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Planejamento e Estratégia Artigos

Planejamento contábil: como alinhar a contabilidade e o plano estratégico

A competitividade do mercado exige muita organização dos negócios. Saiba como o planejamento contábil pode ajudar a sua empresa a crescer e lucrar.

Neste artigo

Em um mercado cada vez mais competitivo, é imprescindível que as organizações mantenham um constante aprimoramento de sua equipe e de seus equipamentos. Isso possibilita que elas satisfaçam mais efetivamente as necessidades de seus clientes, conquistando crescimento e maior lucratividade.

Planejamento Contábil

Para além deste aperfeiçoamento, o alinhamento entre a contabilidade e o planejamento estratégico também é fundamental para melhorar a gestão e impulsionar os negócios. Neste artigo, então, trataremos deste alinhamento, que engloba o planejamento contábil, o controle contábil e a gestão contábil.

Antes de irmos ao tema principal, porém, precisamos resgatar os conceitos que acabamos de citar. O planejamento contábil é um processo de tomada de decisão que deve ser realizado de forma contínua e sistemática. Paralelamente, temos o controle contábil, ação pela qual é possível averiguar se as atividades da organização estão sendo realizadas de acordo com os planos.

Nesse contexto, temos ainda a gestão contábil, cuja função é classificar, organizar, contabilizar e analisar as operações, documentos e relatórios, aplicando os princípios da contabilidade — atividade que mede a realidade econômica de uma empresa.

Já o planejamento estratégico é uma competência da administração que auxilia os gestores a pensarem em longo prazo. Entre os principais itens que fazem parte dele estão a missão, a visão, os objetivos, as metas e a criação de planos de ação e de dispositivos para posterior acompanhamento dos resultados.

O planejamento contábil de uma empresa

Com os conceitos na ponta da língua, passamos ao planejamento contábil, que está baseado no conhecimento adquirido sobre o futuro da empresa e na relação entre ela e os ambientes interno e externo. Para organizá-lo, é necessária uma estruturação minuciosa das atividades que levam à execução das decisões, sendo preciso considerar os objetivos organizacionais e medir o resultado alcançado em comparação às expectativas criadas.

É somente por meio do planejamento contábil que se torna possível tomar decisões com foco nos objetivos do negócio. Por isso, podemos dizer que sua principal finalidade é manter a empresa competitiva e lucrativa, já que auxilia a pensar do futuro e prepara o gestor para lidar com as incertezas que o mercado possa reservar.

A importância de um bom planejamento contábil está ligada à possibilidade que o negócio adquire de olhar para o amanhã. Um exemplo interessante para mostrar a importância de um bom planejamento contábil é uma indústria de celulose. Considerando que são necessários cerca de 7 anos para se ter uma floresta e de 3 a 4 anos para planejar, projetar e construir uma fábrica, o planejamento terá que ser necessariamente de longo prazo, o que demanda um conhecimento detalhado de finanças durante este período.

Assim, podemos concluir que um bom planejamento contábil garante muitas vantagens às empresas. Entre as principais, podemos citar:

  • Oferece um maior controle econômico e financeiro da empresa;
  • Facilita o acesso a linhas de crédito;
  • Prova aos sócios a verdadeira situação patrimonial;
  • Demonstra com facilidade os resultados obtidos num determinado período;
  • Demonstra a origem e onde estão sendo aplicados os recursos;
  • Dá subsídios para o balanço patrimonial.

Com estas vantagens, já começa a ficar um pouco mais claro por que a contabilidade, juntamente com o planejamento estratégico, é capaz de fornecer segurança aos gestores para pensarem o futuro de suas empresas, não é verdade?

Como fazer um planejamento contábil

Controle contábil

Cientes da importância e das vantagens do planejamento contábil numa empresa, organizamos um passo a passo para ajudar você a entender com mais detalhes o que ele contempla.

1º Passo: Crie metas

O primeiro deles diz respeito a criação de metas e como alcançá-las. Em qualquer atividade, para se obter sucesso, é fundamental saber aonde se quer chegar. Para isso, é necessário estabelecer metas de médio e longo prazos. Posteriormente, elas devem ser repassadas aos responsáveis pela contabilidade, para que possam ter meios de verificar o sucesso ou o fracasso do que foi estabelecido.

2º Passo: Organize os documentos

O passo seguinte é a organização dos documentos. Esta tarefa é essencial em qualquer empresa, principalmente quando falamos de dados bancários, contas a pagar e contas a receber. Por isso, toda documentação deve ser mantida e organizada de modo que possa ser encontrada com facilidade. Assim, os processos terão mais agilidade e o gestor terá mais segurança nas tomadas de decisões.

3º Passo: Controle as contas a pagar e a receber

Outra tarefa importante é manter um controle minucioso das contas a pagar e a receber. Desse modo, o gestor consegue evitar prejuízos financeiros, débitos com fornecedores e dívidas bancárias.

4º Passo: Tenha um calendário de tributos

Mantenha também um calendário de tributos a serem pagos durante o ano e deixe essa informação disponível para todos os funcionários. Este material pode ser impresso em formato de agenda ou disponibilizado em um quadro colocado num local de fácil acesso a todos os envolvidos. No entanto, essa agenda deve ser apenas o começo de um planejamento tributário mais estruturado, afinal, o pagamento de impostos, taxas e contribuições faz parte do dia a dia das empresas, inclusive por ser uma área com legislação e fiscalização rígidas. Em outro momento, falaremos mais sobre ela, porém, você pode começar a entender melhor a importância do planejamento tributário, e até dar os primeiros passos nesse caminho, com um guia que preparamos sobre o assunto. Clique na imagem e faça o download gratuito agora mesmo!

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5º Passo: Registre todas as atividades

Em seguida, faça um registro detalhado de todas as atividades que você e seus colaboradores fazem na empresa. Organize as tarefas diárias e controle a produtividade dos funcionários. Dessa maneira, é possível mensurar quantas horas são necessárias para a realização de um determinado procedimento, o que possibilita ao gestor calcular melhor os honorários no momento de cobrar um cliente, além de estabelecer com mais precisão o tempo adequado para cada atividade.

6º Passo: Acompanhe tudo de perto

Cumprindo estas etapas, você alcançará nosso próximo passo, que pede ao gestor o controle sobre tudo que envolve o negócio. É preciso conhecer as etapas de trabalho, estabelecer normas e processos internos e acompanhar a produtividade da equipe. Para isso podem ser utilizados softwares de gestão, que auxiliam no controle do livro caixa e na cobrança de clientes que possuem débito.

7º Passo: Monitore os resultados

Por fim, não se esqueça de criar métricas e monitorar os resultados seguindo períodos pré-determinados. As fazer isso, será possível implantar melhorias nos processos e alcançar os objetivos da organização.

Observando estes passos, conseguimos compreender mais claramente de que maneira o planejamento contábil e o planejamento estratégico devem estar alinhados para gerar melhores resultados em uma empresa. Ou seja, enquanto o planejamento contábil permite a organização dos processos e a mensuração dos resultados, o planejamento estratégico proporciona ao gestor clareza e tranquilidade nas tomadas de decisões, já que fornece a ele uma visão de longo prazo do negócio.

Como realizar o controle contábil

No início deste artigo, dissemos que o alinhamento entre contabilidade e planejamento estratégico engloba o planejamento contábil, o controle contábil e gestão contábil. Já vimos como colocar em prática o planejamento contábil, então, na sequência, veremos como fazer o controle contábil.

O controle contábil permite ao gestor averiguar se as atividades da organização estão sendo realizadas de acordo com o planejado. Para tanto, os seguintes itens devem ser verificados:

  • O saldo inicial: este é o valor que inicia o controle financeiro, ou seja, quanto sua empresa tem disponível no início de um período determinado, sem contar com os valores que irão entrar ou que serão reduzidos;
  • As entradas: são os recursos que a empresa recebe pela venda de um produto ou de um serviço. É preciso descrever a data de recebimento, a origem de cada receita e qual foi a forma de pagamento;
  • As saídas: são os valores que você irá pagar. Não deixe de registrar também o destino das despesas e como foram feitos os pagamentos. Uma dica interessante é classificar as despesas entre fixas e variáveis, sendo que as fixas podem ser projetadas para facilitar a previsão das despesas. Entre elas, podemos listar o aluguel, as obrigações trabalhistas, a folha de pagamento e os honorários do escritório de contabilidade, por exemplo. Já as variáveis podem conter despesas relacionadas a comissões de vendas, fretes de vendas, contas de telefone, energia e água;
  • Os custos: são todos os gastos envolvidos no desenvolvimento ou na produção de uma mercadoria ou serviço. Os custos envolvem matéria-prima, mão de obra e gastos gerais de fabricação;
  • O saldo operacional: corresponde à quantidade de dinheiro que entrou durante um período pré-determinado e é obtido do saldo entre gastos, entradas e saídas da empresa durante este tempo;
  • O saldo final: é a soma do saldo inicial com o operacional. Ele define o quanto de receita foi acrescido ao negócio ou, caso feche em margem negativa, quanto será reduzido do saldo inicial.

Verificando com rigor todas essas informações, o gestor é capaz de fazer um controle contábil claro e organizado, o que só trará benefícios ao negócio. Passando por um bom planejamento contábil que esteja alinhado ao planejamento estratégico, todas as empresas são capazes de produzir os frutos sonhados por seus idealizadores.

Concluindo

Sabemos que ser empreendedor não é fácil. São muitas regras a cumprir e muito trabalho a fazer, principalmente quando se trata da contabilidade de uma empresa. Aqui, toda atenção ao menor detalhe faz diferença nos resultados do seu negócio!

Esperamos que você tenha gostado deste artigo e que aproveite todas as dicas para aprimorar constantemente suas estratégias. Ficou com alguma dúvida ou quer contar uma experiência? Deixe um comentário! Estamos aqui para ouvi-lo e trocar ideias.

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Perguntas frequentes

O que é planejamento contábil e por que é importante para meu negócio?
Planejamento contábil é o processo de organizar e estruturar as decisões financeiras da empresa de forma contínua, com base em objetivos claros. É importante porque permite que você tome decisões com foco no que realmente importa para o negócio, prepare-se para incertezas do mercado e garanta lucratividade. Sem ele, você fica gerenciando apenas o passado através de planilhas.
Qual é a diferença entre planejamento contábil e planejamento estratégico?
O planejamento estratégico define aonde a empresa quer ir (missão, visão, objetivos e metas). O planejamento contábil é o instrumento que operacionaliza isso: ele transforma as metas em números, estrutura os recursos financeiros e mede se você está no caminho certo. Um sem o outro fica incompleto — estratégia sem números não sai do papel; números sem estratégia não levam a lugar nenhum.
Como alinhar a contabilidade com o plano estratégico da empresa?
Comece traduzindo suas metas estratégicas em metas financeiras (receita, margem, fluxo de caixa). Depois estruture seu plano de contas e seus centros de responsabilidade para rastrear essas metas mês a mês. Por fim, compare o realizado com o planejado regularmente e ajuste tanto os números quanto as ações. Sem essa ponte entre estratégia e números, você nunca saberá se o plano está funcionando.
Quais são os benefícios de um planejamento contábil bem feito?
Um bom planejamento contábil oferece: controle econômico e financeiro claro; facilitação para acessar crédito (bancos querem ver números confiáveis); visibilidade real do patrimônio da empresa; demonstração clara dos resultados período a período; rastreamento de onde o dinheiro entra e onde sai; e dados sólidos para relatórios e decisões. Na prática, isso significa menos supresas desagradáveis no fluxo de caixa e mais segurança para crescer.
Um pequeno negócio realmente precisa de planejamento contábil?
Sim. O planejamento contábil não é luxo de grandes empresas — é ferramenta de sobrevivência. Mesmo com 5 pessoas ou faturamento modesto, você precisa saber se está ganhando ou perdendo dinheiro, por quê, e para onde vai. PMEs que fazem planejamento contábil conseguem acessar crédito, crescem de forma controlada e duram mais no mercado do que as que só veem a contabilidade como obrigação fiscal.
Qual é a relação entre planejamento contábil e gestão contábil?
Planejamento contábil define o alvo e a trajetória; gestão contábil executa e registra. A gestão contábil classifica, organiza e analisa as operações e documentos, aplicando os princípios contábeis. Sem planejamento, a gestão vira apenas burocracia. Sem gestão bem feita, o planejamento fica só no papel. Os dois andam juntos.
Como o planejamento contábil ajuda a tomar melhores decisões financeiras?
Ele estrutura a informação financeira de forma a responder perguntas reais: quanto lucrei neste mês? Por que fiz mais ou menos do que planejei? Qual centro de custos está comendo o orçamento? Devo investir naquele projeto? Com respostas claras em mãos, sua decisão deixa de ser um palpite e passa a ser baseada em dados do seu próprio negócio.
Qual é o papel do controle contábil dentro do planejamento contábil?
O controle contábil verifica se as atividades da empresa estão acontecendo conforme o plano. É ele que aponta o desvio — quando você planejou gastar R$ 100 mil em marketing e gastou R$ 130 mil, por exemplo. Sem controle, o planejamento vira ficção. Com controle ativo, você consegue corrigir rotas antes de estragar o resultado do período.
Como a contabilidade alinhada ao estratégico melhora o acesso a crédito?
Bancos e instituições financeiras querem certeza de que você conhece seus números e consegue gerenciar fluxo de caixa. Quando você apresenta planejamento contábil bem estruturado, histórico de cumprimento de metas e gestão clara, o risco de crédito cai e as condições melhoram. Empresas com contabilidade alinhada à estratégia conseguem melhores taxas e prazos.
Planejamento contábil é a mesma coisa que orçamento?
Não. O orçamento é parte do planejamento contábil. O planejamento é mais amplo: inclui definição de estratégia, estrutura de contas, indicadores, dimensões (cliente, produto, centro de custo) e acompanhamento contínuo. O orçamento é apenas a projeção de receitas e despesas. É como comparar a arquitetura da casa com o alicerce — o alicerce é importante, mas é só uma peça.
Com qual frequência devo revisar e ajustar o planejamento contábil?
Recomenda-se revisar mensalmente (comparar realizado com planejado), trimestralmente (ajustar metas se necessário) e anualmente (replanejar para o próximo período). A frequência também depende da volatilidade do seu mercado — setores mais dinâmicos precisam de revisões mais frequentes. O ponto é: planejamento não é bala de prata, é processo contínuo.
Como estruturar o plano de contas para que ele apoie o planejamento estratégico?
Estruture o plano de contas respeitando seus objetivos estratégicos, não apenas conformidade fiscal. Se você quer rastrear lucratividade por linha de produto, organize contas por produto. Se quer controlar custos por departamento, organize por centros de responsabilidade. O plano de contas é o espelho do que você realmente quer gerenciar — quanto mais alinhado à estratégia, mais útil será.
Planejamento contábil ajuda em tempos de crise econômica?
Completamente. Em crises, empresas com planejamento contábil sólido identificam rápido onde cortar custos sem sacrificar estratégia, acessam linhas de crédito mais facilmente e já têm cenários projetados (melhor, pior e esperado caso). Quem só reage à crise está sempre atrasado. Quem planeja estava pronto.
Qual a importância de ter visibilidade sobre onde o dinheiro está sendo aplicado?
Sem visibilidade, você fica no escuro: dinheiro entra, sai, e você não sabe exatamente para quê. Isso leva a vazamentos invisíveis de caixa, desperdícios, e falta de conhecimento sobre o que gera resultado. Com planejamento contábil claro, você rastreia cada centavo — qual projeto lucra, qual drena caixa, onde há ineficiência. Informação é controle.
Dados do planejamento contábil servem para algo além de relatórios internos?
Sim. Planejamento contábil bem feito fornece dados confiáveis para: relatórios a sócios e investidores; demonstrações de desempenho para stakeholders; base sólida para auditoria; suporte a decisões de aquisição, fusão ou venda da empresa; e comprovação da saúde financeira para clientes ou fornecedores grandes. Uma contabilidade alinhada à estratégia melhora a credibilidade da empresa inteira.
Como começo a implementar planejamento contábil em uma empresa que nunca teve?
Comece definindo seus objetivos estratégicos em números (quanto quer faturar, que margem espera, qual é o crescimento alvo). Depois estruture o plano de contas e as dimensões de análise (produto, cliente, centro de custo) que importam para seu negócio. Implemente um primeiro planejamento simples, rode um mês, compare realizado com planejado, e aprenda com os desvios. Perfeição é inimiga do início — comece agora, melhore depois.
Planejamento contábil previne fraude ou desvios?
Ajuda, porque aumenta o escrutínio sobre onde o dinheiro vai. Com controle contábil ativo e estrutura clara de responsabilidades, fica mais difícil gastar dinheiro sem registro. Mas planejamento contábil não substitui controles internos, segregação de funções ou auditoria — são camadas que trabalham juntas para proteger o caixa.
Por que empresas de longo ciclo (como indústrias) precisam mais de planejamento contábil?
Porque precisam antecipar custos e resultados muitos anos à frente. Uma indústria de celulose, por exemplo, investe 7 anos em floresta e 3-4 anos em construção de fábrica antes de qualquer retorno. Sem planejamento contábil detalhado nesse período, a empresa não sobrevive. Mas qualquer negócio com investimentos significativos (loja nova, linha de produto, expansão) se beneficia dessa visão antecipada.

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