Treasy Tips é uma sessão especialmente criada para auxiliar os clientes do Treasy a potencializar os resultados obtidos com a adoção da solução em situações praticas de Planejamento e Controladoria. Mas mesmo que você ainda não seja cliente, vale a pena acompanhar os artigos. Temos certeza que serão úteis, independente da ferramenta que você utiliza para Gestão Orçamentária em sua empresa.
Um bom Gerente de Projetos ou Diretor de Operações está sempre de olho nas finanças de seus Projetos. Mas como apresentar isso de maneira que todos entendam e que seja fácil demonstrar que seu projeto está dando lucro ou trazendo resultados pra empresa?

Uma das melhores alternativas é compreender, no modelo da DRE, as análises possíveis de serem feitas sobre a Lucratividade de Projetos.
Mas o que é Lucratividade de Projetos?
Lucratividade, pura e simplesmente, são as receitas de uma empresa, menos suas deduções, custos, despesas e tributos. Para um projeto não é muito diferente. A Lucratividade de um Projeto deve apontar suas Receitas e seus Custos. Em geral, um projeto não terá Despesas Fixas, mas pode ter Despesas Variáveis.
É claro que, como estamos falando de projetos inseridos no contexto de uma empresa, as informações por vezes se confundem e se misturam nas contas da empresa. Mas para conseguirmos identificar se o Projeto tem sido vantajoso para a empresa precisamos desses dados separados.
No Treasy começamos a separar esses dados a partir da Receita. Iniciamos criando Canais de Distribuição e Produtos que indiquem os Projetos. Assim, teremos separadas as Receitas Brutas de cada um.

Uma vez com as Receitas separadas, as Deduções ficam simples de lidar pois já estarão automaticamente atreladas a mesma estrutura.

Os Custos Variáveis também estarão na mesma estrutura. Mas podemos tratar deles de duas maneiras. Ou fazer um cálculo direto pelo CMV do projeto, caso ele exista:

Ou ainda podemos trabalhar com uma abertura de cada Custo nas Despesas Variáveis:

Nesse segundo caso, podemos perceber que é preciso que cada Projeto seja um Centro de Resultado. Assim eles vão poder receber seus devidos Custos. Nada impede de a empresa continuar com outros Centros de Resultado para as Despesas Operacionais, como também está na imagem.
O importante dessas aberturas é poder deixar tudo que interaja com o Projeto - seja Receita, Custo ou Despesa - antes da Margem de Contribuição. Uma vez que esses dados estejam separados dessa maneira poderemos extrair os resultados mais facilmente.
Como analiso isso na DRE?
A análise da Lucratividade de Projetos na DRE vai ser feita pela Margem de Contribuição. Como todas as Receitas, Despesas e Custos com o Projeto vão estar antes dessa Margem o valor que resultar será o Lucro do Projeto.
Na estrutura da DRE do Treasy, podemos filtrar cada projeto. Nesse caso vamos ver cada Projeto com suas respectivas Receitas, Custos e Despesas. O resultado vai ser o Lucro do Projeto.

Utilizando os filtros, teremos uma Margem de contribuição específica para cada um dos Projetos.

Possíveis análises
Uma vez que tenhamos a Lucratividade de cada Projeto poderemos ver se ele rende Lucro ou Prejuízo para a empresa. Caso o valor da Margem de Contribuição seja Positivo esse Projeto auxilia no desenvolvimento da empresa e sustenta uma parte das Despesas Fixas.
Caso o valor da Margem de Contribuição seja Negativo, isso quer dizer que o projeto não se sustenta e que, com certeza, não ajuda a empresa a crescer. Nesse caso, cabe uma análise mais profunda pra entender os motivos de isso estar acontecendo e se vale o esforço de continuar com esse projeto.
Treasy Tips em vídeo
Pensando na melhor forma de mostrar como aplicar o que foi dito até aqui, preparamos um vídeo mostrando como analisar orçamento em projetos usando sua conta no Treasy. Confira!
Vídeo · YouTube
Esperamos que o vídeo esclareça eventuais dúvidas sobre como facilitar a sua rotina com a nossa ferramenta, que é parte da Metodologia Treasy de Gestão Orçamentária.
Conclusão
Depois de verificar se cada Projeto é sustentável ou não, outra análise que é possível ser feita é a de os projetos como um todo sustentarem as Despesas Fixas da empresa. Então, nesse caso, se o EBITDA for positivo, significa que os Projetos tem dado Lucro Operacional para a empresa.
Caso seja negativo, isso quer dizer que, mesmo se os projetos estiverem sendo Lucrativos, eles não conseguem sustentar as Despesas Fixas da empresa. Nesse caso, ou está na hora de cortar algumas Despesas Fixas ou aumentar o Lucro/Quantidade de Projetos.
E caso tenha ficado alguma dúvida ou queira algumas dicas para começar, basta entrar em contato (contato@treasy.com.br). Com certeza um de nossos consultores pode te ajudar com os primeiros passos. Você também pode falar por telefone ou pelo Skype direto com o consultor com que já está acostumado conversar.
Perguntas frequentes
O que é lucratividade de projeto
Lucratividade de projeto é a diferença entre as receitas geradas pelo projeto e todos os seus custos e despesas. Se essa diferença for positiva, o projeto gera lucro e contribui para cobrir os custos fixos da empresa. Se for negativa, o projeto não se sustenta financeiramente.
Como saber se meu projeto está gerando lucro
Você precisa separar as receitas, deduções e custos do projeto dentro da sua DRE. O resultado líquido dessa separação é o lucro (ou prejuízo) do projeto. No Treasy, isso é feito filtrando o projeto na análise de Margem de Contribuição.
Qual é a diferença entre margem bruta e margem de contribuição de um projeto
Margem bruta é receita menos custos variáveis diretos (como CMV). Margem de contribuição inclui também as despesas variáveis relacionadas ao projeto. Na análise de projetos, a margem de contribuição é mais relevante porque mostra o quanto cada projeto realmente sobra para cobrir custos fixos.
Um projeto precisa ter centro de resultado
Não obrigatoriamente. Se o projeto tiver CMV (custo de mercadoria vendida) bem definido, você consegue rastrear custos diretos pela receita. Mas se o projeto gera despesas variáveis diversas, é mais fácil criar um centro de resultado específico para agrupar tudo que o projeto consome.
Como organizar receitas e custos de projetos diferentes na mesma empresa
Crie canais de distribuição e produtos (ou tags) que identifiquem cada projeto. Assim, as receitas ficam automaticamente separadas por projeto. Os custos variáveis e despesas devem estar associados ao mesmo projeto para que a análise seja correta. Isso garante que cada projeto tenha sua própria DRE.
Posso ter despesas fixas em um projeto
Tecnicamente sim, mas não deveriam estar na análise de lucratividade do projeto. Na DRE, as despesas fixas aparecem depois da margem de contribuição. Isso porque despesas fixas beneficiam toda a empresa, não um projeto específico. Se há uma despesa que só existe por causa do projeto, ela é variável.
O que fazer se descobrir que um projeto tem margem de contribuição negativa
Significa que o projeto consome mais do que gera em receita. Você precisa aumentar a receita do projeto, reduzir seus custos variáveis ou eliminar despesas desnecessárias. Se nenhuma dessas ações for possível, o projeto não é viável e pode prejudicar o resultado geral da empresa.
Como usar a lucratividade de projetos para tomar decisões
Compare a margem de contribuição de cada projeto com suas metas e com a média da empresa. Projetos com margem positiva ajudam a cobrir custos fixos. Projetos com margem negativa precisam de ação imediata. Essa informação ajuda a priorizar quais projetos continuar, expandir ou encerrar.
Preciso de um ERP para calcular a lucratividade de projetos
Não. Você pode fazer isso em uma planilha, desde que organize bem os dados de receita e custo. Mas se a empresa tem muitos projetos ou movimentações complexas, uma ferramenta dedicada a FP&A torna a análise mais rápida e confiável, reduzindo erros manuais.
Qual é a diferença entre custo direto e custo variável de um projeto
Custo direto é aquele que você consegue atribuir diretamente ao projeto (como material, mão de obra específica). Custo variável é aquele que muda conforme o volume do projeto. Todo custo direto de projeto é variável, mas nem todo custo variável é direto (pode haver despesas de terceiros que aumentam conforme o projeto cresce).
Como saber quanto de despesa operacional cada projeto 'consome'
Nem toda despesa operacional deve ser alocada ao projeto. Se a despesa existe porque o projeto existe (como viagens de gestão do projeto), aloque ao projeto. Se a despesa seria a mesma com ou sem o projeto (como aluguel do escritório), deixe fora. Isso garante que sua análise de lucratividade seja realista.
Posso comparar a lucratividade de dois projetos com tamanhos diferentes
Sim, mas use a margem de contribuição (%), não apenas o valor absoluto. Um projeto que gera R$ 10 mil de lucro em R$ 100 mil de receita (10%) é mais eficiente do que outro que gera R$ 12 mil em R$ 200 mil de receita (6%). Percentuais permitem comparações justas entre projetos de tamanhos distintos.
Com que frequência devo analisar a lucratividade dos meus projetos
Depende do ciclo do projeto. Projetos curtos (semanas ou meses) pedem análise semanal ou quinzenal. Projetos longos (semestres ou anos) podem ser analisados mensalmente. O importante é acompanhar antes de surpresas desagradáveis no fechamento final.
Se um projeto é lucrativo no mês, mas as despesas fixas da empresa crescem, ele deixa de ser viável
Não necessariamente. Um projeto com margem de contribuição positiva continua ajudando a cobrir despesas fixas, mesmo que elas aumentem. O que muda é quanto sobra para lucro líquido da empresa, não o fato de o projeto ser viável. Mas se a margem de contribuição for pequena, um aumento em despesas fixas pode comprometer a empresa toda.
Devo alocar custos indiretos aos projetos
Para entender a lucratividade real do projeto, não. Custos indiretos (como depreciação do escritório) existem independentemente. Aloque ao projeto apenas os custos que desapareceriam se o projeto não existisse. Isso mantém a análise clara e útil para decisões.
Como apresentar a lucratividade de um projeto para a diretoria
Use a DRE segmentada por projeto. Mostre receita bruta, deduções, custos variáveis, despesas variáveis e a margem de contribuição. Se o resultado for positivo, reforce quanto o projeto contribui para cobrir custos fixos. Se for negativo, apresente o plano de ação para reverter. Números concretos vencem sempre argumentos genéricos.