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Depreciação, amortização ou exaustão: conheça o conceito e entenda a importância na Gestão Empresarial

Depreciação Amortização ou Exaustão: saiba a diferença e o conceito com exemplos para aplicar na Gestão Empresarial da sua empresa!

Neste artigo

depreciação amortização ou exaustãoPara entendermos o que é depreciação, amortização ou exaustão e a diferença entre eles, antes precisamos saber o que são investimentos e qual sua diferença com Custos e Despesas.

De forma bem resumida, os investimentos são os desembolsos realizados pela empresa para a compra de bens como máquinas, equipamentos, veículos, móveis e recursos de informática (hardware ou software) ou até mesmo em treinamentos e capacitações. Esse tipo de aquisição é conhecida como investimentos operacionais já que, como o próprio nome sugere, contribuem diretamente para melhorar e ampliar a capacidade produtiva da organização.

A principal diferença de um investimento para um custo ou despesa é que o desembolso gerado pelo investimento gera um ativo que ficará na empresa por um período mais longo, criando valor a médio ou longo prazo. Já os custos e despesas são desembolsos que servem para compra de matérias-primas e pagamento de pessoal, por exemplo, gerando valor apenas no curto prazo.

Se você ainda ficou com alguma dúvida em relação a investimentos, custos e despesas, recomendamos  conferir os artigos abaixo antes de prosseguir com a leitura:

A diferença entre depreciação, amortização, exaustão e o “Prazo de Validade”

Agora que sabemos o que são investimentos, precisamos entender também que (com algumas exceções como terrenos ou obras de arte) nada dura para sempre e os bens adquiridos pela empresa tem “prazo de validade”. Ou seja, vão perdendo o valor continuamente ao longo do tempo.

A esse “prazo de validade”, damos o nome de período de depreciação, amortização ou exaustão, dependendo do tipo de ativo adquirido (que veremos na sequência).

Ou seja, a depreciação, amortização ou exaustão é a perda de valor do ativo durante o tempo que ele vai ser utilizado pela empresa, antes de precisar ser descartado e substituído por um novo.

O tempo de vida útil de cada ativo vai variar de acordo com alguns fatores, como determinações legais, nível de utilização, condições de uso, exposição ao clima (chuva, sol, vento), qualidade dos materiais, etc.

Vamos ver como classificar a perda da vida útil de cada ativo de sua empresa e o que é depreciação, amortização ou exaustão:

O que é depreciação?

O conceito de depreciação na contabilidade é a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.

Alguns tipos e exemplos de bens que sofrem depreciação:

  • Edifícios;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Móveis e utensílios;
  • Instalações;
  • Veículos;
  • Computadores e periféricos.

O que é amortização?

Já  o conceito de amortização na contabilidade é a redução do valor aplicado na aquisição de ativos intangíveis, de duração limitada ou de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado.

Alguns exemplos de ativos que sofrem amortização:

  • Marcas e patentes;
  • Softwares e websites;
  • Direitos autorais;
  • Know-how (no caso de transferência de propriedade intelectual, métodos produtivos, etc.)
  • Tecnologia.

O que é exaustão?

Por fim, a exaustão trata a redução do valor, decorrente da exploração dos recursos naturais esgotáveis.

Alguns exemplos de bens que sofrem os efeitos da exaustão:

  • Florestas;
  • Jazidas de metais (ferro, ouro, alumínio, etc.);
  • Jazidas de rochas;
  • Canaviais ou pastagens;
  • Reservas de petróleo.

Como calcular a depreciação, amortização ou exaustão do ativo de sua empresa?

Como vimos nos conceitos de depreciação, amortização ou exaustão, independente do tipo de ativo (tangível, intangível ou recursos naturais), os investimentos realizados pela empresa possuem uma vida útil máxima. Ou seja, após esse período, a empresa precisará realizar um novo investimento para repor o item que sofreu a depreciação, amortização ou exaustão e precisou ser descartado ou perdeu sua serventia.

Portanto, para que a empresa não tenha um “susto” na hora de realizar o novo investimento, é importante saber como calcular a depreciação e amortização de acordo com o valor que o bem perderá ao longo de sua vida útil e mensalmente provisionar esse valor para a compra de um novo bem.

Inclusive, é permitido legalmente que sua empresa utilize esta “despesa” para abater de resultado final (lucro) e, consequentemente, mudar a base de cálculo para o pagamento de tributos como o IRPJ e CSLL.

Por exemplo, imagine que sua empresa investiu R$ 30.000 reais para a compra de um carro para a área comercial realizar visitas aos clientes. A vida útil (contábil) de um automóvel é de cinco anos, ou seja, o veículo depreciará em 60 meses. Logo, podemos calcular que a empresa deverá provisionar R$ 500 mensalmente e, assim, ao final de 5 anos terá o valor suficiente para realizar um novo Investimento para compra de um novo automóvel, para repor o que foi depreciado. Além disto, estes R$ 500 mensais abatem diretamente o lucro da empresa, que pagará menos tributos federais.

O mesmo vale para qualquer outro bem fundamental para empresa, seja um ativo tangível, intangível ou recurso natural esgotável.

Imagine um novo exemplo, onde uma empresa que tenha o modelo de negócio bastante relacionado a venda pela Internet e, por isso, realizou um grande investimento na criação de um website. Essa empresa estima que em dois anos o website estará ultrapassado e precisará investir novamente para atualização do website ou começará a perder vendas. Logo, podemos concluir que o website da empresa amortizará (pois é um ativo intangível) em 24 meses e a empresa deve provisionar o valor mensalmente para o novo investimento que se fará necessário.

Essa é uma prática extremamente necessária no processo de planejamento de qualquer empresa e uma etapa importantíssima do Orçamento Empresarial.

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E aí, conseguiu entender a diferença entre depreciação, amortização e exaustão? Se o conteúdo do artigo foi útil para você e sua empresa, deixe um comentário e compartilhe com seus colegas utilizando os botões das redes sociais que ficam aqui logo abaixo.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre depreciação, amortização e exaustão?
Depreciação é a perda de valor de bens tangíveis (máquinas, veículos, móveis). Amortização é a redução de valor de ativos intangíveis (softwares, marcas, patentes). Exaustão é a redução de valor de recursos naturais esgotáveis (florestas, jazidas de minério). A diferença está no tipo de ativo: concreto, intangível ou natural.
Por que é importante registrar depreciação, amortização ou exaustão?
Porque reflete a realidade econômica da empresa. Quando você compra uma máquina por R$ 100 mil e ela dura 10 anos, você não pode contar R$ 100 mil como custo no primeiro mês. Registrar a perda de valor ao longo do tempo deixa suas demonstrações financeiras mais precisas e alinhadas com o resultado real que você está gerando.
Depreciação afeta o caixa da empresa?
Não diretamente. Depreciação é uma despesa não-caixa, ou seja, você registra contabilmente o desgaste do bem, mas não há saída de dinheiro no mês. O caixa foi impactado quando você comprou o ativo. Por isso é importante separar o que é resultado (lucro/prejuízo) do que é fluxo de caixa.
Como sei qual é o tempo de vida útil de um ativo?
A legislação fiscal brasileira estabelece prazos padrão para cada tipo de bem (máquinas: 10 anos, veículos: 5 anos, móveis e utensílios: 10 anos, edifícios: 25 anos). Você pode usar esses prazos como referência, mas pode também considerar a realidade do seu negócio, consultando a documentação técnica dos equipamentos e o histórico de uso na sua empresa.
Terrenos sofrem depreciação?
Não. Terrenos não se depreciam porque não têm vida útil limitada e tendem a manter ou aumentar o valor. Já as construções feitas no terreno sofrem depreciação normalmente. Obras de arte também não se depreciam, pois tendem a valorizar.
Software precisa de amortização ou pode ser depreciado?
Software é um ativo intangível e deve ser amortizado, não depreciado. O prazo de amortização varia: software adquirido (licenças) geralmente segue entre 3 e 5 anos, enquanto software desenvolvido internamente pode seguir prazos diferentes, conforme determinação da empresa. O importante é documentar bem qual é o período de uso.
Qual a diferença entre depreciação e despesa de manutenção?
Depreciação é a perda de valor inerente ao tempo de uso do ativo. Despesa de manutenção é o gasto para manter o ativo funcionando (consertos, peças, limpeza). As duas são despesas, mas uma é inevitável (depreciação) e a outra é necessária apenas se houver necessidade de reparo.
Como a depreciação reduz meu imposto de renda?
Depreciação é uma despesa dedutível do lucro tributável. Se sua empresa faturou R$ 100 mil em um mês e registrou R$ 10 mil de depreciação, o lucro tributável fica em R$ 90 mil (simplificado). Como imposto é calculado sobre o lucro, a depreciação reduz a base de cálculo do imposto, diminuindo o valor devido.
Posso mudar o tempo de vida útil de um ativo?
Sim, mas com cuidado. Se você tem motivos técnicos e documentados para alterar o período (a máquina durou menos do que esperado, por exemplo), pode revisar a vida útil. Mas mudanças frequentes geram inconsistência nas demonstrações financeiras e podem chamar atenção do fisco se não forem bem justificadas.
Qual a diferença entre investimento e despesa?
Investimento é um desembolso que gera um ativo que ficará na empresa por longo prazo (máquina, equipamento, software). Despesa é um desembolso que gera resultado apenas no curto prazo (salário, matéria-prima, água e luz). Investimentos entram no balanço patrimonial e se depreciam ao longo do tempo; despesas vão direto para o resultado do mês.
Como devo registrar a depreciação no meu sistema financeiro?
Registre como uma despesa mensal no seu plano de contas (pode ser uma conta específica como 'Depreciação - Máquinas' ou agrupada em 'Custos de Depreciação'). Isso garante que o cálculo seja feito automaticamente e que suas análises financeiras mensais reflitam o desgaste real dos seus ativos.
Se vendo um ativo antes do fim da vida útil, como contabilizo?
Você realiza a venda e calcula o ganho ou perda. Se vendeu um equipamento por R$ 30 mil e seu valor contábil (custo menos depreciação acumulada) era R$ 25 mil, você tem um ganho de R$ 5 mil. Esse ganho entra nas demonstrações financeiras como resultado da transação, não como receita operacional.
Qual a diferença entre depreciação contábil e fiscal?
Depreciação contábil segue as normas contábeis (IFRS) e reflete a realidade do desgaste do ativo. Depreciação fiscal segue as regras da Receita Federal (prazos fixos por tipo de bem) para cálculo de imposto. Geralmente são diferentes, e a empresa mantém registros separados para cada finalidade.
Exaustão é importante para empresas que não exploram recursos naturais?
Não. Exaustão só se aplica a empresas que exploram recursos naturais (mineração, extração de petróleo, silvicultura). Se sua empresa não está nesse ramo, você não precisa se preocupar com exaustão.
Como a amortização de intangíveis funciona se o ativo não tem forma física?
Funciona da mesma forma que depreciação, mas aplicada a bens sem forma física. Se você compra uma marca por R$ 100 mil com direito legal de uso por 10 anos, você registra R$ 10 mil de amortização por mês. Ao final dos 10 anos, a marca tem valor zero na contabilidade, mesmo que ainda exista no mercado.
Posso depreciar um bem que já paguei integralmente?
Sim. O fato de ter pago a vista não muda nada. A depreciação não tem relação com a forma de pagamento, mas com o tempo de uso. Quer tenha financiado ou pago à vista, o bem se deprecia normalmente.
O que é vida útil residual ou valor residual?
É o valor que você estima que o ativo terá ao fim de sua vida útil. Se uma máquina custa R$ 100 mil, dura 10 anos e você estima poder vendê-la sucata por R$ 10 mil, o valor residual é R$ 10 mil. A depreciação mensal seria calculada sobre R$ 90 mil (custo menos valor residual), não sobre os R$ 100 mil.
Qual é o melhor método para calcular depreciação: linear ou acelerado?
O método linear (mesmo valor todo mês) é o mais comum e simples. Métodos acelerados (mais depreciação nos primeiros anos) refletem melhor a realidade de alguns ativos que perdem valor mais rápido no começo. Para fins fiscais no Brasil, normalmente usa-se linear, mas você pode usar acelerado se tiver justificativa técnica documentada.

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