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Como melhorar a liquidez financeira da sua empresa com o Sale & Leaseback?

Uma transação de Sale & Leaseback pode ser a mais indicada para empresas que precisam de capital de giro para financiar suas operações. Conheça sobre o SLB.

Neste artigo

Sale & Leaseback

No filme Se beber não case, o que era pra ser uma “simples” despedida de solteiro em Las Vegas resultou no desaparecimento do noivo (além de uma série de eventos que rendem boas risadas). Dizem que o enredo foi inspirado em um história que aconteceu com um amigo do produtor Chris Bender. O amigo teria sumido de sua despedida de solteiro em Vegas. Reza a lenda que ele desmaiou e acordou em um clube de strip.

Não vou falar da história do filme porque você já deve ter visto (e se não viu, já anota essa primeira dica), mas precisarei dar um spoiler: o noivo é encontrado e estava mais perto do que os amigos imaginavam. Na vida real, quantas vezes não perdemos algo (não os noivos!) para descobrir que o que estávamos procurando estava debaixo do nosso nariz?

Assim também é com problemas que enfrentamos em nossas empresas. Falando especialmente da área de finanças, que precisa garantir o fôlego financeiro do negócio, quantas vezes a equipe se vê em meio às análises de investimentos para verificar operações que possam trazer um retorno no futuro e que garanta uma certa liquidez?

Pois é, acontece que muitas vezes a resposta está bem debaixo do nariz e a solução pode estar dentro de casa, com uma operação financeira e imobiliária conhecida por Sale & Leaseback. Vamos saber mais?

O que é o Sale & Leaseback?

Sale leaseback

Sale & Leaseback (SLB) seria, de uma maneira bem simples e direta, vender e locar de volta. Isso significa que trata de uma transação na qual uma indústria X vende sua propriedade (seu ativo imobilizado) para uma empresa Y que alugará o imóvel para a indústria X. Em outras palavras: a organização que vende o ativo torna-se a arrendatário e a que compra torna-se o arrendador.

Esta operação financeira e imobiliária é bem transparente, pois a venda da propriedade é feita com o entendimento de que o vendedor irá imediatamente locar a propriedade do comprador. Geralmente, nas transações de Sale Leaseback o locador é uma companhia de seguros, uma empresa de leasing, uma sociedade limitada, uma empresa financeira, ou um investidor institucional.

O foco deste artigo é o Sale & Leaseback, mas é importante também ter o conhecimento de que existem três estruturas básicas no mercado imobiliário:

  • Sale & Leaseback (SLB): o locatário vende o imóvel e o aluga de imediato;
  • Build to Suit (BTS): o locatário “encomenda” de um investidor a construção do imóvel ideal para alugar;
  • Buy and Lease (BL): o locatário aluga um imóvel ideal de um investidor, que o compra de terceiros.

Operações de Sale leaseback no Brasil têm sido a opção de muitas indústrias que precisam captar recursos e que não podem arcar com os custos financeiros obtidos por recursos bancários para, por exemplo, financiar a expansão da empresa.

Por que uma empresa decide vender seu imóvel e locá-lo de volta?

Em um primeiro momento, o Leasing back imobiliário parece não fazer muito sentido, não é mesmo? Mas se eu te falar que pode ser a solução perfeita para garantir a sobrevivência do seu negócio, especialmente em épocas de crise?

Pois é, operações de Sale & Leaseback podem resolver a falta de liquidez da empresa, uma vez que ao vender a propriedade, o dinheiro arrecadado pode ser utilizado para investimentos que farão mais sentido para o negócio no momento. Portanto, um acordo de Sale e Leaseback é especialmente útil quando as empresas precisam recuperar o dinheiro investido que está “parado” em um ativo imobilizado, ao mesmo tempo em que não podem se desfazer dele, pois o imóvel é necessário para que a organização continue operando.

Assim, temos que a principal vantagem da transação de Sale & Leaseback é que a empresa que vende e, em seguida, aluga o ativo, passa a liberar o caixa ligado a esse ativo antes de vendê-lo, além de continuar a se beneficiar do uso do ativo.

Vantagens da operação de Sale e Leaseback

Para entender melhor o porquê de uma empresa optar por essa transação financeira e imobiliária, resumimos os principais pontos:

  • O negócio que opta por Sale & Leaseback - ao invés de simplesmente vender o ativo - se beneficia no sentido de continuar usufruindo do ativo ao mesmo tempo em que o dinheiro que estava “preso” é liberado.
  • Dependendo dos termos do contrato de Sale e Leaseback, a opção é financeiramente melhor do que se a empresa vendesse o imóvel para financiar uma nova compra ou pagar dívidas e passivos de curto prazo, ou se optasse por um empréstimo bancário.
  • Com a venda do ativo imobilizado, o capital de giro pode ser reinvestido no crescimento dos negócios.
  • Melhora no índice de liquidez corrente.
  • Redução de impostos decorrentes do pagamento dos aluguéis, uma vez que eles passam a ser contabilizados como despesa operacional, reduzindo o LAIR e, consequentemente, diminuindo a base de cálculo dos impostos. Ou seja, Sale & Leaseback traz benefícios fiscais potenciais (já que os custos de arrendamento são compensados como despesa operacional).
  • Aumento do ROA (Retorno sobre o Ativo).

Bom, mas claro que não só de vantagens vive o SLB, como veremos a seguir.

Desvantagens do Leasing back imobiliário

Se a empresa que opta pelo leasing back imobiliário ao invés de simplesmente vender seu imóvel ganha capital de giro, ela também corre o risco de que o ativo valorize no mercado imobiliário. Após uma operação de Sale & Leaseback, como o empreendimento passa para as mãos de outra empresa, o retorno sobre o imóvel passa a ser bloqueado, ou seja, o valor da propriedade pode aumentar significativamente, o que significará uma oportunidade de investimento perdido.

Outro ponto a se considerar, é que para o vendedor, a propriedade não é mais considerada um ativo. Isso pode afetar sua capacidade de obter linhas de crédito ou empréstimos futuros. Além disso, como a empresa passa a ser a arrendatária, ela não tem mais o direito de modificar a instalação para se adaptar às necessidades. Quaisquer mudanças e remodelação no layout do imóvel precisam ser tratadas adequadamente com o arrendador.

Exemplo de Sale e Leaseback

Imagine que uma empresa A esteja com um alto endividamento de curto prazo e com dificuldades em liberar dinheiro para o passivo circulante (como a provisão de férias). Para piorar o cenário, a empresa não tem um bom crédito e um empréstimo bancário acabará sendo muito caro.

Uma companhia de seguros se mostrou interessada no imóvel da empresa e surge a opção do Leasing back imobiliário. Após negociações, a seguradora concordou em arrendar o ativo por uma taxa menor do que a taxa de juros que o banco cobraria da empresa A por um empréstimo. Trocando em miúdos, o acordo de Sale & Leaseback foi firmado.

Neste exemplo, a empresa A ganha fôlego, pois pode utilizar os recursos da venda para pagar dívidas e passivos de curto prazo para continuar as operações. Além disso, como será a locatária, continuará a se beneficiar da utilização de seu ativo.

Sale & Leaseback na prática

Leaseback exemplo

Em Leasing back imobiliário, o financiador adquire a propriedade por um valor de mercado e o aluga imediatamente para o antigo proprietário por um prazo médio de 15 anos.

A empresa que vendeu o ativo recebe os recursos da venda e continua com a posse do imóvel, usufruindo do direito de uso integral. Em contrapartida, ela passa a ter a obrigação de remunerar o financiador com o pagamento do aluguel pelo prazo contratado. Isso significa que a arrendatária mantém o controle operacional do imóvel.

Tudo é registrado em um contrato de Sale e Leaseback, ou seja, os detalhes do contrato de arrendamento são organizados por um período de tempo específico e uma taxa de pagamento definida.

Logicamente, uma operação de Sale & Leaseback não ocorre do dia para a noite, tampouco é algo que não exige análises aprofundadas. Existem diversas empresas no Brasil que prestam consultoria e que cuidam da parte burocrática do Leasing Back imobiliário. O mais indicado é entrar em contato com especialistas que possam dar andamento no processo de forma segura.

Mas, claro, você, do financeiro, também tem um papel fundamental. Se em uma operação de Sale Leaseback o capital que estava parado em um ativo imobilizado passa a entrar na conta da empresa, é preciso avaliar o que será feito com o dinheiro obtido. Por exemplo, a empresa pode utilizá-lo para comprar estoques, realizar investimentos da capacidade produtiva, quitar dívidas, melhorar a gestão etc.

Além disso, em transações SLB o locatário passa a ter obrigações com o pagamento do aluguel, o que significa que além de definir para onde irá o capital liberado, o financeiro deverá garantir que a empresa esteja em dia com o pagamento do aluguel. Bom, e não tem como chegar nesse grau de controle sem que a organização tenha uma gestão orçamentária bem redondinha.

Por isso, caso Sale & Leaseback seja a opção escolhida pelo seu negócio, tenha certeza que o seu orçamento está bem elaborado e será monitorado. Uma planilha pode auxiliar em um primeiro momento, e se você precisar, disponibilizamos uma gratuitamente. É só acessar o banner para fazer o download:

Modelo de Orçamento EmpresarialConcluindo

Como vimos, transações de Sale & Leaseback são uma opção para empresas que precisam liberar capital para otimizar demonstrativos financeiros. Na maioria das vezes, o capital de giro que entra é investido no core business, o que significa que, se bem analisada, uma operação de SLB pode resultar em bons ganhos em longo prazo.

Neste artigo apontamos o que é e quais as vantagens e desvantagens do Leasing back imobiliário. Como falamos, caso sua empresa esteja interessada nessa opção, o ideal é contratar profissionais capacitados para darem andamento no processo, mas, antes, não esqueça de que a Gestão Orçamentária da sua organização deve estar bem controlada.

Esperamos que este artigo tenha sido útil a você. Deixe um comentário contando o que achou e compartilhe conosco qualquer outro conhecimento que possa contribuir com o tema. Fique à vontade também para compartilhar este post com seus colegas.

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Perguntas frequentes

O que é Sale & Leaseback e como funciona?
Sale & Leaseback (SLB) é uma operação onde você vende um imóvel de sua empresa e aluga-o de volta imediatamente. Você recebe o dinheiro da venda e continua usando o imóvel normalmente, mas agora como locatário. É útil quando você precisa liberar capital que está parado em um ativo imobilizado sem perder o uso do espaço.
Qual é a diferença entre Sale & Leaseback, Build to Suit e Buy and Lease?
No Sale & Leaseback você vende um imóvel já existente e aluga de volta. No Build to Suit, um investidor constrói o imóvel sob sua encomenda e você aluga. No Buy and Lease, o investidor compra um imóvel de terceiros no mercado e você aluga. A escolha depende se você tem um imóvel pronto para vender ou se precisa de um espaço novo.
Quando vale a pena fazer uma operação de Sale & Leaseback?
Vale a pena quando você tem capital imobilizado em um prédio ou terreno que não está gerando retorno, mas precisa continuar usando. Também é indicado em momentos de crise de liquidez, quando você precisa de capital de giro para financiar operações, expandir ou fazer investimentos mais estratégicos sem recorrer a empréstimos bancários.
Sale & Leaseback melhora a liquidez da empresa?
Sim. Ao vender o imóvel, você transforma um ativo imobilizado em dinheiro em caixa. Esse capital pode ser usado para fortalecer o fundo de maneio, investir em equipamentos, tecnologia ou cobrir despesas operacionais. A liquidez melhora imediatamente após a transação.
Quem são os compradores típicos em operações de Sale & Leaseback?
Os compradores são geralmente companhias de seguros, empresas especializadas em leasing, investidores institucionais, fundos de investimento imobiliário ou pessoas jurídicas. Esses atores têm capital disponível e interesse em receber renda passiva através do aluguel.
Depois de fazer Sale & Leaseback, a empresa ainda é dona do imóvel?
Não. Você vende a propriedade para o comprador (arrendador) e passa a ser locatário. O comprador é o novo dono do imóvel. Você mantém o direito de usar o espaço através do contrato de locação, mas não é mais proprietário.
Sale & Leaseback é mais caro do que um financiamento bancário?
Depende da estrutura. O custo total inclui o valor do aluguel mensal, que pode ser significativo ao longo do tempo. Comparado a um financiamento bancário, o SLB pode ter juros efetivos maiores, mas oferece mais flexibilidade se você tiver dificuldade de acesso a crédito bancário ou não queira endividamento contábil.
Como o Sale & Leaseback afeta o fluxo de caixa mensal da empresa?
Você para de pagar juros de um financiamento imobiliário (se tinha um), mas passa a pagar aluguel mensal ao arrendador. O impacto final depende de quanto você recebe na venda versus o custo do aluguel. Em geral, é possível estruturar a operação de forma que o aluguel seja competitivo com as despesas que você tinha antes.
É possível reverter uma operação de Sale & Leaseback depois?
Tecnicamente sim, mas é complexo. Você poderia recomprar o imóvel do arrendador, mas seria uma nova negociação com preço potencialmente mais alto. O ideal é fazer o SLB apenas se tiver clareza de que vai querer alugar o espaço a médio e longo prazo.
Sale & Leaseback é uma opção para pequenas e médias empresas?
Depende do tamanho do ativo. Se sua PME tem um imóvel próprio de valor significativo e precisa de capital urgentemente, sim. Mas muitos arrendadores e companhias de leasing trabalham com operações acima de certos valores mínimos. Vale explorar a viabilidade com especialistas.
Qual é o tempo típico para fechar uma operação de Sale & Leaseback?
Varia bastante, mas geralmente leva entre 3 e 6 meses. Inclui avaliação do imóvel, due diligence legal, negociação de termos, aprovação da documentação e registro. Operações mais simples podem ser mais rápidas.
Sale & Leaseback afeta meu balanço patrimonial?
Sim. Você deixa de ter o imóvel no ativo imobilizado e passa a ter uma obrigação de leasing (ou despesa de aluguel), dependendo da contabilização. Isso reduz o total de ativos, mas melhora índices de liquidez. É importante revisar com seu contador ou auditor o impacto contábil.
Posso fazer Sale & Leaseback com um imóvel que está financiado?
Geralmente não. O imóvel precisa estar livre de ônus (sem hipotecas ou penhor). Se você ainda deve para um banco, precisará quitar o financiamento com parte do dinheiro que receber da venda, reduzindo o capital líquido disponível.
Qual é o risco maior em uma operação de Sale & Leaseback?
O principal risco é ficar dependente do arrendador. Se o contrato termina, você perde o direito de usar o imóvel e não terá mais o ativo. Também há risco de aumento de aluguel após renovações contratuais. É essencial negociar bem os termos de longo prazo.
Sale & Leaseback é viável para empresas em setores específicos?
É mais comum em indústrias, varejo e logística, onde o imóvel é um ativo importante mas não diferencial competitivo. Empresas de tecnologia ou serviços que alugam escritórios já estão acostumadas a estruturas de aluguel, então ganham menos com SLB.
Vale a pena fazer Sale & Leaseback se eu estou planejando sair do mercado em 2 ou 3 anos?
Provavelmente não. Se sua empresa vai ser vendida ou fechada em curto prazo, o contrato de aluguel de longo prazo (geralmente 10+ anos) pode virar uma obrigação problemática para o comprador. Avalie bem o tempo de permanência do imóvel no seu plano de negócios.
Como devo estruturar o contrato de aluguel em um Sale & Leaseback?
Pontos críticos incluem: prazo do contrato (quanto tempo você garante estar lá), preço do aluguel (fixo ou com reajustes), cláusulas de renovação, quem paga impostos e manutenção, e opção de compra. Recomenda-se usar especialista imobiliário e advogado.
Sale & Leaseback é a melhor opção para captar recurso quando não consigo empréstimo bancário?
Não necessariamente a melhor, mas é uma alternativa. Depende de você ter um imóvel de valor real e estar disposto a alugar a longo prazo. Outras opções incluem private equity, aportes de sócios, ou operações de factoring. Avalie qual custa menos no total.

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