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4 causas de morte de empresas e como a Metodologia Treasy pode evitá-las

Conheça 4 motivos que causaram a falência de empresas e como elas poderiam ser evitadas com a Metodologia Treasy (+ ferramentas).

Neste artigo

Existem milhões de empresas no Brasil e nenhuma delas pode se dar ao luxo de dispensar o ato de planejar. Seja ele estratégico, por área ou orçamentário, o planejamento é uma forma de pensar nos passos futuros, definir qual caminho será trilhado e o resultado que se espera ao fim dele.  Uma grande prova da indispensabilidade de planejar (e não cansamos de repetir) é que para 42% dos negócios com até 2 anos de vida a falta de planejamento é o motivo do fechamento das empresas.  Essa é apenas a ponta do iceberg da mortalidade de empresas. Na pesquisa desenvolvida pelo Sebrae, Causa Mortis de Empresas, onde explora o porquê as empresas fecham, temos uma grande lista de justificativas e entre elas a falta de planejamento aparece constantemente. Acompanhamos esta realidade há muitos anos. A falta de planejamento está atrelada ao fracasso financeiro e econômico de parte dos negócios. Por isso batemos na tecla: é importante planejar e organizar seus planos de ações. Essa prática viabiliza o alcance dos objetivos e de melhores resultados. Acreditando nisso que resolvemos listar as principais causas de falência das empresas e como o planejamento (a partir da Metodologia Treasy) pode evitá-las. Conheça, enfim, as 4 causas de falência de empresas que poderiam ser evitadas com planejamento (e, com elas, 4 ferramentas gratuitas para planejamento). Os dados contidos neste artigo foram retirados da pesquisaCausa Mortis de Empresas.

1º. Não saber qual capital de giro necessário para abertura do negócio

39% das respostas disseram que a causa da falência foi não saber qual era o capital de giro necessário para abrir a empresa. Capital de giro é o valor necessário para manter um negócio funcionando. É extremamente comum que as empresas operem no vermelho em seus primeiros meses, por isso é preciso do capital de giro para cobrir os gastos que são maiores que as receitas (isso até que o negócio comece a gerar lucro). Esse motivo de fechamento de empresas pode ser solucionado ao planejar o fluxo de caixa (ou projetá-lo). O fluxo de caixa é a ferramenta que gerencia todas as entradas e saídas da sua conta. Dessa forma, você entende qual é o seu faturamento, quais foram seus custos, despesas e receitas em um período específico. Ao fim, você terá o valor da lucratividade do seu negócio. Ao planejar o seu caixa você projeta as entradas e saídas futuras, conquistando assim uma visão do desempenho financeiro da sua empresa para os próximos meses. Assim você terá uma ideia de quanto será necessário de capital de giro para operar sua empresa. E como todo planejamento, esse número não será exato, mas perto o suficiente para organizar suas finanças. A solução para essa causa da mortalidade de 39% das empresas é a ferramenta para planejamento de caixa. Separei um Modelo de Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) para você começar a organizar e projetar o seu caixa, conquistando uma visão mais estratégica sobre o seu negócio. Planilha DFC modelo sobre falência de empresas demonstrativo fluxo caixa download

2º. Não calcular a quantidade de vendas para cobrir os custos e despesas

A única certeza de uma empresa, mesmo antes de abrir as portas, é que custos e despesas serão inevitáveis. É preciso pagar aluguel, contratar pessoas e investir em ferramentas, tudo isso antes da primeira venda sequer feita. É necessário, portanto, planejar quanto de receita (quantidade de venda) será necessária para cobrir todos os gastos. Para 42% das empresas esse foi o motivo do fechamento da operação. O planejamento que soluciona esse problema é o orçamentário. Esse planejamento tem como objetivo auxiliar as empresas a alcançarem suas metas e gerarem melhores resultados. Isso acontece porque é planejado a quantidade de vendas para os próximos meses, os custos, despesas, deduções e tudo que interfere no faturamento. O planejamento orçamentário parte de uma OMTM (One Metric That Matters), ou seja, um objetivo principal; e também de premissas orçamentárias. Considerando que 42% das empresas não planejam a quantidade de vendas necessária, o objetivo, neste caso, pode ser o ponto de equilíbrio (quando os gastos são iguais às receitas). Com o planejamento criado, você terá diversas métricas e indicadores sobre o desempenho da sua empresa. O ponto de equilíbrio mostrará o quanto você precisará vender para que suas receitas se igualem às despesas. Essa visão é conquistada com a projeção do ponto de equilíbrio.

3º. Não definir o valor de lucro pretendido motivo de fechamento de empresas

A partir do momento que sua empresa alcança o ponto de equilíbrio, qualquer aumento no faturamento será lucro (literalmente). Mas um erro cometido por 50% das empresas que fecharam suas portas foi não definir o quanto de lucro era pretendido. A falta de foco, portanto, levou à morte metade dos negócios. Uma das premissas da Metodologia Treasy (que todos nossos clientes utilizam) é a OMTM, já citada anteriormente. Para uma empresa sem objetivo, qualquer caminho é válido. Portanto, ao definirmos uma única métrica principal, você saberá quais ações deverão ser tomadas para alcançá-la. Ações essas que são colocadas dentro do planejamento orçamentário e acompanhadas periodicamente. Portanto, todo planejamento orçamentário deve possuir um objetivo claro (mensurado por um indicador) e que toda a construção desse planejamento deverá  focar em conquistar esse objetivo. Desde o planejamento de vendas até em gastos com pessoal, o que for planejado (e projetado) deverá interferir positivamente no objetivo central da empresa.  Para aplicar os planejamentos e a nossa metodologia, recomendo o nosso Kit da Metodologia Treasy. Lá você encontrará várias planilhas e materiais que auxiliarão na construção do seu planejamento orçamentário focado em sua OMTM. Kit Treasy para análise de qual o motivo da morte empresarial com download gratuito

4º. Não utilizar de planos de ações

Mesmo as empresas que definiram objetivos falharam em algum ponto, no caso na não definição de planos de ações. Nada adianta ter claro o seu objetivo se não são traçadas ações e estratégias para alcançá-lo. Para 40% esse foi o motivo do fechamento da empresa. Nesse caso (e assim como o ponto anterior), a Metodologia Treasy possui uma etapa específica para os planos de ações. Logo após a definição do objetivo principal, são desenvolvidas ações onde as mesmas são traduzidas dentro do planejamento orçamentário. Nessa etapa usamos a ferramenta de priorização de ações, o 5W2H, mas você pode utilizar a que achar melhor. Por exemplo: se a sua OMTM (objetivo central) for aumentar em 5x as vendas, você saberá que as ações irão envolver, principalmente, marketing e vendas. A partir daí você poderá pensar em estratégias, documentá-las e aplicá-las em seu planejamento orçamentário. Para contornar esse problema que faliu 40% das empresas que responderam a pesquisa, utilize nossa metodologia para definição e planejamento das ações. (A quinta planilha é a de plano de ações).

BÔNUS: não se antecipar aos fatos

Fatos são verdades comprovadas com evidências. Ou seja, algo que fiel a realidade. Se antecipar aos fatos é poder identificar o que acontecerá em um futuro próximo (ou distante) e agir previamente a respeito. Esse não foi um fator causador da falência de empresas, mas cerca de 56% dos respondentes da pesquisa acreditam que não é algo importante na atividade de uma empresa. Discordamos. Na Treasy trabalhamos com cenários orçamentário e suas devidas simulações. Em outras palavras, ao montar um planejamento orçamento, é criado paralelamente uma simulação desse cenário onde consideramos fatores que possam interferir no resultado da empresa. Essa é a forma como aplicamos a antecipação de fatos. Dessa forma, com além de nos anteciparmos ao desempenho financeiro-econômico da empresa com o planejamento orçamentário, também consideramos as variáveis em uma simulação de cenário. Os fatores que podem afetar sua empresa são dos mais variados: falta de caixa (interno), baixa nas vendas (externo) e ou economia oscilante no país (externo). Por isso, é considerada na simulação uma análise de mercado. E para tornar o seu trabalho mais fácil, é claro que separamos um material perfeito para essa tarefa. Confira o Modelo para Análise e Simulação de Cenários Financeiros. Planilha simulação de cenários analisando capacidade de pagamento fator mortalidade

Concluindo

Planejar é importante para organizar ações, se antecipar a fatos e definir um norte para onde sua empresa irá caminhar. Mesmo antes de abrir uma empresa, planejar capital de giro e lucratividade pretendida, por exemplo, é uma boa maneira de antecipar-se a uma realidade inevitável. E não por coincidência, mas todas as causas de falência aqui citadas são resolvidas a partir de um orçamento empresarial. O orçamento empresarial é a tradução do futuro da sua empresa com base na sua realidade atual. Por isso recomendamos muito o conteúdo a seguir, o Guia do Orçamento Empresarial na Prática, um passo a passo de como construir o seu planejamento orçamento e conquistar a previsibilidade de resultado.

Guia prático com causas de falência de empresas no Brasil e solução orçamentária

Perguntas frequentes

O que é capital de giro e por que é importante para abrir uma empresa?
Capital de giro é o dinheiro que você precisa ter disponível para manter a empresa funcionando enquanto ela não gera lucro. Nos primeiros meses, seus custos são maiores que suas receitas — aluguel, funcionários, fornecedores não esperam você vender primeiro. Sem capital de giro, você fecha antes de conseguir sua primeira venda.
Como saber quanto de capital de giro preciso para minha empresa?
Você descobre projetando seu fluxo de caixa. Faça uma lista de todas as despesas (aluguel, folha, fornecedores) e todas as receitas esperadas mês a mês nos primeiros 6 a 12 meses. A diferença entre o que sai e o que entra é o capital de giro que você precisa. Não será exato, mas será próximo o suficiente para você saber se consegue começar ou não.
Qual é o ponto de equilíbrio de uma empresa e como calcular?
Ponto de equilíbrio é a quantidade mínima de vendas que você precisa fazer para cobrir todos os seus custos e despesas — sem lucro, mas sem prejuízo. Para calcular: some todos os seus custos fixos mensais (aluguel, salários, contas), divida pela margem de contribuição unitária (preço de venda menos custo variável). O resultado é quantas unidades você precisa vender.
Por que empresas fecham sem calcular o ponto de equilíbrio?
Porque abrem sem saber quanto precisam vender. Muitos empreendedores supõem que vão vender o suficiente ou deixam a sorte trabalhar. Quando o mês chega e as vendas ficam aquém do esperado, não há dinheiro para pagar as contas. Em 42% dos casos, esse foi o motivo da falência.
Qual é a diferença entre fluxo de caixa e orçamento?
Fluxo de caixa mostra quanto dinheiro entra e sai da sua conta (recebimentos e pagamentos reais). Orçamento é um plano de quanto você espera gastar e ganhar. Você precisa dos dois: o orçamento planeja onde você quer chegar; o fluxo de caixa garante que o dinheiro está lá quando você precisa pagar.
Posso projetar meu caixa com excel ou preciso de uma ferramenta específica?
Você consegue fazer com Excel, mas a chance de errar aumenta. Conforme sua empresa cresce — múltiplas contas bancárias, cartão de crédito, crédito de clientes — a planilha fica lenta e com erros. Uma ferramenta de gestão financeira integra dados direto do seu ERP, evita duplicação manual e te avisa quando o caixa está acertado.
Com quanto tempo de antecedência devo começar a planejar meu fluxo de caixa?
Comece com 6 a 12 meses de antecedência da abertura. Se sua empresa já está aberta, comece hoje mesmo com os próximos 3 meses (você terá dados reais para comparar depois). Quanto mais cedo você tiver essa visão, menos surpresas financeiras enfrentará.
Se eu calcular errado o capital de giro, posso conseguir um empréstimo depois?
Pode tentar, mas será mais difícil e caro. Banco quer ver histórico — se você está aberto há 3 meses, terá linha de crédito menor ou não conseguirá nada. Por isso é melhor errar para mais no cálculo inicial do que errar para menos.
Como saber se meu ponto de equilíbrio está correto?
Compare o número calculado com suas vendas reais após 2 ou 3 meses de operação. Se você calculou que precisa vender 100 unidades por mês e está vendendo 150, o cálculo estava conservador (bom). Se está vendendo 50, você pode ter errrado nos custos — verifique se todas as despesas foram incluídas (até aquelas pontuais como manutenção de máquina).
Qual é a relação entre planejamento de caixa e morte de empresas?
Direta. A pesquisa do Sebrae mostra que falta de planejamento aparece em praticamente todas as causas de fechamento — não saber o capital de giro necessário, não calcular o ponto de equilíbrio, não controlar custos. Planejar o caixa é a base que impede essas três coisas de te destruir.
Posso abrir uma empresa com pouco capital se eu planejar bem o caixa?
Depende. Se seu produto tem margem alta, você vira clientes rápido e recebe rápido, sim — é possível com menos capital. Se você vende para uma grande empresa que paga em 90 dias, vai precisar de capital para esperar. Seu fluxo de caixa projetado vai dizer se é possível ou não.
Como incluir sazonalidade no meu planejamento de caixa?
Meses diferentes têm vendas diferentes. Varejo vende mais em dezembro; supermercado vende mais em começo de mês. Projete mês a mês, não use uma média anual. Se você só faz a média, os meses baixos vão te pegar desprevenido e sem caixa.
Preciso rever meu fluxo de caixa com frequência?
Sim. Reavalie a cada mês que passa. Compare o que você projetou com o que realmente aconteceu, ajuste os próximos meses. Se você projetou vendas de R$ 50 mil e só conseguiu R$ 35 mil, seus próximos meses também podem ter queda — revise antes de ficar em apuro.
Qual é a relação entre margem de lucro e ponto de equilíbrio?
Quanto maior sua margem de lucro por produto, menor a quantidade que você precisa vender para cobrir custos. Se você vende um produto com 80% de margem, consegue cobrir custos vendendo bem menos unidades do que alguém com 30% de margem. Por isso alguns negócios com poucos clientes ainda são viáveis.
Se minha empresa já está aberta e não fiz nenhum planejamento, por onde começo?
Comece pelo fluxo de caixa dos últimos 3 meses. Veja quanto entrou, quanto saiu e quando. Depois faça uma projeção dos próximos 3 meses com base nessa realidade. Calcule seu ponto de equilíbrio com os custos que você realmente tem. Isso vai te dar uma visão honesta de por onde está sua empresa agora.
Abri minha empresa há 6 meses e só agora percebi que nunca planejei nada. Ainda há tempo de salvar?
Há, mas com cuidado. Revise imediatamente seus custos fixos, calcule quanto está vendendo agora versus quanto precisa vender para viabilizar. Se as contas não fecham, você precisa mudar algo rápido — cortar custos, aumentar preço ou mudar a estratégia de venda. Quanto mais tempo passa sem essa análise, menor a chance de recuperação.
Posso usar o mesmo planejamento de caixa para múltiplas filiais ou áreas?
Não. Cada filial ou departamento pode ter fluxo de caixa e ponto de equilíbrio diferentes. Integre todos em uma visão consolidada para saber como está a empresa, mas mantenha a análise individual para cada unidade — assim você vê qual está puxando o negócio para cima ou para baixo.

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