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Demonstração do Resultado Abrangente (DRA): o que é, para que serve e como analisar

Entenda o que é a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA), como ela difere da DRE e como usar a DRA na análise financeira e no planejamento.

Neste artigo

Avaliar o desempenho econômico de uma empresa vai além de identificar o lucro do período. Em muitos casos, o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) apresenta um resultado positivo enquanto o patrimônio líquido se movimenta em sentido oposto, revelando efeitos que não decorrem da operação, mas que influenciam diretamente a saúde financeira e o valor do negócio.

Essa aparente contradição entre resultado e patrimônio costuma gerar ruído na análise financeira, fazendo com que a fotografia da realidade econômica seja incompleta. Para preencher essa lacuna existe a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA).

Esse demonstrativo amplia a visão tradicional do resultado e permite uma leitura mais fiel da evolução econômica da organização, alinhando resultado, patrimônio e valor em uma mesma análise. Quer saber o que é DRA, sua importância e como utilizá-la? Ao longo deste artigo explicamos para você. Boa leitura!

O que é a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA)?

A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) é o demonstrativo contábil que evidencia as variações ocorridas no patrimônio líquido da empresa que não decorrem das atividades operacionais (por isso, não são reconhecidas na DRE).

Essas variações patrimoniais são chamadas de outros resultados abrangentes e representam receitas e despesas que afetam o patrimônio líquido, mas seguem um caminho distinto do resultado operacional. É o caso de ganhos e perdas relacionados a:

  • Ajustes de conversão de moeda estrangeira;
  • Variações no valor justo de investimentos;
  • Ajustes atuariais em planos de pensão; e
  • Efeitos decorrentes de estratégias de hedge.

Esses componentes variam conforme a empresa e a natureza dos eventos reconhecidos em outros resultados abrangentes.

Note que esses eventos alteram o valor econômico da empresa, ainda que não tenham sido realizados financeiramente ou não tenham sido reconhecidos como resultado no período corrente.

Também é importante destacar que a DRA não contempla todas as movimentações do patrimônio líquido. Operações de natureza societária, como aportes de capital realizados pelos sócios ou a distribuição de dividendos, alteram o patrimônio, mas não integram a Demonstração do Resultado Abrangente, pois não representam receitas ou despesas de natureza econômica.

A DRA é obrigatória?

A Demonstração do Resultado Abrangente não está explicitamente prevista na Lei das S.A. Sua apresentação, porém, é obrigatória para empresas que elaboram demonstrações contábeis de acordo com as normas contábeis vigentes no Brasil alinhadas ao IFRS.

A obrigatoriedade decorre, principalmente, do CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis, que estabelece a DRA como parte integrante do conjunto de demonstrações financeiras. Essa exigência também é reforçada pela CVM, por meio da Deliberação nº 645/10, aplicável às companhias abertas.

Além disso, o Conselho Federal de Contabilidade incorporou essas diretrizes às normas brasileiras de contabilidade, incluindo a DRA entre os demonstrativos que devem ser elaborados pelas empresas que seguem o CPC completo.

Na prática, isso significa que companhias abertas e organizações de grande porte que adotam IFRS/CPC completo devem elaborar e divulgar a Demonstração do Resultado Abrangente periodicamente, seja como um demonstrativo próprio ou de forma integrada à Demonstração do Resultado do Exercício.

Contudo, vale um ponto de atenção: Mesmo nos casos em que a DRA não seja exigida por lei, sua apresentação é comum em organizações com maior complexidade financeira, especialmente aquelas expostas a variações cambiais, instrumentos financeiros ou operações no exterior.

Qual a diferença entre DRE e DRA?

Uma diferença importante entre a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) está no escopo do resultado apresentado. Enquanto a DRE apresenta o resultado do período, a DRA amplia essa visão ao incluir os outros resultados abrangentes reconhecidos diretamente no patrimônio líquido.

Para ficar mais claro, vamos ao conceito de DRE. Na essência, seu foco está na capacidade da organização de gerar resultado a partir de suas atividades principais, sendo essencial para análises de margem, eficiência operacional e desempenho recorrente. No entanto, existe um “problema” relacionado à DRE: ela não reconhece determinados ganhos e perdas no resultado do período, mesmo quando esses efeitos impactam diretamente o patrimônio líquido.

Por exemplo, quando a empresa mantém aplicações ou instrumentos financeiros avaliados a valor justo, o valor desses ativos pode subir ou descer ao longo do tempo, conforme o mercado se movimenta. Mesmo sem qualquer venda ou impacto direto na operação do dia a dia, essas oscilações acabam mexendo no patrimônio líquido e ajudam a explicar mudanças no valor econômico. Ainda assim, por regra contábil, esses efeitos não aparecem na DRE.

É justamente nesse ponto que a Demonstração do Resultado Abrangente se diferencia. A DRA incorpora esses impactos por meio dos outros resultados abrangentes, permitindo que variações patrimoniais relevantes sejam evidenciadas de forma transparente, ainda que não componham o resultado operacional do período.

Sendo assim, DRE e DRA cumprem papéis complementares. Anote aí:

  • A DRE avalia desempenho, rentabilidade e eficiência operacional.
  • A DRA oferece uma visão mais completa da evolução econômica da empresa. Ela amplia a leitura ao explicar por que o patrimônio líquido pode se movimentar de forma distinta do lucro apurado.

Por essa diferença é que, na prática, é possível que uma empresa apresente lucro na DRE e, ainda assim, registre um resultado abrangente menor ou até negativo, em função de efeitos como variações cambiais, ajustes a valor justo ou mudanças em premissas atuariais.

Para que serve a Demonstração do Resultado Abrangente?

Como você viu, a DRA fortalece a análise financeira, indo além do lucro do período e aproximando a leitura contábil da lógica de valor do negócio. Em termos simples, seu papel é conectar o lucro do período às variações patrimoniais que não passam pela operação, o que possibilita uma visão mais ampla e consistente da evolução econômica da empresa.

Por esse motivo, a DRA ajuda investidores, gestores e a controladoria a compreender melhor o desempenho financeiro da organização ao longo do tempo. Em vez de analisar apenas o resultado operacional, passa a ser possível entender como fatores econômicos, financeiros e de mercado influenciam o patrimônio e a percepção de valor do negócio.

Na prática, isso reduz ruídos na análise e evita interpretações equivocadas baseadas exclusivamente na DRE. Como movimentos patrimoniais relevantes deixam de ser tratados como “surpresas” e passam a ser compreendidos dentro de um contexto mais amplo, a DRA contribui para decisões mais qualificadas de gestão de custos.

Pense, por exemplo, em efeitos cambiais recorrentes. Quando eles não são identificados corretamente, a reação mais comum é buscar cortes de custo na operação, mesmo quando a origem da pressão não está ali.

É a leitura da DRA que permite separar essas dimensões, evitando cortes mal direcionados e apoiando decisões mais estratégicas.

Como utilizar a Demonstração do Resultado Abrangente?

Assim como acontece em praticamente tudo relacionado ao financeiro, nenhum número deve ser analisado isoladamente. Por isso, a DRA deve ser analisada sempre em conjunto com a DRE e com a variação do patrimônio líquido.

Tudo começa com a identificação de quais componentes do resultado abrangente tiveram impacto no período. Em seguida, deve ser avaliada a relevância em relação ao resultado operacional e ao tamanho do patrimônio da empresa.

Essa leitura é essencial para a controladoria porque permite explicar, de forma estruturada, por que o patrimônio líquido se movimentou de maneira diferente do lucro apurado no período. Em vez de tratar essa diferença como uma inconsistência, a DRA ajuda a identificar a origem dos impactos e a enquadrá-los corretamente dentro da análise financeira.

Vamos de mais um exemplo? Imagine um negócio que encerra o período com lucro operacional dentro do esperado, conforme a DRE. Ainda assim, ao analisar o patrimônio líquido, a controladoria percebe uma redução relevante em relação ao período anterior. Em uma leitura superficial, esse movimento poderia gerar questionamentos sobre a eficiência da operação ou acionar imediatamente discussões sobre corte de custos.

Ao recorrer à DRA, porém, fica claro que essa variação não teve origem na operação, mas estava associada a efeitos de mercado que impactaram o patrimônio ao longo do período. Com essa informação em mãos, a análise da controladoria muda de patamar: o foco deixa de ser a performance operacional e passa a ser a gestão das exposições financeiras envolvidas.

Graças a essa clareza, a empresa consegue atuar sobre as causas reais do impacto, seja por meio de ajustes financeiros, revisão de estratégias ou simples acompanhamento de risco.

DRA e planejamento orçamentário

Ao considerar apenas o resultado operacional, o orçamento empresarial pode subestimar riscos e efeitos que não passam pela operação, mas que impactam diretamente o patrimônio e a percepção de valor da empresa.

A leitura histórica da DRA ajuda a identificar quais componentes dos outros resultados abrangentes tendem a se repetir ao longo do tempo e quais estão associados a eventos pontuais. Isso é essencial para melhorar as projeções, evitando que variações patrimoniais recorrentes sejam tratadas como exceções ou, ao contrário, que efeitos não recorrentes sejam incorporados indevidamente às premissas orçamentárias.

Para a controladoria, isso significa um orçamento mais realista e coerente com a estrutura financeira do negócio.

Como é feita a Demonstração do Resultado Abrangente?

A DRA pode ser apresentada em demonstrativo próprio ou de forma integrada à DRE, logo após o lucro líquido. Independentemente do formato adotado, o mais importante é que a demonstração permita identificar com clareza a origem dos impactos patrimoniais e sua relação com o resultado do período, garantindo consistência com os demais demonstrativos contábeis.

Lembrando que ela pode conter:

  • Ajustes de avaliação patrimonial;
  • Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão;
  • Ganhos e perdas decorrentes da conversão de demonstrações financeiras de operações no exterior.

Exemplo prático de Demonstração do Resultado Abrangente

Para ilustrar, compartilhamos a DRA publicada pelos Correios:

Na Demonstração do Resultado Abrangente apresentada, observe que ela parte do resultado líquido do período e, em seguida, evidencia os efeitos que impactaram o patrimônio líquido sem transitar pela DRE.

No período de três meses encerrado em 31 de março de 2025, a empresa apurou um prejuízo líquido de R$ 1.725.948. Esse é o ponto de partida da DRA e corresponde ao desempenho reconhecido na Demonstração do Resultado do Exercício.

Na sequência, a demonstração apresenta os itens que não serão reclassificados para o resultado do período, ou seja, efeitos reconhecidos em outros resultados abrangentes que afetam diretamente o patrimônio líquido e não serão transferidos futuramente para a DRE

Esses elementos explicam por que o resultado abrangente total do período, que soma o resultado líquido aos outros resultados abrangentes, chega a R$ 1.726.139 negativos, valor ligeiramente diferente do prejuízo apurado na DRE.

Destacamos que o exemplo ilustra, na prática, o papel da DRA: mostrar que a variação do patrimônio líquido não decorre apenas do lucro ou do prejuízo operacional. Isso explica de forma mais clara que, com os ajustes apresentados de forma segregada, o demonstrativo permite à controladoria:

  • Entender a origem das variações patrimoniais;
  • Reduzir ruídos na análise financeira;
  • Explicar com mais clareza por que o patrimônio se comportou de determinada forma no período.

Concluindo

Para a controladoria, a DRA ajuda a dar contexto aos números. Ela explica por que lucro e patrimônio nem sempre caminham juntos, o que reduz ruídos no fechamento e torna a análise gerencial mais clara e consistente. Além disso, amplia a leitura do desempenho ao trazer uma visão mais completa de risco, exposição e criação de valor.

Quando analisada em conjunto com a DRE, a Demonstração do Resultado Abrangente passa a apoiar decisões do dia a dia. Ela contribui para diagnósticos mais precisos, evita reações baseadas em leituras parciais e fortalece uma gestão financeira orientada a valor.

E, para que essa análise saia do papel e se traduza em decisões práticas, é fundamental contar com uma visão integrada dos dados financeiros do seu negócio. Nesse contexto, o BI Financeiro da Treasy apoia o planejamento orçamentário e a análise de desempenho ao consolidar dados, facilitar leituras comparativas e dar visibilidade às principais variáveis que influenciam a performance e o patrimônio empresarial.

O resultado é uma tomada de decisão mais informada, alinhada à estratégia e à lógica de criação de valor. Quer entender melhor do que estamos falando? Assista ao vídeo abaixo e conheça o BI financeiro gratuito da Treasy:

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre DRA e DRE?
A DRE mostra o resultado operacional do período (receitas menos despesas do negócio). A DRA vai além: ela inclui a DRE e adiciona os outros resultados abrangentes, que são ganhos e perdas que afetam o patrimônio líquido mas não vêm da operação. Exemplo: sua empresa tem lucro de R$ 100 mil na DRE, mas uma perda de R$ 30 mil em hedge cambial que só aparece na DRA.
O que são 'outros resultados abrangentes'?
São variações no patrimônio líquido que não vêm das atividades operacionais da empresa. Incluem ajustes de conversão de moeda estrangeira, variações no valor justo de investimentos, ajustes atuariais em planos de pensão e perdas/ganhos de hedges. Não aparecem na DRE porque não são resultado do negócio, mas alteram o valor econômico da empresa.
A DRA é obrigatória no Brasil?
É obrigatória para empresas que elaboram demonstrações contábeis de acordo com IFRS/CPC completo. Companhias abertas e organizações de grande porte que adotam essas normas precisam divulgar a DRA periodicamente. Para PMEs que seguem normas contábeis simplificadas, não é exigência legal, mas é boa prática apresentá-la.
Como a DRA complementa a análise financeira?
A DRA mostra a verdadeira evolução econômica da empresa ao conectar resultado operacional, variações patrimoniais extraordinárias e patrimônio líquido em uma única análise. Isso evita que você veja um lucro na DRE e não entenda por que o patrimônio caiu ou subiu de forma inesperada.
Qual a relação entre DRA e patrimônio líquido?
A DRA evidencia exatamente o que move o patrimônio líquido além das operações normais. Enquanto a DRE explica só uma parte da variação do patrimônio, a DRA mostra o quadro completo, incluindo ganhos e perdas que não passam pela operação mas afetam o valor do negócio.
Operações societárias como dividendos aparecem na DRA?
Não. Dividendos, aportes de capital e outras operações entre sócios alteram o patrimônio líquido mas não integram a DRA. A DRA só reconhece variações de natureza econômica (receitas e despesas), não movimento de capital entre proprietários.
Uma empresa pode ter lucro na DRE e prejuízo no resultado abrangente?
Sim. Se a empresa lucra R$ 50 mil na operação mas tem uma perda de R$ 80 mil em hedge ou ajuste atuarial, o resultado abrangente final fica negativo em R$ 30 mil, mesmo com DRE positiva. Por isso a DRA é importante para ver a saúde real.
Qual é o impacto de variações cambiais na DRA?
Variações cambiais em operações de conversão de moeda estrangeira aparecem nos outros resultados abrangentes. Se sua empresa tem filial no exterior e a moeda depreciou, esse efeito não afeta o lucro operacional da DRE, mas reduz o resultado abrangente.
Vale a pena elaborar DRA em uma PME que não é obrigada?
Vale se você quer entender melhor para onde o valor do seu negócio está indo. Se sua empresa tem investimentos, operações em outras moedas ou planos de benefícios, a DRA revela movimentos que a DRE esconde. Para análise interna de saúde financeira, é muito útil.
Como usar a DRA no planejamento financeiro?
Use a DRA para identificar quais variações extraordinárias afetam o patrimônio e antecipar impactos futuros. Se hedges e ajustes cambiais são relevantes no seu negócio, incluir isso no planejamento evita surpresas no fechamento e melhora a precisão das projeções de valor.
A DRA substitui a DRE ou é complementar?
É complementar. A DRE continua sendo a base para entender a operação do negócio. A DRA expande essa visão, adicionando os efeitos econômicos que a DRE não captura. As duas sempre devem caminhar juntas na análise.
Qual diferença entre DRA obrigatória para CPC completo e CPC para PME?
Empresas que adotam CPC completo são obrigadas a elaborar DRA. Empresas que usam CPC para PME têm regras simplificadas e a DRA é menos frequente. Se sua empresa está crescendo e pode migrar para IFRS completo, estude a DRA desde agora para estar preparada.
Como apresentar a DRA de forma clara para a diretoria?
Mostre primeiro o lucro operacional da DRE. Depois, adicione os outros resultados abrangentes em uma linha própria. Use um gráfico de antes e depois para ficar visual. Exemplo: 'Lucro operacional R$ 100 mil, ajustes cambiais R$ -30 mil, resultado abrangente final R$ 70 mil'.
Investimentos no exterior influenciam a DRA?
Sim. Variações no valor justo de investimentos em outras moedas ou efeitos de conversão de demonstrações contábeis de filiais estrangeiras aparecem nos outros resultados abrangentes. São ganhos ou perdas econômicas que não passam pelo resultado operacional da DRE.
É possível ter DRA negativa mesmo com patrimônio líquido crescendo?
Teoricamente não no mesmo período, porque a DRA alimenta diretamente o patrimônio líquido. Mas de um período para outro, sim: você pode ter resultado abrangente negativo em um ano e positivo em outro, levando a oscilações no patrimônio. Por isso analisar a série histórica de DRA é importante.
Qual o CPC ou norma que defini a DRA no Brasil?
O CPC 26 (Apresentação das Demonstrações Contábeis) estabelece a DRA como obrigatória no Brasil. A CVM também reforça isso pela Deliberação nº 645/10 para companhias abertas. O Conselho Federal de Contabilidade incorporou essas normas às diretrizes nacionais.
Como explicar DRA para um sócio que só quer saber do lucro?
Diga: 'A DRE mostra quanto você ganhou com o negócio este mês. A DRA mostra se o valor total da empresa subiu ou desceu, incluindo ganhos e perdas que não são do dia a dia, como oscilações cambiais.' É a diferença entre 'lucro operacional' e 'quanto a empresa realmente valorizou'.
A DRA aparece em pequenas empresas que não adotam IFRS?
Não é obrigatória, mas é possível elaborá-la voluntariamente para análise interna. Muitas PMEs no Brasil usam normas simplificadas e focam só na DRE. Contudo, se a empresa quer dados mais completos para decisões estratégicas, vale estruturar uma DRA básica.

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