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Planejamento e Estratégia Artigos

Sua empresa realiza Controle Financeiro? Saiba por onde começar!

O controle financeiro é uma etapa fundamental do planejamento financeiro. Mostramos aqui como manter o seu financeiro nos eixos.

Neste artigo

Realizar o Controle Financeiro não é exatamente uma especialidade dos brasileiros de modo geral. De acordo com um estudo da S&P Ratings Services Global Financial Literacy Survey, de 144 países pesquisados, o Brasil ficou na 74ª posição no ranking de educação financeira.

A posição, logicamente, não é para se orgulhar, ainda mais porque ficamos atrás de alguns dos países mais pobres do mundo como Madagascar e Zimbábue. Se como donos de negócios repetirmos nosso modus operandi quando o assunto for controle de gastos diários, imagine a tragédia no mundo empresarial brasileiro.

Controle Financeiro

Na verdade, nos atrevemos a dizer que ainda existem muitas empresas que têm dificuldade de controlar finanças e realizar um acompanhamento financeiro adequado. Dessas, grande parte (um pouco mais de 60%) acaba entrando na estatística de mortalidade após os cinco anos de vida.

Existem muitos motivos que levam um negócio à falência. Tomadas de decisão equivocadas estão no topo, especialmente porque na maioria dos casos uma decisão errada pode ser fatal para o caixa de uma empresa. E aí entramos de novo no acompanhamento e controle financeiro.

Organizações que não fazem o controle de contas estão muito mais propensas a causarem um efeito borboleta desastroso na projeção de fluxo de caixa. Caso sua empresa não tenha ainda um controle financeiro, não precisa entrar em pânico. Vamos te ajudar a fazer um planejamento financeiro para que seu negócio possa crescer de maneira saudável.

Primeiro, sobre o Planejamento Financeiro

O Planejamento Financeiro determina como uma empresa alcançará suas metas e objetivos estratégicos em termos de finanças. Por isso, um Plano Financeiro é geralmente criado após a visão e os objetivos terem sido definidos.

Aqui na Treasy falamos que o Planejamento Financeiro é uma contabilidade de trás para frente. Isso porque enquanto a preocupação da contabilidade é em registrar as entradas e saídas financeiras que já ocorreram, o Planejamento Financeiro busca “antecipar o futuro” para que sua empresa possa se preparar melhor para o que está por vir.

O Planejamento Financeiro é a base para o Controle Financeiro. Ou seja, primeiro você planeja, estipula as metas e posteriormente faz o controle, para analisar se a empresa está seguindo o caminho estipulado.

Já que quando falamos em Controle Financeiro estamos falando de Planejamento Financeiro, esbarramos na pergunta:

Como fazer um Planejamento Financeiro?

Acompanhamento Financeiro

Para você já conseguir colocar a mão na massa, confira os passos abaixo:

Organize o fluxo de caixa

Começando pelo começo, se falar em controle financeiro é falar em planejamento financeiro, não tem como nenhum dos dois existir sem a casa estar em ordem. Para entender melhor, imagine que você precise fazer uma viagem de carro. Antes de colocar no GPS onde você quer chegar, você precisará fazer uma revisão no seu veículo a fim de ter certeza de que viajar com ele será seguro.

O fluxo de caixa é como se fosse o carro que vai levá-lo ao seu destino, sendo que para uma empresa ele é uma peça contábil fundamental para controle financeiro das entradas e saídas de dinheiro, tomando como base um determinado período.

Digamos que se trata do coração de todo planejamento financeiro empresarial. Por isso, para que você consiga realizar o planejamento financeiro é preciso identificar as receitas e despesas da sua empresa e, assim, conseguir entender também o Capital de Giro necessário para manter um fluxo de caixa saudável.

Defina onde você está e onde você quer chegar

Pense o seguinte: de nada adianta saber aonde você quer ir, se você não sabe onde está, ou seja, se não sabe nem por onde começar. O contrário também é verdadeiro: não faz sentido você saber apenas onde está se você não sabe onde quer chegar.

Por isso, para traçar a rota pense como um GPS: primeiro você precisa definir a sua posição de partida. Isso significa fazer uma análise profunda da sua empresa, do mercado em que atua, de seus pontos positivos e negativos, da concorrência etc. Uma boa dica aqui é utilizar duas ferramentas:

  • Análise SWOT, que ajuda a definir as forças e fraquezas da companhia e as oportunidades e ameaças do mercado em que a empresa está inserida.
  • Análise PEST, que analisa mudanças políticas, econômicas, socioculturais e tecnológicas no ambiente de negócios. Ela ajuda a trazer uma visão mais macro das ameaças e oportunidades externas a que empresas estão expostas.

Com essas análises (para saber mais sobre Matriz SWOT visite este artigo, e para Análise PEST, clique aqui) você terá uma noção bem completa sobre forças e fraquezas da sua organização, bem como ameaças e oportunidades que ela encontra tanto oriundas do ambiente interno quanto do externo. Esse levantamento dará a você a posição atual do seu negócio.

O próximo passo é traçar o destino. Para definição de metas utilize a técnica SMART, pois metas e objetivos devem ser:

S – Específicos (Specific): formulados de forma específica e precisa;

M – Mensuráveis (Measurable): definidos de forma a poderem ser medidas e analisados em termos de valores ou volumes;

A – Atingíveis (Attainable): devem ser alcançáveis;

R – Realistas (Realistic): não devem pretender alcançar fins superiores aos que os meios permitem;

T – Temporizáveis (Time-bound): devem ter prazo e duração definidos.

Controle de contas

Crie um orçamento

Você já sabe onde sua empresa está e onde ela quer chegar. Agora é preciso traçar a rota, respondendo, entre outras coisas:

  • Quanto será preciso vender para atingir a meta?
  • Será preciso investir em equipamentos? E em contratação de pessoal?
  • Será preciso realizar demissões?
  • Quais os gastos de administração, despesas comerciais, financeiras e tributárias teremos?

Assim, o planejamento orçamentário da sua empresa deve incluir:

Para você se aprofundar mais na questão do orçamento, um pouco mais acima deixamos a sugestão do Guia Prático do Orçamento Empresarial. Mas se você quiser saber na prática como funciona, de forma bem detalhada e com exemplos, temos um webinar bem bacana mostrando como fazer os planejamentos de vendas, deduções, custos, despesas de sua empresa, como interpretar os indicadores de desempenho e tudo mais que você precisa saber para preparar financeiramente seu negócio para os próximos anos. Caso te interesse, clique na imagem abaixo e assista-o gratuitamente:

Webinar Orçamento Empresarial na Prática

Atenção! Criar a cultura orçamentária é um desafio para muitas empresas, mas é impossível pensar em planejamento financeiro sem a implantação do orçamento, pois é com o orçamento empresarial que você conseguirá realizar o controle financeiro.

Elabore um plano de ação

Você definiu onde sua empresa está, onde quer chegar e definiu a rota. Agora precisa decidir quem será responsável por levar cada área do negócio ao seu objetivo, que etapas precisarão ser cumpridas, como, quando, onde, enfim, você precisa elaborar um plano de ação.

De forma bem breve, um Plano de Ação é um documento utilizado para fazer um planejamento de trabalho necessário para atingimento de um resultado desejado ou na resolução de problemas. Um plano de ação trabalha com a técnica do 5W2H e responde:

Os 5W:

  • What (o que será feito?)
  • Why (por que será feito?)
  • Where (onde será feito?)
  • When (quando será feito?)
  • Who (por quem será feito?)

Os 2H:

  • How (como será feito?)
  • How much (quanto vai custar?)

Geralmente, o Plano de ação é criado no formato de uma planilha (eletrônica ou mesmo de papel), contendo informações como objetivos, ações e responsáveis com suas respectivas datas de entregas. No caso de utilizar planilha eletrônica, ele fica assim:

Plano de ação

Caso você tenha gostado do modelo acima, ele pode ser baixado gratuitamente clicando abaixo:

Modelo de Planilha de Plano de Ação

Analise cenários

Bom, você definiu os pontos de partida e de chegada, traçou as rotas e definiu objetivos, ações, responsáveis e data de entrega. Agora é preciso se preparar para possíveis desvios durante sua jornada. Pense o seguinte:

  • O que acontece se o preço da matéria-prima não baixar e o estoque esvaziar?
  • E se o preço chegar ao “gatilho” de compra, quanto comprar? Será melhor aproveitar para fazer estoque? Qual o custo de manter este estoque?
  • E se o concorrente diminuir muito seus preços? Conseguimos trabalhar no nosso preço de venda atual?

Se pensarmos em um GPS, esses “Se” são, por exemplo: se a rua X estiver interditada, qual eu devo pegar? E se der um acidente e eu tiver que fazer um desvio? E por aí vai. Sendo assim, com a análise de cenários, ao criar cenários otimista, pessimista e realista você consegue melhor preparar sua organização para os desvios financeiros que surgirem.

Fazendo isso, durante o controle financeiro sua empresa consegue ir se ajustando conforme os cenários que se depara. Para você aprender de forma bem completa como colocar em prática a análise de cenários, sugerimos este artigo. Além dele, criamos também um modelo de planilha para projeção de cenários para download gratuito. Clique na figura abaixo e acesse-a:

Modelo para Análise e Simulação de Cenários Financeiros

Controle Financeiro: a etapa fundamental

Controle de gastos diários

Até aqui você entendeu sobre a importância de ter um planejamento financeiro e como fazê-lo. Para que ele realmente seja efetivo você precisa realizar o acompanhamento, que se trata exatamente de fazer o controle financeiro.

Pense novamente no GPS: já aconteceu de ele te levar para um beco sem saída? Ou em uma rua que mudou o sentido? Pois é, se você não pensar em controlar finanças, é muito provável que sua empresa seja direcionada para um buraco que poderá causar sérios prejuízos ao seu carro, ou seja, ao seu fluxo de caixa.

Acompanhamento financeiro é fundamental para garantir que tudo esteja andando conforme o previsto. Assim, caso seja necessário tomar algum desvio, sua organização não será pega de surpresa.

Uma boa maneira de fazer o controle financeiro é criando indicadores de desempenho e indicadores de objetivo (KPI e KGI respectivamente), sendo que:

  • KGI mede o resultado desejado.
  • KPI indica se o desempenho está sendo bom o suficiente para atingir os objetivos no final.

Isso significa que durante seu trajeto o KPI vai mostrar se as metas estão sendo atingidas, pois indicadores de desempenho mostram a execução de um projeto, no caso, do planejamento financeiro. Ao analisá-los você já consegue verificar se a empresa está se afastando ou não de suas metas para, assim, tomar as medidas necessárias.

O KGI também é importante, pois ele vai mostrar o resultado. Imagine que como uma de suas metas tenha sido definido o seguinte:

  • Aumentar em 15% as vendas a cada ano, na região sudeste do país, por um período de 3 anos.

Ao fim do primeiro ano sua empresa cresceu 12%, ou seja, o KGI não foi alcançado. Você já imaginava isso, pois o indicador de desempenho relacionado à % de novos clientes ficou abaixo do esperado no trimestre final do ano. Para não acabar impactando na projeção do fluxo de caixa, como você estava realizando o controle financeiro, conseguiu reduzir despesas com matéria-prima, trocando de fornecedor.

Isso nos leva ao segundo item essencial para o controle de contas: plano de ação. Já falamos sobre ele mais acima, mas o fato é que planos de ação devem ser elaborados por diversos motivos, pois fazem parte da Gestão de Risco. Ao antecipar ameaças (no caso do nosso exemplo, você já sabia que o KGI não seria alcançado) a empresa consegue melhor se preparar para o que está por vir. E não apenas isso, mas também está muito mais apta a agir com rapidez e evitar um incêndio.

Portanto, para realizar o controle financeiro do seu negócio e mantê-lo saudável, anote 3 dicas fundamentais:

  • Elabore um planejamento financeiro
  • Crie indicadores de desempenho e de objetivo
  • Elabore planos de ação

Concluindo

Para ter um controle financeiro é preciso, primeiro de tudo, ter um planejamento financeiro. Neste artigo mostramos como você consegue colocar os dois em prática, especialmente se sua empresa contar com um profissional dedicado a isso. Se este não for o seu caso, ou se você acha que faltam braços na sua organização para realizar essa gestão, sugerimos que comece a pensar em terceirizar seu financeiro, pelo menos nesse primeiro momento.

Realizar o controle financeiro deve ser visto como necessidade para qualquer empresa, e não algo dispensável. Esperamos que você tenha entendido, com este artigo, a importância de controlar finanças e que comece hoje mesmo a colocar em prática o que procuramos ensinar aqui. E se precisar de ajuda, conte conosco!

Agora que chegamos ao fim, deixe um comentário contando o que achou deste artigo e compartilhe conosco qualquer outro conhecimento que possa contribuir com o tema. Fique à vontade também para compartilhar este post com seus colegas.

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Perguntas frequentes

O que é controle financeiro empresarial?
Controle financeiro é acompanhar sistematicamente as entradas e saídas de dinheiro da sua empresa para garantir que está seguindo o plano financeiro estabelecido. É diferente de contabilidade, que registra o que já aconteceu. O controle financeiro avalia se você está no caminho certo em relação às metas que definiu.
Qual a diferença entre controle financeiro e planejamento financeiro?
Planejamento financeiro é quando você define para onde quer ir (metas, objetivos, orçamento). Controle financeiro é quando você verifica se está realmente chegando lá. Um não existe sem o outro. Você planeja primeiro, depois controla para validar se a realidade corresponde ao plano.
Por que tantas empresas brasileiras falham por falta de controle financeiro?
Decisões financeiras erradas feitas sem dados reais fazem a empresa gastar mais do que ganha ou investir em áreas que não deveria. Sem controle, um pequeno erro pode virar uma crise de caixa que derruba todo o negócio. Mais de 60% das empresas que morrem nos primeiros 5 anos tiveram gestão financeira fraca como uma das causas.
Por onde começo a organizar o controle financeiro da minha empresa?
Comece pelo fluxo de caixa. Mapeie todas as receitas e despesas por período (diário, semanal, mensal). Depois defina onde você está financeiramente agora e aonde quer chegar. Com esses dados em mãos, você consegue criar um orçamento realista e monitorá-lo.
O que é fluxo de caixa e por que é importante?
Fluxo de caixa é o registro de todo dinheiro que entra e sai da empresa em um período. É como o coração do planejamento financeiro, porque sem saber quanto dinheiro você realmente tem disponível, fica impossível tomar decisões seguras. Muitas empresas lucram no papel mas quebram por falta de caixa.
Preciso de software para fazer controle financeiro ou posso usar planilha?
Planilhas funcionam para começar, especialmente em empresas muito pequenas. Mas à medida que o negócio cresce, elas ficam lentas, propensas a erros e difíceis de manter atualizado. Um software especializado automatiza o processo, reduz tempo de fechamento e deixa os dados mais confiáveis para decisão.
Como faço para saber se meu controle financeiro está funcionando?
Você consegue fechar as contas todo mês em menos de um dia, reconhece imediatamente quando algo sai do plano, e toma ações corretivas rapidamente. Além disso, seus números batem com a realidade do caixa e você consegue prever problemas antes que eles aconteçam.
Qual é a frequência ideal para monitorar o controle financeiro?
No mínimo mensalmente, idealmente toda semana. Quanto mais frequente o acompanhamento, mais rápido você identifica desvios. Se você espera 3 meses para descobrir que gastou R$ 50 mil a mais que o planejado, pode ser tarde demais para corrigir.
Controle financeiro é a mesma coisa que contabilidade?
Não. Contabilidade registra tudo que já aconteceu (é obrigatória por lei). Controle financeiro antecipa o futuro, planeja gastos e acompanha se o plano está sendo seguido. A contabilidade olha para o passado, o controle financeiro olha para o futuro.
Como montar um orçamento que funcione na prática?
Comece com 12 meses de dados históricos da sua empresa. Identifique padrões (quais meses você gasta mais, quais as receitas sazonais). Depois aplique um fator de crescimento realista baseado no seu mercado e defina limites para cada categoria de gasto. Revise e ajuste a cada trimestre conforme a realidade muda.
O que fazer quando descobro que a empresa está saindo do orçamento?
Primeiro, entenda o porquê do desvio. Se foi receita menor que esperado, você pode cortar gastos. Se foram despesas maiores, identifique onde e por quê. Depois tome ação rapidamente: reduza custos, adie investimentos ou aumente receita. Quanto mais cedo você agir, menos estrago o desvio causa.
Pequenas empresas realmente precisam de controle financeiro?
Sim. Especialmente. Empresas pequenas têm menos margem de erro. Um gasto inesperado de R$ 5 mil pode virar uma crise de caixa para quem tem faturamento pequeno. Controle financeiro é o que diferencia um negócio que cresce de forma saudável de um que morre em 5 anos.
Como conectar o controle financeiro com as decisões estratégicas da empresa?
Use os dados do controle para responder: quais produtos geram mais margem, quais clientes custam mais caro para servir, onde você está gastando sem retorno. Essas informações guiam decisões de onde investir, o que descontinuar e como precificar produtos. Sem isso, você decide no escuro.
Qual é o maior erro que empresas cometem no controle financeiro?
Confundir lucro com caixa disponível. Você pode ter lucro no papel mas não ter dinheiro para pagar fornecedores. Outro erro comum é não revisar o plano quando a realidade muda. Definiram orçamento em janeiro e seguem cegamente até dezembro, mesmo que o mercado tenha virado de cabeça para baixo.
Quanto tempo leva para implementar um controle financeiro robusto?
Se a empresa é pequena e começar do zero com uma ferramenta adequada, algo entre 2 a 4 semanas. Se é maior ou tiver dados bagunçados, pode levar 2 a 3 meses. O importante é começar rápido, mesmo que imperfeito, e melhorar conforme avança. Um controle ruim que você usa é melhor que um perfeito que nunca sai do papel.
Existe diferença no controle financeiro para empresas de serviços e de produtos?
A estrutura é a mesma (fluxo de caixa, orçamento, acompanhamento), mas os focos mudam. Empresa de serviços precisa controlar receita por projeto e prestador. Empresa de produtos precisa controlar estoque e margem por produto. O método é o mesmo, a granularidade do acompanhamento é que muda.
Como saber se minha empresa está com saúde financeira ou em risco?
Três indicadores rápidos: caixa positivo, despesas fixas cobertas com folga pela receita, e margem bruta acima de 30% (varia por setor). Se os dois primeiros estão vermelhos, a empresa está em risco. Se a margem caiu significativamente, algo errado aconteceu na operação ou na precificação.

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