Elas surgiram para revolucionar os produtos financeiros, usando tecnologia como alavanca e uma melhor experiência do usuáriocomo diferencial, as Fintechs tem se tornado cada dia mais populares. Agora, as "Fintech as a Service" querem levar para outras empresas de diferentes modelos a possibilidade de também entregarem produtos financeiros a seus clientes.
Para entender melhor isso, no episódio #28 do Controller Cast convidamos pra um bate papo o Rodrigo Kratzer, CFO na Transfeera, uma fintech de Gestão e Processamento de Pagamentos.
Se você ainda não conhece, o Controller Cast é um podcast onde discutimos temas de Finanças e Controladoria ou de interesse dessas áreas, trazendo ideias e exemplos práticos. Tudo por meio de entrevistas com profissionais que estão fazendo a diferença no mercado.
Por que o modelo FaaS é tão inovador e importante?
Como ficam os bancos nessa história?
Quais os principais benefícios que a contratação dos serviços de uma fintech pode trazer para o setor de finanças e controladoria de uma empresa?
Como esses serviços são prestados na prática?
Sobre a Transfeera
Perguntas frequentes
O que é uma fintech?
Fintech é uma empresa de tecnologia focada em oferecer produtos e serviços financeiros de forma inovadora. Em vez de seguir o modelo tradicional dos bancos, as fintechs usam tecnologia como base para simplificar processos, reduzir custos e melhorar a experiência do usuário. Exemplos incluem plataformas de pagamento, empréstimos digitais e gestão de fluxo de caixa.
O que significa Fintech as a Service (FaaS)?
Fintech as a Service é quando uma fintech oferece suas soluções tecnológicas e financeiras como um serviço para outras empresas utilizarem. Em vez de apenas oferecer produtos para o consumidor final, a fintech permite que outras organizações integrem essas funcionalidades aos seus próprios serviços, criando uma camada adicional de valor para os clientes delas.
Como o modelo FaaS é diferente do que as fintechs faziam antes?
Antes, as fintechs ofereciam produtos diretos para o usuário final (seu próprio app, sua própria plataforma). Com FaaS, elas disponibilizam a infraestrutura e a tecnologia para que outras empresas—que não são fintechs—consigam oferecer serviços financeiros sofisticados aos seus clientes. É como alugar os 'músculos financeiros' de uma fintech.
Por que o modelo FaaS é inovador?
Porque democratiza o acesso à tecnologia financeira. Uma empresa de e-commerce, uma plataforma de serviços ou até uma rede varejista consegue oferecer pagamentos, empréstimos ou gestão de fluxo de caixa sem investir bilhões em desenvolvimento próprio. Isso acelera inovação no mercado e expande o alcance de serviços financeiros para clientes que antes não tinham acesso.
O que muda para os bancos tradicionais com o surgimento do FaaS?
Os bancos enfrentam pressão para inovar ou formar parcerias. Empresas que antes dependiam de serviços bancários podem agora obter essas mesmas funcionalidades através de fintechs especializadas, muitas vezes com melhor custo-benefício e experiência. Alguns bancos estão se posicionando como fornecedores de FaaS também, reconhecendo essa tendência.
Quais benefícios o FaaS traz para o departamento financeiro de uma empresa?
O principal é a eficiência: automação de pagamentos, reconciliação mais rápida, redução de erros manuais e acesso a dados em tempo real. Além disso, custos menores comparado a desenvolver internamente, maior segurança (compliance é responsabilidade da fintech) e a possibilidade de oferecer mais funcionalidades aos clientes finais sem aumentar a complexidade interna.
Como uma empresa contrata serviços de uma fintech de FaaS?
Geralmente através de uma integração via API. A fintech disponibiliza a documentação técnica, sua equipe integra ao sistema da empresa e, pronto: os serviços (pagamentos, gestão de recebíveis, etc.) ficam disponíveis dentro da plataforma dela. Algumas soluções também oferecem white-label, ou seja, com a marca da empresa cliente.
FaaS é seguro? Quem é responsável pela segurança dos dados?
Sim, desde que contratada uma fintech confiável. A responsabilidade pela segurança (criptografia, conformidade com LGPD, PCI-DSS) é da fintech, já que é seu core business. No contrato, fica claro o que cada parte garante. Por isso é crítico escolher uma parceira regulada e com histórico sólido.
Qual a diferença entre usar FaaS e abrir uma conta em um banco digital?
São coisas diferentes. Um banco digital é uma solução completa para o usuário final armazenar dinheiro e fazer transações. FaaS é a tecnologia que outra empresa usa para oferecer serviços financeiros embutidos. Exemplo: um banco digital usa FaaS de processamento de pagamentos como um componente do seu serviço.
Por que contratar uma fintech em vez de desenvolver a solução internamente?
Desenvolver internamente demanda meses, especialistas caros, conformidade regulatória complexa e manutenção contínua. Uma fintech já tem tudo pronto, testado e atualizado. O retorno é mais rápido e o risco menor. Faz sentido focar seus recursos no que você faz melhor e deixar a parte financeira com quem é especialista.
Que tipos de empresas mais usam ou se beneficiam de FaaS?
E-commerce, plataformas de marketplace, empresas de logística, saas B2B e redes varejistas. Basicamente, qualquer empresa que quer oferecer funcionalidades financeiras aos clientes sem virar uma fintech. Até mesmo bancos tradicionais estão usando FaaS para preencher lacunas de inovação.
Como o FaaS impacta a estratégia de controladoria de uma empresa?
Simplifica bastante. Você deixa a complexidade de compliance, segurança e infraestrutura de pagamento com a fintech. Internamente, o foco fica em análise de dados, reconciliação inteligente e decisões estratégicas baseadas nos dados que a plataforma fornece. Menos operacional, mais estratégico.
Existe custo de integração ao usar uma fintech como FaaS?
Sim. Além da taxa pelo serviço (que varia conforme o volume e o tipo de transação), há custos iniciais de integração técnica. Mas comparado a desenvolver do zero, é bem menor. Cada fintech tem sua tabela de preços, então é importante comparar modelos diferentes antes de contratar.
O FaaS funciona para empresas pequenas e médias?
Sim. Muitas fintechs de FaaS têm modelos escaláveis, começando com volumes baixos. Uma PME que quer oferecer pagamento parcelado ou um serviço de saque rápido aos clientes consegue contratar uma solução FaaS sem precisar de investimento astronômico, o que seria impossível desenvolvendo internamente.
Como a Transfeera se encaixa no modelo FaaS?
A Transfeera é uma fintech especializada em gestão e processamento de pagamentos. Ela oferece suas soluções como serviço para outras empresas integrarem ao seu negócio, permitindo que clientes façam transferências, consultem saldos e gerenciem pagamentos sem deixar a plataforma original. É um exemplo prático de FaaS em ação.
O FaaS vai substituir os bancos tradicionais?
Não vai substituir completamente, mas vai fragmentar o mercado. Bancos que não inovarem vão perder relevância. Os que abraçarem tanto o modelo FaaS quanto parcerias com fintechs conseguem se manter competitivos. O futuro é de coexistência: bancos + fintechs + plataformas com serviços financeiros embutidos.
Quanto tempo leva para integrar uma solução de FaaS?
Varia bastante. Integrações simples podem levar semanas. Soluções mais complexas, com customizações, podem levar meses. Mas é sempre mais rápido que desenvolver do zero, que levaria de 6 meses a 2 anos dependendo da complexidade.
É possível usar mais de uma fintech de FaaS ao mesmo tempo?
Sim, muitas empresas fazem isso. Uma para pagamentos, outra para antecipação de recebíveis, outra para gestão de fluxo de caixa. Desde que haja integração adequada entre os sistemas e alguém gerenciando a arquitetura geral, não há problema. Isso oferece flexibilidade e reduz dependência de uma única parceira.