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Governança Corporativa: tudo que você precisa saber sobre o “fair play” do mundo dos negócios!

O que é Governança Corporativa: conceito, dicas e melhores práticas! Tudo que você precisa saber para o "fair play" empresarial em um único post!

Neste artigo

Logotipo Fair Play simbolizando responsabilidade na o que é governança corporativaGovernança Corporativa, um dos termos da moda na Gestão Empresarial e que certamente você já deve ter escutado falar em algum momento, não é mesmo? Mas você sabe exatamente o que é Governança Corporativa e como seus conceitos e melhores práticas podem ser úteis para alavancar os resultados de sua empresa?

Por tratarem das melhores práticas para administrar um negócio, os métodos de Governança tornaram-se fundamentais para avaliar os riscos e o retorno de um investimento. Inclusive este é um dos principais motivos que tem dado bastante evidência ao tema quando se fala em eficiência e transparência na gestão empresarial.

Além disto, empresas que colocam a Governança Corporativa em prática são mais valorizadas e têm mais facilidade para captar recursos. Ao mesmo tempo, ao aplicar bem esses recursos, constroem boa reputação e se consolidam no mercado, em um processo contínuo de criação de valor.

E apesar de as discussões sobre o tema terem começado no contexto das grandes companhias de capital aberto, elas também têm peso em sociedades fechadas, pequenas e médias empresas, e até em organizações estatais e do terceiro setor.

No post de hoje, vamos entender um pouco mais sobre este conceito que surgiu nos Estados Unidos há algum tempo vem ganhando cada vez mais força pelo mundo, inclusive no Brasil, onde o número de empresas que estão incorporando a prática a sua Cultura Organizacional vem aumentando a cada dia.

Sem mais delongas, vamos entender como começar a aplicar os conceitos e melhores práticas de Governança Corporativa em sua empresa hoje mesmo!

O que é Governança Corporativa

Segundo o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), podemos definir a “Governança Corporativa como o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.

Ainda de acordo com a definição do IBGC, “as boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum”.

Trocando em miúdos, podemos resumir a Governança Corporativa como um conjunto de boas práticas para aumentar a confiança das partes interessadas (investidores, acionistas, fornecedores, colaboradores, etc.) perante aos administradores de uma empresa. Por meio de princípios como a transparência e de mecanismos que proporcionem um melhor desempenho econômico, muitas instituições estão mudando a forma de gerir e controlar o seu negócio, e claro, melhorando continuamente seus resultados financeiros (e também seus resultados intangíveis) com a aplicação das melhores práticas de Governança Corporativa.

Para que serve a Governança Corporativa

Ciclos de estratégia, accountability e monitoramento na governança estruturada

Você não começar a jogar um jogo sem saber regras, não é mesmo? A Governança Corporativa funciona da mesma forma, estabelecendo várias “regrinhas” que somadas dão sentido à rotina do negócio, gerando mais agilidade, transparência e autonomia às atividades da empresa, independente de que tamanho ela seja.

Crescer com Governança Corporativa, significa, entre outras coisas, aprimorar os processos de administração da empresa e obter respostas para perguntas como: Quando é a reunião do conselho? Quem participa dessa votação? De quem é a palavra final? Quem aprova esse orçamento?

Isso se aplica a tomadas de decisão estratégicas, como iniciar um novo projeto, até contextos de impasse entre sócios ou diretoria. Isto é extremamente útil em situações onde, por exemplo, é preciso tomar uma decisão e dois sócios majoritários discordam.

Em outras palavras, a governança põe ordem na casa. E ela é indispensável desde o início: você vai ter muito menos trabalho que se for esperar chegar um investidor, para só então começar a fazer uma faxina geral ou então tentar empurrar a bagunça para debaixo do tapete.

Principais ferramentas de Governança Corporativa

Para colocar em prática os princípios da Governança Corporativa, as organizações dispõem de várias ferramentas, como as auditorias independentes, documentações, estatutos, entre outras que você confere no vídeo abaixo (1 minuto) produzido pelo MBA60:

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Uma empresa com Governança Corporativa implantada tem bem mais credibilidade perante investidores. Alguns outros dispositivos possíveis para começar essa organização são a criação de diretorias temáticas (finanças, comercial, fiscal, etc.), a instauração de um Conselho Administrativo ou um Conselho Consultivo, entregas de relatórios periódicos, implantação de ferramentas de gestão, entre outros.

Estas ferramentas são imprescindíveis a empresas de capital aberto, mas recomendáveis também a qualquer outra companhia que esteja buscando melhorar seus resultados por meio da Excelência na Gestão Empresarial.

Os 4 princípios fundamentais da Governança Corporativa

Os 4 princípios básicos de Governança Corporativa permeiam, em maior ou menor grau, as práticas que com sua adoção resultam em um clima de confiança tanto internamente como nas relações com terceiros.

No vídeo abaixo do MBA60 (1 minuto) você encontra um resumo sobre os 4 princípios fundamentais da Governança Corporativa, mas se preferir, também pode lê-los na sequencia.

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#01 - Transparência

Consiste no desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à preservação e à otimização do valor da organização.

#02 - Equidade

Caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.

#03 - Prestação de Contas (accountability)

Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões e atuando com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus papeis.

#04 - Responsabilidade Corporativa

Os agentes de governança devem zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazo.

O papel do Conselho de Administração na Governança

Profissionais em mesa de negociação representando conselho de governança o que éO Conselho de Administração é o órgão colegiado encarregado do processo de decisão de uma organização em relação ao seu direcionamento estratégico. Ele exerce o papel de guardião dos princípios, valores, objeto social e do sistema de governança da organização, sendo seu principal componente.

Além de decidir os rumos estratégicos do negócio, compete ao Conselho de Administração, conforme o melhor interesse da organização, monitorar a diretoria, atuando como elo entre esta e os sócios.

Os membros do Conselho de Administração são eleitos pelos sócios. Na qualidade de administradores, os conselheiros possuem deveres fiduciários para com a organização e prestam contas aos sócios nas assembleias. De forma mais ampla e periódica, também prestam contas aos sócios e às demais partes interessadas por meio de relatórios periódicos.

O conselheiro tem seus deveres perante a organização. O conceito de representação, pelo conselheiro, de qualquer parte interessada, é inadequado.

No vídeo abaixo (1 minuto) você encontra várias dicas úteis sobre o Conselho de Administração:

Vídeo · YouTubeVídeo · YouTube

Composição do conselho de administração

O desempenho do Conselho de Administração depende do respeito e da compreensão das características de cada um de seus membros, sem que isso implique ausência de debates de ideias. Portanto, a diversidade de perfis é fundamental, pois permite que a organização se beneficie da pluralidade de argumentos e de um processo de tomada de decisão com maior qualidade e segurança.

O Conselho de Administração deve ter de 5 a 11 membros. Menos que isto, não há diversidade suficiente para as embasar os argumentos para as decisões. Mais do que isto, as decisões começam a ficar muito lentas. Além disto, o Conselho de Administração deve ser formado por um número impar de membros para evitar empates nas decisões.

Outro ponto importante é que os membros do conselho não devem ser “celebridades”, pois do contrário podem não ter tempo suficiente para se dedicar a organização como deveriam.

Independência dos conselheiros

Todos os conselheiros, uma vez eleitos, têm responsabilidade para com a organização, independentemente do sócio, grupo acionário, administrador ou parte interessada que o tenha indicado para o cargo.

Os conselheiros devem atuar de forma técnica, com isenção emocional, financeira e sem a influência de quaisquer relacionamentos pessoais ou profissionais. Os conselheiros devem criar e preservar valor para a organização como um todo, observados os aspectos legais e éticos envolvidos.

Classes de conselheiros

Podem ser identificadas três classes de conselheiros:

  • Internos: conselheiros que ocupam posição de diretores ou que são empregados da organização;
  • Externos: conselheiros sem vínculo atual comercial, empregatício ou de direção com a organização, mas que não são independentes, tais como ex-diretores e ex-funcionários, advogados e consultores que prestam serviços à empresa, sócios ou empregados do grupo controlador, de sua controlada direta, controladas ou do mesmo grupo econômico e seus parentes próximos e gestores de fundos com participação relevante;
  • Independentes: conselheiros externos que não possuem relações familiares, de negócio, ou de qualquer outro tipo com sócios com participação relevante, grupos controladores, executivos, prestadores de serviços ou entidades sem fins lucrativos que influenciem ou possam influenciar, de forma significativa, seus julgamentos, opiniões, decisões ou comprometer suas ações no melhor interesse da organização.

O papel dos conselheiros independentes é especialmente importante em companhias com capital disperso, sem controle definido, em que o papel predominante da diretoria deve ser contrabalançado. Os conselheiros independentes devem assumir maior protagonismo nas discussões, caso haja acúmulo dos cargos de diretor-presidente e presidente do conselho de administração.

Por onde começar a aplicar a Governança Corporativa em minha empresa?

Executivo confuso com placas de sinalização ilustrando falta de o que é governançaVocê já ouviu a expressão que diz que “o ótimo é inimigo do bom”? Um erro muito comum nas empresas que estão começando a adotar a Governança Corporativa é tentar implantar todos os conceitos e melhores práticas de uma só vez. Para não errar, a sugestão é começar simples, com “baby steps”, iniciando nos pontos que vão gerar maior impacto e trabalhando na melhoria contínua dos processos de governança.

O segredo está em uma mudança completa de mindset, onde devemos começar pensando em criar uma Cultura de Governança Corporativa para a sua empresa e não apenas implantar um novo método de gestão. E para isto é necessário é necessário, primeiramente, saber quais valores são essenciais manter nesse contexto. Neste sentido, três dicas simples para começar são:

#01 - Estabelecer uma hierarquia clara

Cada pessoa na empresa deve saber claramente a quem responder. Se um funcionário exerce mais de um tipo de função em times distintos, ao receber demandas de vários lados, a capacidade de entrega desse funcionário pode ficar comprometida. Deve estar claro quem é sua liderança direta, a quem ele deve se reportar, para que possa alinhar suas atividades e definir prioridades.

Além disso, uma pessoa, na figura de um presidente, por exemplo, deve receber a responsabilidade da decisão final, em uma situação de impasse. No caso de uma diretoria com igualdade de papéis, esse cargo de “presidente” pode até mesmo ser rotativo.

#02 - Realizar reuniões de acompanhamento de projetos e manter registros

Outra medida imprescindível para estimular a Governança Corporativa em sua empresa é a realização de reuniões periódicas entre equipes, entre sócios e entre o Conselho Administrativo, quando você vir a formar um. Em todas essas reuniões periódicas, devem ser acompanhados projetos, passadas novas diretrizes da empresa e elaborar planos de ação referentes a metas e indicadores. Essa é uma forma de manter um controle administrativo mais eficiente da empresa e acompanhar seu progresso.

Além dessas medidas, é imprescindível que uma empresa mantenha o registro de todas as reuniões organizado e arquivado em atas. Quando entra um investidor na sua empresa, ele vai querer avaliá-la desde o início. Por isso, esses documentos, junto com balanços financeiros, projeções e outros registros, são fundamentais para prestar contas a sócios (atuais ou futuros) e servem para fundamentar decisões em Conselhos. Vale ainda disponibilizá-los sempre que necessário e com um acordo de confidencialidade, para manter a transparência da empresa e para possibilitar ações futuras de venda de ações, obtenção de crédito, etc.

#03 - Formar um Conselho Consultivo

O Conselho Consultivo facilita o compartilhamento de experiências e de sugestões para a gestão da sua empresa, reunindo profissionais com maior bagagem e perfis distintos, que já passaram por desafios semelhantes aos que a empresa está enfrentando no momento.

Conversando periodicamente com a direção da empresa, que deve colocar suas maiores dificuldades de crescimento na mesa, o Conselho Consultivo pode orientar na tomada de decisões.

Um Conselho Consultivo geralmente composto por 3 a 5 pessoas de confiança, capazes e dispostas a ajudar pelo menos algumas vezes ao ano (essa frequência deve ser definida pelo código de governança da empresa), com os temas mais diversos, voltados ao aumento de eficiência, inovação e relevância no mercado.

O conselho Consultivo é bem diferente de um Conselho Administrativo, Ambos são importantes, mas não devemos confundir os dois. O Conselho Administrativo geralmente entra mais para frente, enquanto o Conselho Consultivo pode ajudar a empresa desde o início da implantação da Governança Corporativa.

Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa

Se a sua empresa está começando ou quer melhorar sua práticas de governança, recomendamos bastante o download do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa desenvolvido pelo IBGC.

O código possui 103 paginas repletas com todas as informações que você precisa para colocar em prática os princípios em sua empresa e pode ser baixado gratuitamente neste link, direto do site do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

E se este artigo foi útil a você e sua empresa, deixe um comentário abaixo nos contando qual parte chamou mais atenção ou como você colocou os conceitos em prática. Não esqueça também de compartilhar com seus colegas utilizam os botões das redes sociais.

Materiais Gratuitos para sua empresa

Como você já sabe, toda semana publicamos aqui artigos relacionados a planejamento, orçamento e acompanhamento econômico-financeiro. Também publicamos mensalmente materiais gratuitos para download como modelos de planilhas, white papers e e-books. Você pode acessar estes materiais clicando no botão abaixo.

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Perguntas frequentes

Governança Corporativa é apenas para grandes empresas?
Não. Embora o conceito tenha surgido em grandes companhias de capital aberto, ele funciona em empresas de qualquer tamanho. PMEs que aplicam boas práticas de governança têm mais clareza nos processos, melhor controle financeiro e facilitam futuras captações de recursos. O tamanho muda a complexidade, não a utilidade.
Qual é a diferença entre Governança Corporativa e Compliance?
Governança Corporativa é o sistema geral de como a empresa é dirigida e monitorada, incluindo direitos dos acionistas, papel do conselho e transparência. Compliance é mais específico: é o conjunto de regras e processos para garantir que a empresa cumpra leis e regulamentações. Governança é o guarda-chuva; compliance é uma das peças dentro dele.
O que é IBGC e por que é importante?
O IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) é a principal referência do assunto no Brasil. Publica diretrizes e códigos de boas práticas que empresas usam como base para estruturar sua governança. Seguir suas recomendações aumenta a credibilidade da empresa perante investidores, bancos e órgãos reguladores.
Aplicar Governança Corporativa é caro?
Depende do tamanho e estrutura da empresa. Uma PME pode começar com custos baixos: documentar processos, criar um conselho ou comitê consultivo, estabelecer rotinas de relatórios financeiros. Grandes empresas precisam de estruturas mais complexas e caras. O retorno (redução de riscos, atração de capital, melhor gestão) costuma justificar o investimento.
Quais são os 4 pilares da Governança Corporativa?
Os principais são: Transparência (divulgar informações corretas e a tempo), Equidade (tratar bem acionistas, colaboradores e partes interessadas), Prestação de Contas (accountability — responder pelos resultados), e Responsabilidade Corporativa (agir com ética e sustentabilidade). Nem todas as definições listam exatamente os mesmos, mas estes aparecem em quase todas.
Governança Corporativa melhora realmente os resultados financeiros?
Sim, mas não é mágica. Empresas com boa governança têm maior controle de custos, menor risco de fraudes, decisões mais alinhadas e acesso mais fácil a crédito (geralmente com taxas menores). Pesquisas mostram que empresas com boas práticas de governança têm rentabilidade superior no longo prazo, mas o ganho vem de processos mais eficientes, não de uma fórmula mágica.
O que é um Conselho de Administração e é obrigatório numa PME?
Um Conselho de Administração é um órgão que supervisiona a diretoria, aprova decisões estratégicas e representa os interesses dos acionistas. Não é obrigatório em PMEs, mas muitas adotam modelos simplificados, como um conselho consultivo, que traz os benefícios (visão externa, mentoring, supervisão) sem a rigidez de uma estrutura formal.
Como começar a implementar Governança Corporativa na minha empresa?
Comece documentando seus processos atuais, defina claramente quem decide o quê, estabeleça reuniões regulares com sócios e lideranças, crie um plano de contas transparente e estruturado, e implante uma rotina de relatórios financeiros (mesmo que mensais). Não precisa fazer tudo de uma vez; priorize os pontos que trazem mais risco ou impacto para sua operação.
Qual é a relação entre Governança Corporativa e acesso a crédito?
Bancos e investidores exigem demonstrações de que a empresa é bem gerida e tem risco controlado. Uma empresa com boa governança tem processos claros, controles internos eficazes e relatórios financeiros confiáveis. Isso reduz o risco percebido e facilita a aprovação de crédito, frequentemente com melhores taxas.
O que é conflito de interesses em Governança Corporativa?
Surge quando alguém na gestão (sócio, diretor, conselheiro) toma decisões que o beneficiam pessoalmente, prejudicando a empresa ou outros acionistas. Exemplo: um sócio autorizar despesa desnecessária no seu provedor sem licitação. Boa governança estabelece regras e comitês para identificar e evitar essas situações.
Governança Corporativa é importante mesmo em empresas familiares?
Muito. Empresas familiares enfrentam desafios especiais: mistura entre decisões pessoais e empresariais, falta de clareza sobre direitos e deveres de cada membro, transição de poder. Uma governança bem desenhada protege a empresa e a família, evitando conflitos e garantindo que o negócio sobreviva às gerações.
O que acontece se a empresa não tiver Governança Corporativa?
Sem estrutura clara, crescem os riscos: decisões inconsistentes, duplicação de esforços, falta de accountability, vulnerabilidade a fraudes internas, dificuldade para atrair investidores e crédito. A empresa pode ter lucro no curto prazo, mas fica frágil para crescer ou resistir a crises.
Transparência em Governança Corporativa significa publicar tudo na internet?
Não. Significa compartilhar informações relevantes com as pessoas certas (acionistas, conselho, diretores, órgãos reguladores) de forma correta e a tempo. Uma PME pode fazer isso por relatórios internos, atas de reuniões e análises financeiras estruturadas, sem expor estratégias ou dados sensíveis publicamente.
Qual é a diferença entre Conselho de Administração e Conselho Consultivo?
Um Conselho de Administração tem poder de decisão e responsabilidade legal pelos rumos da empresa. Um Conselho Consultivo aconselha, mas não decide. Para PMEs, o consultivo é mais comum: reúne pessoas experientes que trazem visão externa, mas deixa a decisão final com os sócios.
Como a Governança Corporativa reduz riscos na empresa?
Estabelece controles internos (alguém revisa as despesas antes de serem pagas), segregação de funções (quem aprova não é quem executa), documentação clara de processos e decisões, e mecanismos de auditoria. Tudo isso deixa mais difícil que erros ou fraudes passem despercebidos.
Governança Corporativa é a mesma coisa em todos os países?
Não. Cada país tem suas regulamentações e códigos de boas práticas. No Brasil, temos o IBGC; nos EUA, há a Sarbanes-Oxley (SOX); na Europa, modelos diferentes por país. O conceito geral é parecido, mas os detalhes e obrigações variam conforme a legislação local.
Quanto tempo leva para implementar Governança Corporativa?
Depende do ponto de partida. Uma PME pequena pode estruturar o essencial em 3 a 6 meses. Uma empresa com estrutura complexa leva meses ou anos. O importante é começar com os passos mais críticos (transparência financeira, definição de papéis, rotina de reuniões) e evoluir continuamente.
Governança Corporativa vale a pena para uma startup?
Sim, desde o início. Startups que crescem rápido e atraem investidores precisam de boa governança para manter credibilidade e agilidade. Começa simples (atas de reunião, decisões documentadas, controle de caixa), mas estrutura a cultura certa desde o princípio.

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