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Análise de Vendas: como montar um Mix de Produtos e Mix de Canais de Distribuição para sua empresa

Análise de Vendas: confira as dicas de como montar um Mix de Produtos e Mix de Canais de Distribuição equilibrado e rentável para sua empresa!

Neste artigo

Sabemos da Matriz de análise de vendas por produto com quadrantes estrela vaca leiteira abacaxiimportância de realizar o planejamento e previsão de vendas de sua empresa para os próximos anos, bem como a necessidade de acompanhar mensalmente se os resultados estão dentro do esperado.

Porém, ainda mais importante que acompanhar os resultados, é analisá-los e compreender se existem Produtos ou Canais de Distribuição deficitários e identificar o que pode ser feito para melhorar a rentabilidade de sua empresa.

Confira no artigo, como realizar a Análise de Vendas de sua empresa por Produtos e Canais de Distribuição e garantir o mix mais rentável.

Mix de Produtos

Para começar a análise de vendas, é importante que você tenha a Estrutura de Produtos de sua empresa muito bem mapeada. Para isto, é como subdividir e agrupar os itens comercializados pela empresa em famílias de produtos, linhas de produtos, tipos de produtos, segmentos, marcas, modelos, etc.

Abaixo temos um exemplo, com a Estrutura de Produtos de uma empresa de confecções:

Estrutura hierárquica de produtos em análise de vendas com categorias confecções masculino

DICA: Alguns critérios que ajudam bastante e devem ser considerados ao definir seu Mix de Produtos:

  • Publico alvo
  • Potencial de Mercado
  • Market Share de sua empresa em relação aos concorrentes
  • Sazonalidade
  • Ciclo de vida do produto

Mix de Canais de Distribuição

Os Canais de Distribuição são os elementos e agentes responsáveis pelo processo de tornar um produto ou serviço disponível para o consumo, da melhor forma possível. Ou seja, os Canais de Distribuição são as maneiras que o consumidor tem para chegar até o produto de sua empresa.

Estas formas de distribuição podem variar bastante, de acordo com o modelo de negócios de cada empresa. Veja alguns exemplo:

  • Canais Físicos: lojas em shoppings ou outros lugares movimentados;
  • Canais Virtuais: como páginas da internet ou revenda em marketplaces como Mercado Livre;
  • Revendedores: venda em lojas (físicas ou virtuais) de outras empresas, como garandes redes de supermercados ou lojas virtuais, como o Submarino ou Amazon;
  • Distribuidores: empresas que fazem o papel intermediário para que seu produto chegue até os locais onde será colocado a disposição dos consumidores.

Existem ainda várias outras categorias de Canais de Distribuição, e sua empresa não precisa estar em todos eles, mas sim descobrir quais deles fazem sentido para seu negócio e geram maior retorno (custo x benefício).

E para isto, é importante que você faça testes e simulações e que tenha formas simples e ágeis para verificar e analisar quais canais estão gerando maior retorno e devem ser mais explorados e quais canais não fazem sentido para seu negócio e talvez devam ser eliminados.

Mas lembre-se que da mesma forma que os produtos, alguns canais podem ser estratégicos para seu negócio, e neste caso, mesmo que os retornos financeiros não sejam bons, pode ser necessário manter o Canal de Distribuição para marcar presença ou não perder mercado para algum concorrente.

Veja abaixo um exemplo de estrutura de Canais de Distribuição em uma empresa de confecções:

Árvore canais distribuição com analise de produtos lojas físicas virtuais e-commerce

Vantagens de realizar a Análise de Vendas por Mix de Produtos e Mix de Canais de Distribuição

Quando sua empresa possui seu Mix de Produtos e Mix de Canais de Distribuição bem mapeados e organizados, fica muito mais fácil realizar analises, auxiliando na compreensão de porque um determinado produto vende mais em uma região que outra, analisar o desempenho entre filiais da mesma região, comparar a rentabilidade de linhas de produtos diferentes, entre outros.

Também ajuda bastante realizar a análise de quais produtos vendem mais por estação do ano, por região e até mesmo a relação entre a venda de dois produtos, onde um impulsiona a venda de outro, e muitas vezes sua empresa desconhece essa relação.

Mas um dica importante é sempre realizar a análise de vendas do Mix de Produtos levando em consideração também o Mix de Canais de Distribuição, pois como já comentamos anteriormente, um produto pode vender muito bem em um canal, mas ser um “abacaxi” em outro.

E não se esqueça que sua análise não deve considerar apenas a receita gerada, mas quais são as deduções, custos e despesas relacionadas a cada Produto ou Canal de Distribuição.

Toda semana publicamos artigos relacionados a planejamento, orçamento e acompanhamento econômico-financeiro. Também publicamos mensalmente materiais para download como planilhas, e-books e white papers, que você pode conferir em nossa área de Materiais Gratuitos.

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Perguntas frequentes

O que é Mix de Produtos?
É a forma como você organiza e agrupa todos os produtos que vende em categorias maiores, como famílias, linhas ou segmentos. Por exemplo, uma confecção pode agrupar seus produtos em camisetas, calças, jaquetas e acessórios. Isso facilita a análise de qual produto está gerando lucro e qual está puxando para baixo o resultado da empresa.
Qual a diferença entre Mix de Produtos e Mix de Canais de Distribuição?
Mix de Produtos é o agrupamento dos itens que você vende. Mix de Canais é o agrupamento das formas como você vende (loja física, e-commerce, revenda em marketplace, distribuidor). Um produto pode ser vendido em vários canais; o objetivo é entender qual combinação gera mais lucro.
Por que é importante mapear bem a estrutura de produtos da empresa?
Sem uma estrutura clara, você não consegue identificar quais produtos são rentáveis e quais estão puxando seu resultado para baixo. Quando você agrupa e organiza os produtos, consegue tomar decisões mais assertivas: aumentar o estoque de um que vende bem, desativar um que não rende ou renegociar preços com fornecedor.
Como saber qual canal de distribuição vale mais a pena para meu negócio?
Você precisa fazer testes e acompanhar o resultado de cada canal: quanto custa para vender por lá (comissão, taxa, logística), quanto você fatura e qual é o lucro líquido. Compare custo x benefício entre canais. Um canal pode não ser lucrativo hoje, mas ser estratégico para marcar presença no mercado — aí a decisão é sua.
Quais são os principais canais de distribuição que devo considerar?
Depende do seu modelo de negócio. Os mais comuns são: lojas físicas próprias, e-commerce próprio, marketplaces (Mercado Livre, Amazon), revendedores (outras lojas), distribuidores (intermediários), redes de franquia e representantes comerciais. Não precisa estar em todos — escolha os que fazem sentido para seu negócio.
Um produto deficitário deve ser sempre eliminado?
Nem sempre. Alguns produtos têm importância estratégica: complementam a oferta, atraem clientes para outros itens mais lucrativos ou mantêm sua presença em um mercado. A decisão deve considerar não só o lucro imediato, mas o posicionamento da marca. Que por isso importa analisar, não só eliminar.
Como a sazonalidade afeta meu Mix de Produtos?
Produtos com alta sazonalidade (roupas de verão, chocolates de Páscoa) têm períodos de pico e vale. Você precisa considerar isso ao planejar estoque, precificação e promoções. Um produto que não vende em janeiro pode ser sua estrela em dezembro. Analisar tendências históricas ajuda a tomar decisões melhores.
O que é Market Share e por que importa para definir meu Mix de Produtos?
É o percentual de vendas que sua empresa tem em relação ao total do mercado. Se o mercado vale R$ 100 milhões e você vende R$ 5 milhões, seu market share é 5%. Produtos em segmentos onde você tem pouco market share podem ser oportunidades de crescimento; produtos em segmentos saturados podem ter limite de crescimento.
Como usar o ciclo de vida do produto na definição do mix?
Produtos em fase de introdução precisam de investimento e paciência; produtos em crescimento geram retorno; produtos maduros geram caixa mas crescem pouco; produtos em declínio devem ter saída planejada. Um bom mix equilibra produtos em diferentes fases para garantir receita hoje e crescimento amanhã.
Qual a importância de considerar o público-alvo ao montar o Mix de Produtos?
Seu público-alvo define quais produtos fazem sentido. Se sua empresa vende roupas para mulheres de 20 a 30 anos, produtos para crianças podem não ser prioridade. Conhecer bem quem compra — idade, renda, hábito de compra — ajuda a focar no mix que realmente vai vender.
Como analisar se um canal físico está rentável?
Compare receita gerada pela loja, custos fixos (aluguel, funcionários, energia) e variáveis (comissões, repasse de produto). Se a receita menos os custos resulta em lucro positivo e consistente, o canal é rentável. Se a loja existe só para marca, você já sabe que é um investimento estratégico, não financeiro.
Vale a pena vender em marketplace tipo Mercado Livre ou Amazon?
Depende. Marketplaces cobram taxa (5% a 25% da venda) e têm alta concorrência. Mas oferecem escala, tráfego pronto e baixo custo de entrada. Teste, acompanhe seu ticket médio, custo de frete e taxa da plataforma. Se a margem suportar, vale a pena ganhar volume. Se sua margem é apertada, pode não compensar.
Como saber se preciso de um distribuidor ou se devo vender direto para o cliente final?
Distribuidor custa caro em margen (desconto de 20% a 40%), mas oferece escala e alcance geográfico sem custo logístico seu. Venda direta tem margem maior mas exige mais estrutura de distribuição. Teste os dois modelos, analise o lucro líquido em cada um e decida baseado em números, não em intuição.
Com quantas linhas de produtos uma empresa deveria trabalhar?
Não existe número certo. Depende da capacidade produtiva, de gestão e de capital de giro. Uma confecção pequena pode ter 3 linhas rentáveis; uma grande pode ter 20. O importante é não diluir recursos em linhas que não puxam volume nem margem. Analise regularmente e elimine o que não rende.
Um canal novo deve ser testado antes de ser usado em larga escala?
Sim. Teste em pequeno volume, meça custo de operação, taxa de conversão e margem real. Depois de validado, você expande. Muitas empresas entram em canais novos sem testes e descobrem tarde que os custos comem toda a margem. Um mês de teste custa menos que um ano de prejuízo.
Como a estrutura de produtos afeta a previsão de vendas?
Quando você agrupa produtos por categoria, consegue fazer previsões mais robustas por segmento, não só um número genérico. Você vê que camisetas crescem 10% mas calças caem 5%, e ajusta produção de forma mais precisa. Estrutura clara = previsão confiável = menos desperdício.
Um produto vendido em vários canais deve ter o mesmo preço?
Nem sempre. E-commerce pode ter preço maior (menos custo de loja física), marketplace precisa ser competitivo, loja física tem custo alto. O importante é que em cada canal o preço cubra os custos específicos daquele canal e deixe margem. Alguns canais subsidiam marketing de marca enquanto outros geram caixa.
Como identificar quais produtos estão puxando a margem da empresa para baixo?
Calcule margem bruta por produto: preço de venda menos custo de produção. Se um produto tem margem de 10% e a média da empresa é 30%, ele está arrastando resultado. Pergunte: por que vendo este produto? Se não há motivo estratégico, negocie preço com cliente ou elimine.
Vale a pena manter um produto só porque ele atrai clientes para outros?
Vale, mas você precisa medir. Se o produto A (com prejuízo) atrai cliente que compra 5 unidades do produto B (lucrativo), faça a conta: prejuízo de A < lucro que B gera com cliente de A. Se der positivo, mantenha. Se não conseguir medir isso, elimine e redirecione o investimento.

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