir aqui:

Um bate papo sobre descentralização orçamentária

Veja o que conversamos:

  • Qual é o momento ideal para descentralizar o orçamento?

    • É preciso atentar para a maturidade operacional da organização. O melhor momento é, principalmente, quando uma empresa se sente segura para apurar os resultados gerenciais.
  • Quais os ganhos com essa metodologia?

    • Há duas formas de fazer orçamento: impositivo e colaborativo;
    • A vantagem de fazer o colaborativo é, primeiro, ter mais chances de acertar na previsão das contas e, segundo, divide a responsabilidade com todos;
    • Por isso a importância de um orçamento desafiador e, de fato, acessível para todos da organização. Tudo baseado em premissas táticas e alinhado com premissas estratégicas da organização.
  • Essa é uma cultura difundida ou o controller costuma ter o desafio de sugerir e conduzir a implementação do processo de descentralização orçamentária?

    • Nos últimos 10 anos, houve uma mudança de cultura, do orçamento impositivo para o colaborativo;
    • Sem dúvida, é papel do controller difundir esse orçamento participativo.
  • Qual a visão da diretoria a respeito do orçamento participativo?

    • A diretoria costuma compreender os benefícios do orçamento participativo. Um exemplo da vivência atual é o calendário de 60 dias por ano para discutir orçamento, com fóruns.
  • Quais os maiores desafios? Alinhar expectativas com os diretores ou formar os gestores que não tinham vivência?

    • O primeiro passo é construir um orçamento desafiador, fazer mais por menos e estabelecer metas para ganhar produtividade;
    • Com isso, conseguimos uma economia de 8% das despesas correntes da organização, como fruto do esforço de todos que participaram na confecção do orçamento.
  • Qual a estratégia para alcançar as metas?

    • Iniciar com um plano mais macro e depois ir detalhando. Foi assim que fizeram, começaram com o orçamento geral e depois descentralizaram para lojas, gerentes, supervisores e células em cada filial.
  • Como conscientizar os gestores? Tem algum tipo de dinâmica ou atividades?

    • Primeiro, é fundamental ter o apoio da diretoria para que esse processo seja menos impactante;
    • Quebrar paradigmas, fazer realmente mais por menos, é algo que exige esforços. Por isso precisa começar com a diretoria. Uma ideia são as  reuniões mensais e semanais de cúpulas;
    • A controladoria fez as primeiras peças, entregando o realizado e propondo algumas melhorias. Hoje, a controladoria recebe das filias o realizado, com as justificativas dos desvios (caso tenha) e já com as sugestões de melhorias.
  • A redução nas despesas era um objetivo ou acabou sendo uma consequência dos ajustes no Orçamento?

    • O objetivo inicial era atingir o Orçamento, ou seja, cumprir o que tinha sido planejado;
    • Com um controle bem justo, os próprios gestores de cada filial encontraram as oportunidades e se desafiaram a cumprir a redução;
    • O maior legado do orçamento colaborativo é que sempre é possível melhorar.
  • Os próprios gestores adotaram o Orçamento como ferramenta de gestão, isso em apenas dois anos. Houve treinamento desses gestores ou envolvimento da controladoria? Como foi o processo de descentralização orçamentária?

    • A controladoria exerceu um papel extremamente didático. Não se preocupou apenas em desenvolver métodos de verificação, mas sim ensinar a fazer. Explicar o porquê dos números e como chegar neles;
    • Cobrança é necessário, mas o termo ideal é acompanhamento, junto com o gestor e com ele fazer os ajustes necessários.
  • Como foi para o time de controladoria executar e gerir esse processo?

    • O processo começa na controladoria, com treinamento, recursos e ferramentas de trabalho;
    • A aquisição de um software de gestão orçamentária é fundamental para o sucesso do projeto.
  • Quais dicas para quem está começando o processo?

    • Persistência no método, na metodologia;
    • O ser humano é movido a desafios e a controladoria tem o papel de desafiar a equipe a dar o seu melhor.

Durante a conversa, Alexsandro Lima ressaltou a ideia de que é papel da controladoria incentivar os gestores a se desafiar, assim como sistematizar a cultura orçamentária. Ele acredita que além de compartilhar as responsabilidades, a descentralização do orçamento permite, principalmente, compartilhar os méritos. Se seu processo orçamentário ainda não é descentralizado e você quer aplicar essa metodologia na sua empresa, mas não sabe como, temos um curso sobre a Metodologia Treasy de Gestão Orçamentária, que te ajuda a sistematizar os processos que poderão ser aplicados em qualquer área da empresa. Para ter acesso ao curso, bastante clicar na imagem a seguir: Banner do curso de metodologia Treasy em descentralização orçamentária com instrutor especializado Esperamos que você goste da nossa entrevista com Alexsandro Lima e consiga tirar boas ideias para sua carreira. Assine nossa newsletter para ficar sabendo dos próximos Controller Cast!

Perguntas frequentes

O que é descentralização orçamentária?
É o processo de distribuir a responsabilidade de planejamento orçamentário entre diferentes áreas da empresa, em vez de centralizar tudo na controladoria. Ao invés de apenas receber um orçamento pronto de cima para baixo, cada departamento participa ativamente da construção do seu próprio orçamento, baseado na realidade operacional que conhece.
Qual é a diferença entre orçamento impositivo e colaborativo?
No orçamento impositivo, a controladoria define os números e os departamentos apenas recebem e executam. No colaborativo, cada área participa da elaboração do seu orçamento, trazendo informações sobre custos, demanda e desafios reais. O resultado é um planejamento mais realista e com engajamento das equipes.
Qual é o melhor momento para descentralizar o orçamento na empresa?
O momento ideal é quando a empresa tem maturidade operacional para apurar resultados gerenciais com clareza. Isso significa ter processos estruturados, dados confiáveis e gestores preparados para gerenciar suas próprias áreas com responsabilidade financeira. Não há um tamanho de empresa padrão — pode ser feito em qualquer porte.
Como começar a implementar um orçamento colaborativo?
Comece envolvendo os gestores de cada área para entender suas necessidades reais. A descentralização funciona melhor quando é feita com cuidado, respeitando as diferenças entre departamentos. Um gerente financeiro experiente pode facilitar esse processo, orientando as áreas sem impor números prontos, permitindo que façam suas próprias previsões.
Quais são os principais ganhos de ter um orçamento descentralizado?
Os ganhos são tanto nos números quanto no clima organizacional. Quando os gestores participam da construção do orçamento, têm mais propriedade sobre as metas e trabalham com motivação. Nos resultados, o orçamento fica mais realista porque quem está na operação conhece melhor os desafios, reduzindo grandes surpresas no fechamento.
Um orçamento descentralizado é mais fácil de executar?
Nem sempre. A teoria é simples, mas a prática exige disciplina. O desafio está em manter o alinhamento entre as áreas descentralizadas e garantir que todas trabalhem para o mesmo objetivo da empresa. É preciso de comunicação clara, ferramenta adequada e acompanhamento mensal para funcionar bem.
Como garantir que todas as áreas descentralizadas estejam alinhadas?
Através de reuniões periódicas onde cada gestor apresenta seu orçamento e entende como ele se conecta ao resultado geral da empresa. A soma de pequenos esforços de cada departamento precisa resultar em um grande resultado para a organização. Uma ferramenta que integre todos os orçamentos também ajuda a visualizar essa conexão.
É possível fazer descentralização orçamentária em empresas pequenas?
Sim. O orçamento colaborativo funciona em qualquer tamanho de organização. Em empresas menores, pode ser mais simples envolver os responsáveis por cada área. O importante é ter clareza sobre quem é responsável por quê e criar o hábito de planejar juntos.
O que é necessário para que um gerente de área prepare seu próprio orçamento?
O gestor precisa entender seus custos fixos, variáveis e investimentos necessários. Deve conhecer seus volumes (vendas, produção, atendimento), sazonalidades e planos de crescimento. Um bom controller ou gerente financeiro fornece um template claro e orientações sobre como preencher cada seção.
Descentralização orçamentária reduz o trabalho da controladoria?
Não reduz o volume, apenas muda a natureza do trabalho. Ao invés de criar orçamentos do zero, o controller vira um orientador e analista. Passa a revisar, consolidar, questionar pressupostos e garantir alinhamento entre áreas. É um trabalho mais estratégico e menos operacional.
Como lidar com áreas que não querem participar do orçamento colaborativo?
Isso geralmente acontece porque o gestor não entende o valor ou tem medo de ser avaliado por números que ele mesmo escolheu. A solução é explicar que o objetivo não é punir, mas entender melhor o negócio e apoiar cada área a crescer. Um exemplo de sucesso de outro departamento costuma ser inspirador.
Vale a pena investir em ferramenta de FP&A para descentralizar o orçamento?
Sim, especialmente se a empresa tem mais de um departamento. Uma ferramenta centraliza todos os orçamentos, evita inconsistências em planilhas paralelas e permite acompanhamento mensal em tempo real. O investimento se paga rapidamente com a redução de retrabalho e maior precisão nas previsões.
Como acompanhar se as áreas estão seguindo o orçamento descentralizado?
Compare mensalmente o orçado com o realizado em cada departamento. Identifique os desvios significativos e questione as causas. Isso não é para punir, mas para aprender por que a previsão foi diferente e melhorar a próxima. Esse acompanhamento também motiva o gestor que vê seu planejamento sendo levado a sério.
Descentralização orçamentária funciona bem em empresas em rápido crescimento?
Pode funcionar, mas exige cuidado extra. Em crescimento acelerado, as variáveis mudam rapidamente e o orçamento feito no início do ano pode perder relevância. Nesse contexto, é importante fazer revisões mais frequentes e manter os gestores alinhados sobre as prioridades que mudam.
Qual é o perfil ideal de um controller para implementar orçamento descentralizado?
Um controller que combina técnica financeira com habilidade de comunicação e influência. Precisa ser capaz de traduzir números em linguagem que cada gestor entenda, orientar sem impor, e trabalhar como parceiro estratégico da operação, não como fiscal.
É possível descentralizar apenas parte do orçamento?
Sim. Muitas empresas começam descentralizando custos operacionais (que cada área controla melhor) e mantêm centralizados os custos de estrutura ou investimentos estratégicos. Esse enfoque gradual ajuda a empresa a aprender e evita sobrecarga nas primeiras implementações.
Como preparar os gestores para fazer seu próprio orçamento?
Treinamento prático é essencial. Mostre exemplos reais da empresa, explique quais dados cada um precisa trazer, dê um template claro e agendre reuniões individuais para tirar dúvidas. O suporte do controller durante a elaboração faz toda a diferença na qualidade do resultado.
Descentralização orçamentária ajuda a reduzir custos da empresa?
Não automaticamente. O ganho está em melhorar a precisão e o engajamento. Porém, quando gestores participam ativamente do orçamento, tendem a identificar ineficiências que talvez não tivessem visto antes, criando oportunidades naturais de otimização sem sacrificar qualidade ou operação.

Leia também

Carreira e Profissão FP&A

6 dicas para o Controller e profissionais de finanças crescerem na carreira

Carreira e Profissão FP&A

Controller Cast #50 - Como analisar e planejar negócios da Nova Economia, com Rodrigo Fernandes

Carreira e Profissão FP&A

Auditoria Interna x Auditoria Externa: o que sua empresa precisa saber para encarar um auditor