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9 dicas para seu negócio recorrente ganhar escala

Neste artigo

Se você trabalha com assinaturas e pagamentos recorrentes, sabe bem o enorme desafio que é gerir sua empresa e lidar com as particularidades tradicionais da economia de recorrência.

As tarefas operacionais e trabalhosas, para gerir seu negócio, comprometem um bom tempo seu e da sua equipe, certo?

Quantas horas e dias investimos em tarefas rotineiras e burocráticas, que poderiam ser simplificadas por processos automatizados? Já pensou sobre isso?

Sabemos que, muito provavelmente, essa rápida reflexão pode ter te trazido certo desânimo. Afinal, seu tempo é valioso e deve ser otimizado da melhor forma para sua gestão ganhar escala e potencializar sua performance.

E esse é justamente o primeiro passo que você precisa dar: admitir e estar ciente que são necessárias mudanças na gestão financeira da sua empresa para conseguir tal façanha: ganhar tempo ao mesmo tempo que aprimora a estrutura do seu processo de trabalho.

Pensando nisso, nossa parceira Superlógica desenvolveu um curso de gestão financeira por e-mail, voltado a dicas práticas para ajudar o planejamento de um negócio de assinaturas.

O principal objetivo é ajudar empresas a serem mais eficientes em suas ações: otimização do tempo, redução de processos, gastos e focar apenas no que importa: o crescimento do seu negócio.

Lembrando que o Treasy possui integração nativa com o ERP da Superlógica, possibilitando que sua empresa profissionalize sua gestão de assinaturas por meio do Superlógica, Planeje e Acompanha seus resultados econômicos integrado ao Treasy.

Curso gratuito abordando negócio recorrente escala e gestão de modelo de assinatura

Quais são as 9 dicas que você precisa saber para sua gestão de assinaturas? Afinal, é a partir delas que você conseguirá traçar as estratégias necessárias para escalar o seu negócio recorrente. Aqui estão as principais:

1) Quais as boas práticas de gestão?

Os seguintes pontos estão entre os mais importantes quando se fala em boas práticas de gestão de assinaturas:

  • Ter uma contratação sem atritos - seja online ou por vendedores;
  • Possuir uma régua de cobrança eficiente;
  • Ter uma boa área do cliente;
  • Um departamento de cobrança eficiente;
  • Ter a segmentação de seus clientes de forma bem estruturada;
  • Automatização de processos de faturamento.

2) Boleto, cartão, débito automático…o que você usa?

Se sua empresa faz parte desse modelo de pagamento recorrente, você sabe que estas cobranças acontecem de forma automática, seja por boleto bancário, cartão de crédito ou débito automático, certo?

É muito importante saber todos os prós e contras em todos os meios de pagamento para escolher a melhor alternativa de acordo com o seu modelo de negócio. Afinal, com dinheiro não se brinca.

Use cartão de crédito caso seu ticket seja baixo. Opte pelo boleto para tickets maiores ou pagamentos anuais antecipados. Detalhamos neste artigo os principais motivos para usar cartão de crédito.

3) Quais erros você está cometendo e deve evitar?

Erros são constantes e naturais em nosso negócio. Afinal, acontecem tentativas, falhas e mudanças ao longo do jogo, certo? Erros em tarefas básicas como contratação de novos clientes, envio de remessa e de segunda via de boletos, avisos de cobranças aos inadimplentes e cancelamento de contratos são apenas alguns exemplos de processos que podem comprometer a eficiência do seu negócio e devem ser evitados ao máximo.

4) A inadimplência tira seu sono?

Afinal, quais as melhores ações para reduzir a inadimplência? Como cobrar clientes inadimplentes? Existem meios e métodos que podem ajudar na redução de clientes que não pagam pelo serviço e que também podem ajudar na organização dos seus processos de recebimento e auxiliar a saúde financeira da empresa. Eis algumas boas práticas que consideramos essenciais para reduzir a inadimplência: ter uma boa política de cobrança, ter uma régua de cobrança por e-mail e SMS, entender os seus tipos de devedores, avaliar se reivindicar o pagamento por telefone é a melhor opção e, por fim, cogitar a contratação de uma assessoria contábil.

5) Já planejou seu orçamento?

Um planejamento financeiro dentro das empresas pode ser uma tarefa difícil e fácil ao mesmo tempo. Para algumas organizações, planejar é um ato quase automático. Para outras, pode significar longas horas de trabalho. Mas chega o momento de executar o plano. E, nessa hora, muito do que foi discutido fica guardado na gaveta, sem utilidade. O que fazer? As etapas que levam ao desenvolvimento de uma boa programação financeira podem ser divididas em 5 passos básicos: definição das metas, elaboração, execução do plano, monitoramento e avaliação e - muito importante - a revisão dos planos (caso necessário).

6) Qual o papel do financeiro e do CFO?

Na teoria, o Chief Financial Officer (CFO) assume a direção do futuro financeiro da organização e lidera processos e pessoas em busca de crescimento e eficiência do negócio. Já um profissional de finanças é responsável por dar uma contribuição mais ampla e estratégica dentro de uma organização. O controller, que é uma outra função dentro da área, é responsável pela coordenação da gestão financeira, econômica e patrimonial de uma empresa.

7) Você reajusta seus contratos?

O reajuste de contratos e assinaturas é um tema polêmico, porém muito comum entre as questões de empresas que trabalham com assinaturas. A primeira dica é entender que, se você trabalha com planos fixos, é recomendado manter o preço no primeiro ano de contrato; nos contratos negociados, a recomendação é que, na renovação, seja feito algum reajuste - atente-se às condições de fechamento para não parecer um aumento exorbitante na renovação.

8) Precificação: a sua maior alavanca de crescimento

“Aquisição é apenas para sobrevivência. Se você quer que a sua empresa cresça, você precisa investir em monetização e retenção”, disse Patrick Campbell, CEO e cofundador da ProfitWell durante o Superlógica Xperience 2018. Na visão dele, é importante entender a diferença de preço justo e preço caro e, aproveitando essa lógica, o quanto seu cliente está disposto a desembolsar pelo seu serviço. Isso dependerá de vários fatores, como, por exemplo: seu produto é um bom negócio e tem a qualidade necessária para o seu cliente?

9) As métricas que você precisa acompanhar

Por último, e não menos importante, são as métricas, afinal, um negócio recorrente é totalmente diferente de um transacional. Qualquer deslize nessa questão pode comprometer o seu fluxo de caixa e prejudicar a sua empresa. As principais métricas que você deve acompanhar são: MRR (receita recorrente mensal), ARR (receita recorrente anual), Growth (taxa de crescimento), Churn (taxa de cancelamento), LTV (lifetime value - valor do tempo de vida do cliente), CAC (custo de aquisição), LTV (a média de receita que um cliente gasta na empresa) e payback (depois de quanto tempo pagando, um cliente passa a dar lucro para a empresa).

Curso de gestão de assinaturas do Superlógica

A nossa parceira Superlógica criou um curso de 10 dias, por e-mail e gratuito, para ensinar boas práticas para gerir seu negócio recorrente. Esse curso é ideal para CEOs, CFOs ou responsáveis pela gestão financeira de um negócio recorrente. Quer aprender o que é realmente necessário para potencializar sua gestão de assinaturas? Inscreva-se!

Perguntas frequentes

O que é economia de recorrência e por que é tão diferente de outros modelos de negócio?
Economia de recorrência é quando você ganha dinheiro de forma previsível, mês após mês, com clientes que renovam automaticamente. Diferente de vender uma vez só, aqui você precisa reter o cliente, gerenciar cancelamentos, cobranças falhadas e churn. Para negócios de assinatura, isso muda tudo: sua margem depende menos de vender e mais de manter.
Qual a melhor forma de pagamento para negócio de assinatura: boleto, cartão ou débito automático?
Não existe uma única resposta, mas a regra prática é: use cartão de crédito para tickets baixos (assinaturas mensais pequenas) e boleto para tickets maiores ou pagamentos anuais antecipados. Débito automático funciona bem em B2B. O que importa é entender a taxa de rejeição de cada método no seu público e testar qual gera menos involuntary churn.
Como reduzir inadimplência em um negócio recorrente?
Comece com uma régua de cobrança automática: avisos antes do vencimento, tentativas de reprocessamento do cartão e escalações progressivas para clientes que não pagam. Integre seu sistema de pagamentos com seu ERP para capturar esses eventos em tempo real. Quanto mais rápido você identifica um problema de cobrança, menor o prejuízo.
Vale a pena automatizar o faturamento de assinatura?
Totalmente. Automatizar faturamento libera sua equipe de tarefas manuais repetitivas e reduz erros. Um segundo: com a automação correta, você consegue fechar o ciclo de faturamento em horas, não dias. Isso muda sua capacidade de escalar sem contratar mais gente.
Como saber se meu modelo de assinatura está escalando ou apenas crescendo?
Crescimento é aumentar receita. Escala é aumentar receita com mais eficiência (menos custo operacional por real ganho). Para saber a diferença, compare a evolução do seu CAC (custo de aquisição) contra o LTV (valor do cliente ao longo da vida) e veja se a margem está melhorando ou piorando. Se a margem cai enquanto cresce, você está gastando demais para ganhar.
Quais erros mais comuns destroem negócios de assinatura?
Os principais: não avisar o cliente antes de cobrar, deixar cobranças falharem sem tentar novamente, oferecer péssima experiência ao cancelar (o cliente quer sair rápido, não brigar), e não segmentar clientes por padrão de pagamento. Cada erro desses aumenta o churn e o custo operacional.
Como estruturar a segmentação de clientes em um negócio recorrente?
Segmente por: padrão de pagamento (cartão alto risco vs. boleto confiável), ticket (clientes de R$ 50/mês precisam de suporte diferente dos de R$ 5 mil), e risco de churn (clientes que entram e saem rápido vs. fiéis). Com isso claro, você consegue ajustar sua régua de cobrança e comunicação para cada grupo.
Quanto tempo uma empresa de assinatura precisa para se professionalizar na gestão financeira?
Depende do seu ponto de partida. Se começou com planilha, espere entre 3 a 6 meses para implementar processos mínimos (planejamento mensal, fluxo de caixa projetado, análise de churn). Mas o verdadeiro ganho de escala vem quando você integra seu ERP com uma ferramenta de análise financeira, reduzindo o ciclo para semanas.
Como integrar os dados de pagamento recorrente com a gestão financeira?
Use um ERP que capture automaticamente os eventos de cobrança (tentativas, rejeições, reembolsos) e integre com sua plataforma de análise financeira. Quando tudo está conectado, você vê em tempo real qual dia do mês traz mais inadimplência, qual meio de pagamento tem maior taxa de falha e qual plano tem maior churn.
Qual a relação entre a experiência do cliente e a inadimplência?
Direta. Se o cliente tem ótima experiência (fácil alterar plano, cancelar sem burocracia, renovação sem surpresas), ele paga em dia mesmo com aperto financeiro. Se a experiência é ruim (cobrança surpresa, falta de aviso, dificuldade para cancelar), ele não paga nem por rancor. Experiência de cliente reduz churn involuntário.
Por que uma régua de cobrança eficiente é tão importante em negócios recorrentes?
Porque nem toda inadimplência é fraude ou falta de grana. Às vezes o cartão expirou, a pessoa mudou de banco ou simplesmente não viu o aviso. Uma régua que tenta cobrar 2 ou 3 vezes, com avisos claros entre tentativas, recupera 20 a 30% dos pagamentos que pagariam se tivessem outra chance.
Como usar dados de assinatura para prever churn e cancelamento?
Observe padrões: clientes que reduzem uso rápido após assinar, que entram em chargeback frequente, ou que passam 30 dias sem usar o serviço têm chance alta de cancelar. Quanto mais dados financeiros você coleta (padrão de pagamento, mudança de plano, contato com suporte), melhor sua previsão de quem vai sair.
Vale a pena oferecer diferentes formas de pagamento se aumenta a complexidade?
Vale, sim. Sua conversão (e retenção) pode cair 10 a 20% se força apenas um método de pagamento. Ofereça pelo menos cartão e boleto. A complexidade operacional vale a pena se você automatiza. Se for manual, corta para um ou dois métodos.
Como calcular o impacto real da inadimplência na lucratividade?
Simples: pegue sua receita mensal recorrente planejada, subtraia a receita que não entrou por inadimplência, e compare com seus custos fixos. Se você planejava R$ 100 mil e caiu para R$ 85 mil por inadimplência, isso são R$ 15 mil que não cobrem seus custos. Isso mostra por que reduzir inadimplência em 5% pode ser tão valioso quanto conseguir 5 novos clientes.
É necessário ter um departamento separado só para cobranças em negócio de assinatura?
Depende do tamanho. Em startups, uma pessoa com ferramenta certa consegue gerenciar cobranças para centenas de clientes. Acima de 5 mil clientes, sim, vale ter especialista. O que não pode é ignorar cobranças deixando para após outras tarefas. Inadimplência se agrava rápido.
Como decidir entre treinar minha equipe ou trazer um ERP especializado em assinatura?
Treine sua equipe nos processos (o que fazer quando boleto cai, como avisar cliente, quando escalar), mas use um ERP ou SaaS especializado para automação (ou integrado a ela). Você não consegue escalar apenas com gente; precisa de sistema. Treasy, por exemplo, já se integra com ERPs de assinatura como Superlógica, capturando tudo automaticamente.
Qual métrica de negócio recorrente devo acompanhar diariamente?
MRR (receita recorrente mensal) e inadimplência do dia. Se um cliente entrar em default, você quer saber hoje, não na próxima segunda. Semanalmente, acompanhe churn, CAC e LTV. Mensalmente, analise a margem e compare planejado versus realizado.
Como usar planilha versus sistema para gerir assinatura sem virar caótico?
Planilha serve para acompanhamento. Sistema é para operação. Se você usa planilha para rodar o faturamento, você está amarrando sua equipe. Use sistema para faturar, cobrar e registrar eventos, e planilha (ou painel integrado) para análise e acompanhamento. Quanto antes sair da planilha de operação, melhor.

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