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Custos e Precificação Artigos

Melhore a precificação de seus produtos e aumente os lucros!

O preço errado pode estar matando o seu negócio! Veja como fazer a correta precificação de produtos e melhore a lucratividade.

Neste artigo

Profissional analisando gráficos coloridos calculadora precificação de produtos estratégia

Definir a precificação dos produtos não é uma questão de tentativa e erro, e nem algo do tipo “vamos tentar cobrar R$ 150 e ver o que acontece”. Quando o preço é inadequado, além de interferir na percepção do valor que os clientes dão ao que uma empresa entrega, compromete seriamente a margem de lucro. Por isso, a definição do preço certo vai muito além de uma decisão arbitrária; ela é um componente crítico da estratégia financeira da empresa. Esse é o motivo pelo qual não há espaço para suposições ou práticas experimentais quando o assunto é precificar produtos. Quer entender melhor como fazer isso da maneira correta? O preço certo contribui para o sucesso financeiro da sua empresa, então, siga a leitura deste artigo e esteja preparado para tomar decisões informadas sobre o quanto cobrar de seus clientes.

Como o preço errado pode estar matando o seu negócio?

Você pode ser dono de uma empresa pequena ou de uma organização global. Pouco importa o tamanho de um negócio, pois cometer erros na precificação pode ser um dos equívocos mais caros que você pode fazer. Quer um exemplo? Imagine que Lucia, proprietária de uma empresa que vende cadeiras, estabelece o preço de cada cadeira em R$ 500. O lucro bruto por unidade é de R$ 300, mas após considerar despesas gerais, o lucro real por cadeira cai para R$ 100. Isso significa que, depois de vender uma cadeira por R$ 500, Lucia está efetivamente ganhando apenas R$ 100.  A parte crítica vem agora: a situação começa a se complicar quando as vendas caem drasticamente, resultando em um estoque parado e a necessidade de liberar espaço para novas cadeiras. Lucia, então, resolve adotar a mesma estratégia do seu concorrente, que é  realizar uma promoção. Mas a promoção da empresa de Lucia é ainda melhor, pois ao invés dos 30% de desconto da concorrência, ela oferece 50% (ou seja, cadeiras por R$ 250 cada). Você está acompanhando o raciocínio? Com o preço reduzido para R$ 250, o lucro bruto por cadeira diminui para uma perda de R$ 50, considerando as despesas gerais. Isso significa que, em vez de obter lucro, Lucia está literalmente perdendo dinheiro a cada cadeira vendida.

Por que a precificação de produtos é tão importante?

Fachada branca comércio homem caminhando representando precificação de produtos

A precificação errada de produtos pode fazer o seu negócio fechar as portas, mesmo com as vendas indo muito bem. O contrário também se aplica, pois o preço certo ajuda um negócio a crescer e evita a perda de receita devido a preços excessivamente baixos - ou a perda de clientes por preços elevados demais. Bom, mas se a correta precificação de produtos é fundamental para maximizar a receita e garantir margens de lucro adequadas, também afeta diretamente a competitividade da empresa no mercado. Para entender, basta pensar em segmentos cujo mercado está saturado.  Em casos assim, a diferenciação é crucial e pode ser percebida em “pequenos detalhes”, como em um site mais amigável, um atendimento eficiente e, claro, no preço. A questão é que, caso o preço não reflita o valor do produto ou esteja mal posicionado em relação aos concorrentes, pode resultar em perda departicipação de mercado.  E se formos para resumir o que foi abordado até aqui, podemos dizer que:

  • Uma precificação bem ajustada dos produtos pode impulsionar o crescimento e a sustentabilidade do negócio;
  • A estratégica eficaz de preço garante que a empresa maximize sua receita e mantenha uma base de clientes satisfeita;
  • Com uma abordagem bem planejada, é possível melhorar a rentabilidade e garantir um fluxo de caixa saudável.

Como fazer a correta precificação de produtos?

Começando pelo básico, existem três regras essenciais para definir a correta precificação de produtos:

  • O preço deve cobrir os custos e despesas;
  • A maneira mais eficaz de baixar preços é reduzindo os custos; e
  • Os preços não devem ser estáticos, ou seja, devem refletir a dinâmica de custo, demanda do mercado, resposta à concorrência e objetivos de lucro.

Falando nos custos, dependendo do setor em que a empresa opera, eles podem ser classificados nas seguintes categorias:

  • CPV (Custo dos Produtos Vendidos): relacionado a indústrias que fabricam seus próprios produtos. Este custo inclui todas as despesas diretamente associadas à produção, como matérias-primas e mão de obra.
  • CMV (Custos das Mercadorias Vendidas): comum em empresas de comércio que vendem produtos adquiridos de terceiros ou que terceirizam parte ou a totalidade de sua produção. Este custo engloba o preço pago pelos produtos e outras despesas associadas à sua aquisição.
  • CSP (Custos dos Serviços Prestados): aplicável a empresas que oferecem serviços em vez de produtos, como consultorias. Esses custos incluem todas as despesas diretamente relacionadas à prestação dos serviços, como salários e despesas operacionais.
  • MOD (Mão de Obra Direta): envolve as atividades relacionadas ao produto fabricado. São gastos obtidos diretamente na produção de determinado bem ou serviço.
  • MOI (Mão de Obra Indireta): relacionado à supervisão e apoio à produção, mas que não tem relação direta com o produto, mesmo que seja fundamental para a sua fabricação e comercialização.

Com isso esclarecido, vale destacar que existem três tipos principais de precificação de produtos:

  • Precificação baseada no valor;
  • Precificação baseada na concorrência;
  • Precificação baseada em custos (markup).

Entenda melhor:

Precificação baseada no valor

O valor depende da percepção do cliente sobre o produto. Um exemplo clássico são as marcas de luxo. Compare, por exemplo, um Rolex com uma marca de relógio menos conhecida. Embora o Rolex tenha um custo mais elevado de produção, o fato é que o alto valor dos produtos reflete também o prestígio, a exclusividade, o status e a história associados à marca Rolex.  O mesmo vale para a Apple. Os consumidores estão dispostos a pagar mais por um MacBook devido à percepção de valor e ao desejo de possuir um item que simboliza sucesso. Perceba que a percepção de valor é subjetiva e tudo depende do posicionamento da marca. Para definir um preço de venda baseada nesse critério, tenha em mente que é essencial entender:

  • O que os seus clientes valorizam?
  • Como seu produto se diferencia da concorrência?
  • Como comunicar esses diferenciais para que os clientes percebam e reconheçam o valor dos produtos?

Lembre-se também de considerar que o preço é uma "matéria" de finanças, mas conversa muito com marketing e comportamento também. Inclusive, você sabia que o McDonald 's, que teria todos os motivos do mundo para padronizar preço, trabalha com estratégias de precificação? Pois é, a rede se baseia em um fator importante: o perfil do cliente. Quem explica isso é João Branco, ex-diretor de marketing do McDonald's, no vídeo abaixo. Aperta o play que você não vai se arrepender:

Vídeo · YouTubeVídeo · YouTube

Precificação baseada na concorrência

O método de precificação de produtos baseado na concorrência éorientado pelo mercado. Nesse caso, a empresa não foca apenas nos custos internos, mas considera também o que está sendo praticado por outros players. Normalmente, a estratégia é adotada em segmentos com pouca diferenciação na oferta e uma alta competitividade, como supermercado e varejo. O perigo em adotá-la é não levar em conta a própria estrutura de custos, que pode ser mais alta que a do concorrente.  Por isso, se você optar por fazer precificação orientada pelo mercado, verifique quais são as despesas e os custos de produção (diretos e indiretos) envolvidos na fabricação ou na compra dos produtos.

Precificação de produtos baseada em custos (markup)

A precificação baseada em custo é a abordagem que utiliza o markup para definir o preço de venda. Conforme explicamos aqui, o markup consiste em somar uma margem de lucro ao custo unitário do produto para obter o preço ideal. Para formar o preço de venda por markup é preciso considerar as despesas fixas, despesas variáveis e a margem de lucro estimada. Em seguida, o valor será multiplicado pelo preço de custo para a definição do preço de venda. Exemplo de cálculo com Markup:

  1. Determine o custo do produto: suponha que o custo total (despesas fixas + variáveis) de produção de uma cadeira seja R$ 200.
  2. Defina o percentual de markup: digamos que você queira uma margem de lucro de 50%.
  3. Calcule o markup: O valor de markup é 50% de R$ 200, o que equivale a R$ 100.
  4. Estabeleça o preço de venda: adicionando o markup ao custo, o preço de venda será R$ 200 + R$ 100 = R$ 300.

Nesse exemplo, o markup é de 50%, e o preço final é definido para cobrir os custos e garantir a margem de lucro desejada. Para deixar mais claro, anote a fórmula para cálculo do markup:

Markup = 100 / [100 – (DV + DF + LP)]

Onde:

  • DV = Despesas Variáveis
  • DF = Despesas Fixas
  • LP = Lucro Presumido

Exemplificando, Lucia resolveu expandir um pouco sua oferta de produtos e passou a oferecer também almofadas. O custo de aquisição para a empresa dela é de R$ 25. As Despesas Fixas somam 5% no custo unitário e as Despesas Variáveis somam 10%. O lucro que se espera com cada almofada é de 25%. Aplicando o Markup, de acordo com a fórmula:

Markup = 100/ 100 – (10 + 5 + 25) = 100/60 = 1,67

O índice do Markup encontrado é usado no Custo de Mercadoria Vendida:

R$ 25 x 1,67 = R$ 41,66.

Com esse resultado, Lucia terá que vender o produto por R$ 41,66 para superar custos variáveis e fixos e alcançar a margem de lucro estimada.

Concluindo (com bônus)

O preço é um fator crítico em qualquer negócio. Conforme procuramos mostrar, ele não é apenas um número, mas também um reflexo da marca, do produto e da percepção do cliente. Por essa razão, encontrar a precificação ideal significa entender o valor que você fornece, ao mesmo tempo em que cobre as despesas do seu negócio. Isso exige uma análise delicada especialmente do financeiro. Para ajudar o time a definir a melhor oferta de preço e garantir a lucratividade, aproveite o Guia completo para o cálculo do Preço Ideal de Venda dos produtos, mercadorias e serviços de sua empresa. Ele é totalmente gratuito e está disponível para download agora mesmo. Clique na imagem preencha seus dados e baixe o material:

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Perguntas frequentes

Como calcular o preço certo para meu produto?
O preço certo leva em conta três componentes: o custo direto do produto (matéria-prima, mão de obra), as despesas indiretas (aluguel, energia, administração) e a margem de lucro desejada. Some tudo isso e você tem o preço mínimo. De lá para cima, você negocia conforme o mercado aguenta e o valor que seus clientes percebem. Um produto que custa R$ 50 para fabricar, com R$ 20 em despesas por unidade vendida, precisa ser precificado em pelo menos R$ 70 para não dar prejuízo — mas provavelmente você vai querer cobrar mais.
Qual a diferença entre margem bruta e margem líquida na precificação?
Margem bruta é o que sobra do preço de venda depois de descontar apenas o custo direto do produto (matéria-prima, frete de entrada). Margem líquida é o que sobra depois de descontar também as despesas operacionais (aluguel, folha de pagamento, energia). Quando você está precificando, precisa ter ambas em mente — senão vira a história de Lucia, que vendia com boa margem bruta mas tomava prejuízo quando considerava as despesas.
Devo cobrar menos que o concorrente para vender mais?
Nem sempre. Vender mais não significa lucrar mais se o preço não cobre seus custos. Uma promoção agressiva pode até aumentar o volume, mas se a margem desaparecer, você piora a situação financeira em vez de melhorar. O ideal é diferenciar seu produto (qualidade, atendimento, prazo) para justificar um preço competitivo sem precisar fazer dumping.
Como saber se meu preço está muito alto?
Sinais claros são: volume de vendas caindo mês a mês, clientes reclamando do preço durante a negociação, ou comparações frequentes com concorrentes mais baratos. O oposto — se você está saindo do estoque rápido e clientes voltam a comprar — pode indicar espaço para aumentar. A métrica real é a rentabilidade: se você vende muito mas lucra pouco (ou prejuízo), o preço está baixo, não alto.
Preciso revisar minha precificação com frequência?
Sim. Pelo menos uma vez a cada trimestre, revise se seus custos mudaram (fornecedor aumentou preço, salários subiram, inflação) e se o mercado está diferente. Se você repassou um aumento de 8% no custo da matéria-prima, mas mantém o preço de venda igual, sua margem desapareceu. Não dá para 'tentar ver o que acontece'.
Vale usar a promoção como estratégia para limpar estoque?
Depende. Se você vender com desconto mas ainda cobrir custos e manter margem mínima, tudo bem. O perigo é fazer desconto tão agressivo que vire prejuízo — como Lucia fazendo 50% de desconto. Antes de qualquer promoção, calcule se o lucro por unidade ainda está positivo. Se não estiver, é melhor buscar outras saídas (reposicionar o produto, reformular, ou até descontinuar).
Meu custo fixo é alto — isso muda a precificação?
Muda sim, mas de forma indireta. Custos fixos altos (aluguel caro, equipamentos caros) significam que você precisa vender mais volume ou com melhor margem para cobri-los. Se distribuir o custo fixo por poucas unidades, o preço fica alto demais. A solução é aumentar volume ou encontrar forma de reduzir custos fixos.
Como precificar um produto novo que não tenho referência de mercado?
Comece pelo custo (quanto custa fazer). Some uma margem realista para sua indústria (varia muito: comida é 30-40%, software pode ser 80%+). Depois, pesquise preços de concorrentes diretos ou indiretos — não para copiar, mas para entender o intervalo que o mercado aceita. Lance conservador; se a demanda for alta e você estiver lucrando bem, aumenta depois. Se vender pouco, não é porque o preço está alto; pode ser posicionamento ou divulgação.
Existe uma margem de lucro ideal para qualquer negócio?
Não. Vareia muito por setor. Varejo de roupas típico trabalha com 60-100% de markup (preço de venda dividido por custo). Supermercados trabalham com 20-30%. SaaS pode chegar a 80%+. O que importa é que sua margem cubra despesas operacionais E deixe lucro real. Conhecer a margem média da sua indústria ajuda a saber se você está competitivo.
Como a precificação afeta o fluxo de caixa da empresa?
Preço baixo demais significa que você ganha pouco por venda, precisando vender mais volume para cobrir custos — o que exige mais caixa em circulação. Preço muito alto afasta clientes, reduz volume e pode deixar estoque parado, travando dinheiro. O preço certo equilibra volume e margem, permitindo um ciclo saudável de caixa. Se você está vendendo mas com dinheiro sempre apertado, a precificação é suspeita.
Devo considerar a percepção do cliente ao precificar?
Absolutamente. Um preço muito baixo pode fazer o cliente desconfiar da qualidade. Um preço muito alto, sem justificativa clara, afasta. O ideal é comunicar valor: por que seu produto merece aquele preço? Melhor matéria-prima, garantia, atendimento, design — tudo isso permite cobrar mais sem parecer caro.
O que fazer se descobri que estou vendendo com prejuízo?
Primeiro, confirme os números: some todo custo direto, despesas indiretas por unidade e compare com o preço de venda. Se realmente estiver com prejuízo, tem três caminhos: aumentar o preço, reduzir custos, ou descontinuar o produto. A pior escolha é continuar vendendo na esperança de que 'vai melhorar' — quanto mais você vende, mais você perde.
Como saber se meus concorrentes estão precificando melhor que eu?
Não dá para saber apenas pelo preço final. Um concorrente que cobra 20% a menos pode estar com custo mais baixo (volume, fornecedor melhor, menos despesas) e ainda lucrar mais. O caminho é entender sua própria estrutura de custo bem, depois comparar com concorrentes em paridade (produto similar, quantidade similar, mesmas condições). Se não conseguir informações, foque em ser competitivo na sua margem, não no preço absoluto.
Precificação dinâmica (preço que muda conforme demanda) funciona para pequenas empresas?
Funciona se você tiver dados e sistema para gerenciar. Se a demanda disparar (férias, Black Friday), você pode aumentar preço temporariamente com menos risco de perder clientes, e melhora margem. Mas sem dados confiáveis, você está chutando. Comece com revisões mensais simples; dinâmica de verdade vem depois.
Meu produto é commodity (igual ao dos concorrentes) — como precificar?
Em commodities, preço é baseado em mercado (oferta/demanda). Você não tem muito espaço para cobrar mais que a concorrência direto. A saída é diferenciação: atendimento melhor, frete grátis, qualidade superior, marca — tudo que permite cobrar um pouco a mais. Ou encontrar formas de reduzir custo para ganhar margem sem aumentar preço.
Como precificar serviços diferentes do mesmo produto?
Separe o custo de cada serviço. Um mesmo produto vendido com entrega expressa, garantia estendida ou suporte custa mais para você executar. Precifique cada componente (produto + serviço) em separado ou cobre um preço único que cubra a média ponderada. Não misture tudo em um número e rezar para dar certo.
Qual é o impacto de um aumento de preço na minha base de clientes?
Depende de quanto você aumenta e por quê. Um aumento de 5-8% anual em linha com inflação costuma passar despercebido se comunicado bem. Aumento de 20% de repente assusta clientes. Teste primeiro com uma pequena parcela de clientes, ou aumente mais para novos clientes enquanto mantém preço para antigos. A métrica real é: se você perde clientes, mas a margem compensa e lucro total sobe, foi boa decisão.
Estou com dúvida entre aumentar preço ou aumentar volume — qual escolho?
Aumente preço se estiver com margem apertada ou demanda forte (fila de clientes). Aumente volume se estiver lucrando bem e tem capacidade produtiva ociosa. Idealmente, você faz os dois — margem saudável E crescimento de vendas. Mas se forçar barra, começa por margem, porque lucro é prioridade.
Planilha de Excel é suficiente para gerenciar precificação?
Para começar, sim. Você precisa organizar custos, despesas, histórico de preços e volumes. Mas conforme cresce — múltiplos produtos, centros de custos, análises de cenários — planilha fica lenta e propenso a erro. Um sistema que agrupa dados de verdade (seu ERP, sua contabilidade) e calcula margem automaticamente poupou muito tempo e reduz risco de decisão errada por dado desatualizado.

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