Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Gestão, Liderança e Pessoas E-books

Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos: salários, encargos, benefícios e mais

O guia de planejamento e orçamento de RH: contratações, desligamentos, benefícios, gastos com pessoal e a reserva para eventos não previstos.

Neste artigo

Citação Churchill em lousa com giz enfatiza importância de planejamento e orçamento pessoal

O ditado acima, popular nos países de Língua Inglesa (e coberto de sabedoria), poderia ser traduzido, sem prejuízo ao significado, para “aqueles que falham ao planejar, acabam planejando a própria falha”.

Moral da história: planejamento é essencial para o sucesso de qualquer empreendimento, seja a montagem do elenco de um time de futebol, uma dieta rigorosa ou o lançamento de um novo produto. Então chega a ser redundância dizer que planejamento é fundamental também nas empresas. Estamos falando de organizações que duelam por participação de mercado e lucro em um mercado competitivo, abarrotado de concorrentes e contingências.

As empresas são divididas em departamentos, e estes, por sua vez, também precisam realizar um planejamento individual para que as metas e objetivos globais da organização sejam alcançados. Um desses departamentos é justamente o de Recursos Humanos. E, sim, o planejamento empresarial depende muito de números e projeções, fatores que não são abordados com frequência nos RHs das empresas brasileiras, mas deveriam.

Foi pensando nisto, que nos unimos a vários especialistas e produzimos um guia completíssimo de Planejamento e Orçamento de RH, com tudo que você precisa saber para não errar na hora de pensar no Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos de sua empresa para o próximo ano.

Aqui, neste post, você encontra um resumo dos principais pontos abordados no material. Mas se você quiser conhecer o assunto em detalhes, recomendamos bastante o download gratuito do e-book. Basta clicar na imagem abaixo:

E-book planejamento recursos humanos orçamento estagiário Treasy

Se você entende a importância de estruturar um Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos de forma eficiente e sabe que os números importam, mas não tem ideia de por onde começar ou tem dúvidas sobre o processo, este é lugar certo para você. Aqui você vai entender como planejar contratações, desligamentos, benefícios corporativos e normas e políticas da empresa. Além disso, preparamos projeções de orçamento para cada uma dessas esferas, para você já começar o planejamento de forma quantitativa.

Boa leitura e bons negócios :)

Panorama sobre a Gestão de Recursos Humanos em Empresas Brasileiras

Grupo diverso profissionais construção vestiário especializações ilustra planejamento de RH

O paradigma atual da gestão de RH em pequenas e médias empresas brasileiras é o seguinte: muita burocracia e pouca eficiência. A área ainda está engatinhando em termos de inovação e modernidade, as quais costumam ficar alocadas em outros setores mais valorizados pela alta gerência, como Marketing, Vendas, Finanças e Operações.

Esse desprestígio que o departamento de Recursos Humanos sofre se reflete também no orçamento destinado à área, quase sempre enxuto ou inexistente (“Por que eu investiria em tecnologia para RH se podemos investir em aumentar as vendas ou a produção?”).

A consequência é a dificuldade em ter um RH que impulsione os lucros da organização, ou que, pelo menos, reduza ao máximo os gastos desnecessários oriundos do departamento, que são muitos.

O RH de PME’s normalmente se resume a um único profissional que executa todas as atividades burocráticas típicas de Departamento Pessoal, como:

  • admissão e desligamento de colaboradores;
  • controle de férias;
  • gestão de benefícios;
  • cálculo de folha de pagamento;
  • e envio de todos os apontamentos ao escritório de Contabilidade.

Essa uma pessoa costuma ser também responsável pelo Administrativo e pelo Financeiro da empresa. Ou seja, é a famosa “faz tudo”. E para piorar as coisas, há pouca inteligência nos processos: as tarefas são executadas por meio de planilhas de Excel e as decisões de RH são tomadas com base no achismo dos donos, com pouco uso de métricas.

A exceção a essa regra acontece no âmbito de Recrutamento e Seleção. Não raro PME’s fazem uso de ferramentas para recrutar e selecionar talentos, pois é essa a atribuição de RH que os donos e gestores de outras áreas valorizam (e também porque são eles próprios que manuseiam a ferramenta para contratar um candidato à vaga que eles mesmos criaram).

Isso significa que existe um grande terreno aberto para as PME’s brasileiras explorarem: o terreno de um Departamento Pessoal desburocratizado e moderno. Com um DP guarnecido por tecnologia, o RH consegue de forma mais bem-estruturada implantar uma cultura orientada a números e resultados, uma mentalidade data-driven. É aí que o planejamento começa a fazer a diferença.

Vamos ver na sequencia quais os principais pontos a considerar no Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos de sua empresa.

Planejamento de Novas Contratações

Aperto mão com documento representa acordo parceria para orçamento de RH estratégicoContratar é o primeiro verbo que os leigos associam ao RH. Como salientamos no capítulo anterior, essa é a atividade que as outras áreas também tendem a mais valorizar no departamento de Recursos Humanos.

E de fato existe uma miríade de tarefas às quais o RH deve se dedicar, mas as contratações são mesmo de suma importância. Afinal, escolher os candidatos certos pode elevar a empresa de patamar, ao passo que escolher os candidatos errados pode ser um perigoso desperdício de dinheiro.

No e-book Planejamento e Orçamento de RH abordamos em mais detalhes cada um dos itens abaixo:

Principais desafios do Planejamento de Novas Contratações

  • 01 - Escolher o candidato certo

  • 02 - Escolher o tipo de contratação mais adequada

  • 03 - Não ter clareza sobre as rotinas obrigatórias na admissão de um colaborador

Melhores práticas no Planejamento de Novas Contratações

  • 01 - Checklist de Onboarding de Funcionários

  • 02 - Considerar os candidatos “comigo ninguém pode”

  • 03 - Selecionar candidatos de alta compatibilidade com a cultura da empresa

Planejamento de Desligamentos

Dispensar um colaborador é visto como o “trabalho sujo”, um mal necessário nas empresas. Isso porque desligamentos costumam ser um momento de constrangimento, tanto para o gestor que precisa demitir um subordinado, como para o funcionário que vai pedir as contas.

O filme “Amor Sem Escalas”, protagonizado por George Clooney, ilustra bem toda a situação: ele narra a história de um profissional que trabalha em uma firma contratada para conduzir o processo de desligamento de colaboradores de outras empresas. Dentre as atribuições do personagem de Clooney estavam comunicar o desligamento ao colaborador, lidar com a burocracia envolvida no processo e realizar um planejamento mínimo de recolocação profissional para o indivíduo. Confira um pedacinho:

Vídeo · YouTubeVídeo · YouTube

Mas voltando ao artigo, se algumas empresas se sentem instigadas a contratar um terceiro para cuidar dos desligamentos, é porque essa rotina assusta. Mas com um planejamento bem-orquestrado, não precisa ser assim.

Os itens elencados abaixo são alguns dos principais pontos que você deve considerar em seu Planejamento de Desligamentos e você os encontra muito mais detalhados em nosso e-book Planejamento e Orçamento de RH.

Principais desafios no Planejamento de Desligamentos

  • 01 - Conduzir um processo de desligamento harmônico

  • 02 - Saber se vale a pena desligar determinado colaborador

Melhores práticas no Planejamento de Desligamentos

  • 01 - Checklist de Offboarding de Funcionários

  • 02 - Focar na compatibilidade com a cultura organizacional

Planejamento de Benefícios

Objetos pessoais família coração saúde documentos simbolizam orçamento gestão benefíciosBenefícios corporativos são essenciais para atrair e reter talentos e uma das etapas fundamentais de qualquer Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos. Hoje em dia, inúmeras pesquisas acusam o forte peso que as vantagens corporativas exercem sobre a satisfação do profissional com seu emprego atual e também sobre a sua tomada de decisão no momento de escolher onde quer trabalhar. Sendo assim, é fundamental ter um Planejamento de Benefícios eficaz.

Confira em nosso e-book Planejamento e Orçamento de RH os itens abaixo, relacionados a Planejamento de Benefícios, que discorremos em detalhes:

Principais desafios no Planejamento de Benefícios

  • 01 - Extrapolar os benefícios básicos

  • 02 - Gastar pouco com benefícios que os funcionários valorizam

Melhores práticas no Planejamento de Benefícios

  • 01 - Utilizar pesquisas de benefícios mais valorizados como base para montar seu pacote

  • 02 - Oferecer benefícios que não custam $$$ algum à empresa

Orçamento de Gastos com Pessoal

Placa moldura dourada Play Daily Numbers Game representa dinâmica planejamento colaborativoChegou a hora de partir para nosso “the numbers game”!

E é isso mesmo que precisamos fazer! OOrçamento Empresarialnada mais é do que a tradução doPlanejamento Estratégicoem números. O planejamento de vendas se traduz na Projeção de Faturamento, os Planos de Produção se tornam em Previsões de Compras de matérias-primas e insumos, os Planos de Marketing se traduzem no Orçamento de Despesas com Marketing, e assim por diante.

O Planejamento de RH segue a mesma linha de raciocínio. Digamos que você planejou x, y, z. Agora é preciso converter isto em números e montar o Orçamento de Gastos com Pessoal da empresa para o período de tempo pré-estabelecido.

A razão disso é gritada aos quatro ventos: investir em pessoas é o mais importante investimento que qualquer empresa faz por si mesma. São elas que farão com que os projetos deem bons resultados, serviços sejam bem executados e clientes fiquem satisfeitos.

Esse é o principal motivo pelo qual o orçamento da empresa precisa ter muito bem definido e traçado o investimento que terá com seu quadro de colaboradores. Ou, ainda, o setor de Recursos Humanos precisa ter claramente o orçamento que pode trabalhar com contratações, planos de carreiras, ações de incentivos, entre outras.

O mais comum é que o orçamento seja definido em 1 ano, mas algumas empresa mais dinâmicas (como startups ou empresas de moda) trabalham com períodos mais curtos, como 6 meses. Empresas mais consolidadas ou em setores menos voláteis chegam a criar projeções para 3 e até 5 anos em alguns casos.

Independentemente do tempo estabelecido, do setor de atuação ou do tamanho da empresa, é sempre importante ter em mente que o orçamento de gastos com pessoal é também uma forma de gerenciar e prever gastos futuros. Essa regra vale ainda mais para empresas pequenas, considerando que elas apresentam mais vulnerabilidade às influências externas e precisam estar ainda mais preparadas a tomar decisões rápidas.

Em nosso e-book Planejamento e Orçamento de RH mostramos detalhadamente como realizar as projeções das principais rubricas a serem consideradas no Orçamento de Gastos com Pessoal, incluindo:

  • Orçamento de Salários
  • Orçamento de Comissões
  • Orçamento de Horas Extras
  • Orçamento de Adicionais Salariais
  • Orçamento de Encargos
  • Orçamento de Benefícios

Pontos voláteis do Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos

Você deve estar pensando: já fiz meu Planejamento de Contratações, Demissões, Benefícios, etc. Peguei tudo isto e montei meu Orçamento de RH, incluindo Orçamento de Salários, Comissões, Horas Extras, Encargos, Benefícios e tudo mais... Agora está tudo pronto, certo?

Mas não se esqueça que vivemos em um mundo em constante mudanças e sua empresa está inserida neste mesmo mundo. Portanto, ao realizar seu Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos, você precisa pensar sobre:

  • Orçamento para Promoções e Enquadramentos
  • Orçamento de Dissídio Coletivo
  • Orçamento de Admissões e Demissões

Em nosso e-book Planejamento e Orçamento de RH falamos bastante sobre estes pontos e recomendamos bastante o download e leitura.

Orçamento de Reserva de Caixa / Provisão para Eventos Não Previstos

Viver no limite é perigoso, apesar de que existe um grupo de pessoas que gosta da ideia. Mas com toda certeza nenhum administrador ou gestor gosta de trabalhar no limite financeiro.

E se um colaborador precisar fazer uma cirurgia de emergência? Se algum colaborador se machucar durante o trabalho? E se alguém precisar ser afastado por motivo de doença?

São exemplos simples, mas são situações que podem ocorrer em qualquer ambiente de trabalho e que precisam ser consideradas no orçamento.

Por esse motivo, sempre mantenha uma reserva de caixa para eventos inesperados ou não programados. Aqui, podemos citar:

  • Demissões não previstas
  • Indenizações
  • Férias - Se um colaborador precisa ou decide sair de férias em um mês específico.
  • Reposições - Contratação de trabalho temporário caso um colaborador seja afastado por motivo de saúde ou então uma licença maternidade.

Uma dica de ouro para fechar: use e abuse do Orçamento Colaborativo

Mãos levantadas com balões fala coloridos representam comunicação diálogo orçamento pessoal

Geralmente os responsáveis pelo Orçamento de Gastos com Pessoal são oGerente de Controladoria e o Gerente de RH. Mas em uma empresa com 100, 200, 300 ou até mais pessoas, é praticamente impossível que apenas estes dois profissionais consigam realizar uma Projeção de Gastos com Pessoal bem acertada sozinhos. E nem precisam!

Com oOrçamento Colaborativo, também conhecido como participativo, ou descentralizado, o orçamento sai do nível estratégico e é compartilhado com os níveis táticos e operacionais. Cada área da empresa é vista como centro de negócio com um planejamento financeiro. Assim, é a junção dos centros de negócio que formam a empresa como um todo.

Sabe aquela história de efeito borboleta? Então, imagine que integrantes de uma determinada área participem da definição de metas e sabem claramente o orçamento que têm para trabalhar, além do quanto precisam obter para ajudar a empresa a lucrar. O empregado passa a sentir-se dono do orçamento. O resultado disso é que ele com certeza se esforçará mais para que sua área lucre mais. E com certeza lucrará.

Para dar certo, cada centro de custo deve também ter sua autonomia e a empresa precisa ter arraigada entre seus funcionários a visão de que se todos estão envolvidos com o resultado final, todos têm que estar comprometidos. Não tem como pensar em orçamento colaborativo sem pensar em comprometimento.

Como entendemos que o orçamento colaborativo ganhará cada vez mais destaque no mundo corporativo, preparamos7 dicas práticas para um departamento financeiro mais colaborativo.

Conclusão

Ao longo deste e-book apontamos os maiores desafios do RH em planejar e orçar suas ações. Também apresentamos as melhores práticas para superar esses desafios e transformar o panorama atual do RH em empresas brasileiras que apresentamos na introdução, marcado pelo excesso de burocracia, pela ineficiência e pela ausência de uma mentalidade orientado a números e resultados.

Se o RH da empresa onde você trabalha conduzir planejamento e orçamento de Recursos Humanos bem-orquestrados, a área se tornará imediatamente vários patamares mais estratégica do que é hoje, e do que é na grande maioria das empresas.

E um RH estratégico é o mais poderoso de todos. Ele é mais prestigiado em uma organização, e tem mais voz ativa em decisões gerenciais. É também o RH que mais traz resultados financeiros à empresa, portanto é contemplado com budgets mais generosos.

Quer que seu RH chegue nesse nível? Esperamos que este e-book seja o primeiro passo :)

E se com todos os convites que fizemos ao longo do texto você ainda não baixou o e-book, vamos insistir mais um pouquinho, porque realmente o conteúdo adicional que você vai encontrar nele vale a pena. No e-book entramos em detalhes em cada um dos tópicos, com dicas úteis e práticas. Para baixa-lo, basta clicar na imagem abaixo:

E-book planejamento recursos humanos orçamento estagiário Treasy Esperamos que o material tenha sido proveitoso para você e que com ele sua empresa realmente melhore seu Planejamento e Orçamento de Recursos Humanos.

Ah, e não se esqueça de deixar um comentário contando o que achou e compartilhar com seus colegas utilizando os botões das redes sociais!

Perguntas frequentes

Por que o planejamento de RH é importante para o resultado financeiro da empresa?
Porque folha de pagamento é tipicamente 30% a 50% das despesas operacionais de uma PME. Se você não projeta contratações, demissões e benefícios com antecedência, acaba com surpresas no fluxo de caixa e margens menores. Um planejamento adequado te avisa com 3, 6 meses de antecedência se você consegue sustentar um aumento de headcount ou precisa ajustar.
Como fazer uma projeção de salários para o próximo ano?
Comece listando o salário atual de cada colaborador, a data de reajuste e a percentagem esperada (INPC, acordo de categoria, etc). Depois, projete mês a mês qual será o custo com folha. Se há PLR, bônus ou 13º, inclua também. Sem isso, você está chutando. Com isso estruturado, consegue fechar o ano dentro do orçado.
Qual a diferença entre salário, encargos e benefícios no planejamento de RH?
Salário é o que você paga ao colaborador na mão dele (bruto). Encargos são impostos e contribuições (INSS patronal, FGTS, etc) que você paga ao governo sobre aquele salário. Benefícios são custos adicionais que você arca (vale refeição, vale transporte, plano de saúde). Os três precisam estar separados no orçamento porque as decisões sobre cada um são diferentes.
Como calcular o custo real de um colaborador para a empresa?
Some o salário bruto + encargos (INSS patronal 20%, FGTS 8%, Seguro Acidente 1% a 3%) + benefícios (vale refeição, plano de saúde, vale transporte, etc). Esse número é o que você realmente gasta por mês com aquela pessoa. Se um colaborador ganha R$ 3 mil bruto, os encargos podem adicionar até R$ 900 e benefícios mais R$ 500, totalizando R$ 4.400 de custo real.
Vale a pena contratar um funcionário fixo ou é melhor usar terceirizado?
Depende da previsibilidade da demanda. Se você vai precisar daquela função por mais de 18 meses e com volume estável, contratação fixa sai mais barato. Se é demanda sazonal ou por projeto, terceirizado é mais seguro. O ponto é: antes de contratar, faça a contas — quantos meses leva para o custo fixo ser menor que o variável.
Como projetar contratações e demissões no orçamento de RH?
Mapeie quando você vai precisar de cada função (por que mês, em qual departamento). Se vai contratar em março, projete aquele salário a partir de março. Se vai desligar alguém em junho, tire do orçamento a partir de julho. Deixe também uma margem para rescisão (acertos de férias, indenizações). Isso evita que um desligamento inesperado quebre seu fluxo de caixa.
O que é análise de turnover e por que importa no planejamento de RH?
Turnover é o percentual de colaboradores que saem da empresa em um período. Se você tem 20 pessoas e 4 saem por ano, seu turnover é 20%. Alto turnover significa custos de recrutamento, treinamento e possível queda de produtividade. Ao planejar RH, use o histórico de turnover da sua empresa para projetar com mais realismo quantas contratações vai precisar.
Qual é o impacto de um benefício corporativo no orçamento anual de RH?
Bastante. Um plano de saúde custa entre R$ 150 a R$ 400 por pessoa por mês, dependendo da cobertura. Vale refeição, R$ 30 a R$ 60. Esses valores pequenos mensais viram R$ 2 mil a R$ 6 mil por colaborador ao ano. Se você tem 15 pessoas, é entre R$ 30 mil e R$ 90 mil anuais só em benefícios. Sem ter isso no orçamento, você fica sem visibilidade do real custo.
Como saber se meu orçamento de RH é realista?
Compare seu orçamento com o histórico dos últimos 12 meses. Se a folha saiu por R$ 50 mil em média e você orçou R$ 45 mil, há erro. Valide também com o contador, que tem acesso aos números reais. E faça a conta inversa: se seu faturamento é R$ 500 mil ao mês, a folha deveria estar em qual faixa? Isso te dá um parâmetro de sustentabilidade.
Preciso de um software para fazer planejamento de RH ou Excel resolve?
Excel resolve para operacional básico (cálculo de folha, controle de férias). Mas não resolve para planejamento estratégico multi-cenário. Se você quer testar "e se eu contratar 3 pessoas em abril e uma sair em julho?", Excel vira um labirinto. Um software de FP&A ou planejamento de RH deixa isso visual e atualiza automaticamente o impacto no fluxo de caixa.
Como integrar o planejamento de RH com o planejamento financeiro geral?
A folha de pagamento entra no fluxo de caixa como saída fixa (geralmente a maior). Comece o planejamento financeiro projetando a folha de RH para os próximos 12 meses. Depois, sobreponha outras despesas (aluguel, fornecedores, etc) e receita. Assim você vê logo se o caixa aguenta contratar mais gente ou precisa emagrecer a estrutura.
Qual é o melhor mês para fazer o planejamento anual de RH?
Entre setembro e outubro, antes do fechamento do ano fiscal. Assim você tem tempo de validar com a diretoria, fazer ajustes e começar janeiro já executando. Se deixa para dezembro ou janeiro, perde visibilidade e reage depois ao invés de planejar antes. E lembre-se: planejamento que ninguém olha é só um arquivo abandonado — agenda reuniões mensais para revisar.
Como planejar para cenários incertos, tipo uma possível recessão ou queda de vendas?
Faça 3 cenários: otimista (crescimento esperado), realista (o mais provável) e pessimista (contingência). Em cada um, projete qual seria o headcount sustentável. Assim, se o mercado piora, você já sabe exatamente quantas pessoas teria de desligar para manter a margem. Não é planejamento para desastre, é planejamento informado.
Quanto uma empresa costuma gastar com recrutamento e onboarding de um novo colaborador?
Varia bastante, mas em média R$ 1.500 a R$ 5 mil (incluindo tempo do RH, agência de recrutamento, testes, treinamento). Se você tem turnover alto, esse custo fica invisível na folha, mas impacta o resultado. Por isso, reter bons colaboradores às vezes é mais barato que contratar novamente.
Férias e 13º precisam estar orçados separadamente ou entram na folha normal?
Precisam estar em pé de igualdade na projeção, não misturados. Férias são tipicamente um mês adicional de custo (quando todos saem), então some ao orçamento anual de folha. 13º também é um mês extra (na maioria das vezes dividido em duas parcelas). Se você não soma esses dois itens, fica R$ 6 mil faltando no fluxo de caixa em décembre.
Como o planejamento de RH impacta a saúde do fluxo de caixa?
Direto. Se você contrata 5 pessoas sem avisar o financeiro, são R$ 20 a 30 mil a mais de saída mensal que podem quebrar seu caixa. Se você demite sem contar com rescisão (FGTS, férias, indenizações), também desastrar. O planejamento de RH garante que a maior despesa da empresa (a folha) nunca seja uma surpresa.
É possível antecipar demissões para reduzir custos em tempos de crise?
Sim, mas com cálculo. Demissão tem custo (aviso, FGTS, férias, multa rescisória se sem justa causa). Às vezes demitir para economizar R$ 5 mil mensais acaba custando R$ 15 mil na rescisão. O certo é modelar: "se desligar X pessoas, qual o cash out agora e quanto economizo mensalmente daqui para frente?". Se o break-even é 3 meses, faz sentido.
Devo incluir inflação e reajustes salariais nas projeções de RH?
Com certeza. Se você projeta a folha de 2024 sem reajuste, em dezembro está 10% abaixo da realidade (dependendo da inflação). Projete pelo menos com INPC histórico. Se há negociação coletiva de categoria, já inclua isso. Melhor errar para cima (orçar a mais) do que ficar sem caixa.

Leia também

Gestão, Liderança e Pessoas

10 vantagens e benefícios de contratar uma consultoria de gestão!

Gestão, Liderança e Pessoas

5 lições de Gestão Empresarial que o corpo humano pode nos ensinar

Gestão, Liderança e Pessoas

7 dicas que você precisa saber para abrir seu negócio