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Planejamento e Estratégia White Papers

Como atravessar a crise: 6 dicas para a empresa navegar em mares revoltos

6 dicas usadas por grandes empresas para enfrentar a crise econômica com gestão orçamentária e gestão de riscos. Baixe o guia gratuito.

Neste artigo

Conduzir um negócio em meio a uma crise econômica é como comandar um navio em mar revolto: antes de partir, o comandante verifica se a embarcação está segura e se a tripulação está pronta; durante a viagem, usa instrumentos para planejar a rota, identificar desvios e ajustá-la. Este guia gratuito, produzido pela Treasy em parceria com a Venture Consultoria, traz 6 dicas usadas por grandes empresas para atravessar a tempestade combinando gestão orçamentária e gestão de riscos.

Para baixar o guia, é só clicar neste link ou no botão ao final do post.

Composição 3D de gráficos e análise de crescimento ilustrando os tipos de falencia empresarial

Por muito tempo a gestão orçamentária foi tratada como uma “mera previsão de despesas e receitas”, a ponto de virar o “ritual anual doloroso”. Mas, com mercados mais voláteis e competitivos, o Planejamento e Controle Orçamentário deixou de ser um documento puramente financeiro e virou uma ferramenta colaborativa para decisões inteligentes. Aliado à gestão de riscos, ele é o instrumento que permite navegar com segurança. Confira as 6 dicas.

As 6 dicas para navegar a tempestade

DicaEm resumo
1. A simplicidade é a máxima sofisticaçãoFoque no que é relevante; use benchmarking
2. Faça direito e na hora certaAcompanhamento diário, revisões trimestrais
3. Monitore os riscosMapeie e mitigue as incertezas (GRC)
4. AutomatizePlanilha não foi feita para orçamento
5. Interaja e busque colaboraçãoOrçamento colaborativo, com narrativa
6. Adote o KaizenRevise e melhore continuamente (PDCA)

Simplifique e faça na hora certa

As duas primeiras dicas atacam o tal “ritual anual doloroso”. Não desperdice energia contando clipes de papel ou conferindo o custo do cafezinho: concentre-se nos itens de efetiva relevância e use métricas consagradas de mercado, comparando suas projeções com as dos concorrentes — o famoso benchmarking. E troque o orçamento feito de afogadilho no fim do ano por um hábito contínuo e prazeroso: bloqueie a agenda, feche a porta para pensar no negócio, construa a visão com os seus pares e estabeleça acompanhamento diário e revisões trimestrais ou semestrais. Fazer na hora certa, na prática, significa fazer a toda hora.

Monitore os riscos e automatize

Gerenciar riscos é identificar as incertezas e tentar controlá-las antes que elas inviabilizem o plano — afinal, nunca dispomos de 100% das informações para decidir. Mapeie os riscos ao longo de toda a cadeia (da requisição de compra ao pagamento ao fornecedor) e busque mitigá-los: e se a matéria-prima não chegar a tempo? Existe risco de fraude na aprovação de compras? Um bom processo de Governança, Risco e Conformidade (GRC) traz tranquilidade e credibilidade. E vale parar de forçar a planilha: ela é ferramenta de produtividade pessoal, não foi concebida para o processo orçamentário de toda a empresa. Um software web e colaborativo libera você para o que importa — analisar e simular cenários em tempo real —, em vez de consolidar dados.

Colabore e melhore continuamente

As duas últimas dicas são sobre gente e cultura. Orçamentos impostos na “décima primeira hora”, só para cumprir prazos artificiais, não engajam ninguém; os melhores nascem da discussão em grupo, com uma narrativa que sustenta os números — é o orçamento colaborativo. Afinal, três pessoas olham a mesma proposta e enxergam três coisas diferentes; por que não conversar sobre isso? E, com a equipe envolvida, adote o Kaizen: aplique o ciclo PDCA ao processo orçamentário, inclua a metodologia do forecast e faça cada ciclo ser mais rápido e mais próximo do planejado que o anterior. O mar pode estar revolto, mas, com método, há terra à vista.

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Perguntas frequentes

O que é gestão orçamentária e por que é importante em tempos de crise
Gestão orçamentária é o processo de planejar, estimar e acompanhar os ganhos, despesas e investimentos da empresa em um período futuro (geralmente 1 a 3 anos). Em tempos de crise, ela funciona como um instrumento de navegação: permite que você antecipe cenários, identifique desvios e tome ações corretivas antes que o problema se agrave. Sem ela, você reage à crise; com ela, você se antecipa.
Como a simulação de cenários econômicos ajuda minha empresa a se preparar para crises
Quando você simula um cenário pessimista (redução de receita, aumento de custos, aperto de crédito), consegue identificar quais áreas sofreriam mais impacto e planejar ações preventivas. Por exemplo, se simular uma queda de 20% na receita, pode descobrir que seus custos fixos a deixariam inviável e começar a negociar contratos agora, em vez de lidar com despedimentos depois.
Qual é a diferença entre planejamento estratégico, tático e operacional
Planejamento estratégico define o rumo (5 a 10 anos): onde queremos chegar. Planejamento tático traduz isso em metas (1 a 3 anos): como vamos chegar lá. Planejamento operacional detalha as ações (mês a mês): quem faz o quê. O orçamento empresarial vem depois, traduzindo esses planos em números que você consegue acompanhar.
Por que meu Excel de orçamento não é suficiente para atravessar uma crise
Excel é ferramenta, não processo. Em uma crise, você precisa fazer revisões frequentes, envolver múltiplos gestores simultaneamente e ter visibilidade em tempo real de como a realidade está se afastando do plano. Excel é lento, propenso a erros e não foi feito para colaboração. Quando a situação aperta, você perde dias atualizando números em vez de tomar decisões.
Como identificar quais riscos financeiros minha empresa deve monitorar
Comece pelos riscos que impactam sua margem e caixa: variação de custos de insumos, inadimplência de clientes, flutuação de câmbio (se exporta), aumento de juros, mudanças regulatórias no seu setor. Para cada risco, defina um limite de tolerância (exemplo: se o custo da matéria-prima subir mais de 10%, qual ação você tomaria?) e revise mensalmente.
O que significa 'simplicidade é a máxima sofisticação' na gestão orçamentária
Significa não controlar tudo, mas controlar bem o que importa. Muitas empresas criam orçamentos com centenas de linhas e ninguém entende. Melhor é focar nos 20% das contas que representam 80% do resultado. Se você consegue monitorar receita, custos variáveis, custos fixos e caixa com clareza, você consegue gerenciar a crise.
Como transformar orçamento em um hábito contínuo e não em uma tarefa anual
Estabeleça uma rotina: fechamento mensal obrigatório, revisão de orçamento trimestral, comparação realizado versus planejado (P×R) toda semana na reunião de gestores. Quando o orçamento deixa de ser 'aquele documento que fazemos em janeiro' e vira parte do dia a dia, você consegue reagir a mudanças sem esperar o fim do ano.
Como envolver toda a equipe no processo de orçamento e planejamento
Orçamento feito só pela controladoria fracassa porque os gestores não se veem nele. Comece ouvindo cada área: qual é a receita realista? Quais são os custos que você controla? Qual é a meta que você consegue atingir? Depois, combine tudo em um plano integrado e revise junto. Quando o gerente de vendas ajudou a desenhar a meta de receita, ele se compromete a atingir.
Qual é o tempo ideal para fazer revisões de orçamento em uma crise
Em tempos normais, revisão trimestral é suficiente. Em uma crise, aumente para mensal ou até semanal, dependendo da velocidade da mudança. Se o mercado está volátil, esperar três meses para revisar é arriscado. Revise pelo menos uma vez por mês até as condições se estabilizarem.
Como diferenciar entre ações corretivas e preventivas no acompanhamento orçamentário
Ação corretiva é quando você identifica que o resultado já está ruim e tenta consertar (exemplo: cortar custos porque a receita já caiu). Ação preventiva é quando você vê o desvio vindo e age antes (exemplo: reduzir investimentos porque as projeções indicam queda). Com bom planejamento e cenários, você consegue fazer muito mais preventiva que corretiva, que é mais dolorosa.
Que ferramentas de gestão devo ter para garantir que o orçamento funcione
Você precisa de três coisas: um sistema que centralize os dados (de preferência integrado com seu ERP, não Excel solto), um processo claro (quem faz o quê, quando, com qual frequência) e as pessoas certas (alguém para coordenar, alguém por área para alimentar dados). A ferramenta sem processo é inútil; o processo sem ferramenta é lento.
Como o Kaizen (melhoria contínua) se aplica à gestão orçamentária
Kaizen significa que a cada ciclo (mês, trimestre), você analisa o que funcionou, o que não funcionou e ajusta. Não é perfeito na primeira vez, mas melhora sempre. Exemplo: se descobrir que suas previsões de receita são sempre otimistas, ajusta a metodologia no próximo ciclo. Depois de alguns meses, seu orçamento fica cada vez mais confiável.
Minha empresa é pequena, vale a pena investir em orçamento e planejamento
Sim. A diferença é escala, não conceito. Uma pequena empresa não precisa de um orçamento de 500 linhas; pode ter 20. Mas precisa saber se tem caixa para pagar os salários daqui a dois meses, se consegue investir em máquinas sem quebrar e qual é a margem real. Empresas pequenas que fazem isso sobrevivem a crises; as que não fazem fecham.
Quantos cenários devo simular para estar preparado para uma crise
Comece com três: cenário base (mais provável), cenário pessimista (receita cai 20%, custos sobem) e cenário otimista (crescimento acelerado). Para cada um, defina as ações que você tomaria. Não precisa simular 100 cenários; os três cobrem a maioria das situações. O importante é que, quando a crise bater, você já sabe o que fazer.
Como acompanhar se o orçamento está realmente funcionando
Use indicadores simples: 1) Desvio de receita (o resultado está dentro de 10% do orçado?), 2) Desvio de custos (gastos controlados?), 3) Precisão de previsão (mês que vem você acerta a receita em quanto?). Se seus desvios estão diminuindo de um mês para o outro, o processo está funcionando. Se estão aumentando, há algo errado na premissa ou na execução.
O que fazer se a crise chegar e meu orçamento estiver completamente desalinhado
Não é fracasso, é realidade. O importante é reagir rápido: faça uma revisão emergencial, redefina as suposições (receita caiu, custos variáveis podem reduzir, quais custos fixos são realmente essenciais?), e comunique o novo plano para toda a empresa. Transparência aqui evita pânico. Depois, faça revisões semanais até estabilizar.

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