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Plano de Contas: 2 modelos para download gratuito (Excel + PDF)

Modelo de Plano de Contas: colocamos 2 modelos para download gratuito! Um mais simplificado, para empresas que estão começando e um mais completo e robusto!

Neste artigo

Toda a organização financeira de uma empresa começa em um lugar só: o plano de contas. É ele que define em quais "gavetas" cada receita, custo e despesa vai ser guardada. Para te ajudar a montar o seu, preparamos dois modelos de plano de contas para download gratuito: um detalhado, em Excel, e um simplificado, em PDF.

Para baixar, é só clicar no modelo detalhado (Excel) ou no simplificado (PDF), ou usar os botões ao longo do post.

Por que o plano de contas é o alicerce da gestão

O plano de contas é a lista organizada e hierárquica de todas as contas que a empresa usa para registrar suas movimentações. Parece detalhe burocrático, mas é o que faz o resto funcionar: sem um plano de contas bem montado, o seu DRE e o seu Balanço Patrimonial saem desorganizados e as análises perdem o sentido. É a partir dele que você consegue responder, com clareza, quanto entrou, quanto saiu e em quê.

O que vem em cada modelo

São dois materiais pensados para momentos diferentes da empresa:

  • Modelo detalhado (Excel): um plano de contas completo e hierárquico, já organizado nos grandes grupos contábeis com códigos numéricos. É editável, então serve de base para você adaptar à sua realidade.
  • Modelo simplificado (PDF): uma versão enxuta, para quem está começando e quer uma estrutura mínima sem se perder em dezenas de contas. Por ser PDF, é material de referência, não de edição.

A lógica da numeração

No modelo detalhado, as contas seguem a estrutura contábil clássica, agrupadas por um primeiro dígito:

  • 1 — Ativo (bens e direitos: caixa, bancos, clientes, estoques, imobilizado);
  • 2 — Passivo e Patrimônio Líquido (obrigações e capital: fornecedores, empréstimos, impostos a pagar, capital social);
  • 3 — Receitas (vendas, serviços, outras receitas);
  • 4 — Custos e Despesas (CMV, despesas operacionais, financeiras, tributárias);
  • 5 — Apuração do Resultado.

Cada grupo se abre em níveis (grupo, subgrupo e conta), com códigos do tipo 1.1.01.01. Essa hierarquia é o que permite somar do detalhe para o total e separar bem cada natureza — o mesmo raciocínio do artigo sobre classificação das contas contábeis.

Como adaptar o plano de contas à sua empresa

O modelo é um ponto de partida, não uma camisa de força. Para usá-lo bem:

  • Comece pela versão que cabe no seu momento. Empresa pequena e iniciante costuma render mais com o simplificado; quem já tem volume e precisa de detalhe vai melhor no detalhado.
  • Adicione e remova contas conforme a sua realidade. Uma empresa de serviços não terá conta de estoque; uma indústria precisará detalhar a produção. Mantenha só o que você de fato usa.
  • Preserve a hierarquia. Pode mudar as contas, mas mantenha a lógica de grupos e a numeração consistente — é isso que deixa o relatório somável.
  • Alinhe com o seu contador. O plano de contas gerencial e o contábil precisam conversar para você não ter dois mundos paralelos.

Como o plano de contas conversa com os relatórios

Um plano de contas bem feito é o que torna possível gerar relatórios confiáveis quase de graça. As contas de receita, custo e despesa (grupos 3 e 4) alimentam o DRE; as de ativo e passivo (grupos 1 e 2) montam o Balanço Patrimonial. E na hora de fechar o mês, é o plano de contas que dá a régua para a conciliação contábil e para as demonstrações contábeis obrigatórias.

A hierarquia na prática

Para ver como a numeração funciona, acompanhe um ramo do Ativo no modelo detalhado:

  • 1 — Ativo (o grande grupo);
  • 1.1 — Ativo Circulante (o subgrupo);
  • 1.1.01 — Disponível (a categoria);
  • 1.1.01.01 — Caixa e 1.1.01.02 — Bancos com Movimento (as contas onde você de fato lança).

Cada nível detalha o anterior, e o lançamento sempre acontece na conta mais específica. Quando você soma de baixo para cima, chega ao total de cada grupo sem esforço: dá para saber num piscar de olhos quanto a empresa tem de disponível, somando caixa, bancos e aplicações. O modelo detalhado já traz essa árvore montada para o Ativo, o Passivo, as Receitas e os Custos e Despesas.

Detalhado ou simplificado: qual escolher

A regra é o momento da empresa. Quem está começando ganha tempo com o simplificado: menos contas, menos dúvida na hora de lançar, e já resolve. Conforme o negócio cresce e as decisões pedem mais detalhe (separar linhas de produto, centros de custo, tipos de despesa), o modelo detalhado passa a fazer sentido. Não há problema em começar enxuto e ir abrindo contas conforme a necessidade aparece; o erro é o contrário, criar uma estrutura gigante que ninguém consegue manter preenchida.

Os grupos do plano de contas

CódigoGrupoExemplos de contas
1AtivoCaixa, bancos, clientes, estoques, imobilizado
2Passivo e Patrimônio LíquidoFornecedores, empréstimos, impostos a pagar, capital social
3ReceitasVendas, serviços, outras receitas
4Custos e DespesasCMV, despesas operacionais, financeiras e tributárias
5Apuração do ResultadoEncerramento e apuração do lucro ou prejuízo

Erros comuns ao montar o plano de contas

  • Criar contas demais. Detalhe não é o mesmo que clareza. Conta que ninguém usa só atrapalha o lançamento e a leitura.
  • Não padronizar. Lançar a mesma despesa em contas diferentes a cada mês quebra qualquer comparação. Defina a regra e siga.
  • Misturar naturezas. Custo direto, despesa de estrutura e investimento têm lugares diferentes. Veja a diferença entre custos e despesas antes de classificar.
  • Ignorar a evolução. O plano de contas acompanha a empresa. Revise quando o negócio muda.

Baixe os dois modelos abaixo e comece pela estrutura que faz sentido para o seu momento:

Banner modelo de plano de contas detalhado em formato Excel pronto para download e uso imediato

Anúncio planilha modelo de plano de contas simplificado com botão download gratuito em Excel

Se o conteúdo e os modelos forem úteis, compartilhe com quem também cuida das finanças do negócio.

Perguntas frequentes

O que é um plano de contas?
É a estrutura que organiza todas as suas movimentações financeiras em categorias. Funciona como um índice: agrupa receitas, despesas, ativos e passivos de forma que você consiga entender onde o dinheiro entra, onde sai e aonde está aplicado. Sem um plano de contas bem feito, fechar o mês fica confuso.
Qual é a diferença entre o plano de contas simplificado e o detalhado?
O simplificado tem as contas essenciais, perfeito para quem está começando e não precisa de muito detalhe. O detalhado quebra essas contas em subcategorias, ideal para empresas que querem acompanhar despesas e receitas com mais precisão. Se você tem várias linhas de negócio ou áreas, o detalhado funciona melhor.
Para qual tipo de empresa é o plano de contas simplificado?
Para micro e pequenas empresas que estão estruturando a gestão financeira pela primeira vez. Se você acabou de abrir a empresa ou sua contabilidade é ainda bem enxuta, comece com o simplificado e customize conforme cresce.
Para qual tipo de empresa é o plano de contas detalhado?
Para empresas que já têm processos mais estabelecidos ou múltiplas áreas (vendas, operações, administrativo) e precisam rastrear despesas e receitas por departamento ou projeto. Se você tem mais de 20 funcionários ou quer detalhe por centro de custo, use esse.
Como implementar um plano de contas na minha empresa?
Comece mapeando todas as contas que você usa hoje (no banco, no contador, em planilhas). Depois pegue um dos modelos, customize adicionando ou removendo contas conforme sua realidade, e configure no seu sistema (ERP, software contábil ou Treasy). Leve em conta o seu segmento: uma loja precisa de contas diferentes de uma consultoria.
Posso usar o plano de contas do modelo mesmo tendo um contador?
Sim. Converse com ele primeiro para garantir que o modelo se encaixa na forma como ele classifica as movimentações para a contabilidade oficial. Muitas vezes o contador segue um padrão contábil rígido, mas você pode ter um plano gerencial paralelo mais prático para controlar o negócio.
Os dois modelos funcionam para qualquer segmento de negócio?
São estruturas genéricas que servem como base. Um comércio, uma prestadora de serviços e uma indústria precisam de planos um pouco diferentes. Use o modelo como partida, mas ajuste as contas específicas do seu segmento (por exemplo, se é indústria, adicione contas de matéria-prima).
Qual é a diferença entre receita bruta e receita líquida no plano de contas?
Receita bruta é tudo que entra antes de descontos, devoluções e impostos. Receita líquida é o que sobra depois desses descontos. No plano de contas, você registra a bruta e depois subtrai as deduções, chegando à líquida — isso permite acompanhar o quanto você realmente está ganhando.
Como organizar despesas no plano de contas se tenho muitas categorias?
Use uma estrutura de contas-mãe e subconta. Por exemplo: "Despesas Administrativas" (mãe) com "Salários", "Aluguel", "Telefone" (filhas). Isso deixa a visualização geral limpa, mas você consegue detalhar quando precisa.
Plano de contas gerencial é diferente de plano de contas contábil?
Sim. O contábil segue regras oficiais (IFRS ou normas contábeis) e é obrigatório. O gerencial é flexível e é para você controlar o negócio — pode ter mais detalhes ou agrupamentos diferentes. Muitas empresas usam os dois em paralelo.
Como conectar o plano de contas com o meu sistema atual (ERP ou software contábil)?
Exporte o plano de contas em formato que o seu sistema aceita (geralmente CSV ou Excel) e faça um mapeamento de-para entre as contas antigas (se houver) e as novas. Se o sistema for bem integrado, ele atualiza automaticamente as movimentações futuras nas contas certas.
Vale a pena revisar o plano de contas depois de implementar?
Vale demais. Implemente o modelo, use por 2 ou 3 meses e veja o que está faltando ou sobrando. Depois ajuste. Um plano de contas vivo é aquele que cresce com a empresa, não é algo que você monta uma vez e nunca mais mexe.
Se eu trocar de plano de contas, o que acontece com os dados antigos?
Os dados não somem — você vai precisar fazer um mapeamento histórico para reclassificar as movimentações antigas conforme o novo plano, ou deixar um plano "fechado" com dados antigos e começar do zero com o novo. Converse com seu contador para decidir a melhor abordagem.
Quantas contas um plano de contas deve ter no máximo?
Não há limite técnico, mas recomenda-se entre 50 e 150 contas para empresas pequenas e médias. Acima disso fica difícil gerenciar e o relatório fica confuso. O importante é que cada conta tenha um propósito claro.
Qual é a relação entre plano de contas e fluxo de caixa?
São complementares. O plano de contas organiza tudo que entra e sai; o fluxo de caixa te mostra quando entra e sai (a data). Uma receita registrada no plano pode demorar 30 dias para cair no caixa — o fluxo de caixa captura essa diferença.
Como lidar com impostos no plano de contas?
Crie contas separadas para cada imposto que sua empresa paga (PIS, COFINS, ICMS, ISS, IR). Isso deixa claro quanto você deveria de impostos e facilita a apuração no final do período. Seu contador pode indicar exatamente quais você precisa.
Plano de contas precisa de aprovação do fisco?
Não. O plano de contas é sua responsabilidade. O fisco não aprova nem rejeita. O que importa para o fisco é que você reporte corretamente os valores na declaração e na contabilidade oficial — o plano gerencial é interno, para você controlar o negócio.
Devo usar um plano de contas diferente para cada filial ou unidade da empresa?
Recomenda-se usar o mesmo estrutura de contas em todas as unidades, mas com um diferencial para separar por filial (exemplo: "Vendas Filial SP", "Vendas Filial RJ"). Isso facilita a consolidação de resultados e evita dúvidas sobre onde registrar cada movimentação.

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