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Fluxo de Caixa e Tesouraria Modelos de Planilhas

Modelo de DFC (Fluxo de Caixa) em Excel: baixe grátis e controle seu caixa

Modelo de DFC: baixe gratuitamente o modelo de Demonstrativo de Fluxo de Caixa que preparamos para auxiliar sua empresa a planejar e controlar seu caixa!

Neste artigo

Muita empresa lucrativa quebra por falta de caixa. O lucro aparece no DRE, mas quem paga as contas é o caixa, e os dois quase nunca andam juntos. Para te ajudar a controlar o seu, preparamos um modelo de DFC (Demonstrativo de Fluxo de Caixa) em Excel para baixar de graça.

Para baixar a planilha gratuitamente, basta clicar neste link ou nos botões ao longo do post.

Modelo de dfc excel em planilha com demonstrativo de fluxo de caixa

Por que o caixa manda

O Demonstrativo de Fluxo de Caixa mostra o dinheiro que de fato entrou e saiu da conta em um período. É diferente do resultado: você pode vender muito e ficar sem caixa porque vendeu a prazo e os custos venceram antes. O DFC é o relatório que antecipa o aperto, mostrando se sobra ou falta dinheiro mês a mês — antes de o problema chegar.

O que vem no modelo

Esta é a planilha mais completa da nossa série de modelos. Ela tem várias abas que trabalham juntas:

  • Instruções e Plano de Contas: a base, onde você ajusta as categorias de entradas e saídas (e até as unidades de negócio ou filiais);
  • Entradas e Saídas: onde você lança os movimentos, com data, conta, valor e o status (pago ou não pago);
  • Fluxo de Caixa: montado automaticamente a partir dos lançamentos, no regime de caixa, com o saldo de um mês puxando para o próximo;
  • DRE: a planilha ainda monta um Demonstrativo de Resultados, comparando Previsto e Realizado.

Ou seja: você só lança entradas e saídas, e a planilha entrega o fluxo de caixa e o resultado prontos.

Como preencher a planilha passo a passo

  • Ajuste o plano de contas. Comece definindo suas categorias de receita, custo e despesa na aba correspondente, alinhadas ao seu plano de contas.
  • Lance as Entradas. Cada recebimento, com data, categoria, valor e status.
  • Lance as Saídas. Cada pagamento, do mesmo jeito. O status pago ou não pago é o que separa o que já bateu no caixa do que ainda está previsto.
  • Leia o Fluxo de Caixa e o DRE. As duas abas se atualizam sozinhas a partir do que você lançou.

DFC e DRE: caixa não é competência

O ponto que mais confunde: o DFC trabalha no regime de caixa (conta o dinheiro quando ele entra ou sai de verdade), enquanto o DRE trabalha no regime de competência (registra a venda quando ela acontece). Por isso o lucro do mês quase nunca é igual ao saldo da conta. Os dois relatórios são complementares, e vale entender a diferença entre DRE e DFC antes de tomar decisão olhando só um deles.

Como o saldo encadeado funciona

O coração do fluxo de caixa é o encadeamento dos meses. Imagine que janeiro começa com R$ 10.000 em caixa. Ao longo do mês entram R$ 50.000 de recebimentos e saem R$ 55.000 de pagamentos: o mês fecha negativo em R$ 5.000, então o caixa cai para R$ 5.000. Esse saldo final de janeiro vira o saldo inicial de fevereiro, e assim por diante.

É essa corrente que a planilha monta sozinha a partir das suas entradas e saídas. E é ela que dá o aviso antecipado: se você lançar também os pagamentos futuros ainda não pagos, consegue ver que, mantido o ritmo, o caixa fica negativo em março, por exemplo. Saber disso em janeiro é o que permite agir (antecipar um recebimento, renegociar um prazo, segurar uma compra) antes de o problema chegar. Um fluxo de caixa que só mostra o passado serve para prestar contas; um que mostra o futuro serve para decidir.

Como ler o fluxo depois de preencher

  • O saldo encadeado. O caixa de cada mês começa no saldo que sobrou do anterior. Acompanhar essa linha mostra se a empresa está construindo ou queimando caixa.
  • As previsões. Com os lançamentos não pagos, você enxerga o caixa futuro e antecipa meses apertados — base de qualquer projeção de fluxo de caixa.
  • Os prazos. Se o caixa aperta mesmo com lucro, o problema costuma estar nos prazos de pagamento e recebimento.

DFC × DRE em uma tabela

AspectoDFC (Fluxo de Caixa)DRE (Resultado)
RegimeCaixaCompetência
O que registraDinheiro que entrou e saiuReceitas e despesas do período
Quando a venda entraQuando o cliente pagaQuando a venda acontece
Pergunta que respondeTenho dinheiro em caixa?Tive lucro ou prejuízo?

Erros comuns na hora de preencher

  • Não usar o status pago/não pago. É ele que separa o caixa real do previsto. Sem isso, o fluxo perde a função.
  • Misturar regime de caixa com competência. No DFC, a data que importa é a do dinheiro entrando ou saindo, não a da venda.
  • Esquecer de separar por unidade. Se a empresa tem filiais, lançar tudo junto esconde onde o caixa some.
  • Lançar só quando sobra tempo. Fluxo de caixa desatualizado é fluxo de caixa inútil.

Do controle à gestão de tesouraria

O DFC é a porta de entrada para uma boa gestão do dinheiro. Dali, você evolui para a gestão de tesouraria, aprende a contornar problemas de fluxo de caixa e passa a planejar o caixa, em vez de só apagar incêndios.

E para baixar o modelo de DFC em Excel, é só clicar no botão abaixo:

Banner verde do modelo de demonstrativo de fluxo de caixa para saldo faltante

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Perguntas frequentes

O que é DFC (Demonstrativo de Fluxo de Caixa)?
DFC é um relatório que mostra todas as entradas e saídas de dinheiro da sua empresa em um período. Diferente do resultado líquido, o DFC rastreia apenas o movimento real de caixa, então você consegue ver se vai faltar dinheiro antes do problema virar falta de pagamento.
Por que o fluxo de caixa é mais importante que o lucro?
Uma empresa pode ser lucrativa no papel e quebrar na prática. O lucro contábil considera vendas a prazo e despesas provisionadas; o caixa, não. Se você vende R$ 100 mil em 90 dias mas paga seus fornecedores hoje, o lucro é lindo mas o caixa seca. DFC mostra essa realidade.
Como usar a planilha de DFC que vocês disponibilizam?
A primeira aba do arquivo tem instruções completas de preenchimento. Basicamente você lista todas as entradas de caixa, todas as saídas, calcula o saldo do período e acompanha a progressão dia a dia ou mês a mês. Quanto mais atualizada a planilha, mais precisa será sua visão do caixa.
A planilha funciona para qualquer tipo de empresa?
Funciona bem para pequenas e médias empresas. Se você tem operação simples ou moderadamente complexa, a planilha permite ajustes. Empresas muito grandes com múltiplas contas, centros de custo e consolidação podem precisar de um sistema mais robusto, mas como base educativa funciona para todas.
Qual a diferença entre DFC, fluxo de caixa operacional e fluxo de caixa livre?
DFC é a visão completa de entradas e saídas. Fluxo operacional isola apenas o caixa que vem da operação (venda de produtos/serviços). Fluxo livre é o operacional menos os investimentos em máquinas e equipamentos. Para começar, a planilha cobre bem o DFC completo.
Preciso preencher a planilha todos os dias?
Depende do seu ciclo de caixa. Se você recebe e paga diariamente, faz sentido atualizar diariamente. Se é empresário de uma loja que trabalha por semana, semanal funciona. O importante é atualizar com frequência suficiente para não perder a visibilidade do que está vindo e saindo.
Como a planilha de DFC ajuda a evitar falta de caixa?
Quando você projeta entradas e saídas antecipadamente na planilha, consegue ver meses antes se haverá buraco de caixa. Isso dá tempo para renegociar prazos com fornecedores, buscar crédito ou ajustar gastos. Sem a planilha, a falta aparece de surpresa.
Vale a pena usar planilha para DFC ou devo ir direto para um software?
Depende do estágio. Se você tem fluxo simples e quer começar a controlar caixa com rapidez, planilha vale muito. Se já está perdido entre dados dispersos em vários arquivos, um software economiza tempo. Muitas empresas começam com planilha e migram depois conforme crescem.
A planilha precisa ser alimentada manualmente com cada transação?
Sim, a planilha exige inserção manual. Se você tem poucos movimentos, é viável. Se tem centenas de transações por mês, fazer tudo na mão vira trabalhoso e propenso a erros. Nesse caso, considere exportar dados diretos do banco ou do sistema contábil.
Como projatar fluxo de caixa futuro na planilha?
Você cria uma aba separada com estimativas de recebimentos (vendas esperadas, prazos) e despesas futuras (folha, impostos, fornecedores). Alimenta a planilha com datas e valores baseados no histórico e nas expectativas. Quanto mais precisa sua previsão, melhor o cenário que você consegue enxergar.
Qual a diferença entre saldo em caixa e saldo de fluxo de caixa?
Saldo em caixa é quanto você tem agora na conta. Saldo de fluxo de caixa é o resultado da operação no período (entradas menos saídas). Se seu saldo em caixa é R$ 10 mil mas o fluxo do mês foi negativo em R$ 5 mil, significa que você está queimando caixa e logo o saldo cai para R$ 5 mil.
Devo incluir depreciação de máquinas no DFC?
Não. Depreciação é um valor contábil que não representa saída real de caixa. No DFC, você registra apenas o que efetivamente entra ou sai da conta. Se comprou uma máquina por R$ 50 mil, registra os R$ 50 mil quando paga, não a depreciação mensal.
Como categorizar as entradas e saídas na planilha?
Organize por natureza: receitas operacionais (vendas), receitas não-operacionais (aluguel de ativo), custos diretos (matéria-prima), custos indiretos (aluguel, energia), despesas administrativas, financeiras e investimentos. Quanto mais clara a categorização, mais fácil identificar onde o dinheiro está indo.
A planilha de DFC substitui a contabilidade?
Não. Contabilidade é obrigação legal e gera lucro contábil. DFC é uma ferramenta de gestão de caixa. Uma empresa pode ter DFC excelente mas contabilidade ruim, ou vice-versa. Você precisa dos dois: contabilidade para fisco e stakeholders, DFC para pilotar o dia a dia da empresa.
Por quanto tempo devo manter o histórico de fluxo de caixa na planilha?
No mínimo 12 meses para conseguir identificar padrões sazonais. Uma loja tem fluxo diferente em dezembro; uma construtora em diferentes fases de obra. Com histórico de um ano, você começa a ver essas curvas e consegue planejar melhor.
Posso usar a mesma planilha para múltiplas unidades ou filiais?
Depende da complexidade. Se as filiais têm operações independentes, o ideal é planilhas separadas. Se precisa de visão consolidada, você cria uma planilha consolidada que puxa dados das planilhas individuais. Isso fica mais limpo que tentar colocar tudo em um único arquivo.
Como validar se os números da planilha de DFC batem com a contabilidade?
Pegue o saldo de caixa inicial no balanço, adicione as entradas da planilha, subtraia as saídas e compare com o saldo final no balanço. Se não bate, há lançamentos que não entraram na planilha ou erros de digitação. A conciliação é trabalhosa mas garante que você está enxergando o caixa real.

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