Confira o excelente artigo publicado pela FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) esta semana em seu blog trazendo 5 ótimos aprendizados de Gestão Empresarial tirados do carnaval e que podem ser facilmente aplicados ao ambiente corporativo.
Apesar do clima festivo, muitas vezes confundido com bagunça, o carnaval pode ensinar-nos bastante sobre a gestão nas organizações. Por isso, relacionamos alguns quesitos das escolas de samba com os negócios e apontamos quais lições elas podem nos dar para evoluir a gestão.
Evolução – Os setores devem evoluir de acordo com o ritmo da organização
Assim como no desfile, o ritmo não pode parar nas organizações, uma vez que o descompasso pode atrapalhar o fluxo e os processos. Um setor não deve trabalhar individualmente e, sim, interligado a outros, respeitando seus líderes e condições. Desta forma, os “buracos” e erros são evitados e a organização segue sambando no mesmo ritmo.
Harmonia – Os líderes devem reger suas alas para que haja entrosamento de toda a equipe
Na avenida, é importante que o samba-enredo seja cantado conforme o ritmo da música. Para isso, existe um líder que rege toda a escola de samba. O mesmo ocorre em uma organização, onde o gestor deve ser capaz de puxar e direcionar suas equipes para que todos ajam juntos, conforme os processos, cada equipe fazendo a sua parte. Esse líder deve alinhar os valores da empresa, definir as metas e trabalhar para que os colaboradores cantem junto o mesmo samba.
Reinventar – As escolas de samba, assim que acaba um desfile, já estão pensado no próximo
Para poder lutar pelo título de campeã do carnaval, é preciso reinventar-se a cada ano. Isso não implica em grandes inovações, cheias de tecnologia e complexidade. Muitas vezes, o simples resolve e descomplica. Além disso, pensamos muito em grandes inovações e acabamos esquecendo de fazer o óbvio, como cuidar bem dos clientes da casa e, até mesmo, dos próprios colaboradores. E, nessa hora, acreditar que vai dar certo e permitir a reinvenção são as atitudes que as escolas campeãs mais buscam.
Motivação – Na avenida, cada componente de uma escola de samba é apaixonado pelo que faz
Por mais que existam aqueles que só apareçam na escola em poucos ensaios (ou até mesmo não ensaiem), algo motivou essas pessoas a escolherem aquela escola para desfilar, seja afinidade, amigos ou, até mesmo, o valor da fantasia. E na avenida, não importam os motivos, todos que estão desfilando se mostram motivados por estarem lá defendendo a sua escola, apaixonados (nem que seja por apenas alguns minutos) e envolvidos pelo propósito de levar a história que a agremiação decidiu contar.
Por que os seus colaboradores escolheram trabalhar em determinada organização e o que é feito para que essa motivação continue a cada dia de trabalho? Essas são perguntas que devem ser feitas com alguma frequência, para que o envolvimento de cada integrante continue. Para isso, é importante que todos saibam a missão, a visão e os valores da empresa, além dos papéis e objetivos de cada um.
Na escola de samba, os componentes trabalham por uma causa e, em uma organização, não deve ser diferente.
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Liderança – O carnavalesco é o grande maestro que integra o tema do samba com toda a magia que acontece na avenida
Na escola de samba, o carnavalesco é aquele que vai tirar do papel o tema eleito e transformá-lo no desfile que vai para a avenida. Desde o samba enredo até as alas, as fantasias e os carros alegóricos. Para isso, é preciso ter a capacidade de inspirar e de ser extremamente criativo, de forma a transformar um tema em todo um desfile. Nas organizações, o líder tem o mesmo papel de envolver e engajar sua equipe para fazer a empresa “rodar”, direcionando sua equipe e, ao mesmo tempo, dando abertura para que possam sugerir melhorias, apontar erros e mostrar suas próprias ideias.
Sobre o autor
O trabalho da FNQ é baseado no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), uma metodologia de avaliação, autoavaliação e reconhecimento das boas práticas de gestão.
Estruturado em treze Fundamentos e oito Critérios, o Modelo define uma base teórica e prática para a busca da excelência, dentro dos modernos princípios da identidade empresarial e do atual cenário do mercado.
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Perguntas frequentes
Qual é a conexão entre gestão de empresas e carnaval?
Apesar de parecerem universos diferentes, o carnaval funciona como um sistema complexo que demanda planejamento, sincronização, liderança e motivação — exatamente o que toda organização precisa. As escolas de samba precisam de ritmo sincronizado, líderes que alinhem os times e inovação constante, assim como uma empresa que quer crescer.
O que significa 'evolução' no contexto de gestão empresarial?
Significa que cada setor da empresa deve trabalhar interligado aos outros, seguindo o mesmo ritmo e respeitando sua liderança. Não é evolução individual de um departamento, mas da organização toda em sintonia. Quando um setor desanda sozinho, cria-se descompasso e erros desnecessários que prejudicam todo o fluxo.
Como aplicar a 'harmonia' das escolas de samba na minha empresa?
Um líder precisa alinhar valores, definir metas claras e garantir que toda a equipe trabalhe pelo mesmo objetivo — como um regente dirigindo uma orquestra. Quando todos cantam o mesmo 'samba', os processos fluem naturalmente e os colaboradores sabem exatamente qual é sua parte no resultado final.
Por que reinventar é importante para uma organização?
Porque o mercado não para e a concorrência também não. Reinvenção não significa tecnologia complexa, mas estar sempre um passo à frente. Muitas vezes, a reinvenção é simplesmente fazer bem o óbvio: cuidar do cliente e do colaborador. Escolas de samba campeãs fazem isso todo ano — por que sua empresa não faria?
Como motivar colaboradores se eles já aceitaram o trabalho?
Motivação inicial não é suficiente. Você precisa responder regularmente: por que meus colaboradores escolheram trabalhar aqui? O que faço para manter essa motivação viva? Garanta que todos conheçam a missão, visão e valores da empresa e que entendam qual é o papel de cada um no propósito maior. No carnaval, ninguém toca sozinho — na empresa também não deve ser diferente.
Qual é o papel da liderança na gestão empresarial?
O líder é como o carnavalesco: aquele que tira do papel o tema (estratégia) e o transforma em realidade através da integração de todas as alas (departamentos). Precisa inspirar, conectar os pontos e fazer com que cada pessoa entenda sua importância no desfile (resultado final).
Como evitar 'buracos' e erros nos processos empresariais?
Mantendo ritmo sincronizado entre setores e respeitando a hierarquia estabelecida. Quando a organização inteira bate no mesmo compasso, os desvios são mais fáceis de identificar e corrigir. Descompasso gera confusão; sincronismo gera eficiência.
É necessário que todos os colaboradores sejam apaixonados pelo trabalho?
Nem sempre o colaborador entra apaixonado, mas sua empresa deve criar as condições para que ele desenvolva envolvimento com o propósito. No carnaval, nem todos ensaiam desde o início, mas quando chegam na avenida, estão motivados pela escola. Você cria essa experiência — seja através do time, da cultura ou do reconhecimento.
Como comunicar a missão e os valores da empresa para toda a equipe?
Não adianta pendurar na parede. Missão, visão e valores precisam estar vivos no dia a dia: nas decisões que você toma, nas prioridades que comunica e nas ações que reconhece. Quando cada colaborador sabe 'por que' ele trabalha ali, a motivação deixa de ser opcional e vira natural.
Pequenas empresas também podem aplicar essas lições de gestão?
Sim, e talvez até mais facilmente. Uma PME tem menos 'alas' para sincronizar, mas precisa de exatamente o mesmo tipo de liderança, alinhamento e motivação que uma grande organização. Na verdade, quanto menor a empresa, mais visível é quando o ritmo está desalinhado — e mais rápido você consegue corrigir.
O que fazer se um departamento não segue o ritmo da organização?
Primeiro, questione se o ritmo está claro e realista para esse departamento. Se está, então precisa haver uma conversa direta sobre alinhamento e expectativas. Se continuar desalinhado, esse setor se torna um gargalo que atrasa toda a organização — e decisões precisam ser tomadas. Ritmo não é negociável em sistemas complexos.
Inovação precisa ser disruptiva para funcionar?
Não. As escolas de samba campeãs nem sempre inventam do zero — muitas vezes refinam o que funciona. Inovação na gestão pode ser desde um novo jeito de fazer reunião até uma mudança no cronograma de entrega. O importante é estar sempre evoluindo, mesmo que no incremento.
Como começar a aplicar essas lições na minha empresa?
Comece diagnosticando onde está o descompasso. Quais setores trabalham isolados? Qual é a clareza sobre missão e objetivos? Os líderes estão inspirando ou apenas dando ordens? Uma vez identificado o problema, escolha uma ação concreta — alinhamento em reunião, realinhamento de metas ou reconhecimento de quem está no ritmo certo.
Por que escolas de samba são bom exemplo de gestão organizacional?
Porque agregam complexidade extrema em um curto período de tempo: composição artística, fabricação de fantasias, coordenação de centenas de pessoas, logística de carros alegóricos. Tudo isso com orçamento limitado e muita criatividade. É basicamente gestão de projeto com pressão máxima — quem consegue fazer isso consegue gerir qualquer organização.