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Custos e Precificação Controller Cast

Controller Cast #25 - Boas práticas na gestão de reembolso, com Guilherme Costantin

Jogue fora os papeizinhos! Confira no episódio como simplificar e automatizar o processo de reembolso de despesas corpoativas em sua emrpesa.

Neste artigo

Banner do Controller Cast sobre gestão de reembolso com destaque do número do episódio

Você, assim como tantas outras pessoas, também já precisou justificar alguma compra para empresa utilizando notinhas fiscais para receber o reembolso necessário. Essa prática é tão normal que nem pensamos em como esse processo pode estar ultrapassado e demandando tempo demais da empresa (e dos funcionários). É com essa perspectiva que neste Controller Cast falamos sobre as boas práticas na gestão de reembolso e prestação de contas. No Controller Cast de hoje Guilherme Costantin, CEO e Cofundador da Espresso Controle de Despesas, conversa com a gente sobre as boas práticas de uma gestão de reembolso.

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O que você pode nos passar sobre boas práticas na gestão de reembolso? Guilherme definiu boas práticas em três etapas:

  • Definir o processo

É importante ter processo porque é algo que envolve dinheiro e, também, a satisfação do funcionário. Então, defina o processo, as regras, crie um fluxo de aprovação (para não sobrar apenas para o Financeiro).

  • Simplifique o processo

Após criado, simplifique-o. É claro para um vendedor, por exemplo, que esse processo é secundário para ele. Porque, no fim, sua tarefa importante são as vendas. Por isso muitas vezes existem casos de atraso para pedir reembolso. Quanto mais simples o processo, mais simples a vida do funcionário (e o benefício é para os dois lados).

  • Automatize o processo

Automatizar elimina muito trabalho manual dos dois lados. E não apenas isso: automatiza o processo de auditoria, de aprovação, e até do reembolso em si. Quais os principais erros e coisas mais bizarras que você, Guilherme, já encontrou? Do lado do funcionário: É normal ouvir que as pessoas odeiam e falam “Eu só peço quando eu gasto mais de R$100”. A pessoa cria um prejuízo aceitável para não ter que fazer o processo. E isso acontece em todos os níveis, de gestor não pedindo reembolso de R$300 e outros funcionários deixando passar valores menores. Separar períodos do tempo para fazer o processo. É comum separarem a sexta de manhã ou a segunda-feira inteira para fazer o relatório de reembolso. E a questão da fraude justificada: criar uma nota falsa feita por ele mesmo, ou pedir em qualquer restaurante. E tudo por conta do processo. Do lado da empresa: Pessoas específicas apenas para conferir papéis que foram lançados na planilha. Outra coisa comum é ver o processo moldado pela forma manual. Empresas colocam regras como: se passar de 30 dias você perde seu reembolso. Esse é apenas um exemplo, mas existem dezenas de regras que são criadas. A relação entre empresa e funcionário fica distorcida. Empresas com gavetas, e até salas, para guardar os papéis. Por onde a empresa pode começar para aderir a uma boa gestão de reembolso? Primeiro passo é procurar por uma ferramenta. É preciso encontrar alguém que te ajude a criar o processo e a simplificá-lo. Porque se o mesmo processo de manter, moldado em cima de um processo antigo, você inserir uma ferramenta não irá mudar nada. É importante fazer um benchmarking em cada mercado, para entender como os processos funcionam em cada setor.

Perguntas frequentes

O que é reembolso de despesas corporativas?
É o pagamento que a empresa faz ao funcionário quando ele faz uma despesa em nome da empresa usando o próprio dinheiro. Exemplos comuns: passagens aéreas, hospedagem em viagens a trabalho, combustível para visitas a clientes, refeições em reuniões externas. O funcionário precisa comprovar a despesa com recibos e notas fiscais para receber o valor de volta.
Quem tem direito a receber reembolso de despesas?
Qualquer funcionário que fizer uma despesa legítima em nome da empresa usando recursos próprios. Geralmente são mais comuns em posições que envolvem deslocamento: executivos, consultores, representantes de vendas e colaboradores que viajam a trabalho. Mas a política exata depende das normas internas de cada empresa.
Em quanto tempo a empresa deve pagar o reembolso?
Não existe um prazo legal único. Cada empresa define seu próprio processo: algumas pagam semanalmente, outras quinzenalmente ou mensalmente. O recomendado é não ultrapassar um mês, porque o funcionário geralmente usa cartão de crédito próprio e precisará pagar a fatura em breve, o que causa impacto no fluxo de caixa pessoal dele.
A empresa pode pagar o reembolso no momento da apresentação do comprovante?
Sim, mas depende da maturidade financeira da empresa. Se ela tiver caixa reservado especificamente para reembolsos (planejamento orçamentário bem estruturado), consegue fazer o pagamento imediato. Se não, o ideal é definir um ciclo regular (semanal, quinzenal ou mensal) para processar todos os reembolsos juntos.
Como o reembolso de despesas impacta no fluxo de caixa?
De duas formas principais. Primeira: o dinheiro sai do caixa quando o funcionário recebe, mas pode ter sido gasto semanas antes. Segunda: em consultorias e agências, muitas vezes o reembolso precisa ser cobrado do cliente antes de ser pago ao funcionário, o que atrasa ainda mais o ciclo de caixa e pode criar problemas de inadimplência.
Qual é a diferença entre reembolso e adiantamento de despesas?
Reembolso é quando o funcionário já gastou do próprio bolso e precisa receber o dinheiro de volta. Adiantamento é quando a empresa dá o dinheiro antes da despesa acontecer. Reembolso é retroativo (comprovação de o que já foi gasto); adiantamento é preventivo (você recebe para depois gastar).
É preciso nota fiscal para pedir reembolso?
Na maioria dos casos, sim. A empresa precisa de algum comprovante (nota fiscal, recibo, comprovante de pagamento) para registrar contabilmente a despesa e justificar o desembolso. Sem isso, fica difícil rastrear para onde o dinheiro foi. Algumas pequenas despesas podem ter regras mais flexíveis dependendo da política interna.
O que é prestação de contas e como funciona?
É o relatório detalhado que o funcionário apresenta listando todas as despesas reembolsáveis, com comprovantes anexados. Funciona assim: o funcionário coleta as notas, organiza por data ou categoria, monta o relatório com valores e justificativas, e encaminha para aprovação (gerente, controller ou departamento financeiro). Depois de aprovado, segue para pagamento.
Usar planilha de Excel para controlar reembolsos é suficiente?
Para empresas muito pequenas com poucos reembolsos por mês, talvez. Mas rapidamente cria gargalos: informações espalhadas, falta de rastreabilidade, lentidão no processamento, risco de erros e dificuldade para auditoria. Conforme a empresa cresce, fica insustentável. Sistemas automatizados economizam tempo do controller e reduzem erros.
Como automatizar o processo de reembolso?
Softwares especializados permitem que o funcionário tire foto do comprovante pelo celular, registre a despesa com alguns cliques, encaminhe para aprovação automática (conforme limites pré-configurados) e receba o dinheiro direto na conta. Tudo rastreável, auditável e sem papel. O fluxo fica transparente para todos os envolvidos.
Qual é o impacto de um reembolso mal controlado no resultado da empresa?
Despesas podem ser registradas incorretamente ou até duplicadas (funcionário cobra da empresa, depois a empresa cobra do cliente, e ambas reconhecem a mesma despesa). Isso distorce o resultado financeiro. Além disso, sem controle, é impossível saber quanto você realmente está gastando com deslocamento, viagens e operações. Fica tudo espalhado.
Como a Treasy ajuda na gestão de reembolsos?
A Treasy integra com sistemas de controle de despesas e permite que você veja em tempo real quanto está sendo gasto com reembolsos, compare com o planejado, e identifique desvios antes do final do mês. Assim você tem dados para decisão, não chute. Se está gastando muito com viagens, você vê logo e pode replanejar.
Vale a pena implementar um sistema de reembolso para uma empresa com 20 funcionários?
Geralmente sim. Com 20 pessoas, é comum ter pelo menos 3 ou 4 fazendo despesas por semana. Sem automação, o time financeiro perde tempo verificando, digitando, auditando. Um sistema simples pagaria por si em redução de horas administrativas em poucos meses.
O reembolso afeta os impostos da empresa?
Sim. Despesas reembolsadas são dedutíveis do imposto de renda da pessoa jurídica desde que sejam legítimas e devidamente comprovadas. Por isso o comprovante importa: sem ele, o contador não consegue aproveitar a dedução. Despesas com viagem, combustível, hospedagem e refeições profissionais são geralmente deduráveis se registradas corretamente.
Como definir quanto cada funcionário pode reembolsar por mês?
Depende do cargo e da função. Um vendedor que viaja pode ter limite maior (R$ 3 mil por mês). Um administrativo que não sai do escritório pode ter limite menor ou até zero. O recomendado é ter uma política escrita, clara e comunicada. Limite muito baixo gera reembolsos frequentes; limite sem supervisão gera despesas incontroladas.
Funcionário pode pedir reembolso retroativamente (meses depois)?
Tecnicamente, sim. Mas não é recomendado. O padrão é que o reembolso seja solicitado logo após a despesa (dias ou semanas), enquanto o comprovante está fresco e a memória do que foi gasto está clara. Reembolso com atraso de meses cria dificuldade de auditoria e pode suscitar dúvidas sobre a legitimidade da despesa.
Como controlar reembolsos de despesas compartilhadas entre funcionários?
Se três funcionários viajam juntos e um paga a hospedagem, o sistema precisa registrar que foi uma despesa compartilhada. A melhor prática é deixar claro quem pagou, o valor total, quantas pessoas se beneficiaram e quanto cada uma deve. Depois o funcionário que pagou recebe o valor cheio e repassa o deles para os colegas, ou a empresa repassa para cada um a sua parte.
Reembolso é diferente de indenização por despesa?
Sim. Reembolso é devolução do valor gasto (você pagou R$ 150 em combustível, recebe R$ 150). Indenização é um valor fixo que a empresa dá sem exigir comprovante (exemplo: a empresa dá R$ 300 mensais para quem trabalha em home office). Reembolso exige nota; indenização é um benefício pré-acordado.

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