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Ferramentas gerenciais para obtenção de controles e estatísticas de negócios

Ferramentas gerenciais: aprenda a escolher as opções ideais para sua empresa controlar e melhorar a análise do negócio!

Neste artigo

Uma das frases mais famosas e repetidas no mundo dos negócios é também uma das que mais carrega verdade em sua simplicidade: “o que não pode ser medido, não pode ser gerenciado”. E essa é a frase perfeita para introduzirmos o tópico sobre ferramentas gerenciais.

Gráfico de pizza com seis categorias de ferramentas de controle em cores diferenciadas

Em nosso blog você já deve ter percebido que falamos muito sobre a importância do planejamento econômico-financeiro, orçamento empresarial e sobre projeções em geral. Mas nada disto é suficiente se não ocorrer um acompanhamento paralelo do que realmente está acontecendo.

E este acompanhamento deve acontecer de forma organizada e estruturada, boa parte das vezes com ferramentas gerenciais. A contabilidade gerencial dispõe de inúmeros modelos e metodologias de acompanhamento de resultados, que certamente poderão ser o ponto de partida para sua empresa começar a registrar e acompanhar os resultados mês a mês.

Ferramentas gerenciais: por onde começar?

Para uma empresa que está começando a estruturar sua área gerencial, o ideal é começar com o mais simples possível e evoluir os métodos e ferramentas utilizadas à medida que forem surgindo novas necessidades. Se a empresa já tenta começar com algo muito avançado (e consequentemente complexo), as chances são muito grandes de que os controles se tornem um problema ao invés de uma ferramenta de apoio.

Desta forma, uma das formas mais simples é com planilhas. Se você está começando ou quer evoluir a gestão de sua empresa, em nossa área de downloads você encontra vários materiais gratuitos que ajudarão a começar.

Para conferir e baixar os materiais, basta acessar este link. São vários materiais, incluindo ferramentas gerenciais prontas que servirão de base para sua empresa começar e a medida que a necessidade de gestão evoluir, você pode ir ajustando as planilhas, incluindo novos controles ou mesmo excluindo os que não fazem sentido a empresa.

O que controlar e acompanhar com as ferramentas gerenciais?

Outro ponto de extrema importância é saber o que sua empresa precisa acompanhar. As necessidades de acompanhamento de uma empresa de prestação de serviços podem ser muito diferentes das necessidades de uma empresa de produção industrial, por exemplo.

Abaixo listamos alguns pontos simples, mas que podem ajudar a sua empresa a começar a realizar um controle gerencial:

  • Registrar todas as receitas (vendas de produtos, mercadorias ou serviços);
  • Registrar todos os custos e despesas (pagamento de impostos, fretes, comissões, funcionários, compra de matérias-primas, materiais de expediente etc.);
  • Registrar todos os investimentos realizados (compra de máquinas, equipamentos, imóveis, realização de obras e construções etc.);
  • Registrar todas as ações envolvendo pessoal (contratações, demissões, reajustes, prazo para o gozo de férias, etc.);
  • Criação de indicares relacionados a pontos chave da organização, com a atribuição de metas para cada indicador e acompanhamento regular dos resultados;
  • Manter um controle do estoque de produtos acabados e também do estoque de matérias-primas para evitar deixar de vendar por falta de estoque;
  • Elaboração e acompanhamento de relatórios como o Demonstrativo de Resultados do Exercício, Demonstrativo de Fluxo de Caixa e Balanço Patrimonial.

Próximos passos

Depois que a empresa "já colocou a casa em ordem" utilizando as ferramentas gerenciais mencionados acima, é hora de dar o próxima passo para a profissionalização da gestão.

As ações executadas até agora foram para garantir que a operação esteja sendo registrada corretamente, então agora a empresa pode começar a olhar para o futuro e definir de forma clara e objetivas quais são suas metas, ou seja, quais resultados espera obter.

Neste ponto, alguns itens a serem trabalhados são:

Ferramentas gerenciais: o que vem depois?

Depois de algum tempo, será natural a identificação de gaps e necessidades específicas para que então você comece a desenvolver (ou adaptar) suas próprias metodologias e ferramentas de acompanhamento.

Uma boa opção é buscar no mercado sistemas focados em atender o modelo de negócio de sua empresa. Estes softwares geralmente já possuem bastante experiência e conhecimentos de negócio adquiridos durante sua existência através da necessidade real de seus clientes. Desta forma, já concentram muita coisa pronta que pode poupar bastante trabalho, tempo e dinheiro para sua empresa.

Mas cuidado! É preciso pesquisar bastante e comparar as opções para escolher um sistema que atenda as necessidade específicas de sua empresa e que fique dentro do orçamento destinado para este fim. Opções não faltam!

De qualquer forma, este já é um passo bastante avançado, e as ferramentas e metodologias prontas atenderão com tranquilidade as necessidades de gerenciamento de sua empresa por um bom tempo. Independente da escolha (planilhas, sistemas ou qualquer outro método de controle) o importante é não deixar de registrar nada, nenhuma entrada ou saída de recursos de sua empresa e sempre orçar e planejar antes de executar.

PS: a frase do início do artigo é de William Edwards Deming, que foi um estatístico, professor universitário, conferencista e consultor norte-americano. Deming ficou conhecido após seu trabalho no Japão, pelo crédito recebido no aumento da produção durante o período da segunda guerra mundial. Já nos anos 50, à frente de sua época, ele ensinava para as altas direções das empresas como planejar o aumento da qualidade dos seus produtos. Deming fez uma contribuição significativa para que o Japão se tornasse o renomado desenvolvedor e produtor de inovações de alta tecnologia e qualidade. Deming é tido como sendo a personalidade, não nascida no Japão, que maior impacto causou sobre o sistema de negócios e de produção fabril japonês (Fonte Wikipédia).

E como você já sabe toda semana publicamos aqui artigos relacionados a planejamento, orçamento e acompanhamento econômico-financeiro. Também publicamos mensalmente materiais gratuitos para download como planilhas, white papers e e-books.

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Perguntas frequentes

O que são ferramentas gerenciais e para que servem?
Ferramentas gerenciais são sistemas ou instrumentos que ajudam a registrar, acompanhar e analisar dados do negócio de forma organizada. Servem para você tomar decisões baseado em números reais, não em achismo. Sem elas, fica impossível saber se o negócio está melhorando ou piorando.
Por onde uma empresa pequena deve começar com ferramentas gerenciais?
Comece simples: uma planilha bem estruturada já resolve no início. A ideia é evoluir gradualmente conforme a complexidade do negócio crescer. Começar com algo muito avançado geralmente vira um problema em vez de uma solução.
Planilha é suficiente para gerenciar um negócio ou preciso de um software?
Planilha funciona para começar e pode servir indefinidamente dependendo do tamanho da empresa. Mas conforme você cresce, gastará cada vez mais tempo mantendo dados duplicados, corrigindo erros manuais e gerando relatórios. Um software reduz essas tarefas em até 80%.
Qual é a diferença entre contabilidade gerencial e contabilidade fiscal?
A contabilidade fiscal segue regras do governo e serve para cumprir obrigações legais. A contabilidade gerencial acompanha o que realmente está acontecendo no negócio para você controlar e melhorar. A gerencial é para você, a fiscal é para o fisco.
O que meu negócio precisa medir e acompanhar com ferramentas gerenciais?
No mínimo: todas as receitas, todos os custos e despesas, investimentos realizados, movimentação de estoque e indicadores-chave (como margem, ticket médio e rotatividade). O ideal é focar nos números que realmente impactam seu lucro e fluxo de caixa.
Como defino quais indicadores acompanhar na minha empresa?
Pense nos pontos críticos do seu negócio. Uma loja de varejo precisa acompanhar rotatividade de estoque e ticket médio; uma prestadora de serviços precisa acompanhar taxa de ocupação e custo por projeto. Comece com 3 a 5 indicadores e expanda depois.
Vale a pena implementar ferramentas gerenciais em uma empresa que acaba de começar?
Vale muito. Quanto mais cedo você estrutura o acompanhamento, melhor é o controle desde o início. Empresas que começam sem controle gerencial perdem tempo e dinheiro corrigindo problemas que poderiam ter sido evitados se tivessem visibilidade dos números.
Qual a diferença entre Demonstrativo de Resultado do Exercício e Fluxo de Caixa?
O Demonstrativo de Resultado mostra se você lucrou ou perdeu em um período (receitas menos despesas). O Fluxo de Caixa mostra o dinheiro que entrou e saiu no caixa. Uma empresa pode ser lucrativa no papel e ficar sem dinheiro; por isso acompanhar os dois é essencial.
Como uma ferramenta gerencial pode ajudar a reduzir custos?
Quando você vê todos os custos organizados por categoria, identifica onde está gastando demais. Exemplo: você descobre que está pagando 18% a mais em matéria-prima do que no ano anterior — aí dá para negociar com fornecedor ou rever processos.
É possível usar uma ferramenta gerencial para prever problemas de fluxo de caixa?
Sim. Ao acompanhar receitas, despesas e investimentos mês a mês, você consegue ver com antecedência quando o caixa vai apertar. Isso dá tempo para negociar prazos, buscar crédito ou ajustar operação antes de virar um problema.
Uma empresa de prestação de serviços e uma empresa industrial precisam acompanhar as mesmas coisas?
Não. Uma prestadora de serviços precisa focar em custo por projeto, margem de serviço e ocupação de time. Uma industrial precisa acompanhar estoque de matéria-prima, custo de produção e eficiência de máquinas. O núcleo (receita, despesa, lucro) é igual, mas os detalhes mudam.
O que fazer com os dados coletados pelas ferramentas gerenciais?
Transformá-los em relatórios e análises que sirvam para tomar decisão. De nada adianta coletar dados se você não vai olhar para eles regularmente e usar como base para ajustar estratégia, preços, custos ou investimentos.
Com que frequência devo revisar os dados das ferramentas gerenciais?
No mínimo uma vez por mês, preferencialmente na primeira semana do mês seguinte. Isso dá tempo para você entender o que aconteceu no mês anterior e tomar ações antes que o próximo ciclo termine. Empresas maiores fazem análises semanais ou até diárias.
Como evitar que a implantação de ferramentas gerenciais vire uma burocracia desnecessária?
Defina exatamente o que vai acompanhar e por quê. Não meça tudo só porque pode medir. Foque nos números que realmente influenciam decisão. Automatize o máximo possível para reduzir trabalho manual — caso contrário, o controle vira um problema.
É possível começar com planilha e depois migrar para um software sem perder dados?
Sim, desde que seus dados estejam bem estruturados. Um software consegue importar informações de planilhas. O ideal é definir bem o plano de contas e a estrutura de dados desde o início para facilitar essa migração depois.
Quais são os principais erros ao implementar ferramentas gerenciais?
Tentar acompanhar tudo de uma vez, não envolver o time financeiro desde o início, não definir responsáveis pelos dados, e nunca revisar os números gerados. Ferramentas gerenciais só funcionam se houver disciplina e clareza sobre para quê você está coletando cada informação.
Uma ferramenta gerencial consegue substituir um contador ou consultor financeiro?
Não. A ferramenta organiza os dados; o profissional interpreta e recomenda ações. Você pode começar sem contador, mas será orientado por números organizados. Conforme crescer, ter um contador ou consultor analisando esses números é muito mais valioso.
Como saber se minha ferramenta gerencial está funcionando bem?
Se você consegue responder rápido perguntas como 'qual foi meu lucro em março', 'qual foi meu maior gasto', 'qual é meu estoque agora' e 'como vai meu caixa', a ferramenta está funcionando. Se você ainda precisa horas para achar uma informação simples, não está.
Vale usar a mesma ferramenta gerencial para múltiplas filiais ou unidades de negócio?
Depende. Se as filiais são muito diferentes (estrutura de custos, tipo de receita), é melhor deixar cada uma com sua própria estrutura dentro da ferramenta. Se são parecidas, uma estrutura centralizada que permite filtrar por filial economiza tempo e garante padronização.

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