Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Carreira e Profissão FP&A Controller Cast

Controller Cast #33 - O comportamento das despesas corporativas no pós-pandemia, com Thiago Campaz

Entenda como o mercado atua diante da gestão de despesas corporativas

Neste artigo

Episódio Controller Cast Thiago Campaz CEO controle de despesas corporativas

Você sabia que o pagamento de despesas de trabalho vai além de apenas reembolsar justamente os colaboradores que custeiam despesas corporativas com seu próprio dinheiro? Esse também é um tema que está intrinsecamente ligado às finanças donegócio. Nesse sentido, éfundamental entender como o mercado atua diante da gestão dedespesas corporativas. Afinal, conhecer as melhores práticas de mercado pode ajudar a estabelecer uma política de gastos ideal para a empresa. Ela é responsável por formalizar quais despesas são elegíveis para reembolso, seus valores, como deve ser o processo de  prestação de contas de funcionários e outros aspectos importantes para o reembolso das despesas. Pensando nisso, o VExpenses acaba de lançar o Cenário das Despesas Corporativas no Brasil | 2021. Com base neste estudo, você poderá avaliar se suas políticas, práticas e gastos relacionados a reembolsos, adiantamentos, cartões corporativos e fundos fixos estão condizentes com aquilo que o mercado vem praticando. Além de pioneiro, este estudo é o maior e o mais completo do Brasil, com dados de 1.423 empresas espalhadas por todo o país que concordaram em contribuir para esta pesquisa. No episódio #Nº 33 do Controller Cast convidamos Thiago Campaz, CEO doVExpenses, para entender melhor sobre esse tema e o impacto da pandemia nas despesas corporativas, dê o play abaixo:

Áudio · Spotify

Se você ainda não conhece, o Controller Cast é um podcast onde discutimos temas de Finanças e Controladoria ou de interesse dessas áreas, trazendo ideias e exemplos práticos. Tudo por meio de entrevistas com profissionais que estão fazendo a diferença no mercado.

Agora você também pode nos ouvir no Spotify, Deezer e iTunes Podcast! Ouça também os episódios anteriores:

Confira os principais tópicos que conversamos com Thiago: Como foi o comportamento das despesas corporativas a partir do início da pandemia? As despesas corporativas sofreram impactos consideráveis com a pandemia. Podemos dividir em três períodos principais:

  • Março/2020 a Junho/2020

Esse é o primeiro momento da pandemia no Brasil, e não só as pessoas, mas empresas estavam muito assustadas com a situação. Com a paralisação de muitos setores, as despesas dos colaboradores relacionadas à viagem, como, por exemplo, alimentação, deslocamentos, hospedagens, despencaram completamente. A partir do levantamento feito para a pesquisa, verificamos que o volume de gastos caiu 60%. Apenas as empresas de serviços essenciais continuaram suas atividades e, mesmo assim, trabalharam com o mínimo necessário.  Nessa fase, praticamente não foi possível identificar despesas novas com home office (internet, telefone, etc.). As empresas estavam assimilando a situação de insegurança econômica e reduzindo gastos.

  • Junho/2020 a Dezembro/2020

O volume de gastos neste período foi apenas 35% menor do que no período pré-pandemia. Ou seja, já estávamos vendo uma retomada das atividades de campo. Neste período, os setores das empresas foram voltando a funcionar, mesmo que com restrições. As empresas também começaram a criar maneiras de se adaptar ao home office e isso significava gastar mais em alguns aspectos.  Assim, os benefícios de auxílio home-office começaram a se tornar mais comuns em empresas que mantiveram esse regime de trabalho. No estudo vimos um aumento significativo de empresas que passaram a custear as despesas de internet, telefone, energia dos colaboradores, além de um crescente de gastos com correios/malotes e de colaboradores gastando com materiais de escritório. Isso aconteceu por conta de um efeito cascata, já que empresas e funcionários foram percebendo os players do mercado implantarem políticas como essas e foram adaptando para suas realidades.

  • Janeiro/2021 até o momento

Nesse momento o cenário ficou mais definido entre empresas que só iam retomar às atividades presenciais com o sistema vacinal completo e empresas que já tinham voltado a um modelo total ou parcialmente presencial, sendo a maioria de forma híbrida. Ainda comparando com março de 2020, pré-pandemia, em janeiro de 2021 tivemos em média 25% a menos de gastos com reembolsos, adiantamentos e cartões corporativos. Isso permanece estável e fica em linha com a questão de que o cenário só muda após a vacinação completa de toda a população O que percebemos na pesquisa, foi a sofisticação da política de despesas para o home office, com regras mais bem definidas para essa categoria de reembolso, tornando essa prática formalizada e institucional da empresa, não mais apenas como uma medida emergencial, considerando justamente um cenário híbrido posterior à pandemia.

  • Qual a expectativa com relação ao retorno às atividades presenciais?

O retorno pleno das atividades nos escritórios deve acontecer apenas no final de 2021 ou início de 2022, quando o esquema vacinal estará completo e com uma redução grande de novos casos na população. Porém, uma boa parte das empresas que ainda não voltaram 100%, devem voltar de forma híbrida, parte presencial, parte home office. Cada empresa encontrando as suas regras e o melhor regime de trabalho para a empresa e os funcionários.

  • Com quais despesas as empresas precisam ficar atentas nessa retomada da pandemia?

Esse é um tópico bem sensível, afinal depende bastante do modelo de trabalho escolhido pela empresa.  No entanto, é muito importante que a empresa esteja atenta às despesas que garantam a segurança do colaborador e a adaptação ao escritório. Ou seja, estabelecer políticas de despesas bem definidas, com regras claras, tanto para quem está viajando a trabalho, quanto para quem continuará recebendo o auxílio home office. O benchmark entre empresas é uma prática bem recomendada para essas situações. No VExpenses nós vimos muito isso acontecer quando clientes nos pediram ajuda para entender como o mercado estava atuando diante desse cenário de retomada das viagens e criação de benefícios para o home office, para quem ainda estava em casa. Um dos objetivos ao lançar o Cenário das Despesas Corporativas no Brasil | 2021 é dar às pessoas uma boa perspectiva do que vem sendo praticado no mercado, quais são as tendências, melhores práticas e insights para melhorar esse processo de prestação de contas. Com a pandemia e as mudanças constantes, as empresas perderam um pouco da referência de valores e práticas de mercado. A partir desse estudo, é possível verificar a média do valor do quilômetro rodado versus o valor do combustível, além de identificar quais são os maiores gastos das empresas e os métodos de pagamento mais adotados no país. Baixe o estudo completo e confira mais detalhes sobre como o mercado brasileiro lida com as despesas corporativas!

  • De modo geral, as companhias estão tendo menos gastos com suas operações físicas ou híbridas?

Esse é um ponto que depende muito do modelo que a empresa está adotando e a proporção de funcionários em cada regime. Mas, sem dúvidas, home office é o formato mais barato para a empresa no seu dia a dia. Com a pandemia, muitas empresas saíram dos seus escritórios total ou parcialmente. Isso implica em redução de custos com menos aluguel e condomínio, menos limpeza, menos despesas de café (copa e lanches), menos material de escritório e também menos vale transporte. No que diz respeito às despesas de colaboradores, nós identificamos que as empresas estão gastando muito menos. Em 2019, uma empresa que gastava R$ 100,00 no mês com colaboradores que pedem reembolso, adiantamento ou têm gastos com cartão, passou a gastar R$ 51,00 em 2020 e R$ 39,00 em 2021. Por outro lado, as empresas em geral passaram a gastar mais com ferramentas de comunicação e videoconferência, além de gastarem mais com segurança de rede e infraestrutura, muitas tiveram que comprar notebooks e aparelhos móveis para equiparem os funcionários remotamente. Como foi pontuado anteriormente, também foi percebido um aumento significativo de gastos com Correios/Malotes, Material de Escritório e Telefone/Internet/Celular, em decorrência da implantação do auxílio Home Office em muitas empresas.

  • Quais são as boas práticas de mercado que as empresas podem adotar?

O básico é ter uma boa visão do que se gasta. Então, minimamente ter a contabilidade organizada. Um plano de contas bem estruturado, em que se possa ir de forma micro nos tipos de gastos. Além disso, é importante ter sempre na mão um BP, uma DRE e uma DFC todo mês para analisar. Além da parte contábil, ter sistemas gerenciais capazes de dar realmente uma visão mais estratégica com relatórios. Então, em despesas gerais, ter um ERP bem implementado no negócio. E também ter uma plataforma de orçamentação e controle posterior para conseguir acompanhar o orçado versus realizado. Para a gestão das despesas dos colaboradores, é essencial estipular uma política de despesas clara para toda a empresa, e, assim, fazer o controle por centro de custos e tipos de despesas separadamente, entendendo o que está sendo gasto em alimentação, hospedagem, combustível e passagem. Dessa forma, é possível criar um histórico como base de comparação, não só para a empresa ter um controle mais apurado dos gastos, mas também para ressarcir de forma justa seus funcionários. Estabelecer uma política de reembolso evita desgastes na relação empresa-trabalhador, afinal, todas as normas, prazos e processos estão ali disponíveis tanto para quem presta contas, quanto para quem faz a conferência dos gastos. Além disso, é importante que a empresa esteja disposta a rever as regras estabelecidas e atualizá-las, não só conforme mudanças legais, como também de acordo com o que vem sendo praticado no mercado. A transparência da empresa e do colaborador é um elemento chave para o sucesso do processo de prestação de contas. Nesse sentido, o VExpenses é a solução ideal. Ele é um sistema multiplataforma que fornece relatórios inteligentes e dashboards gerenciais com indicadores de despesas em tempo real. Ideal para análises de custos e ainda automatiza o processo de prestação de contas e reembolsos.Com o VExpenses, o processo de registro das despesas e de conferência são simplificados, já que o app preenche automaticamente relatórios e verifica sozinho a política de despesas da empresa. Com isso, o financeiro e gestores também poupam tempo na conferência de despesas e comprovantes. Para manter um controle de gastos, é essencial que a empresa tenha plataformas que substituam os trabalhos manuais e burocráticos e deem às pessoas informações para tomar as decisões de forma mais assertiva e eficaz para o negócio. Assim, as pessoas podem usar seu tempo de trabalho com coisas que gerem valor para a empresa a partir de dados confiáveis.

Perguntas frequentes

O que são despesas corporativas?
São gastos que colaboradores fazem com seu próprio dinheiro a serviço da empresa — viagens, hospedagem, alimentação, deslocamentos — e depois recebem de volta por reembolso. Mas vai além disso: também inclui a gestão de cartões corporativos, adiantamentos e fundos fixos. É um tema financeiro porque afeta o fluxo de caixa, a política de gastos e como a empresa controla seu dinheiro.
Qual é a diferença entre reembolso, adiantamento e cartão corporativo?
Reembolso: o colaborador gasta do próprio bolso e a empresa devolve depois. Adiantamento: a empresa antecipa o dinheiro antes do gasto. Cartão corporativo: a empresa fornece um cartão e paga a fatura diretamente. Cada um tem impacto diferente no fluxo de caixa — reembolso congela caixa mais tempo, cartão deixa tudo centralizado.
Como a pandemia impactou as despesas corporativas das empresas?
Drasticamente. Entre março e junho de 2020, o volume de gastos com viagens, hospedagem e alimentação caiu 60% porque as atividades foram paralisadas. Empresas de setores essenciais seguiram trabalhando, mas no mínimo. O impacto foi diferente em cada período da pandemia — nem tudo voltou ao normal depois.
Vale a pena ter uma política de despesas corporativas formal?
Sim. Uma política clara define quais despesas são elegíveis, valores máximos, processo de prestação de contas e outras regras. Isso evita gastanços desnecessários, padroniza o reembolso, reduz erros administrativos e deixa a empresa alinhada com o que o mercado pratica. Sem política, fica bagunça.
Como saber se minha política de despesas está alinhada com o mercado?
Você precisa comparar seus números — volume de reembolsos, ticket médio, categorias de gasto — com dados de empresas do mesmo tamanho e segmento. Pesquisas como o Cenário das Despesas Corporativas no Brasil fornecem esse benchmark. Se sua política for muito mais rigorosa ou flexível que a do mercado, pode estar criando ineficiência ou risco desnecessário.
Quanto o mercado brasileiro gasta em média com despesas corporativas?
A resposta depende do tamanho da empresa, segmento e fase pós-pandemia. O estudo do VExpenses com 1.423 empresas trouxe dados sobre isso, mas o padrão varia bastante — empresas de agronegócio, por exemplo, têm padrões diferentes de empresas de tecnologia. O importante é saber onde sua empresa se posiciona e se faz sentido.
Qual é a melhor forma de gerenciar reembolsos de despesas?
Centralizar em um processo único: colaborador gasta e registra na plataforma com comprovante, gestor aprova, financeiro reembolsa. Sem papel, sem e-mail solto, sem planilha. Além de mais rápido, reduz erros, facilita auditoria e dá visibilidade em tempo real sobre quem gastou o quê. Automatizar esse fluxo economiza tempo administrativo.
Despesas corporativas afetam a saúde financeira da empresa?
Afetam sim. Não é um valor isolado — é parte do custo operacional. Se suas despesas corporativas crescem enquanto a receita fica estagnada, sua margem cai. E se o processo de reembolso é lento, você congela caixa desnecessariamente. Por isso faz sentido monitorar como evolui e comparar com histórico interno.
O que mudou nas despesas corporativas depois da pandemia?
O cenário foi variável. Houve períodos de queda severa (março a junho de 2020), depois tentativas de recuperação (com novas onda também caíram de novo. Além disso, o trabalho remoto normalizou e muitas empresas mantêm equipes distribuídas — isso muda o padrão de viagens e hospedagens. O pós-pandemia não é igual ao pré-pandemia para muitas empresas.
Como estabelecer limites de gastos em uma política de despesas?
Comece olhando seu histórico — qual é o ticket médio por categoria de despesa (viagem, alimentação, hospedagem). Depois compare com o mercado. Defina limites que sejam realistas para seu negócio — se você gasta com viagens internacionais, seu limite é diferente de uma empresa que não viaja. Comunique claro, deixe espaço para exceções justificadas, mas não abra mão do controle.
Pequenas empresas precisam gerenciar despesas corporativas?
Precisam sim, só que na escala delas. Não precisa de software complexo no dia um, mas precisa de algum registro — mesmo que seja um formulário simples — para saber quanto está sendo gasto, com o quê e por quem. Conforme cresce, a formalização se torna mais crítica. O que não dá é deixar isso desorganizado desde o começo.
Qual é o impacto de cartões corporativos em relação a reembolsos?
Cartão corporativo centraliza pagamento — a empresa paga direto o fornecedor, sem esperar o colaborador desembolsar. Isso deixa o fluxo de caixa mais previsível e reduz administrativo de reembolso. Mas exige mais controle para não virar gasto desorganizado. Reembolso é mais flexível, mas congela caixa. Muitas empresas usam as duas estratégias para categorias diferentes.
Como auditar despesas corporativas sem desconfiar dos colaboradores?
Com processo transparente e automatizado. Todos os gastos ficam registrados, categorizados, com comprovante anexado — não é sobre desconfiança, é sobre documentação. Sistema deixa tudo rastreável, reduz erros, facilita levantamento de dados e auditorias internas. Colaborador sabe que o processo é limpo, empresa tem controle. Ganha todo mundo.
Despesas corporativas devem ser categorizadas?
Sim. Categorizar por tipo de gasto — viagem, alimentação, hospedagem, combustível, etc. — permite que você veja padrões, compare com orçamento e identifique onde está o dinheiro saindo. Sem categorização, fica tudo junto e você não consegue otimizar. Além disso, para fins fiscais e contábeis, a categorização é obrigatória.
Como lidar com despesas de colaboradores em trabalho remoto?
Muda o perfil. Menos viagem, menos hospedagem, menos deslocamento. Pode aparecer despesa de internet, café para home office ou tools digitais — dependendo da política da empresa. O importante é atualizar sua política para refletir a realidade do trabalho remoto. Se você tem times distribuídos, seus padrões de gasto são bem diferentes de um modelo presencial.
Vale a pena investir em software de gestão de despesas?
Depende do tamanho. Se você tem menos de 50 colaboradores, um formulário bem estruturado pode funcionar. Acima disso, software automatiza, reduz erros humanos, deixa tudo documentado e dá visibilidade em tempo real. Considerando o tempo que libera da área administrativa, geralmente se paga em poucos meses. A questão é qual ferramenta faz sentido para seu orçamento.
Qual é o ROI de uma boa gestão de despesas corporativas?
Não é só cortar gastos. É eliminar retrabalho administrativo (horas de RH e financeiro em prestação de contas manual), reduzir erros e reembolsos duplicados, melhorar fluxo de caixa (reembolso mais rápido reduz congelamento), e ter dados para otimizar políticas. Uma empresa com 100 colaboradores pode ganhar 100+ horas/ano em administrativo e melhorar controle sem cortar um centavo de gasto legítimo.
Como diferenciar despesa corporativa de abuso?
Sua política define isso. Se o limite de alimentação é R$ 150 e alguém gasta R$ 800 em uma refeição, é fora da política — pode ser abuso, pode ser exceção justificada (cliente importante, evento). O processo deixa claro: se está na política, é despesa. Se saiu fora sem justificativa aprovada, não reembolsa. Sem politica, é só achismo.

Leia também

Carreira e Profissão FP&A

6 dicas para o Controller e profissionais de finanças crescerem na carreira

Carreira e Profissão FP&A

Controller Cast #50 - Como analisar e planejar negócios da Nova Economia, com Rodrigo Fernandes

Carreira e Profissão FP&A

Auditoria Interna x Auditoria Externa: o que sua empresa precisa saber para encarar um auditor