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Orçamento Empresarial Autores Convidados

Como fazer um Orçamento Empresarial em 5 simples passos

O Orçamento Empresarial é uma ferramenta de gestão indispensável para qualquer empresa. E, por isso, deve ser elaborado de maneira simples e objetiva. Neste artigo, Roberto Aurélio Merlo, da Merlo Assessoria de Gestão Empresarial, nos ensina como fazer um orçamento empresarial. Confira!

Neste artigo

Encerrar um ciclo de atividades e projetos, independentemente de ser no fim de um ano ou não, é um desafio, especialmente quando passamos por instabilidades no cenário econômico e temos metas desafiadoras para serem atingidas. Normalmente, em períodos assim, há um grande aumento dos custos operacionais e uma consequente redução das margens de lucro. Diante dessa situação, é hora de parar um pouco e pensar em como fazer um orçamento empresarial para o próximo período, focando sempre na maximização dos resultados.

Como fazer um orçamento empresarial

Como sabemos, todo Planejamento Estratégico deve ser mensurado monetariamente e precisa, necessariamente, estar de acordo com os objetivos estratégicos do empreendimento. Ou seja, é preciso sempre pensar em como elaborar um Orçamento Empresarial integrado ao Planejamento Estratégico da companhia.

Lembrando que o Orçamento Empresarial tornou-se uma ferramenta de gestão indispensável e deve ser elaborado de maneira objetiva e de fácil entendimento. Além disso, ele precisa ter o apoio da alta administração e o comprometimento dos gestores para sua correta execução. Hoje, quem vai nos ajudar nessa tarefa é Roberto Aurélio Merlo, da Merlo Assessoria de Gestão Empresarial, mostrando quais são as etapas do orçamento empresarial e o que fazer em cada uma delas. Acompanhe o passo a passo indicado por ele!

1ª etapa: definir as metas de vendas

Ao definir e planejar as metas de vendas é preciso considerar sempre o Retorno sobre o Investimento (ROI) esperado, aplicando um percentual mínimo de remuneração sobre o capital próprio para estabelecer a meta de resultados para o período que está sendo planejado. Se a empresa possui um patrimônio líquido de R$ 1.000.000, por exemplo, e você deseja uma remuneração mínima de 18% ao ano, o resultado esperado para o ano precisa ser de, no mínimo, R$ 180.000.

Além da remuneração do capital investido, a projeção de faturamento também precisa levar em consideração qual o mínimo necessário para cobrir todos os custos operacionais, o famoso ponto de equilíbrio econômico. Ou seja, as projeções de vendas precisam ser suficientes para alcançar o equilíbrio e ainda remunerar os sócios e acionistas pelo capital investido.

Entre as fases do orçamento, essa é considerada imprescindível ― e não só por ser a primeira. É que nela deve ser feita a projeção das receitas, que são os recursos que a empresa terá disponível para realizar todos os planos traçados no planejamento estratégico.

2ª etapa: levantar os custos e despesas fixas

Depois das metas, é a hora de levantar todos os custos e despesas fixas, detalhando por unidade de negócio, centros de custos e contas contábeis, identificando oportunidades de redução de gastos e definindo as metas ou verbas para cada custo e despesa. Essas informações darão a base para a elaboração do orçamento.

Entre os dados que precisam obrigatoriamente ser apurados estão as despesas operacionais, como custo da matéria-prima e da manutenção do maquinário, e o gasto com pessoal. É importante ficar atento e não deixar nada de fora, pois o orçamento, além de dar previsibilidade ao negócio, também funciona como um documento para acompanhar as movimentações. Assim, é possível identificar se, ao longo do período, está ocorrendo algum desvio no planejado e corrigir antes que seja tarde.

3ª etapa: projetar a margem de contribuição

Quanto mais complexo o negócio, mais detalhes precisamos ter para analisar os resultados e identificar problemas e oportunidades. Para isso, um ponto fundamental na elaboração do orçamento é projetar a margem de contribuição detalhadamente por segmento, linha de produtos, famílias, grupos de mercadorias e serviços, ou seja, de acordo com a estrutura da empresa. Além disso, é necessário fazer a projeção de margem de contribuição dos canais de distribuição em que a empresa atua, como lojas físicas, representantes e distribuidores.

Este detalhamento pela estrutura de gestão e negócios é essencial na hora de identificar produtos/serviços ou canais que possam estar com baixo desempenho e também no momento de comparar os resultados planejados com o que está sendo efetivamente realizado, facilitando a identificação de quais são os desvios.

Imagine que você tenha uma loja física de cosméticos e também venda pela internet. Na hora de montar o orçamento, você colocou uma margem de contribuição geral do negócio, mas na hora de acompanhar os resultados percebeu que o realizado estava abaixo do planejado. Diante disso, decidiu fazer uma campanha de marketing para alavancar as vendas digitais, afinal, é a parte mais nova do negócio.

Depois de um mês, percebeu que a situação não mudou. Investigando mais a fundo, resolveu separar os resultados das lojas física e virtual e, só então, conseguiu ver que o problema era a loja física. Se tudo já estivesse separado antes, o problema seria detectado antecipadamente e você não teria sequer gastado com uma campanha na internet.

4ª etapa: estipular os investimentos necessários

Seguindo esta linha, precisamos definir claramente os investimentos que serão necessários realizar: máquinas, computadores, automóveis, equipamentos e o que mais for preciso para que a operação seja executada de maneira fluída e otimizada. No momento de fazer a projeção de investimentos, é preciso planejar cuidadosamente também a fonte de recursos que será utilizada e considerar todos os custos operacionais e financeiros envolvidos.

Nessa etapa também vale estudar um pouco sobre CAPEX E OPEX, pode conferir tudinho nesse texto: CAPEX x OPEX: entenda as principais diferenças e saiba o que levar em consideração na hora de escolher

5ª etapa: calcular a carga tributária

Hoje, a carga tributária chega a representar mais de 1/3 dos custos da empresa. Então, é preciso colocar na ponta do lápis todas as operações, identificando cada débito e cada crédito tributário. Na hora em que estiverem analisando como montar um orçamento empresarial, os gestores devem reservar um tempo para pensar também no planejamento tributário. A análise e a escolha do melhor regime tributário e demais situações que podem gerar créditos ou reduzir débitos tributários fazem uma grande diferença no resultado final de uma companhia.

Bom, aqui vimos as 5 etapas do orçamento empresarial de maneira resumida. Para saber mais sobre como fazer um budget, assistir ao vídeo com o Roberto Aurélio Merlo. Assim, nenhum detalhe vai escapar à sua compreensão. É só clicar e aproveitar o conteúdo!

Vídeo · YouTubeVídeo · YouTube

Dicas extras de como fazer um Orçamento Empresarial

Vamos aproveitar o assunto levantado pelo Roberto e também dar algumas dicas sobre como montar um orçamento empresarial. Aqui no nosso blog, há um vasto material que trata do assunto, mas, para facilitar, já separamos 5 artigos especiais com tudo o que você precisa saber sobre o tema:

E como você sabe, o objetivo na Treasy é simplificar a Gestão Orçamentária das organizações. Então, trazemos uma última dica sobre orçamento: que tal conhecer a Metodologia Treasy de Gestão Orçamentária? Com ela, essa atividade tão fundamental para a sustentabilidade de um negócio vai se tornar algo simples e fácil de fazer.

Para explicar como ela funciona, o CEO e fundador da Treasy, Gilles B. de Paula, gravou o webinar 5 passos para eliminar o abismo entre a estratégia e a execução, no qual mostra desde a importância de ter um orçamento até quando se faz necessária uma revisão desse orçamento, passando pelo Planejamento Orçamentário e a gestão propriamente dita. Acesse agora mesmo clicando na imagem abaixo:

Webinar 5 passos para eliminar o abismo entre o planejamento e a execução

Conclusão

Depois da aula sobre as fases do orçamento com o Roberto Aurélio Merlo e a explicação sobre a Metodologia da Treasy, você não tem motivos para não começar a organizar o seu orçamento agora mesmo, não é verdade? E fique tranquilo, pois, como sempre, estamos aqui para ajudar. Então, qualquer dúvida é só entrar em contato com a gente! Temos sempre um profissional disponível para atendê-lo.

Esperamos que este artigo tenha sido útil a você. Deixe um comentário contando o que achou e compartilhe conosco qualquer outro conhecimento que possa contribuir com o assunto. Fique à vontade também para compartilhar este post com seus colegas.

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Sobre o autor

como construir o orçamento empresarialEste artigo foi produzido para o blog do Treasy com as orientações de Roberto Aurélio Merlo, da MERLO Assessoria de Gestão Empresarial. Ele também produziu um vídeo para acompanhar o artigo.

A Merlo oferece suporte ao processo de gestão empresarial, de acordo com as melhores práticas de controladoria e finanças, considerando as regras de negócios e o modelo de gestão de cada Empresa, com o objetivo de maximizar os resultados, agregando valor com rentabilidade, ética e responsabilidade social.

Perguntas frequentes

O que é orçamento empresarial?
É um plano financeiro que projeta as receitas, custos e despesas da empresa para um período futuro, geralmente um ano. Serve como guia para as decisões de gestão e permite acompanhar se a empresa está no caminho certo para atingir seus objetivos.
Por que fazer orçamento empresarial?
Porque dá previsibilidade ao negócio e funciona como um documento de acompanhamento. Permite identificar desvios entre o planejado e o realizado, corrigir rotas antes que seja tarde e garantir que a empresa está gerando lucro suficiente para remunerar o capital dos sócios.
Qual a diferença entre orçamento e planejamento estratégico?
O planejamento estratégico define os objetivos e caminhos da empresa. O orçamento mensura esses objetivos em números e valores, traduzindo as estratégias em planos financeiros concretos. Um sem o outro fica incompleto.
Como calcular a meta de vendas para o orçamento?
Comece com o retorno esperado sobre o capital investido. Se a empresa tem patrimônio líquido de R$ 1.000.000 e você quer ganhar 18% ao ano, a meta de lucro é R$ 180.000. Some a isso o ponto de equilíbrio (o mínimo para cobrir custos operacionais) e terá a receita mínima de vendas necessária.
O que é ponto de equilíbrio econômico?
É o faturamento mínimo que a empresa precisa gerar para cobrir todos os custos e despesas operacionais, nem ganhando nem perdendo. Tudo que vender acima disso é lucro. É o piso de segurança do orçamento.
Quais custos devo incluir no orçamento empresarial?
Todos eles. Custos operacionais (matéria-prima, manutenção, energia), despesas com pessoal (salários, encargos), despesas administrativas (aluguel, internet), impostos e qualquer outra saída de caixa. Detalhe por unidade de negócio ou centro de custo para maior precisão.
Como diferenciar custos fixos de custos variáveis no orçamento?
Custos fixos não mudam com o volume de vendas (aluguel, salários, seguro). Custos variáveis aumentam conforme vende mais (matéria-prima, comissão de vendas). Os dois devem estar no orçamento, mas merecem análises diferentes.
O que é margem de contribuição?
É a receita de venda menos os custos variáveis diretos. Mostra quanto cada produto ou serviço contribui para cobrir custos fixos e gerar lucro. Quanto mais complexo o negócio, mais importante é analisar a margem de contribuição para identificar quais produtos valem a pena.
Vale a pena fazer orçamento para empresas pequenas?
Sim. O tamanho não importa; a falta de controle financeiro derruba negócio grande ou pequeno. Uma empresa pequena que orça consegue identificar problemas rápido e tomar decisões ágeis. Uma que não orça fica no escuro até o caixa secar.
Com que frequência devo revisar o orçamento?
No mínimo mensalmente, comparando o realizado com o planejado. Isso permite corrigir desvios rápido. Se o cenário econômico muda drasticamente, revise o orçamento anual. Orçamento rígido é papel, orçamento vivo é ferramenta.
Como lidar com desvios entre orçamento e realizado?
Primeiro, identifique o desvio (quanto e em quais contas). Depois, investigue a causa (mudança de mercado, falha operacional, erro na projeção). Por fim, decida: corrija a execução, revise o orçamento ou faça ambos. Não ignore desvios.
Qual é o envolvimento da liderança na elaboração do orçamento?
Essencial. O orçamento precisa do apoio da alta administração para ser respeitado internamente e do comprometimento dos gestores (vendas, produção, administrativo) para executar o que foi planejado. Sem isso, vira um documento esquecido.
É possível fazer orçamento em contexto de instabilidade econômica?
Sim, e é ainda mais importante. Em períodos de incerteza, os custos sobem e as margens caem. O orçamento te força a pensar cenários, identificar quais despesas são realmente necessárias e onde cortar sem comprometer a operação.
O que fazer se as metas de vendas forem irrealistas?
Revise as metas. Uma meta impossível não motiva, desanima. Considere o histórico de vendas, capacidade da equipe, tamanho do mercado e concorrência. A meta deve ser desafiadora, mas factível. Melhor ser conservador no começo do que furar todas as metas do ano.
Como organizar o orçamento por área ou departamento?
Estruture por centros de custo: vendas, produção, administrativo, financeiro, etc. Cada gestor é responsável pelas contas de seu centro. Isso facilita acompanhamento, identificação de problemas e cobrança de resultados. O orçamento vira uma ferramenta de gestão, não apenas um número.

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